Em delação premiada feita pela Polícia Federal e aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, o operador do mensalão, o publicitário Marcos Valério, diz que soube por dois ex-auxiliares de Lula que o ex-presidente foi chantageado.
Segundo Valério, o empresário Ronan Maria Pinto, que tinha negócios com a prefeitura na gestão do petista Celso Daniel, assassinado em 2002, ameaçava revelar detalhes do crime, que envolveria ligações do PT com o PCC. O depoimento de Valério foi gravado em vídeo.
A chantagem, segundo o publicitário, foi bem sucedida. Segundo Valério, o pagamento dos 6 milhões de reais foi feito por intermédio de uma operação fraudulenta articulada pelo pecuarista José Carlos Bumlai junto à Petrobras — tudo com o aval do ex-presidente Lula.
O operador do mensalão conta que Ronan pediu dinheiro para não tornar público o esquema de arrecadação de propinas que existia na prefeitura de Santo André, dinheiro que alimentava o caixa do PT. Esses recursos arrecadados junto ao crime organizado, disse Valério, eram repassados ao partido e ao próprio presidente Lula, por intermédio do ex-ministro Gilberto Carvalho.
Marcos Valério foi condenado a 37 anos de cadeia por subornar parlamentares em troca de apoio ao governo Lula no Congresso. Ele cumpre pena em regime domiciliar.
A Polícia Civil da Paraíba, a partir do trabalho investigativo da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), fez uma apreensão histórica de anabolizantes nesta sexta-feira, 1°, em João Pessoa.
A ação teve a colaboração e parceria do setor de segurança dos Correios, já que a carga foi descoberta pela Polícia após analisar o endereço do receptor do produto, no bairro de Mangabeira.
O delegado Bruno Victor, titular da DRE, destacou que essa é a maior apreensão desse tipo de droga na Paraíba e pode ter sido a maior do Brasil.
“Chamamos a operação de Narco Brasil Paraíba, pois conseguimos desarticular um laboratório de anabolizantes, sendo a maior apreensão destas substâncias já realizada na Paraíba”, ressaltou Bruno Victor.
Na ação foram presos uma mulher de 31 anos de idade e o investigado com 38 anos.
Grande quantidade de material importado para a produção de anabolizantes foi apreendida e será enviada para a perícia.
Foto: Divulgação
“Os conduzidos foram autuados em flagrante delito pela conduta insculpida no Art. 273, do Código Penal Brasileiro”, concluiu o delegado.
Marcos Valério Fernandes de Souza é um homem de muitos segredos. No escândalo do mensalão, pelo qual foi condenado a 37 anos de cadeia, atuou como operador de pagamentos a parlamentares em troca de apoio no Congresso ao então recém-eleito governo Lula.
Quase dez anos depois de ele ter recebido a maior pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos mensaleiros, VEJA revela trechos inéditos da delação premiada que o publicitário fechou com a Polícia Federal – e que foi homologada pelo ministro aposentado do STF Celso de Mello.
Em um de seus mais emblemáticos depoimentos, Valério afirma que ouviu do então secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, detalhes sobre o que seria a relação entre petistas e o Primeiro Comando da Capital (PCC), a principal facção criminosa do país.
Segundo Valério, o empresário do ramo dos transportes Ronan Maria Pinto chantageava o então presidente Lula para não revelar o que supostamente seria uma bala de prata contra o partido: detalhes de como funcionava o esquema de arrecadação ilegal de recursos para financiar petistas. O delator afirma que soube da suposta chantagem contra Lula após conversar Pereira.
De acordo com o delator, o então secretário-geral petista o informou que Ronan ameaçava revelar que o PT recebia clandestinamente dinheiro de empresas ônibus, de operadores de transporte pirata e de bingos e que, neste último caso, os repasses financeiros ao partido seriam uma forma de lavar recursos do crime organizado. Valério é claro ao explicar a quem se referia ao mencionar, genericamente, crime organizado: o PCC.
Em uma série de depoimentos à Polícia Federal, que VEJA publica com exclusividade, o operador do mensalão informa que o então prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002 em um crime envolto em mistérios, havia produzido um dossiê detalhando quem, dentro dos quadros petistas, estava sendo financiado de forma ilegal. O que Daniel não sabia, disse o delator aos investigadores, é que a arrecadação clandestina por meio de empresas de ônibus não beneficiava apenas a cúpula partidária: vereadores e deputados petistas que mantinham relações com o crime organizado estavam recebendo livremente dinheiro sujo. Na versão do operador do mensalão, o dossiê elaborado pelo prefeito assassinado simplesmente sumiu. “Ninguém achou esse dossiê mais”, diz.
Após o assassinato do prefeito, afirma Valério, o partido cuidou de afastar os políticos envolvidos com o PCC. “A posteriori, o PT fez uma limpa, tirando um monte de gente, vereador, que era ligado ao crime organizado. Vocês podem olhar direitinho que vocês vão ver que o PT fez uma limpa, expulsando do partido essas pessoas”.
A reportagem da revista VEJA tentou falar com Silvio Pereira, que não retornou os contatos. Paulo Okamotto, um dos atuais coordenadores da campanha de Lula, demonstrou irritação ao ser questionado sobre as acusações de Valério sobre ligações do partido com a facção criminosa. “Tem que perguntar para o pessoal do PCC. Eu não tenho nada para te informar sobre isso”, afirmou.
Um homem foi baleado e morto durante uma tentativa de assalto na madrugada desta sexta-feira (1º). O caso aconteceu na avenida Olinda, bairro de Tambaú, em João Pessoa.
De acordo com a PM o suspeito teria abordado um policial, acompanhado por mais dois outros criminosos, que estavam em um carro. Armado com um simulacro de pistola, o assaltante foi surpreendido pelo homem que reagiu e disparou.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e prestaram atendimento. O assaltante chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O policial foi encaminhado à Central de Polícia, no bairro do Geisel, onde prestou esclarecimentos.
Um homem de 35 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (30) no bairro de Oitizeiro, em João Pessoa, durante a Operação Luz na Infância 9, que busca identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet.
De acordo com o delegado Joames Oliveira, da Delegacia de Crimes Cibernéticos, em um computador apreendido com ele havia materiais relacionados à pratica de sexo até com bebês.
O homem foi detido em flagrante e encaminhado à Central de Polícia, no bairro do Geisel e deve responder por armazenamento e compartilhamento de materiais ilícitos.
Ao todo são 163 mandados de busca e apreensão cumprido no Brasil e em outros seis países.
Um homem foi preso nesta quarta-feira (29) durante a Operação Andarilho da Polícia Civil, que cumpriu três mandados de prisão contra ele por vários crimes, entre eles ameaça, incêndio e cárcere privado.
Segundo a delegada Emília Ferraz, o preso foi autuado em flagrante, no último dia 20, após ter ateado fogo no apartamento em que ele vivia com a esposa. Na época, ela consegui fugir ao pular a janela do primeiro andar.
Durante um trabalho minucioso nas investigações, a polícia constatou que Rafael Cigano tinha mandados em prisão expedidos na Bahia e em São Paulo por feminicídio, homicídio e latrocínio.
“Durante a autuação na Delegacia da Mulher, o homem apresentou-se com nome falso, sendo desmascarado definitivamente hoje, após exaustiva pesquisa formalizada pelos nossos investigadores em acervos e fontes oficiais da segurança pública”, disse a delegada.
Rafael agora segue a disposição da justiça, que vai decidir onde será o cumprimento da pena.
O Brasil registrou 47.503 homicídios ao longo do último ano, o equivalente a 130 mortes por dia, segundo dados divulgados, nessa terça-feira (28), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O número representa queda na comparação com 2020 e é o menor registrado desde 2011, quando se inicia a série histórica. Entre os motivos, especialistas apontam uma estabilização de conflitos entre facções criminosas, que na última década avançaram pelo Norte e Nordeste do País, e a implementação de programas estaduais focalizados em públicos mais jovens.
“As mortes caíram, o que é boa notícia”, disse ao Estadão o diretor-presidente do Fórum, o sociólogo Renato Sérgio de Lima.
“Mas comparando internacionalmente o número ainda é muito alto”, ponderou. Segundo ele, os dados divulgados neste ano foram contrapostos aos índices de 102 países, reunidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Entre as 30 cidades mais violentas do País, aponta o levantamento, 13 integram a Amazônia Legal e a maior parte delas está situada na região de fronteira.
Durante agenda em Catolé do Rocha, no Sertão do Estado, nesta terça-feira (28), o governador João Azevêdo fez duras criticas ao pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Efraim Filho.
Questionado sobre a possibilidade de uma ‘reconciliação’ e recomposição com Efraim, o chefe do Executivo paraibano foi taxativo ao falar que o pré-candidato não pensa coletivamente, só pensa em si.
“O deputado escolheu caminhos de projetos pessoais. Se você é aliado, você chega e ele diz que se não fosse candidato na minha chapa, seria candidato até na chapa de um adversário meu, não está fazendo o papel de pensar coletivamente, está pensando nele, no projeto dele”, disse.
A Polícia Federal e a Receita Federal realizam, nesta terça-feira (28), a Operação Lavagem de Ouro, para coibir a lavagem de dinheiro por parte de uma organização criminosa com atuação na extração e comércio ilegal do mineral.
Ao todo foram expedidos 52 mandados de busca e apreensão pela Justiça Federal em São Paulo, para endereços relacionados aos líderes do grupo investigado e aos principais intermediários atuantes na lavagem de ativos.
Além da Paraíba, os mandados foram cumpridos em outros oito estados: São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rondônia, também no Distrito Federal, com participação de 208 policiais federais e 14 auditores da Receita Federal.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de contas de 40 investigados, no valor de até R$ 614 milhões. Foram apreendidos, até o momento, aparelhos de telefonia móvel e computadores dos investigados, documentos relacionados ao comércio ilegal, além de ouro em diversos endereços.
Segundo a Receita Federal, a organização é formada por empresas exportadoras, fornecedores e distribuidoras de títulos e valores mobiliários, cujos sócios pertencem a um mesmo grupo familiar e que já foram alvos de operações anteriores.
Emirados Árabes Unidos, Suíça, Turquia e Índia são os principais destinos do ouro exportado por duas empresas do grupo que, no período investigado, estão entre as maiores exportadoras do minério no país.
A Receita Federal também identificou uma pessoa jurídica como sendo a grande destinatária de notas fiscais emitidas por empresas de fachada. Há indícios de que as notas foram usadas para dar aparência legal à origem do ouro exportado.
Durante a investigação, outros indícios de fraude foram identificados como o uso de pessoas falecidas há mais de 10 anos, indicadas como vendedores de ouro de supostas regiões de garimpo, pessoas que venderam milhões em ouro e receberam auxílio emergencial, além da própria venda do mineral a empresas não autorizadas pelo Banco Central.
Um dos assaltantes baleados por um policial militar durante uma tentativa de assalto, morreu na manhã desta terça-feira (28) no Hospital de Trauma de Campina Grande.
Luan Ferreira, de 29 anos, abordaram um cidadão e anunciaram um assalto, próximo a um colégio particular no bairro do Catolé. No momento, o policial Demétrius Aguiar, que esperava o filho na entrada da escola, percebeu a ação e atirou em direção aos bandidos, que revidaram e atingiram o PM.
Os dois tentaram fugir, mas, devido a gravidade dos ferimentos, Luan precisou ser transferido para o hospital, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.
Já o PM segue internado na mesma unidade hospitalar, onde passou por uma cirurgia e segue se recuperando bem.
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