Política

Boulos provoca Flávio Bolsonaro após anúncio ao Planalto: “Só não vai desmaiar no debate”

Foto: Michel Melo/Metrópoles e Breno Esaki/Metrópoles

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu com ironia ao anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. Nas redes sociais, Boulos afirmou que Lula derrotou Jair Bolsonaro em 2022 e que o governo espera repetir o resultado contra o filho em 2026. Em tom provocativo, relembrou o episódio em que o senador passou mal durante um debate eleitoral no Rio, em 2016: “Só não vai desmaiar no debate, @FlavioBolsonaro”.

O caso citado por Boulos ocorreu em um debate da TV Band, quando Flávio, então candidato à prefeitura, desmaiou enquanto respondia a uma pergunta. Ele foi inicialmente amparado por Jandira Feghali (PCdoB), que depois se afastou após declarações de Jair Bolsonaro de que “comunista não tocaria” em seu filho. À época, a equipe do senador atribuiu o mal-estar a uma intoxicação alimentar.

Flávio confirmou nesta sexta-feira que foi escolhido pelo pai para representar o bolsonarismo na disputa pelo Planalto. Em publicação, disse assumir a missão com “grande responsabilidade” e afirmou que pretende dar continuidade ao “projeto de nação” de Jair Bolsonaro, preso desde setembro na sede da Polícia Federal em Brasília.

A decisão marca a primeira vez em que o ex-presidente declara abertamente um nome de sua família para a sucessão. A expectativa no PL é que Flávio atue nacionalmente para unificar aliados e manter mobilizada a base bolsonarista. Entre os apoios já consolidados estão os governadores Tarcísio de Freitas, em São Paulo, e Cláudio Castro, no Rio de Janeiro.

Com informações do Metrópoles

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Política

Senadores paraibanos reagem à decisão de Gilmar que restringe impeachment contra ministros do ST



					Senadores paraibanos reagem à decisão de Gilmar que restringe impeachment contra ministros do STF
Efraim Filho e Veneziano assinaram a CPI do Crime Organizado. 

Senadores paraibanos criticaram a decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de limitar apenas à Procuradoria-Geral da República (PGR) a possibilidade de denunciar ministros da Corte. Antes, a lei permitia que essa fosse uma prerrogativa de “todo cidadão”.

A decisão ainda terá que ser referendada pelo plenário virtual, mas já está valendo. Na prática, a decisão muda a lei do impeachment, de 1950, restringindo também a atuação do Congresso Nacional contra ministros do Supremo.

Pela decisão, além da denúncia feita pelo PGR, o impeachment de um ministro precisará do apoio de dois terços do Senado para abrir o processo e para aprová-lo.

O senador Efraim Filho, líder do União Brasil, disse que a decisão do STF invade uma competência do Senado e que qualquer alteração nesse entendimento precisa partir do Congresso Nacional.

“Foi uma decisão excessiva e exagerada, pois a Constituição é muito clara ao dizer que todo o Poder emana do Povo. Isso ataca o sistema de freios e contrapesos, que diz que os poderes devem fiscalizar uns aos outros”, avaliou.

Aliado do governo Lula (PT), o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) classificou de “inoportuna” e “inapropriada” a decisão.

“Imagino que o plenário do Supremo deve rever essa decisão monocrática. Não podemos continuar a ter os níveis de decisão monocrática que acontecem atualmente”, opinou.

Ainda de acordo com Veneziano, a competência do Senado para processar os ministros já está “Consagrada” na Constituição.

Lei do Impeachment

A Lei do Impeachment no Brasil é regulamentada pela Lei 1.079/50. Ela prevê que os crimes de Responsabilidade, ainda quando simplesmente tentados, são passíveis da pena de perda do cargo.

Afirma também que a decisão será imposta pelo Senado Federal nos processos contra o Presidente da República ou Ministros de Estado, contra os Ministros do Supremo Tribunal Federal ou contra o Procurador Geral da República.

O debate gira em torno da Constituição de 1988, para entender se o texto constitucional recepciona ou não a lei do impeachment.

Apesar de não mencionar diretamente o impeachment de ministros, a Constituição Federal diz que compete ao Senado processar e julgar ministros do STF quanto a crimes de responsabilidade.

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Efraim pede reação imediata do Senado contra Gilmar Mendes: “Ninguém é intocável”

O senador Efraim Filho (União) defendeu, nesta quinta-feira (4) que o Senado reaja à decisão do ministro do STF, Gilmar Mendes, ao permitir que somente a PGR possa pedir impeachment de ministros da Suprema Corte.

“É uma decisão exagerada, indevida. Ela usurpa competências do Senado Federal. Há de ter, sim, uma reação enérgica, rápida, né?! Para que o Congresso possa preservar o sistema federativo brasileiro, a democracia, né? A representação das pessoas. A Constituição diz o poder é mana do povo e é o povo quem faz as suas escolhas. Inclusive, tem o direito de fiscalizar e de denunciar e denuncia ao Congresso Nacional para que o Senado Federal possa, entendendo plausível, abrir o processo de impeachment. Eu acredito que não há poder intocável. Ninguém é intocável.”

Além disso, Gilmar elevou o quórum necessário no Senado para que o processo seja aberto: em vez de maioria simples (metade mais um, cerca de 41 senadores), agora será exigido o apoio de dois terços (aproximadamente 54 senadores).

Blog do BG PB 

 

 

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Política

Argentina julga nesta quarta (3) extradição de brasileiros do 8 de Janeiro após pressão de Moraes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Justiça Federal da Argentina começa a julgar nesta quarta-feira (3) o pedido de extradição dos cinco condenados pelos atos de 8 de janeiro que foram presos no país após ordem do ministro Alexandre de Moraes. Eles receberam penas entre 13 e 17 anos no Brasil e serão julgados simultaneamente pelo juiz Daniel Rafecas, responsável por mais de 60 mandados contra foragidos ligados ao caso.

A audiência está marcada para 11h30 (horário de Brasília). O governo brasileiro será representado por advogados contratados pela AGU, enquanto o Ministério Público argentino também participa. Após as exposições, Rafecas terá até três dias úteis para decidir — prazo que termina na próxima terça (9). Caso a extradição seja autorizada, ainda caberá recurso à Suprema Corte da Argentina.

O processo já sofreu três adiamentos: o primeiro por conflito de agenda no tribunal, o segundo a pedido da própria AGU e o terceiro após recursos apresentados por defensores de um dos presos, que foram negados. Todos os cinco haviam solicitado refúgio à Conare argentina, mas não receberam resposta antes da prisão.

Mesmo que o juiz decida pela extradição, o colegiado da Conare ou o presidente Javier Milei ainda podem intervir e conceder refúgio. Uma das presas, Ana Paula de Souza, afirmou recentemente que se arrepende de ter escolhido a Argentina para fugir e que o grupo está “abandonado” no sistema prisional do país.

Com informações da CNN

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Política

Léo Bezerra assume campanha de Cícero e diz que teme ser expulso do PSB

O vice-prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, afirmou que teme ser expulso, novamente, pelo PSB, após o prefeito Cícero Lucena confirmá-lo no comando da pré-campanha.

“Eu temo passar pelo que eu já passei, aí eu tenho que ser sincero a vocês, eu já fui expulso de um partido, foi muito, foi muito traumático pra mim, eu espero não passar por isso. Eu fui pra várias plenárias do PSB, onde algumas pessoas tinham o desejo diferente do meu, e eu sentei, conversei, dialoguei, discuti sem problema nenhum. Eu espero que seja da mesma forma, eu tenho certeza que vai ser da mesma forma, porque conheço o governador João Azevedo.”

O distanciamento entre Léo e João se iniciou após o vice-prefeito declarar voto em Cícero Lucena, e não em Lucas Ribeiro, candidato apoiado por João Azevedo, que atualmente preside o PSB no estado.

Blog do BG PB

 

 

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Política

“Nós nos resolvemos”, diz Flávio após atrito com Michelle

Foto: Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que conversou na segunda-feira (1º) com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os dois se resolveram.

No final de semana, Michelle criticou o apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará, o que causou um mal-estar na cúpula da legenda.

“Eu conversei longamente com a Michelle ontem. Nós nos resolvemos e expliquei a ela que não havia nenhuma decisão tomada sobre palanques, nem no Ceará nem em nenhum outro estado”, afirmou.

O filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que, como interlocutor do pai, analisará os cenários em todas as unidades da federação com a participação de Michelle. Segundo ele, porém, a decisão final será do ex-presidente.

“Prefiro enxergar o que aconteceu pelo lado bom, de dar um freio de arrumação para que todos pensem juntos o melhor a fazer com foco na estratégia nacional, porque temos um Brasil para redemocratizar”, salientou.

Nesta terça-feira (2), Michelle se reunirá com a cúpula nacional do PL para afinar o discurso e evitar novos atritos públicos. A discordância, na visão de dirigentes da direita, só enfraquece o espectro conservador.

CNN

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Política

Após apelo de Lula, ex-deputado condenado no Mensalão decide voltar à disputa eleitoral em 2026

Foto: Presidência da República

Atendendo a um pedido público do presidente Lula, o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT) decidiu que será candidato a deputado federal por São Paulo nas eleições de 2026. A decisão foi tomada nos últimos dias e já comunicada a aliados próximos. O petista, que presidiu a Câmara entre 2003 e 2005, iniciou a montagem de sua equipe de comunicação para a pré-campanha.

A informação é da coluna do Igor Gadelha, do Metrópoles. O deputado estadual Emídio Souza (PT) foi um dos primeiros informados. Ele afirmou que deve fazer uma “dobradinha” com João Paulo no próximo pleito. O ex-deputado voltou a circular com frequência em Brasília após a vitória de Lula em 2022.

João Paulo Cunha renunciou ao mandato em 2014 depois de ser condenado no esquema do Mensalão, o que o deixou inelegível por oito anos. O prazo encerrou em 2022, mas ele optou por não disputar aquela eleição. A pressão para seu retorno se intensificou após um evento em Osasco, em julho de 2025, quando Lula lhe fez um apelo direto para voltar à política.

“João Paulo, você trate de voltar para a política. Para de ganhar dinheiro como advogado em Brasília, pô. Vem para porta de fábrica fazer comício”, disse Lula na ocasião.

Além de João Paulo, outro nome marcado pelo Mensalão também deve tentar uma vaga na Câmara: José Dirceu, ex-ministro e igualmente condenado no processo, decidiu disputar o cargo por São Paulo em 2026.

Com informações do Metrópoles

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Política

CCJ da Câmara pode analisar cassação de Carla Zambelli nesta terça

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados pode analisar nesta terça-feira (2) a cassação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).
A análise está na pauta da reunião desta terça e a previsão é que o relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) apresente o parecer sobre o caso durante a sessão. Um pedido de vista ainda pode adiar a votação.
Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por comandar uma invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Não cabe mais recurso da condenação.
Por ter sido condenada criminalmente em decisão definitiva, a Câmara precisa dar aval à perda do seu mandato.
A parlamentar está presa em Roma, na Itália, desde julho deste ano. Antes de a condenação se tornar definitiva, Zambelli fugiu para o país, o que levou a ser incluída na difusão vermelha da Interpol.
Além da prisão, o julgamento do Supremo determinou a perda do mandato de Zambelli, sem deliberação da Câmara. No entanto, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu adotar rito distinto e enviou o caso à análise dos deputados.
A direção da Câmara encaminhou à CCJ uma representação comunicando a decisão do Supremo, que precisa ser analisada pelo colegiado.
G1

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Política

Após prisão de Bolsonaro, Michelle indica topar ser vice de Tarcísio

Foto: Luís Nova

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) passou a indicar a aliados que topa ser candidata a vice-presidente da República em 2026, em uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A sinalização, segundo relatos feitos à coluna por pessoas próximas ao clã Bolsonaro, foi dada por Michelle em conversas nos últimos dias, após o marido começar a cumprir, em regime fechado, a pena à qual foi condenado no inquérito do golpe.

A avaliação no clã Bolsonaro é de que é preciso ter alguém da família na chapa presidencial para manter a influência da família. O temor é de que, se eleito, Tarcísio cresça politicamente e deixe o legado de Jair Bolsonaro em segundo plano.

Em conversas reservadas, Michelle tem dito respeitar e confiar em Tarcísio. A ex-primeira-dama, de acordo com pessoas próximas à família, avalia que o atual governador de São Paulo não trairia o ex-presidente da República.

O plano original de Michelle seria disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal (DF) em 2026. A esposa de Jair Bolsonaro, como noticiou a coluna, cogitava, inclusive, colocar um de seus irmãos como suplente na chapa.

A ex-primeira-dama, entretanto, afirmou a aliados que, se necessário, topa abrir mão da candidatura a senadora no DF — onde tem grandes chances de ser eleita — para compor chapa com Tarcísio ao Palácio do Planalto.

Metrópoles

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Política

Base de Lula entra em alerta com crise na segurança e pressiona por um “xerife” no governo

Foto: Wilton Júnior

A insegurança pública virou o maior calo do governo Lula, e a própria base admite: o Planalto não consegue dialogar com a maioria da população sobre o tema. Diante desse vácuo, aliados intensificaram a pressão para que Lula coloque no governo alguém com imagem de “linha dura”. Nas conversas mais recentes, até o nome de Ricardo Cappelli — ex-número dois de Flávio Dino e interventor da segurança no DF após o 8 de janeiro — chegou a ser sugerido como solução emergencial.

Cappelli, hoje comandante da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), rechaçou a ideia e sinalizou preferência por disputar o governo do Distrito Federal em 2026. Mesmo assim, a simples circulação do nome escancarou o clima de apreensão: governistas avaliam que, apesar da PEC enviada ao Congresso e do projeto contra facções, o Planalto perde feio a batalha do discurso para a direita.

A criação de um Ministério da Segurança Pública, vista por muitos como saída óbvia, segue travada por discordâncias dentro do governo e do próprio PT. Aliados afirmam que o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, não tem o perfil para enfrentar o debate, enquanto o próprio Lula ainda demonstra pouca convicção de que a mudança estrutural é necessária — o que paralisa qualquer decisão.

A irritação cresceu após a derrota no projeto de lei antifacção, aprovado com ampla margem mesmo com a resistência do governo. A ofensiva da oposição, impulsionada pela operação do Rio contra o Comando Vermelho, fez o tema dominar o cenário nacional. Agora, pressionado e sem narrativa unificada, o Planalto corre para não perder de vez o controle do debate que será central nas eleições de 2026.

Com informações do Estadão

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