Brasil

Lula afirma que agronegócio tem ‘problema ideológico’ com o seu governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (15) que o problema do agronegócio com a sua gestão é “ideológico” e não ligado a questões econômicas.

“Tenho noção do que nós fizemos [para o agronegócio]. O problema deles conosco é ideológico, não é problema de dinheiro a mais no plano Safra. Não quero saber se produtor rural gosta de mim ou não”, afirmou o presidente.

Lula concedeu entrevista para rádios de Goiás na manhã desta quinta-feira (15). O mandatário viaja no dia seguinte para aquele estado, onde inaugura um anel viário em Jataí (GO) e um trecho da ferrovia Norte-Sul, em Rio Verde (GO).

O presidente foi questionado sobre a sua relação com o agronegócio, setor que esteve muito associado a seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL).

“Não estou preocupado com o fulano e ciclano pensa de mim. Estou preocupado que se as pessoas forem honestas comigo tem que dizer em alto e bom som: nunca antes na história desse país a agricultura foi tão bem tratada como no governo Lula”, afirmou.

Folha de São Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

CPI investigará viagem de Lula à China com chefão do MST na comitiva

Lula fala em acordos de R$ 50 bi com China e R$ 12 bi com EmiradosFoto: Ricardo Stuckert/PR

A CPI do MST aprovou nesta quarta-feira (14) um requerimento para saber quem acompanhou Lula na delegação que viajou para a China em abril, quando o presidente brasileiro se encontrou com o líder chinês, Xi Jinping (foto), informa o Estadão.

Na época, o jornal paulistano mostrou que João Pedro Stedile, do MST, havia participado de uma reunião entre Lula e Xi. O líder sem-terra afirmou que naquele mês haveria “mobilizações em todos os Estados, (…) marchas, vigílias, ocupações de terra” para a desapropriação do que ele chamava de “latifúndios improdutivos”.

A presença de Stedile na comitiva da viagem presidencial à China irritou a Frente Parlamentar Agropecuária, que ajudou a colher assinaturas e a instaurar a CPI do MST. O colegiado também aprovou requerimento para disponibilizar todo o material de CPIs anteriores que investigaram o MST, o Incra, a Funai e a reforma agrária desde 2006.

“Muito do trabalho, da metodologia de financiamento, [do] modus operandi das invasões já está naquelas investigações. Saber isso já nos permite avançar muito”, disse o relator da comissão, Ricardo Salles (PL-SP).

O Antagonista

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Dois paraibanos votam contra projeto que pune descriminação contra políticos; Saiba quem são

O presidente da Câmara, Arthur Lira

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) um projeto que propõe criminalizar a discriminação de pessoas “politicamente expostas”, como políticos, ministros do Poder Judiciário e detentores de cargos comissionados. O projeto ainda tem que ir ao Senado.

O texto foi aprovado por 252 votos a favor e 163 contrários. Da bancada paraibana, apenas Cabo Gilbrtyo Silva (PL) e Gervásio Maia (PSB) votaram contra. Aguinaldo Ribeiro (PP), Hugo Motta e Murilo Galdino, ambos do Republicanos, se abstiveram.

Leia também: Câmara aprova PL para punir discriminação contra políticos e autoridades

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Câmara aprova PL para punir discriminação contra políticos e autoridades

Placar da votação do projeto que propõe criminalizar a discriminação de políticos na Câmara nesta quarta (14). — Foto: Reprodução/TV Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) um projeto que propõe criminalizar a discriminação de pessoas “politicamente expostas”, como políticos, ministros do Poder Judiciário e detentores de cargos comissionados. O projeto ainda tem que ir ao Senado.

O texto foi aprovado por 252 votos a favor e 163 contrários. Mais cedo, os deputados aprovaram a urgência do texto, o que permitiu que ele fosse analisado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), negou que o tema tenha sido tratado de forma “açodada”. “Essa matéria foi pauta em discussão na reunião de colégio de lideres extensiva na terça-feira”, disse durante a votação.

Ainda de acordo com Lira, se o projeto não fosse votado, a Câmara iria “continuar permitindo que parlamentares sejam agredidos em aviões, nos hotéis, nas festas”.

A proposta, de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, e relatada pelo deputado Cláudio Cajado (PP-BA) fixa penas para crimes resultantes da “discriminação” contra pessoas em razão de sua condição de “politicamente exposta”, além de prever punições para discriminação de:

  • pessoa que esteja respondendo a investigação preliminar, termo circunstanciado, inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infração penal, civil ou administrativa;
  • pessoa que figure na posição de parte ré de processo judicial da qual ainda caiba recursos.

“O preconceito, que se origina da prévia criação de conclusões negativas e intolerâncias injustificáveis quanto a certo conjunto de indivíduos, possui significativo potencial lesivo, na medida em que tem o condão de acarretar, em última análise, a violação de direitos humanos”, justificou o relator.

A proposta estabelece, por exemplo, pena de 2 a 4 anos de prisão e multa para quem:

▶️ Colocar obstáculo para a promoção funcional a pessoas politicamente expostas, investigados ou réus em processos que cabem recursos;

▶️ Negar a celebração ou a manutenção de contrato de abertura de conta corrente, concessão de crédito ou de outro serviço a alguém desses grupos

O texto exige, ainda, que bancos e instituições financeiras expliquem de forma técnica e objetiva eventual recusa de concessão de crédito para essas pessoas.

Na versão original, o texto também criminalizava, com a mesma punição, o ato de injuriar alguém politicamente exposto, investigado ou réu com possibilidade de recurso.

O crime de injúria já é previsto no Código Penal, porém com pena de detenção de um a seis meses e multa. Ou seja, o dispositivo aumentaria o crime apenas quando cometido para esses grupos específicos. Após críticas em plenário, o relator retirou o trecho.

Outro pronto retirado foi o que criminalizava o ato de impedir ou atrapalhar o acesso dessas pessoas a qualquer cargo da administração pública.

Pessoas consideradas politicamente expostas

O texto define um rol extenso de pessoas consideradas politicamente expostas em virtude do cargo e do trabalho que desempenham. Entre outros, estão listados no projeto:

  • ministros de Estado;
  • presidentes, vices e diretores de autarquias da administração pública indireta;
  • indicados para cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS), que são cargos comissionados, de nível 6 ou equivalente;
  • ministros do Supremo Tribunal Federal e de outros tribunais superiores;
  • o procurador-geral da República;
  • integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU);
  • presidentes e tesoureiros de partidos políticos;
  • governadores e vice-governadores;
  • prefeitos, vice-prefeitos e vereadores;

Para confirmar se uma pessoa se enquadra ou não nas hipóteses do projeto, o texto diz que deverá ser consultado o Cadastro Nacional de Pessoas Expostas Politicamente (CNPEP), disponibilizado pelo portal da transparência.

Segundo o texto, a condição de pessoa politicamente exposta perdurará por cinco anos, contados da data em que a pessoa deixou de figurar nos cargos.

Familiares e empresas

O projeto também alcança pessoas jurídicas das quais participam pessoas politicamente expostas, além de familiares e “estreitos colaboradores”.

Pelo texto, os familiares são “os parentes, na linha direta, até o segundo grau, o cônjuge, o companheiro, a companheira, o enteado e a enteada”

São considerados colaboradores estreitos:

  • pessoas conhecidas por terem sociedade ou propriedade conjunta ou possuam qualquer outro tipo de estreita relação com uma pessoa exposta politicamente;
  • pessoas que têm o controle de empresas ou estejam em arranjos sem personalidade jurídica, conhecidos por terem sido criados para o benefício de uma pessoa exposta politicamente.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lula reúne ministros nesta quinta e pode selar despedida de Daniela Carneiro

Ministra do Turismo de Lula tem ligação com condenado por chefiar milícia  no RJ - Notícias - R7 BrasíliaFoto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne com todos os ministros do governo na manhã desta quinta-feira (15), e o evento deve marcar a saída de Daniela Carneiro do Ministério do Turismo. Com o cargo ameaçado desde o mês passado, ela conseguiu adiar a demissão mesmo sob forte pressão do partido dela, o União Brasil, e vai ter a chance de se despedir do presidente e dos colegas no encontro que vai ocorrer no Palácio do Planalto.

Lula e Daniela se encontraram na última terça (13) para discutir a situação política da ministra, e o chefe do Executivo decidiu não demiti-la naquele momento para poupá-la de uma saída conturbada. Apesar de já ter dado aval para a troca dela, o presidente tem uma boa relação pessoal com Daniela. Lula não quis simplesmente rifá-la do governo, o que poderia comprometer o prestígio que tem com a ministra, e buscou uma espécie de “saída honrosa” para ela.

Dessa forma, na reunião ministerial desta quinta, Daniela deve fazer um balanço da passagem dela pelo Ministério do Turismo, enquanto o presidente deve agradecer à ministra pela contribuição ao governo. Se demitida, Daniela voltará à Câmara dos Deputados, onde promete dar apoio a Lula. “Nós somos Lula até o fim”, declarou ela nessa quarta (14), em audiência no Senado.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

(VÍDEO) ‘Vamos voltar ao poder’, diz Marcelo Queiroga em filiação ao PL ao lado de Bolsonaro

‘Vamos voltar ao poder’, diz Marcelo Queiroga em filiação ao PL ao lado de Bolsonaro. Durante o ato de filiação, hoje (14), o paraibano declarou o desejo de retomar o bolsonarismo em locais de poder: “Nós vamos voltar ao poder para que o país possa ter o seu grande destino”.

Em Brasília e ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-ministro da Saúde teve o nome lançado à prefeitura de João Pessoa para as eleições de 2024.

Queiroga foi ministro da Saúde do Brasil de 23 de março de 2021 a 31 de dezembro de 2022, e foi também presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, de 2020 a 2021.

Blog do BG PB com T5

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Presidente do PT admite insatisfação de petistas com cargos federais na Paraíba

Jackson minimiza fala de Lula, mas pondera: “O PT só vai ter um candidato”

 

O presidente do PT da Paraíba, Jackson Macedo, admitiu a insatisfação de petistas com as indicações de cargos federais no estado. Em entrevista, Jackson disse desconhecer a indicação do nome do ex-deputado Anísio Maia (PSB) para a superintendência do Ibama, mas, neste caso específico, alegou que se o fato se concretizar é um direito do PSB, já que o partido é aliado do presidente Lula.

“Isso deve ser coisa do PSB e o PT não vai interferir nisso. O PSB é um partido aliado do presidente Lula, que tem o vice-presidente Geraldo Alckmin, então tem todo direito de indicar nomes”, declarou.

A insatisfação real dos petistas, segundo disse Jackson Macedo é com nomeações de pessoas que foram aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Dói no coração, dói na alma. Se você perguntar, nenhum petista está satisfeito com isso, mas infelizmente faz parte do sistema.  O presidente Lula precisa de apoio no Congresso Nacional, precisamos de pelo menos 308 deputados e temos 130”, ressaltou.

Anísio Maia foi indicado para assumir o cargo de superintendente do Ibama, mas negou que vai querer a vaga.

ClickPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

PL lança Marcelo Queiroga para disputa da prefeitura de João Pessoa em 2024

O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assinou na manhã desta quarta-feira (14) a ficha de filiação ao Partido Liberal.

A cerimônia contou com a participação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro.

Durante o evento, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, lançou Queiroga como candidato à prefeitura de João Pessoa pelo partido nas eleições de 2024.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Dinheiro na cueca e outros; veja nomes que estão no Conselho de Ética

Foto: Jane de Araújo Agência Senado.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado se reúne nesta quarta-feira (14) e delibera sobre representações contra parlamentares da Casa. Ao todo, o conselho tem 43 representações.

Os casos avaliados hoje são:

Chico Rodrigues (PSB-RR) – Flagrado em 2020 com dinheiro na cueca em uma operação da Polícia Federal.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – As representações contra o senador se referem a suposta ligação com milicias do Rio de Janeiro e suposto esquema de rachadinha.

Cid Gomes (PDT-CE) – Representado por uso de palavras “por demais injuriosas” ao se referir ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Jayme Campos (União-MT) – Teria agredido um cidadão que filmava uma entrevista com a então prefeita de Várzea Grande (MT) Lucima, casada com o senador.

Davi Alcolumbre (União-AP) – suposto extravio de documentos públicos, prevaricação e atos de improbidade administrativa.

Humberto Costa (PT-PE) – o parlamentar teria tido acesso privilegiado a decisões judiciais.

Jorge Kajuru (PSB-GO) – As representações contra o senador se referem a divulgação de gastos dos colegas com pedidos de consultoria e por divulgar trecho de uma conversa com o então presidente Jair Bolsonaro.

Damares Alves (Rep-DF) – representada por suposto uso da máquina pública “como um instrumento para a política etnocida e racista contra os Povos Indígenas e, em particular, contra o Povo Yanomami”.

Randolfe Rodrigues (Sem partido – AP) – representado por chamar o ex-presidente Jair Bolsonaro de “genocida”, “ladrão”, “criminoso” e “corrupto”.

Styvenson Valentim (Pode-RN) – representado por publicar material ironizando episódio de violência sofrido pela ex-deputada Joyce Hasselmann. Leia mais clicando AQUI.

Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Justiça bloqueia R$ 87 mil em contas de Jair Bolsonaro

CPI mista trará a verdade do 8 de Janeiro, diz BolsonaroFoto: O Antagonista

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou nessa segunda-feira (12) o bloqueio de R$ 87 mil de contas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). A ordem atende ao pedido da Fazenda do Estado de São Paulo que pediu a retenção do valor para pagamento de multa pelo não uso de máscara durante a pandemia durante visita ao Vale da Ribeira (SP), em 2021.

“Defiro o requerimento da Fazenda do Estado de São Paulo e determino a indisponibilidade de dinheiro em depósito ou aplicação financeira do(s) executado(s), existente nas instituições vinculadas ao Banco Central do Brasil, mediante bloqueio de valores até o limite da dívida executada”, diz trecho da decisão do TJSP.

O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.