
Quase metade (49,8%) dos responsáveis por crianças de até 13 anos que utilizaram o sistema de Atenção Primária à Saúde, em um período de 12 meses, na Paraíba, deram nota de nove a 10 ao serviço, de acordo com o módulo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C), divulgado ontem, (22) pelo IBGE.
O levantamento foi realizado em conjunto com o Ministério da Saúde, para avaliar a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A Atenção Primária à Saúde engloba qualquer tipo de atendimento – como médico, dentista, exames, vacinação e nebulização – realizado na Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF), conhecidos também como postos ou centros de saúde.
De acordo com o estudo, cerca de 652 mil crianças de até 13 anos utilizaram algum serviço desse tipo, no estado, no período analisado. Notas de zero a seis foram atribuídas pelos responsáveis de 95 mil (14,6%), ao passo que notas de sete a oito foram dadas pelos cuidadores de 232 mil (35,5%).
Os resultados indicam que os principais motivos da nota atribuída ao serviço foram, respectivamente: a forma
como o responsável ou a criança foram recebidos na unidade de saúde (acolhimento); a atuação dos profissionais da unidade de saúde na resolução do problema (equipe); a rapidez ou a demora no atendimento da criança (velocidade).
Outras razões também foram consideradas como principais, mas em menor proporção, como: instalações físicas (infraestrutura) e organização e limpeza do local. A PNAD também investigou a avaliação do serviço recebido por 69 mil crianças que utilizaram especificamente algum tipo de atendimento médico, na atenção primária à saúde.
Para isso, foram considerados apenas os casos em que o atendimento não foi o primeiro a ser realizado com o mesmo profissional. Nessa análise, outro indicador, o Escore Geral da atenção Primária à Saúde, que vai de zero a 10, foi de 5,6, na Paraíba, abaixo da média do Brasil em 2022 (5,7), bem como inferior ao padrão de qualidade, que é de 6,6.
Entre as crianças que utilizaram algum tipo de atendimento médico no período de 12 meses, no estado, 36,2% tiveram como principal motivo da consulta problemas respiratórios ou de garganta, como gripe, sinusite, amigdalite, faringite, asma e bronquite. Já para 24,8% a principal razão foi consulta de rotina, como de revisão, check-up e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento.
Para 38,9%, esse fator foi encaixado na categoria “outro”, que inclui casos como febre, diarreia, vômito ou outros problemas gastrointestinais, acidentes (fratura, lesão, machucado) e alergias. Ainda segundo o levantamento, 562 mil crianças com menos de 13 anos de idade utilizaram algum tipo de atendimento médico no período de 12 meses.
Em relação a essas crianças, o local do último atendimento médico ocorreu, majoritariamente, em UBS ou USF (48,2%); seguido por Unidade de Pronto Atendimento (UPA), outro tipo de pronto atendimento público (24 horas), pronto socorro/emergência ou ambulatório de hospital público ou ligado às Forças Armadas (29,85). Nos outros 18,4% dos casos, ocorreu em consultório particular, clínica privada, ambulatório, pronto atendimento ou emergência de hospital privado.
Blog do BG PB com União
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