Brasil

Câmara e Senado escolhem presidentes nesta quarta; Lira e Pacheco tentam a reeleição


Foto: Marcos Corrêa/PR

A Câmara e o Senado vão eleger nesta quarta-feira (1º) seus presidentes para os próximos dois anos. O atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tentam a reeleição.

O dia marca a abertura do ano do Legislativo, com a posse dos parlamentares eleitos em outubro.

Sem fortes concorrentes, Lira deve se eleger com uma ampla margem de votos, com aliados apostando, inclusive, num recorde de votação para presidência da Câmara — atualmente, o recorde pertence aos ex-presidentes João Paulo Cunha (PT), em 2003, e Ibsen Pinheiro (PMDB), em 1991, ambos com 434 votos. O total de deputados é de 513.

Já Pacheco enfrenta resistências dentro do próprio partido e terá um concorrente que pode ameaçá-lo, o ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN). Até terça-feira (31), o atual presidente do Senado contava com o apoio de seis partidos enquanto Marinho tinha o apoio de outros três.

A votação é secreta nas duas Casas — o que abre margem para traições dentro de partidos que anunciaram apoio a um ou outro candidato.

Na Câmara, os deputados vão votar também para escolher os ocupantes dos outros 10 cargos da Mesa Diretora. Num primeiro momento, contudo, apenas o resultado do presidente é revelado. É ele quem anuncia os vencedores dos demais cargos.

Já os senadores votam apenas no novo presidente da Casa. A votação para os demais cargos da Mesa Diretora será feita apenas no dia seguinte.

g1

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Política

PREGO BATIDO: Oposição define novo líder do bloco na ALPB

O deputado estadual pelo PL, Wallber Virgulino é o novo líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba.

A escolha foi feita hoje, (31) logo após reunião do Governador João Azevêdo com governistas e opositores.

Nas redes sociais, o bolsonarista agradeceu o resultado da votação que o tornou novo líder do bloco após a saída de Cabo Gilberto que agora é deputado federal.

“Rogo à Deus discernimento, sensatez e coragem para fazer uma liderança/oposição respeitosa, responsável, porém dura e reta. Deus é bom, Deus é bom o tempo todo”, escreveu.

O vice-líder, deve ficar a cargo do deputado estadual de primeiro mandato, George Morais (União Brasil), que é irmão do senador eleito Efraim Filho, também do União Brasil.

Blog do BG PB

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Brasil

Candidatura de Marinho avança e Planalto atua para conter traições

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

Ao longo desta segunda-feira (31) houve uma mudança de cenário na disputa pela Presidência do Senado que obrigou o Palácio do Planalto a sinalizar com a liberação de cargos e estruturas, principalmente para o União Brasil, partido que vem sendo cortejado tanto por Rogério Marinho (PL-RJ) quanto por Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Ontem, vários parlamentares que eram tidos como votos certos em Pacheco mudaram de posição, tais quais os senadores Alessandro Vieira (PSDB-SE) e Marcos do Val (Podemos-ES).

Nas contas dos aliados de Pacheco, ele teria entre 50 e 55 votos garantidos de senadores do MDB, PT, PSD, União Brasil e votos avulsos em PP e PL; nas dos aliados de Marinho, porém, o atual presidente do Senado tem apenas 36 votos garantidos. Os entusiastas da candidatura de Marinho somam 34 apoios hoje – 23 deles já declarados nas redes sociais.

De olho justamente nas traições, o Planalto iniciou uma operação para reter votos, principalmente no União Brasil e PSD. A ideia é destravar a liberação de cargos no segundo e terceiro escalões quanto antes para conter dissidências nas duas siglas.

Emissários de Pacheco também já procuraram parlamentares como Professora Dorinha (União-TO) e Efraim Filho (União-PB) prometendo espaços na mesa diretora. Os dois são apontados hoje como votos contrários a Pacheco justamente por divergências com um dos seus principais cabos eleitorais, o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União-AP).

Por O Antagonista

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Brasil

Lula derruba 18 indicações de Bolsonaro para cargos no governo e em embaixadas

Foto: Sérgio Lima/AFP.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrubou 18 indicações feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para diretores de órgãos públicos, agências reguladoras e para o comando de embaixadas do Brasil no exterior.

Essas indicações foram feitas a partir de dezembro de 2021 e ainda aguardavam aprovação do Legislativo.

Os pedidos de cancelamento das indicações foram publicados no “Diário Oficial da União” desta terça-feira (31) – véspera da retomada dos trabalhos no Legislativo (veja vídeo abaixo).

Dez dos 18 nomes foram indicados por Bolsonaro após a derrota nas eleições de outubro. O governo ainda não enviou ao Congresso novas indicações para os postos.

O Senado chegou a aprovar indicações de embaixadores nos meses posteriores à votação, mas adiou a análise dos postos considerados mais estratégicos.

Veja a lista de indicações canceladas por Lula:

  • Helio Ferraz de Oliveira, indicado a diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine);
  • Daniel de Macedo Alves Pereira, indicado à recondução como chefe da Defensoria-Pública da União;
  • André Elias Marques, indicado a ouvidor da Agência Nacional de Mineração (ANM);
  • André Ruelli, indicado a ouvidor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
  • Ronaldo Jorge da Silva Lima, indicado à recondução como diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM);
  • José Mauro Esteves dos Santos, indi cado a diretor-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) – cargo com mandato de quatro anos;
  • Jefferson Borges Araújo, indicado a diretor da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) – cargo com mandato de três anos;
  • Luciana Lauria Lopes, indicada a ouvidora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq);
  • Edgar Ribeiro Dias, indicado a ouvidor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  • João Paulo Dias de Araújo, indicado a ouvidor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS);
  • André Chermont de Lima, diplomata indicado a embaixador do Brasil em Buenos Aires;
    Miguel Griesbach de Pereira Franco, diplomata indicado a embaixador do Brasil na Turquia;
  • Paulino Franco de Carvalho Neto, diplomata indicado a embaixador do Brail na França;
  • Sarquis José Buainain Sarquis, diplomata indicado à representação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra (Suíça);
  • Reinaldo José de Almeida Salgado, diplomata indicado a embaixador do Brasil na Holanda;
  • Paulo Roberto Caminha de Castilhos França, diplomata indicado a embaixador do Brasil na Grécia;
  • Hélio Vitor Ramos Filho, diplomata indicado a embaixador do Brasil na Argentina;
  • Fernando Simas Magalhães, diplomata indicado a embaixador do Brasil na Itália.

Por G1

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Brasil

Bolsonaro pede voto em Marinho por “reequilíbrio dos Poderes”


Foto: Sérgio Lima/Poder360

O ex-presidente Jair Bolsonaro fez uma breve fala por videochamada durante jantar de confraternização do PL em Brasília na segunda-feira (30.jan.2023).

Dirigindo-se aos congressistas do partido, ex-chefe do Executivo deu as boas-vindas aos novos eleitos e declarou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado “pelo reequilíbrio entre os poderes”.

Também disse que a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro era a mais importante da noite. Ouviu, sem responder, pedidos para que volte logo ao Brasil.

O evento contou com a participação de alguns dos integrantes do antigo governo, como:

  • Braga Netto, ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro;
  • João Roma, ex-ministro da Cidadania do governo Bolsonaro;
  • Marcos Pontes, senador eleito por SP;
    Jorge Seif, senador eleitor por SC;
  • Tereza Cristina, senadora eleita por MS;
  • Eduardo Pazuello, deputado eleito pelo RJ;
  • Ricardo Salles, deputado eleito por SP

“DESCANSANDO”

Ao chegar ao jantar do PL em Brasília nesta segunda-feira (30.jan.2023), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “descansando” nos Estados Unidos.

Quando foi questionada sobre qual será a data de retorno de Bolsonaro ao Brasil, Michelle ficou em silêncio.

Poder360

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Paraíba

Ação que pede a cassação de Walber Virgolino e Cabo Gilberto avança na justiça eleitoral

Após decisão que o livrou de uma suspensão de posse, o deputado estadual Walber Virgolino tem outra ação à vista para enfrentar. Desta vez juntamente com o deputado federal eleito Cabo Gilberto.

Contra os dois foi apresentado um Recurso contra Expedição de Diploma (RCED),  protocolado pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que alega que os parlamentares fizeram publicações em suas redes sociais apoiando e relativizando os ataques golpistas de 8 de janeiro, em Brasília.

A presidenta do TRE-PB Maria de Fátima Maranhão, já citou os dois para que apresentem defesa no processo.

O recurso contra a expedição do diploma se trata de uma ação judicial eleitoral, que tem como objetivo a cassação e/ou a invalidação do diploma já expedido em favor de candidato eleito.

Caso o pedido seja acatado, resultando na cassação dos diplomas, os parlamentares não poderão tomar posse. O recurso deve ser julgado diretamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

PB Agora

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Brasil

Lula completa um mês de governo com aceno ao passado e crises políticas

Foto: RICARDO STUCKERT/PR

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa um mês nesta terça-feira (31) marcado por decisões que remontam à época em que o Brasil emprestou dinheiro para ditaduras da América Latina que até hoje devem ao país e por crises políticas.

Logo na primeira agenda internacional do chefe do Executivo federal, quando visitou a Argentina, há uma semana, Lula disse que fará um “esforço” para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) volte a financiar projetos de países vizinhos.

Ele pretende ampliar financiamentos do banco principalmente em países da América Latina, mas os parceiros atuais do BNDES somam R$ 5,1 bilhões em dívidas com a instituição. Os principais calotes são dos governos ditatoriais de Cuba (R$ 1,1 bilhão) e Venezuela (R$ 3,5 bilhões).

Tropeços em acordos comerciais internacionais

O presidente brasileiro tentou atrapalhar as negociações do Uruguai com a China para firmar um tratado de livre-comércio com a nação asiática. Junto com Argentina e Paraguai, o Brasil passou a questionar o acordo e teme que o Uruguai possa ter resultados mais positivos por importar produtos fora da Tarifa Externa Comum, um pacote de taxas que é aplicado em produtos e serviços negociados por todos os países do Mercosul.

Apesar da investida de Lula, o presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, garantiu que “o Uruguai vai avançar nas suas negociações com a China”. “O Brasil pode paralelamente fazer seu caminho e, após isso, nós vamos compartilhar tudo o que foi negociado, e o Uruguai pode se ajustar ao que o Brasil propuser.”

Atrito com militares

O primeiro mês do governo de Lula ainda teve episódios polêmicos envolvendo as Forças Armadas. Depois do ataque de extremistas a Brasília em 8 de janeiro, o presidente afirmou estar convencido de que algum militar facilitou a ação dos vândalos. “Teve muita gente conivente, muita gente da PM conivente, muita gente das Forças Armadas conivente.”

O episódio de vandalismo na capital federal gerou um mal-estar do presidente com o general Júlio César de Arruda, que comandava o Exército — ele acabou exonerado. Outro fator que contribuiu para a saída dele foi a resistência a impedir a promoção do tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Até o momento, Lula já dispensou 95 militares que atuavam na Presidência da República, entre eles vários servidores que trabalhavam no Palácio da Alvorada e na Granja do Torto.

Polêmica com golpe

Ao longo de janeiro, por diversas vezes o presidente tratou o impeachment de Dilma Rousseff (PT) como golpe e se referiu ao ex-presidente Michel Temer (MDB) como “golpista”.

Em visita à Argentina nesta semana, o chefe do Executivo federal criticou o processo conduzido pelo Congresso Nacional. “Vocês sabem que depois de um momento auspicioso no Brasil, quando governamos de 2003 a 2016, houve um golpe de Estado. Se derrubou a companheira Dilma Rousseff com um impeachment. A primeira mulher eleita presidenta da República do Brasil”, disse Lula.

As falas dele fizeram com que ao menos dois deputados apresentassem pedidos de impeachment. Além disso, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) foram acionados para investigar as declarações de Lula.

Ministra do Turismo

O presidente enfrentou críticas pelas denúncias contra a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, conhecida como Daniela do Waguinho (União Brasil), por ligação com Juracy Alves Prudêncio, o Jura, condenado por chefiar uma milícia na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Além disso, Daniela usou dinheiro público para alugar um escritório no Rio de Janeiro por um valor aproximadamente três vezes maior do que a média cobrada nos imóveis da região. Em quatro anos, foram gastos por ela R$ 141 mil com aluguel em Belford Roxo (RJ). A despesa foi paga pela Câmara dos Deputados.

R7

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Política

Apoiadores vão homenagear Bolsonaro nos EUA; ingressos custam até US$ 50

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão organizando um evento em homenagem a ele nesta terça-feira (31), nos Estados Unidos. Os ingressos custam até 50 dólares, segundo o site, e a cerimônia vai ocorrer em Orlando, na Flórida.

De acordo com os organizadores, há três opções de ingresso para o evento: reservado (que já está esgotado), especial (10 dólares) e VIP (50 dólares). Há ainda a possibilidade de fazer doações, que contemplam os valores de 20 dólares a 100 dólares.

“Venha participar deste maravilhoso encontro da comunidade brasileira com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro nos EUA e homenageá-lo por tudo o que ele fez pelo nosso país”, diz a descrição do evento, organizado pelo Yes Brasil USA, que coordenava as motociatas de Bolsonaro no Brasil.

Diante do evento, o governo federal autorizou a ida de três seguranças de Bolsonaro para Orlando, entre os dias 27 de janeiro a 16 de fevereiro. São eles: Osmar Crivelatti, Ricardo Dias dos Santos e Estácio Leite da Silva Filho. Dessa forma, há a expectativa de que o ex-presidente participe do encontro.

R7

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Política

Efraim Filho pode liderar o União Brasil no Senado

Republicanos é página virada, diz Efraim Filho - F5 Online
O Jornal Estado de São Paulo neste domingo (29), tratou sobre um acordo entre o senador paraibano eleito Efraim Filho e o colega Davi Alcolumbre (União-AP) que fez com que o paraibano fosse cotado como o novo líder do União Brasil no Senado em 2023.

De acordo com a publicação o pano de fundo dessa definição é a disputa pela Mesa Diretora do Senado e o apoio ao governo Lula, que dividiu o partido ao meio. A opção pelo nome de Efraim teria ocorrido em uma reunião do partido, na última quinta-feira (26), como uma forma de compartilhar os espaços de poder dentro da legenda.

Com a referida divisão no União Brasil, Davi Alcolumbre (AP) ameaçou deixar a sigla na última semana, tendo sido alvo de duras críticas por ocupar espaços no governo petista sem ouvir a legenda.

Chegando a um entendimento sobre a divisão de poderes e de espaços em Brasília, o senador paraibano deve assumir o posto de liderança da legenda em 2023.

Com informações do NinjaHenrique

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Brasil

Com formação de blocos, apoio a Rogério Marinho cresce na disputa pela Presidência do Senado

Foto: Divulgação

Às vésperas da eleição que escolherá o novo presidente do Congresso Nacional, a disputa para o cargo está acirrada entre dois principais candidatos: o atual presidente e candidato à reeleição, Rodrigo Pacheco (PSD), e o senador Rogério Marinho (PL). Embora, Pacheco tenha o maior número de votos, por outro lado, nos últimos dias, cresce o apoio e adesão à candidatura de Marinho, que conta com o PL (13), o PP (6) e o Republicanos (4). Os três partidos juntos concentram 23 votos.

O pleito acontece nesta quarta-feira (1º). Para vencer, o candidato precisa de, pelo menos, 41 votos favoráveis. Se ninguém atingir esse número, a votação vai para o segundo turno. Também disputa o cargo o senador Eduardo Girão (Podemos-CE).
Pacheco possui o apoio de senadores da base de apoio do governo Lula (PT) e de partidos de centro, enquanto Rogério Marinho, ex-ministro e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deverá contar com os votos da oposição.

O PT (9) e PDT (3), que somam 12 congressistas, já confirmaram estar do lado do presidente do Senado. Também são da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso e, por isso, formam aliança com Pacheco: MDB (10), PSB (2), Rede (1) e Cidadania (1). Com isso, os aliados do candidato à reeleição somam entre 50 e 55 votos.

No entanto, o PL (13), o PP (6) e o Republicanos (4) formaram um bloco para apoiar Marinho. Os três juntos concentram 23 votos.

Praticamente todos os membros do PP declararam voto em Marinho e estão trabalhando para eleger o ex-ministro de Jair Bolsonaro. Cacique do PP, que também integrou o governo Bolsonaro, Ciro Nogueira (PI), afirmou no sábado que a vitória de Marinho “está encaminhada”.

O líder do PL, Carlos Portinho (RJ), disse que vai pedir à bancada que revele o voto, estratégia para angariar apoio dos indecisos na hora da votação. Portinho está confiante e disse que Marinho “tem votos para ganhar”.

O candidato do PL também pode receber votos de parlamentares que, em tese, votariam em Pacheco. Isso, pois, a votação para presidente do Senado é secreta, em cédula de papel, e o senador não é obrigado a revelar seu voto, o que pode gerar muitas traições mesmo dentro de bancadas.

As principais apostas de Marinho são votos de bancadas divididas como as do União Brasil (10), Podemos (5) e PSDB (3). Dentro do União Brasil, Marinho deve levar ao menos quatro votos.

Força dos partidos

Neste sábado (28), a bancada do PSD, partido de Pacheco se tornou a maior do Senado, com 14 senadores, devido à filiação de Mara Gabrilli (SP), que saiu do PSDB.

O posto antes era ocupado pelo PL de Marinho, partido que elegeu mais senadores e que agora é a segunda maior bancada, formada por 13 parlamentares.

No entanto, apesar de liderar em número de senadores, o PSD ainda não divulgou apoio público a Pacheco, que não é consenso entre todos os colegas de legenda.

Nesta sexta-feira (27), a bancada se reuniu, mas não referendou publicamente o nome do mineiro. Uma parte do PSD quer que o partido assuma mais cargos e está descontente com a influência de Davi Alcolumbre (União-AP) na gestão de Pacheco.

Veja como está a divisão dos partidos

Declararam apoio à reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG):

– PSD: 14 senadores;
– MDB: 10 senadores;
– PT: 9 senadores;
– PDT: 3 senadores;
– PSB: 2 senadores;
– Cidadania: 1 senador;
– Rede: 1 senador.

Declararam apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN):

– PL: 13 senadores;
– PP: 6 senadores;
– Republicanos: 4 senadores.

Ainda não se posicionaram:

– União Brasil: 10 senadores;
– Podemos: 5 senadores;
– PSDB: 3 senadores.

Com informações do g1

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