A Paraíba receberá nesta quinta-feira (8), 43.020 doses de vacinas contra a covid-19, de acordo com informações do secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros.
A remessa terá 30.420 doses da vacina da Pfizer e 12.600 doses da Coronavac. Ambas devem ser usadas para aplicação de primeira dose e serão distribuídas para os municípios a partir das 7h desta sexta-feira (9).
De acordo com a Secretaria de Saúde, algumas doses da vacina AstraZeneca, que estavam reservadas na Rede de Frio estadual para aplicação de segunda dose, também serão distribuídas para completar o esquema vacinal de quem tomou a primeira dose deste fabricante há três meses.
A Prefeitura Municipal de João Pessoa, por meio da Secretaria de Saúde, vai bloquear o CPF das pessoas que fizerem o agendamento para tomar a vacina contra covid-19 e não comparecerem. Com isso, o proprietário do documento CPF até poderá agendar futuramente, mas será imunizado com a mesma vacina que estava prevista no dia do primeiro agendamento.
De acordo com o secretário Fábio Rocha, a medida pode ser adotada para evitar que a população queira escolher o imunizante que quer tomar. “Essa é uma atitude inconveniente, egoísta e impensada. Todas as vacinas são eficazes e não estamos em tempos de escolher”, disse.
O secretário esclareceu ainda que a Saúde poderá aceitar um novo agendamento de quem não compareceu para aplicação da vacina, mas apenas com uma comprovação de que não pode estar presente. “Essa pessoa deve apresentar um atestado ou qualquer outro documento que mostre a real impossibilidade de ter comparecido para ser imunizado”, explicou.
As cirurgias eletivas vão voltar a partir de 1° de agosto. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, durante entrevista a TV Arapuan, nesta quinta-feira (8). Segundo o titular da pasta, existe um cronograma estabelecido através do programa ‘Opera Paraíba’ com a finalidade diminuir a fila de espera por cirurgias no estado.
As cirurgias estavam suspensas desde o inicio da pandemia.
O cadastro destes pacientes na fila de espera é realizado pelos gestores municipais por meio de uma plataforma específica, na qual os eles informam os dados do tipo de procedimento a ser realizado.
O programa Opera Paraíba visa atender aos pacientes que esperam na lista de cirurgias, contemplando 36 tipos de procedimentos nas especialidades de ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ginecologia, proctologia e cirurgia geral. Em 2020, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, o programa realizou 6.468 cirurgias, sendo 2.904 de catarata.
A Prefeitura de João Pessoa segue, nesta quinta-feira (8), com a ação de vacinação contra a Influenza para pessoas que compõem os grupos prioritários no Busto de Tamandaré – das 6h às 10h. A ação faz parte da terceira etapa da campanha de imunização realizada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) até a próxima sexta-feira (9).
A vacinação no Busto de Tamandaré, num posto localizado no quiosque Cabo Branco, visa alcançar mais pessoas e, ao mesmo tempo, conscientizar quem está dentro de algum dos grupos prioritários e ainda não se imunizou contra a Influenza. Nesta quarta-feira (7), em seu primeiro dia, a ação vacinou 300 pessoas.
“É um local com bom fluxo de pessoas e de muita visibilidade, que a gente aproveita para a vacinação e fazer o chamamento para a campanha”, disse Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização de João Pessoa. “No próximo sábado (9), vamos fazer o dia D da campanha e, na segunda-feira (12), será aberta para a população em geral”, continuou.
Público terceira etapa – Na etapa atual devem se vacinar gestantes, puérperas e crianças de seis meses a menores de 5 anos, 11 meses e 29 dias; trabalhadores de saúde que atuam na rede hospitalar e especializada; professores; idosos a partir de 60 anos; pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; profissionais das Forças de Segurança e Salvamento e Forças Armadas; funcionários do Sistema de Privação de Liberdade; população privada de liberdade; e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.
Na Região Metropolitana de João Pessoa o rendimento médio dos 10% moradores mais ricos passou de 50,8, no 1º trimestre de 2020, para 99,8 vezes maior do que o rendimento médio dos 40% mais pobres no 1º trimestre de 2021. É a maior taxa de desigualdade de renda do país, conforme analisado no boletim elaborado pelo Observatório das Metrópoles, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e com o Observatório da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).
As cinco regiões metropolitanas com as maiores razões de rendimento no 1º trimestre de 2021 foram, em ordem decrescente, as regiões metropolitanas de João Pessoa (99,8), Rio de Janeiro (74,6), Recife (63,8), Salvador (59,5) e Aracaju (58,2).
As Regiões Metropolitanas que apresentaram maior crescimento da razão de rendimentos, entre os mais ricos e os mais pobres, no período, foram Rio de Janeiro (109,6%), João Pessoa (96,6%), Aracaju (76,9%), Florianópolis (63,2%) e Recife (58,4%).
A pesquisa utiliza dados provenientes das PNADs Contínuas, produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e também faz a análise do coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de uma região.
Em relação à renda, João Pessoa aparece como segunda maior região com os maiores percentuais de indivíduos vivendo em domicílios com rendimento per capita de até ¼ do salário mínimo, marcando 43,2% e perdendo apenas para Maceió, com 45,3%.
No estudo, em relação à região Nordeste I, que agrupa as regiões metropolitanas de Teresina, Fortaleza, Natal e João Pessoa, o comportamento da desigualdade de renda foi de um crescimento suave, mas constante. As três primeiras RMs tiveram médias dos coeficientes semelhantes e que se intercalaram. Porém, João Pessoa teve a maior média do coeficiente em todo o período, registrando ainda uma alta maior do que o restante em 2020.
Nos últimos quatros trimestres, a média móvel do coeficiente de Gini na região passou de 0,672 para 0,729, um crescimento de 8,5%, valor superior à média das regiões metropolitanas (4,8%).
No conjunto das metrópoles mais desiguais no 1º trimestre de 2021, com Gini acima da média, temos, em ordem decrescente de desigualdade de renda: João Pessoa, Rio de Janeiro, Recife, Aracaju e Salvador como as cinco primeiras colocadas.
As regiões metropolitanas do Nordeste se caracterizaram por um grau constantemente mais elevado de desigualdades, com aumento em Natal, João Pessoa, Maceió, Aracaju e Recife.
A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) vai suspender, nesta quinta-feira (8), o abastecimento de água, em alguns bairros da Grande João Pessoa, das 8h às 23h. Vai faltar água no Bairro das Indústrias, Distrito Industrial, Jardim Veneza, Vieira Diniz, Cidade Verde, Loteamento Jardins, Miramar, Quadramares e Praia da Penha, na capital.
De acordo com informações da diretoria de Operação e Manutenção da Cagepa, a interrupção será necessária para que equipes da companhia realizem serviços de limpeza e desinfecção nos reservatórios R-8, R-28 e R-34, além de melhorias no R-12.
O Boletim Epidemiológico (BE) nº 75 registrou uma queda significativa no registro de óbitos da população idosa da Paraíba por covid-19. O documento aponta que, em janeiro de 2021, 80% dos óbitos atingiam pessoas com 60 anos ou mais, mas no período compreendido de 23 de maio a 19 de junho de 2021, observa-se uma redução de 50% dos óbitos (uma variação percentual de 80% para 40% na participação desta faixa etária entre as vidas perdidas). A última atualização apontou ainda um aumento na perda de vidas nas faixas etárias mais jovens. Os dados são do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP – Gripe).
Apesar dos dados animadores, indivíduos mais jovens têm sido maioria no número de óbitos registrados no estado. As populações de 30 a 39 anos, de 40 a 49 anos e de 50 a 59 anos apresentaram uma variação para mais na participação entre os óbitos ocorridos em pontos percentuais de 9%, 15% e 20%, respectivamente.
Daniel Beltrammi, secretário executivo de gestão da rede de Unidades de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Ses), informou que é necessário manter as medidas de prevenção, mesmo aqueles que receberam todas as doses recomendadas da vacina “A imunização passa a ser eficiente a partir do momento em que 70% dos indivíduos estão vacinados, até lá, o uso de máscaras e distanciamento social continuam obrigatórios”, alertou.
A Paraíba registrou, nesta quarta (7), 1.519 casos de Covid-19. Também foram confirmados 17 novos óbitos desde a última atualização, sendo 05 ocorridos nas últimas 24h. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde ao ClickPB desde a última atualização, 71 (4,7%) são casos de pacientes graves e 1.448 (93%) são leves.
Agora, a Paraíba totaliza 403.694 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, 1.063.566 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.
Os óbitos confirmados neste boletim aconteceram entre os dias 10 de fevereiro e 07 de julho de 2021, quatro em hospitais privados e os demais em hospitais públicos. Com isso, o estado totaliza 8.741 mortes. O boletim registra ainda um total de 270.674 pacientes recuperados da doença.
Concentração de casos
Cinco municípios concentram 520 novos casos, o que corresponde a 34,23% dos casos registrados nesta quarta. São eles: Campina Grande, com 214 novos casos, totalizando 38.146; João Pessoa, com 179 novos casos, totalizando 100.365; Cajazeiras, com 53 novos casos, totalizando 9.284; Bayeux, com 37 novos casos, totalizando 7.531; Catolé do Rocha, com 37 novos casos, totalizando 3.845.
*Dados oficiais preliminares (fonte: e-sus VE, Sivep Gripe e SIM) extraídos às 10h do dia 07/07/2021, sujeitos a alteração por parte dos municípios.
Óbitos
Até esta quarta, 223 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19. Os 17 óbitos confirmados neste boletim ocorreram entre residentes dos municípios de Cabaceiras (1); Cabedelo (2); Campina Grande (5); Caturité (1); Fagundes (1); Jacaraú (1); João Pessoa (2); Lagoa de Dentro (1); Patos (2) e Remígio (1).
As vítimas são 08 homens e 09 mulheres, com idades entre 39 a 83 anos. Hipertensão e diabetes foram as comorbidades mais frequentes e 06 não tinham comorbidades.
Ocupação de leitos Covid-19
A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 43%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 42%. Em Campina Grande estão ocupados 41% dos leitos de UTI adulto e no sertão 60% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, 43 pacientes foram internados nas últimas 24h. Ao todo, 537 pacientes estão internados nas unidades de referência.
Cobertura Vacinal
Foi registrado no sistema de informação SI-PNI a aplicação de 1.934.654 doses. Até o momento, 1.387.099 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 560.064 completaram os esquemas vacinais, onde 527.484 tomaram as duas doses e 32.580 utilizaram imunizante de dose única. A Paraíba já distribuiu um total de 2.210.172 doses de vacina aos municípios.
Em entrevista, ao programa ‘F5’, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas), revelou que a gestão Cartaxo teria lhe deixado como herança um cenário difícil, no que se refere o combate à covid-19. Segundo o prefeito, a cidade possuía apenas 30 leitos de UTI dedicados ao atendimento da Covid.
“Recebemos com 30 UTIs instaladas para a covid e, em menos de 30 dias, tivemos que elevar para 182 UTIs. E quando a gente fala de UTIs, não é apenas números. Tivemos que conseguir equipamentos, contratar pessoal, comprar insumos para fazer o enfrentamento que, graças à Deus, foi feito”, afirmou.
De acordo com o prefeito da capital, o número elevado de UTIs foi fundamental para que a cidade pudesse receber, também, pacientes de outros municípios. Ele explicou que, em determinado momento, mais da metade dos pacientes internados não eram da Capital. “Inclusive, ajudando o Estado porque teve momento em que mais de 60% de pessoas não moradores da cidade de João Pessoa. Mas, essa é a missão do gestor público. Paciente não tem fronteira”, completou Cícero.
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