
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 13 trabalhadores que estavam em condições análogas à escravidão no município de Santo Antônio da Alegria, no interior de São Paulo.
Segundo os relatos, muitos trabalhadores migrantes da Paraíba, Bahia, Maranhão e Ceará foram atraídos por falsas promessas de melhores condições de moradia e trabalho. Ao chegar à fazenda, encontraram dívidas, moradias inadequadas e ameaças de despejo em caso de atraso no pagamento do aluguel.
No local, os fiscais encontraram várias irregularidades: falta de registro em carteira, ausência de equipamentos de proteção, instalações sanitárias precárias e água potável insuficiente.
Os trabalhadores precisavam comprar, com dinheiro próprio, materiais básicos como botas, luvas e lonas para a colheita do café. Além disso, moravam em alojamentos ruins alugados pelo turmeiro, com o valor descontado diretamente do salário.
A fiscalização começou com a abordagem de um ônibus que levava os trabalhadores para uma fazenda da região. O motorista, conhecido como Pascoal, turmeiro com 20 anos de experiência, tentou dificultar a ação, recusando-se a informar o destino dos trabalhadores. Mesmo assim, os fiscais localizaram a Fazenda Canaã, onde os trabalhadores prestavam serviços.
A ação, realizada pela equipe de Inspeção do Trabalho, começou em 22 de agosto de 2025 e terminou em 6 de setembro. A operação contou com o apoio da Polícia Militar (PM), da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT). Entre os trabalhadores resgatados, havia um adolescente de 15 anos.










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