Brasil

Além de Lula, pelo menos 25 alvos da Lava Jato são candidatos nas eleições deste ano

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao menos outros 25 antigos alvos da Operação Lava Jato disputam as eleições deste ano. A grande maioria (19 candidatos) busca se eleger como deputado federal, dois tentam o Senado e apenas um almeja uma cadeira na Assembleia Legislativa do seu Estado. Outros três nomes se candidataram ao cargo de governador.

Depois de passar um ano e sete meses na prisão após ser condenado na Operação Lava Jato a cumprir pena de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá, Lula recuperou os direitos políticos e agora tenta voltar ao Palácio do Planalto.

A Lava Jato foi deflagrada em março de 2014, por ordem do então juiz federal Sérgio Moro, candidato ao Senado pelo Podemos no Paraná. Até ser extinta, em 2021, a operação viveu 80 fases e levou para o banco dos réus empreiteiros, doleiros, lobistas e políticos.

Entre os 26 políticos que agora registraram suas candidaturas na Justiça Eleitoral, alguns foram acusados criminalmente pela força-tarefa de Curitiba ou pela Procuradoria-Geral da República (PGR) – nos casos de detentores de prerrogativa de foro no Superior Tribunal de Justiça ou no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, em vários desses casos, as denúncias foram rejeitadas judicialmente, por inépcia ou insuficiência de provas, e os acusados nem réus se tornaram.

A prisão do ex-presidente petista marcou o auge da operação, que começou a declinar com a decisão de Moro de deixar a magistratura e virar ministro da Justiça e da Segurança Pública do presidente Jair Bolsonaro, eleito em 2018 no rastro do discurso de combate à corrupção

SALDO – Refletido também na disputa eleitoral deste ano, o saldo da Lava Jato é uma oposição entre críticos e defensores contundentes da operação. Entre os algozes, a avaliação é de que, em nome do enfrentamento da corrupção, a Lava Jato permitiu e autorizou todos os meios disponíveis, inclusive os ilegais durante as investigações e processos. Seus defensores, protagonizados pelo ex-coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, e o próprio Moro – que também são candidatos a cadeiras no Congresso Nacional –, afirmam que a operação foi alvo de um movimento orquestrado de desmonte, que livrou acusados que agora tentam voltar à cena política.

A complexidade da operação resultou numa disputa pelo “espólio” da Lava Jato, tanto pelos agentes dos mecanismos de controle, quanto pelos que foram investigados e presos, destaca Clodomiro Bannwart, advogado e pós-doutor em Filosofia pela Unicamp. Ele avalia que, neste cenário de discursos que flertam com o rompimento institucional, “a corrupção parece engalfinhada nas entranhas do estado de direito, maculando e pervertendo as instituições por dentro”.

‘ATESTADO’ – Como aponta Silvana Batini, professora da FGV do Rio de Janeiro e doutora em direito público pela PUC, embora a participação de ex-alvos da Lava Jato nas eleições “faça parte do jogo”, “a lei não dá um atestado de idoneidade”. Pela legislação eleitoral vigente, ficam impedidos de concorrer apenas os candidatos que possuam condenação transitada em julgado (sem possibilidade de recurso) por alguns crimes. “A pessoa pode estar respondendo a vários inquéritos, pode estar até condenada numa primeira instância, e ela continua elegível”, afirma Battini.

Na avaliação da professora, uma possibilidade para a formação do voto nestas eleições, é que “o eleitor construa os seus próprios critérios políticos de elegibilidade”.

Na lista está o deputado federal e candidato à reeleição, Aguinaldo Ribeiro (PP). Em 2017  ele foi investigado por supostamente participar de uma organização criminosa junto de outros parlamentares do PP. Contudo, em 2021, o STF arquivou o inquérito.

Em alguns casos, políticos precisam enfrentar batalhas nos tribunais para garantir a candidatura. Na semana passada, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha teve seu registro de candidatura autorizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por quatro votos favoráveis e dois contrários. Após ficar preso de 2016 a 2021 no âmbito da Lava Jato, ele tenta voltar ao Legislativo federal pelo PTB. O caso deverá parar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“A Lava Jato expôs ao Brasil um esquema de corrupção sem precedentes, tanto em relação ao montante roubado dos cofres públicos quanto ao número de autoridades envolvidas”, disse Dallagnol, que atuou como coordenador da extinta força-tarefa em Curitiba e também busca na política um novo caminho. Ele é candidato a uma cadeira na Câmara pelo Podemos.

Coordenador jurídico da campanha de Lula, o advogado Cristiano Zanin se tornou um dos críticos mais ácidos da Lava Jato e da atuação de Moro e “determinados” ex-procuradores nos processos que condenaram o ex-presidente. “Vencemos 26 procedimentos jurídicos que foram indevidamente abertos contra Lula na Justiça brasileira e também o comunicado que fizemos ao Comitê de Direitos Humanos em 2016.”

Sobre os candidatos investigados na operação, Dallagnol é enfático: “Acredito que essas pessoas não tenham idoneidade nem reputação ilibada”. Confira a seguir a lista com 26 candidatos que foram mencionados, indiciados, processados ou condenados na operação. A reportagem fez contato com cada um, por meio de seus advogados e assessores. Contudo, até a conclusão da reportagem, nem todos responderam aos questionamentos realizados.

Estadão

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Política

TSE autoriza apoio da Força Federal para 561 municípios durante as Eleições 2022

Foto: Divulgação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, autorizou o envio da Força Federal para reforçar a segurança em 561 localidades de 11 estados durante o primeiro turno das Eleições 2022. As decisões devem ser referendadas pelo plenário do TSE.

Segundo o TSE, as forças federais devem atuar em 167 municípios do estado do Rio de Janeiro, conforme solicitação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Já o Maranhão solicitou apoio em 97 localidades.

Também serão enviadas forças de segurança para o Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Piauí e Tocantins. Entre as solicitações dos TREs destes estados estão apoio logístico, inclusive em terras indígenas.

Previsão legal
O TSE informou que a possibilidade de requisição do auxílio das Forças Federais está prevista na legislação desde 1965. “O artigo 23, inciso XIV, do Código Eleitoral (Lei 4.737/1965) estabelece que cabe privativamente ao TSE “requisitar Força Federal necessária ao cumprimento da lei, de suas próprias decisões ou das decisões dos tribunais regionais que o solicitarem, e para garantir a votação e a apuração”.

De acordo com a regra prevista em resolução, o TSE “pode requisitar o apoio para garantir o livre exercício do voto, a normalidade da votação e da apuração dos resultados. Para tanto, os TREs devem encaminhar o pedido indicando as localidades e os motivos que justifiquem a necessidade de reforço na segurança, com a anuência da Secretaria de Segurança dos respectivos estados”.

O TSE informou ainda que pedidos aprovados são encaminhados ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e execução das ações empreendidas pelas Forças Armadas.

Agência Brasil

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Política

Eleições têm 421 vereadores em busca de uma cadeira no Congresso

Foto: Pablo Valadares/Estadão Conteúdo

As eleições de outubro não envolvem cargos nas Câmaras Municipais, mas podem servir de trampolim para que os políticos locais possam exercer funções em outras esferas. O número de vereadores que concorrem nas eleições deste ano é de 1.106.

Desse total, 421 estão de olho nas vagas do Congresso Nacional, em Brasília. A maioria deles (396, ou 94%) tenta uma vaga de deputado federal. Vinte e cinco disputam o Senado (oito como candidatos a senador, seis a primeiro suplente e 11 a segundo suplente).

Entre as ocupações mais declaradas por candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2022, vereador é a quarta.

Caso todos conseguissem se eleger neste ano, quase 2% das Câmaras Municipais seriam renovados com dois anos de antecedência ― as eleições municipais estão marcadas para 2024.

A maioria dos vereadores candidatos (681, ou 61%) busca uma vaga de deputado estadual. Apenas quatro são candidatos a vice-governador.

O peso das grandes cidades

Em capitais, o número de vereadores que tentarão um novo cargo em 2022 é significativo. Em São Paulo, por exemplo, quase um terço da Câmara Municipal concorre nestas eleições.

Dos 55 vereadores da cidade, 16 são candidatos (12 como deputado federal e quatro como estadual). Se todos se elegessem, a Câmara teria uma renovação de quase 30%.

Em todo o país, são 119 vereadores de capitais que se candidataram a deputado federal.

O pesquisador Fernando Meireles destaca que uma votação de vereador em uma cidade do tamanho de São Paulo ajuda a largar em uma “posição competitiva” pela vaga na Câmara dos Deputados.

Em 2020, os cinco vereadores mais votados para a Câmara paulistana tiveram entre 67 mil e 167 mil votos, números que dariam boas chances de vitória nas eleições para deputado federal no estado em 2018, a depender do partido.

Delegado Palumbo (MDB), Felipe Becari (União Brasil) e Fernando Holiday (Novo), que integram a lista dos vereadores mais votados em São Paulo em 2020, são candidatos a deputado federal em 2022.

Nas Câmaras Municipais do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, mais de 20% dos vereadores também tentam outros cargos neste ano.

Além de 11 postulantes a deputado federal, a Câmara da capital mineira tem uma candidatura ao Senado.

Proporcionalmente, Maceió é a capital em que mais parlamentares buscam a Câmara dos Deputados: sete de seus 25 ocupantes. Por outro lado, nenhum dos 15 vereadores de Vitória lançou candidatura ao cargo.

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Política

Nova pesquisa Veritá para governador da Paraíba: João tem 31,3%, Veneziano vai a 21,2% e os dois se consolidam no 2º turno

Foto: Divulgação

O Instituto Veritá divulgou  no seu Instagram a mais nova pesquisa de intenção de votos para o Governo da Paraíba. Os números confirmam que a eleição na Paraíba será decidida no segundo turno, entre os candidatos João Azevedo (PSB) e Veneziano (MDB).

Segundo a pesquisa, João tem 31,3%, Vené vem em segundo e agora aparece com 21,2%, Nilvan Ferreira (PL) vem em terceiro com 20,4% e Pedro Cunha Lima(PSDB) é o quarto colocado, com 17,3%.

O Major Fábio (PRTB) obteve 1.1%, Adjany Simplício (PSOL) 0,6%, Adriano Trajano (PCO) 0,1%, Nascimento (PSTU) 0%, não sabem ou não responderam 4,6% e brancos e nulos 3,4%.

A pesquisa é uma iniciativa do Instituto Veritá, foi realizada no período de 10 a 14 de setembro de 2022, apresenta uma margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Foram entrevistados 1.512 eleitores e a pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba com o número TRE-PB-05942-2022.

Veja mais detalhes da pesquisa: EXCLUSIVO: ‘PESQUISA VERITÁ’ João Azevedo tem 31,3% seguido de Veneziano com 21,2%; Nilvan soma 20,4% e Pedro 17,3%; Veja na íntegra

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Política

CONFUSÃO EM GUARABIRA: Gervásio Maia presta queixa à polícia e diz ter sido agredido

Foto: Walla Santos

O deputado federal Gervásio Maia (PSB) emitiu nota neste domingo (18) para explicar as circunstâncias da briga entre ele e um assessor parlamentar da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Na  nota, o deputado, que tenta a reeleição, diz ter sido “agredido covardemente” quando tentava exercer o direito de fala.

“No início da madrugada, prestei queixa na Polícia. Fui agredido pelas costas enquanto discursava. Não podemos normalizar e permitir que episódios como esse virem rotina. O tempo de ódio precisa acabar.”, disse o parlamentar.

LEIA MAIS: Termina na delegacia confusão entre Gervásio Maia e aliados de Raniery Paulino, em Guarabira

Confira a nota

Povo da Paraíba,

Na noite de sábado (17), fui agredido covardemente por um assessor parlamentar da Assembleia Legislativa da Paraíba quando tentava exercer meu direito de fala em uma atividade de campanha na cidade de Guarabira.

Na ocasião, falaria na qualidade de deputado federal, presidente estadual do PSB e candidato à reeleição ao lado de Célio Alves, dr Teotônio, do vice-prefeito Wellington e de muitos amigos da região.

Passo para agradecer as inúmeras mensagens de solidariedade e para informar que estou bem. Após as devidas providências, seguirei com minha agenda normalmente.

Esse tipo de postura é inaceitável, intolerável e um ataque a todos os que defendem a democracia e o estado de direito.

Não serei intimidado por esse ataque sorrateiro e covarde. Vou continuar caminhando pela Paraíba para falar de ações que realmente interessam às filhas e filhos do povo. Assim, como fizemos quando destinamos recursos para a instalação do primeiro tomógrafo público da Região (esperado há 70 anos) e recursos para a reestruturação da Universidade Estadual da Paraíba, Campus III.

A cidade de Guarabira sempre foi acolhedora. A atitude mesquinha de poucos não me fará deixar de trabalhar pelo município. O processo eleitoral não pode ser exercido sob as insígnias da violência e da intolerância.

No início da madrugada, prestei queixa na Polícia. Fui agredido pelas costas enquanto discursava. Não podemos normalizar e permitir que episódios como esse virem rotina. O tempo de ódio precisa acabar.

Gervásio Maia

MaisPB

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Política

PF descobre esquema e evita quase R$ 500 milhões em fraudes do INSS

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Polícia Federal identificou uma suspeita de fraude que pode chegar a R$ 486 milhões em pagamentos de benefícios, como o auxílio-reclusão, cujo objetivo é proteger parentes que, com a prisão do segurado, podem ficar sem renda e, no caso de jovens, abandonar a escola para trabalhar.

A operação para identificar os desvios também contou com a atuação do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Setores de inteligência das instituições financeiras que fazem esses pagamentos verificaram indícios de irregularidades nas transferências.

De acordo com a PF, as supostas fraudes foram feitas por meio de acessos de senhas de 29 servidores do INSS. A principal suspeita é que os códigos tenham sido hackeados. Ainda segundo policiais que participam da ação, com o acesso ao sistema do órgão, criminosos conseguiram reativar benefícios e alterar dados de contas bancárias para que os pagamentos fossem feitos.

Investigadores contaram à Folha que, entre os indícios encontrados até o momento, foi possível identificar em uma grande quantidade de casos que titulares das contas dos bancos não eram os mesmos destinatários dos benefícios.

Um outro padrão notado é que as reativações foram feitas em benefícios que estavam perto de completar cinco anos, com valores que nunca passavam de R$ 100 mil —o que seria, em tese, para não chamar a atenção de órgãos de controle, como o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

“A Polícia Federal detectou, por meio do uso de ferramentas de análise massiva de dados, a existência de milhares de reativações de benefícios sociais de forma fraudulenta. Dessa forma, a medida mais urgente para evitar a evasão de dinheiro público foi o acionamento das instituições financeiras, possibilitando o bloqueio do pagamento de milhões de reais em benefícios fraudulentos”, disse Cléo Mazzotti, coordenador-geral de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal.

A maior preocupação do lado da polícia era que os pagamentos fossem suspensos o quanto antes. Isso porque a experiência de investigações desse tipo mostra que é difícil recuperar o dinheiro depois de realizada a transferência. Em algumas situações, é possível encontrar os autores, mas dificilmente os recursos são devolvidos.

A apuração começou em junho deste ano e, desde então, os bloqueios de pagamentos começaram a ser feitos.

Mais de 13 mil benefícios que seriam pagos estão na mira da investigação —entre eles o auxílio-reclusão. o benefício é pago a dependentes do trabalhador que tenha no mínimo dois anos de atividade urbana reconhecida pelo INSS e não receba benefício do órgão, dentre outras exigências.

Segundo o INSS, uma análise mais aprofundada vai concluir, dentro desse montante de R$ 486 milhões, quais benefícios que seriam pagos irregularmente e quais estavam regulares. Por isso, o órgão ainda não tem informação de quanto poderá ser recuperado.

A PF agora investiga se a ação foi orquestrada, se partiu de um mesmo grupo e busca identificar os autores das supostas fraudes.

Na esteira de medidas para combater desvios, o INSS concluiu no início de setembro a distribuição de tokens para aprimorar a segurança no acesso de servidores do órgão a dados dos beneficiários e ao sistema que autoriza a concessão de benefícios.

Com isso, o acesso passa a ser protegido por três mecanismos: a senha pessoal de cada servidor, a verificação em duas etapas (código enviado para o celular do servidor) e o token (uma espécie de pen-drive que deve ser inserido no computador para destravar o sistema do INSS).

Os tokens custaram R$ 1,34 milhão e devem ser renovados em três anos.

“Historicamente, o INSS é alvo de fraude, é alvo de todo tipo de problema. Nós começamos nos últimos anos a intensificar as parcerias com outros órgãos. As fraudes estavam cada vez mais sofisticadas, e o mundo está investindo em segurança cada vez mais. Então o setor público não pode ficar à margem disso”, disse o diretor de tecnologia da informação do INSS, João Rodrigues da Silva Filho.

O processo de compra dos tokens começou ainda no ano passado, como um projeto do INSS. A compra foi feita no início de 2022 e, agora em setembro, o sistema de todos os servidores do órgão (cerca de 20 mil) passou a exigir o dispositivo.

Essa nova fase começou como um teste para um grupo mais restrito de servidores, mas, após seis meses, foi adotado por todo o órgão.

Os tokens foram distribuídos inclusive para servidores de agências do INSS em todo o país. Segundo Filho, o dispositivo passou a ser necessário até para acessar o histórico e processo de beneficiados.

“O valor investido na segurança é muito pequeno em relação ao risco de fraudes”, afirmou o diretor.

O INSS trabalha em conjunto com outros órgãos para evitar prejuízos no pagamento de benefícios. Além da PF, há grupos de trabalho com o Ministério da Previdência e Trabalho, GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e Dataprev.

Os bancos fazem, por exemplo, cruzamento de dados para saber se o benefício a ser pago será depositado em uma conta com o mesmo CPF ou de algum familiar. Caso contrário, há um indício de fraude.

Outra medida prevista pelo INSS é a troca da rede dos computadores, por uma com acesso mais rápido e que dá mais autonomia ao órgão. Atualmente, em caso de alguma suspeita de acesso irregular com informações e senhas de servidores, o INSS não consegue bloquear o acesso imediatamente —às vezes, depende do Dataprev.

Além disso, o INSS quer investir mais em cursos e conscientização dos servidores sobre os riscos de fraude para evitar que o sistema seja burlado.

FolhaPress

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Política

Candidato a deputado divulga nota após briga com Gervásio Maia em Guarabira

Foto: Reprodução

O candidato a deputado estadual Renato Meireles (PSB) divulgou nota neste domingo (18) para explicar o episódio de agressões ocorrido neste sábado (17) durante evento do PSB em Guarabira. Durante o discurso dos candidatos nas eleições deste ano, o deputado federal Gervásio Maia (candidato à reeleição) e Meirelles se desentenderam, protagonizando cenas de briga.

VEJA MAIS: Termina na delegacia confusão entre Gervásio Maia e aliados de Raniery Paulino emGuarabira

Confira a nota

Aos amigos de Guarabira, da Região do Brejo e a todo povo paraibano.

O candidato a Deputado Estadual Renato Meireles vem, por meio desta, lamentar e explicar o desagradável episódio ocorrido no Comício de encerramento da Caravana 40 na noite deste sábado 17/09/2022 em Guarabira.

Qualquer evento político tem uma organização e um roteiro de falas.

A organização do evento havia definido que após as falas do Governador João, do Deputado Raniery e da Senadora Polyana, seria a vez da fala de Renato Meireles e depois do Candidato Célio Alves.

Ocorre que após a fala da Senadora Poliana, o candidato Célio pegou o microfone das suas mãos e em total desrespeito a organização do evento, iniciou o seu discurso sem sequer ser anunciado quebrando a ordem estabelecida.

Renato Meireles, apesar de preterido na ordem de fala, esperou pacientemente a conclusão do discurso de Célio momento em que o candidato, mais uma vez, em total desrespeito a organização do evento, passou o microfone ao Deputado Gervasio, sem qualquer anúncio por parte do cerimonial oficial, preterindo-se mais uma vez, o direito de fala de Renato Meireles em sua própria terra.

Nesse momento, não foi possível conter a indignação. Não podia Renato Meireles assistir inerte a tamanho desrespeito a um candidato Guarabirense em sua própria terra causado por candidatos forasteiros que não representam os anseios do nosso povo.

Renato Meireles precisou intervir apenas e tão somente para pedir respeito a sua candidatura e aos guarabirenses que estão dia a dia confiando nesse projeto.

Infelizmente, nesse contexto, o clima esquentou resultando em lamentáveis agressões mútuas no palanque conforme registrado nos vídeos que circulam nas redes, que jamais teriam ocorrido se o recomendável respeito a organização do evento houvesse sido seguido por todos.

Por fim, quero apenas renovar meu compromisso com a minha terra e com o meu povo e dizer sem medo que, onde quer que estejamos, seguiremos sempre com coragem para lutar pelas causas da nossa gente.

Guarabira, 18 de setembro de 2022

Renato Meireles
Candidato a Deputado Estadual

MaisPB

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Política

VÍDEO: Bolsonaro é recebido por apoiadores em Londres e discursa na sacada da embaixada

O presidente Jair Bolsonaro (PL), a primeira-dama Michelle e a comitiva brasileira chegaram a Londres no início da manhã deste domingo (18/9). O governo brasileiro participa do funeral da rainha Elizabeth II, em eventos hoje e nesta segunda-feira (19/9).

Depois de desembarcar em território britânico, o mandatário seguiu até a embaixada brasileira, onde foi recebido por dezenas de apoiadores. Aproveitando o momento, que teve até distribuição de pão de queijo por parte dos brasileiros residentes na capital, Bolsonaro fez discurso de improviso. Acompanham o presidente, entre outros, os filhos Flávio e Eduardo e o pastor Silas Malafaia.

Bolsonaro aproveitou os primeiros minutos para falar do objetivo principal da viagem: dar apoio à Família Real e homenagear Elizabeth II. Depois, dedicou-se ao discurso eleitoral.

“Sabemos quem é do outro lado”, disse, em relação aos adversários na corrida pela reeleição. “A nossa bandeira sempre será dessas cores aqui: verde e amarela”, continuou, sob gritos e palmas dos apoiadores.

Também citou a superação do Brasil durante e depois da pandemia da Covid-19, comparando o país com outros da América do Sul. E reiterou: “Nós estamos no caminho certo”. Como de costume, falou que governa uma nação que é contra a liberação de drogas e o aborto e frisou que não aceita a ideologia de gênero.

A viagem

Bolsonaro ficará apenas dois dias na cidade, em sua primeira viagem a Londres como presidente da República. Na tarde deste domingo, o titular do Palácio do Planalto visita a Câmara Ardente do Parlamento inglês, onde o caixão de Elizabeth II se encontra. No local, assinará o Livro de Condolências da morte da monarca.

No fim da tarde do mesmo dia, o presidente segue para o Palácio de Buckingham. O rei Charles III recebe, em evento especial, chefes de Estado de todo o mundo.

Na manhã da segunda-feira (19/9), Bolsonaro e mais outros 500 convidados – entre chefes de Estado, autoridades e famílias reais – sairão do Hospital Real, no bairro de Chelsea, para participar de outra solenidade. O local é uma construção histórica que servirá de concentração para o deslocamento dessas personalidades até a Abadia de Westminster, onde ocorrerá a cerimônia religiosa do funeral de Elizabeth II, às 11h (horário de Londres).

Após a celebração, Bolsonaro participará de recepção oferecida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, da Commonwealth e do Desenvolvimento do Reino Unido, James Cleverly. No fim da segunda-feira (19/9), o mandatário brasileiro seguirá para Nova York, onde discursará na abertura da 77ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

Metrópoles

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Política

VÍDEO: Termina na delegacia confusão entre Gervásio Maia e aliados de Raniery Paulino, em Guarabira

Durante evento do PSB na noite deste sábado (17) na cidade de Guarabira, uma grande confusão foi registrada entre aliados do deputado Raniery Paulino (Republicanos) e o deputado federal Gervásio Maia (PSB), que afirmou ter sido agredido e impedido de falar durante evento do partido que preside na Paraíba.

Gervásio já estava sendo alvo de provocações e ameaças de que não falaria ao microfone e que deveria descer do palanque. Após a fala de lideranças da cidade, foi passado o microfone para Gervásio se pronunciar, nesse momento, o vereador Renato Meireles impediu a fala aos gritos e de acordo com o deputado federal, o assessor identificado como João Agostinho, teria o agredido fisicamente e verbalmente com socos em suas costas e xingamentos.

Foto: Reprodução

Após o ato lamentável, o agressor saiu rapidamente do local em um veículo que seria do deputado Raniery (conforme imagens).

Foto: Reprodução

A confusão foi parar na delegacia e Gervásio Maia saiu do local escoltado pela PM para registrar a ocorrência acompanhado por testemunhas que ficaram revoltadas com a atitude violenta registrada em vídeos que circulam na internet. Raniery e Gervásio são aliados do governador que deixou o local minutos antes da confusão.

Em contato com o Portal do Litoral, João Agostinho informou que também registrou boletim de ocorrência e afirma ter sofrido, segundo ele, injúria racial.

Portal Litoral

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Política

VÍDEO: PT só pensa nos pobres em época de eleição, diz Bolsonaro

Foto: Reprodução

O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), disse neste sábado (17.set.2022) que seu governo acabou com o Bolsa Família para criar o Auxílio Brasil. Criticou os governos anteriores do Partido dos Trabalhadores.

“Eles não pensam nos mais pobres, não. Só pensam em época de eleição para tirar voto dos mais necessitados”, disse o chefe do Executivo aos eleitores em Caruaru (PE).

“Para presidente da República, nós vamos ganhar no 1º turno. Vamos mostrar que nós não queremos a volta dos escândalos que tínhamos há pouco no passado”, disse.

O presidente falou também sobre a mudança nos preços dos combustíveis. “Gasolina lá embaixo, Auxílio Brasil lá em cima. Vamos cada vez mais investir dinheiro nosso no Brasil e não em Cuba ou na Venezuela”, continuou o candidato do PL.

Poder360

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