Economia

Shein vem ao Nordeste analisar parcerias para produção local

WhatsApp Image 2023-04-20 at 19.22.17

A Shein, gigante chinesa do comércio varejista internacional, deve vir até o início de julho, para a Região Nordeste, no estado do Ceará, para estudar suas potencialidades de produção e negócios. A principal intenção seria capacitar pequenas linhas de crédito para empreendedores que possam atuar como fornecedores do site.

A informação foi divulgada pelo deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), em suas redes sociais. Ele participou de uma reunião com Fernanda Viggiano, representante das Relações Institucionais da empresa chinesa, no fim de maio.
Na oportunidade, ela teria relacionado o desejo da varejista de um alto investimento em solo brasileiro.

Ainda conforme informações do deputado, no Brasil a empresa já é parceira de 131 fábricas e querem chegar ao quantitativo de 200 até o fim deste ano.

“Na oportunidade apresentamos duas sugestões cearenses para análise da varejista: o polo industrial de Lingerie de Frecheirinha e o programa de Fortaleza “Nossas Guerreiras”, que já capacitou mais de 20,7 mil mulheres.”

Com a movimentação do Governo Federal de taxar produtos comprados em comércios varejistas internacionais, em abril deste ano, a Shein informou que investirá R$ 750 milhões no País. A ação é resultado de um acordo feito com o Governo Federal que tem como objetivo passará a produzir 85% de seu portfólio com fabricantes locais.

Do O Povo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Dia dos Namorados: Comércio espera vender 6% mais que ano passado na Paraíba

Pandemia deve fazer comércio de SP perder R$ 19 bi no Dia dos Namorados | Jovem Pan

O Dia dos Namorados, celebrado no próximo dia 12, promete aquecer as vendas do comércio paraibano. A estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Paraíba (Fecomércio) é de que as vendas tenham um acréscimo de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em relação ao custo dos presentes, uma pesquisa do Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP) mostrou que as cestas comemorativas para a data podem chegar a R$ 500. “O Dia dos Namorados passou a ser uma das mais importantes datas comemorativas e tende a aumentar significativamente os negócios no comércio da Paraíba, de João Pessoa até Cajazeiras”, avaliou o presidente da Fecomércio, Marconi Medeiros.

De acordo com ele, os itens que mais devem ser procurados são os de vestuário, calçados, relógios e joias. “Além dos produtos que terão aumento nas vendas, é esperado também um crescimento nos restaurantes, onde os casais devem realizar almoços e jantares comemorativos”, ressaltou Marconi.

Blog do BG PB com União

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Preço da mão de milho tem diferença de R$ 40 entre bairros de João Pessoa; confira local mais barato

Mão de milho

Levantamento do Procon de João Pessoa encontrou variação de até R$ 40 no preço da mão de milho (52 espigas). A pesquisa aconteceu nessa quarta-feira (7) em 37 boxes dos mercados públicos da Torre, Central, do Bairro dos Estados e de Mangabeira, além da Empasa.

De acordo com a pesquisa mão de milho mais barata (R$ 30) é encontrada no box João Batista, na Empasa, no bairro do Cristo. Já a mais cara (R$ 70) é comercializada no box Luciana do Milho, no mercado público do Bairro dos Estados.

Ainda conforme o levantamento, meia mão de milho registrou diferença de R$ 20, com preços que vão de R$ 15 a R$ 35. Os locais com o menor e o maior preço são os mesmos da mão de milho completa.

Coco seco

Além disso, a pesquisa do Procon-JP traz preços para a unidade do coco seco. O produto custa entre R$ 2 e R$ 3. Já o quilo do coco ralado oscila entre R$ 8 e R$ 12.

Rapadura e castanha

Ainda de acordo com a pesquisa, a unidade da rapadura está custando entre R$ 4 e R$ 8. Já a castanha de caju está com preços entre R$ 44 e R$ 60.

Mandioca e tapioca

Os preços da massa de mandioca estão entre R$ 7 e R$ 9. Já a massa de tapioca oscila entre R$ 6,50 e R$ 8.

PortalCorreio

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lucro bilionário do FGTS será distribuído pela Caixa até agosto; veja quem tem direito a receber

Saque FGTS 2022: tire suas dúvidas e veja como vai funcionar - Blog PagBankFoto: CAIXA / Divulgação

A Caixa Econômica Federal deve distribuir, até o final de agosto deste ano, lucro bilionário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O dinheiro será creditado na conta dos trabalhadores com saldo no fundo em 31 de dezembro de 2022 e só poderá ser movimentado nas situações previstas em lei.

O valor total a ser distribuído depende do lucro do banco em 2022, que está estimado em R$ 15 bilhões, e do percentual a ser liberado pelo Conselho Curador do FGTS. O conselho reúne representantes de trabalhadores, governo e empresas.

Em nota, a Caixa afirmou que “as informações sobre as demonstrações contábeis do exercício 2022 do FGTS serão divulgadas no site da Caixa e no do FGTS, assim que deliberadas pela governança competente, incluindo o Conselho Curador do FGTS”.

Quem tem direito a receber:

Todas as contas vinculadas ao FGTS, sejam elas ativas ou inativas, têm direito de receber o lucro do ano anterior. O pagamento é feito até o dia 31 de agosto de cada ano, para quem tinha saldo em 31/12 do ano-base. O lucro aparece separadamente em cada uma das contas do trabalhador.

A distribuição é feita pela Caixa, que administra o fundo. Os valores são creditados e, no extrato do FGTS, aparece a informação “AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/XXXX (aqui será informado o ano a que se refere o pagamento)”.

O trabalhador só poderá usar esse dinheiro caso se enquadre em uma das situações de retirada previstas na lei 8.036/90 para o saque do FGTS, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria e doença grave, por exemplo.

Como consultar

O valor pode ser consultado no aplicativo FGTS, por meio do extrato do fundo. É possível, ainda, conseguir uma cópia do extrato nas agências da Caixa. Para cada empresa em que o trabalhador foi contratado, há uma conta vinculada aberta, é preciso observar o valor em cada conta e somar o quanto tem, ao todo.

  • Abra ou baixe o aplicativo FGTS (para o primeiro acesso, é preciso criar senha)
  • Clique em “Entrar no aplicativo”
  • Aparecerá a frase “FGTS deseja usar caixa.gov.br para iniciar sessão”; vá em “Continuar”
  • Informe seu CPF e clique em “Próximo”
  • Digite sua senha e vá em “Entrar”; caso não se lembre, clique em “Recuperar senha”
  • Na tela inicial, aparecerão as informações relativas às empresas que trabalhou
  • O saldo de valores da empresa atual ou da última empresa aparece no topo da tela; é a primeira; clique sobre ela para ver as movimentações
  • Para guardar os dados, clique em “Gerar extrato PDF”, logo abaixo do saldo, e salve em seu celular
  • Para ver todas as empresas nas quais trabalhou, vá em “Ver todas suas contas”, na página inicial
  • Clique sobre cada uma das empresas para abrir o extrato; em cada tela, aparecerá o saldo total

Com informações de Folha de S. Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Paraíba tem o segundo maior custo da construção civil por metro quadrado do Nordeste

 

A Paraíba é o estado com o segundo maior custo para a construção civil, por metro quadrado (m²), no Nordeste, totalizando R$ 1.612,62. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi).

A Paraíba só perde para o Maranhão, onde o custo do metro quadrado para a construção civil é de R$ 1.632,22.

A média nacional para o custo do metro quadrado ficou em R$ 1.699,79. No Nordeste, a média ficou em R$ 1.581,22.

Na Paraíba, os dados do IBGE revelam que a variação nos últimos 12 meses foi de +4,53%. Em maio, a variação foi de +0,55%. Com relação aos cinco meses deste ano, a alta é de 1,32%.

No âmbito nacional, a Paraíba é o 19ª estado com o maior custo por metro quadrado para a construção civil. O maior custo ficou com Santa Catarina, com R$ 1.927,39. Depois, aparecem Rio de Janeiro, com R$ 1.843,15, e São Paulo, com R$ 1.808,83.

Os três estados com o custo mais baixo por metro quadrado para a construção civil são Alagoas, com R$ 1.529,66; Sergipe, com R$ 1.530,73; e Pernambuco, com R$ 1.544,13.

Com clickpb

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Cesta básica em JP é uma das mais baratas do Nordeste, diz Dieese

Produtos, supermercado, cesta básica

O preço da cesta básica de alimentos caiu em 11 capitais no mês de maio em comparação com abril. As maiores quedas ocorreram em Brasília (-1,9%) e Campo Grande (-1,85%). Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 553,76), João Pessoa (R$ 580,95) e Recife (R$ 587,13). Os dados, divulgados nesta terça-feira (6), são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que pesquisa mensalmente o preço da cesta em 17 capitais.

As altas principais foram observadas em Salvador (1,42%) e Curitiba (1,41%). São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 791,82), seguida de Porto Alegre (R$ 781,56), Florianópolis (R$ 765,13) e do Rio de Janeiro (R$ 749,76).

Comparando o preço da cesta de maio de 2023 com o do mesmo mês de 2022, houve aumento em 14 capitais, com variações que oscilaram de 0,98%, em Aracaju, a 7,03%, em Fortaleza. Em três capitais houve queda: Recife (-1,47%), Curitiba (-1,38%) e Florianópolis (-0,9%).

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano (de janeiro a maio), o custo da cesta básica aumentou em 11 capitais, com destaque para as taxas acumuladas em Aracaju (6,28%), Belém (4,75%) e Salvador (4,14%). As quedas, que ocorreram em seis capitais, variaram de -4,24%, em Belo Horizonte, a -0,4%, no Rio de Janeiro.

Com base na cesta mais cara, que, em maio, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas da família de um trabalhador com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor do salário mínimo necessário, em maio, deveria ter sido R$ 6.652,09 ou 5,04 vezes o mínimo atual, de R$ 1.320.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Demissão em massa leva lojistas a cobrar ações de gestores para ‘movimentar’ Centro de João Pessoa

Lojistas do Centro de João Pessoa seguem com dificuldades para trabalhar na capital. Depois de um mês que a Câmara de Dirigentes de Lojistas (CDL) se reuniu com entidades do Governo do Estado e da Prefeitura da Capital, poucas ações aconteceram para melhorar a situação dos comerciantes.

O presidente da CDL João Pessoa, Nivaldo Vilar, afirmou que ainda deve acontecer a criação de uma comissão, que terá o objetivo de se reunir regularmente para discutir as demandas dos lojistas. Mas até o momento, a única mudança foi a maior movimentação de policiais em lugares específicos do Centro, como na Cidade Baixa.

Apesar das promessas, Nivaldo ressaltou que as medidas, até o momento,  são apenas paliativas, ou seja, não terão sucesso a um longo prazo. Como consequência dessa falta de políticas, o presidente calcula uma quantidade elevada de lojas que fecharam as portas, gerando desemprego para a cidade.

“Nós temos ali no Centro de João Pessoa, que compreende da Praça da Independência, da Av. João Machado, Av. Walfredo Leal, até o Porto do Capim, são mais de 200 lojas fechadas. Isso aí gera desemprego, não é? Fazendo uma conta rápida, nós temos mais de mil pessoas, de colaboradores, que foram demitidos em virtude do fechamento dessas lojas”, disse .

Pedidos realizados ao Governo do Estado

A maior reclamação dos lojistas é a falta de segurança no Centro de João Pessoa. Nivaldo ressaltou que os comerciantes, inclusive, fecham antes de anoitecer, por volta das 17h, para evitar qualquer tipo de surpresa negativa. Para superar essa dificuldade, uma das principais demandas é chamar mais pessoas ao Centro de João Pessoa, especialmente nos dias de semana.

O presidente da CDL João Pessoa revelou que levou propostas ao vice-governador Lucas Ribeiro (PP) para revitalizar a região. A primeira, obviamente, seria reforçar o policiamento, deixá-lo “mais ostensivo” e fixo nesses locais mais críticos. Porém, uma das ideias levantadas para aumentar a circulação de pessoas é colocar mais repartições públicas.

“Colocar mais repartições ali no Centro, para que a gente possa ter a busca da solução dos problemas no local. Uma UPA, um posto de saúde, que nós tínhamos ali na Primavera. São vários tipos de ações que o Governo do Estado pode nos ajudar. A prefeitura, nós sabemos que tem vários e vários projetos para o Centro de João Pessoa, só que tem que ser executado”, completou Nivaldo.

MaisPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Poupança tem maior saída de dinheiro para meses de maio, diz Banco Central

Foto: ADRIANA TOFFETTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Caderneta de Poupança registrou saída líquida de R$ 11,7 bilhões em maio. Este foi o maior resgate em toda a série histórica, iniciada em 1995.

Com isso, a retirada acumulada em 2023 é de R$ 69,2 bilhões. O BC (Banco Central) divulgou o resultado nesta terça-feira (6).

A última entrada líquida para os meses de maio foi em 2022, quando a Caderneta registrou saldo positivo de R$ 3,5 bilhões. Em janeiro deste ano, o resultado ficou negativo em R$ 33,6 bilhões, registrando o maior valor para todos os meses da história.

O saldo mensal da Poupança é formado pelos depósitos subtraídos pelos resgates. O estoque de investimentos, por sua vez, caiu de R$ 967,53 bilhões em março para R$ 961,49 bilhões.

Já a rentabilidade caiu de R$ 6,3 bilhões em abril para R$ 5,7 bilhões em maio. A Poupança rendeu 0,72% no mês, um pouco acima da prévia da inflação do período, de 0,51%.

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Pesquisa registra diferença de R$ 0,40 no preço da gasolina em João Pessoa; confira valores

A diferença no preço da gasolina comum está em R$ 0,40 para pagamento à vista, registra pesquisa comparativa para combustíveis realizada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, com preços entre R$ 4,890 (América – Varadouro) e R$ 5,290 (Ataíde Bezerra – Torre e Pichilau Gauchinha – Distrito Industrial). A média está em R$ 5,112 e a variação em 8,2%. Em comparação com o último dia 31 de maio, o menor preço do produto subiu R$ 0,10 e, o maior, R$ 0,30.

Ainda sobre a gasolina comum, 107 estabelecimentos subiram o preço, nenhum reduziu e três mantiveram o mesmo valor da semana passada. Para pagamento no cartão, o preço do produto oscila entre R$ 4,950 e R$ 5,440, diferença de R$ 0,49 e variação de 9,9%. A pesquisa foi realizada em 112 postos no dia 5 de junho.

Já o preço da gasolina aditivada está oscilando entre R$ 4,970 (postos Almeida – Paratibe e Brisamar) e R$ 5,490 (Ataíde Bezerra – Torre e Pichilau Gauchinha – Distrito Industrial), diferença de R$ 0,52, variação de 10,5% e média de R$ 5,249.

Álcool – O litro do álcool registra alta no menor preço, saindo de R$ 3,060 para R$ 3,790 (Auto Posto – Valentina) com o maior preço se mantendo em R$ 4,190 (08 postos) em comparação ao levantamento anterior. A média está em R$ 3,981, a diferença em R$ 0,40 e a variação em 10,6%. O etanol subiu em oito postos, reduziu em três e se manteve em 98 estabelecimentos.

S10 – O diesel S10 apresenta nova redução no menor preço esta semana em relação à pesquisa anteriorcaindo de R$ 4,690 para R$ 4,650 (postos Três Lagoas – Costa e Silva e Maxi – Oitizeiro), com o maior subindo de R$ 5,250 para R$ 5,890 (São José – Cruz das Armas), registrando média de R$ 4,931, variação de 26,7% e diferença de R$ 1,24. O produto manteve o preço em 93 postos, caiu em oito e aumentou em cinco locais quando comparado ao último dia 31.

Diesel comum – O diesel comum também teve queda no menor preço em comparação ao levantamento passado, saindo de R$ 4,680 para R$ 4,650 (Trê Lagoas – Costa e Silva e Maxi – Oitizeiro), com o maior se mantendo em R$ 4,990 (Elesbão – Água Fria). A média de preço do produto está em R$ 4,747.

GNV – O Gás Natural Veicular (GNV) vem mantendo os mesmos preços nas duas pontas há cinco semanas, oscilando entre R$ 4,230 (Estrela – Geisel) e R$ 4,250 (Z – Jardim Cidade Universitária, Pichilau Gauchinha – Distrito Industrial, São Luiz e Master Gás – Epitácio Pessoa). O produto está com media de R$ 4,242, diferença de R$ 0,02, e variação de 0.5%. Os 12 postos visitados pelo Procon-JP estão com os mesmos preços em relação à pesquisa do dia 31 de maio.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Pedidos de recuperação judicial disparam em 2023: ‘Única alternativa’

Lojas Americanas - Shopping Mueller CuritibaFoto: Reprodução

A fábrica de móveis Incabrás entrou com um pedido de recuperação judicial no final de março após dificuldades geradas pela pandemia. A empresa faz parte do grupo de quase 400, incluindo gigantes como Americanas, Grupo Petrópolis, Light e Oi — que tiveram que recorrer a este instrumento para se proteger contra credores e buscar uma reestruturação para evitar o risco de uma falência.

Pedidos de recuperação judicial disparam

O número de pedidos atingiu o maior patamar em cinco anos. Foram 382 requerimentos ingressados na Justiça entre janeiro e abril neste ano, de acordo com um estudo da Serasa Experian. Nos 4 primeiros meses de 2022, foram 275 — número 28% menor do que o registrado neste ano. O patamar de 2023 só perde para o de 2018, quando foram registrados 518 pedidos de recuperação no mesmo período.

O varejo é um dos setores mais prejudicados. Isto porque tende a ter custos altos, como aluguel de lojas, e é afetado pelo custo do crédito e poder de compra da população. Os dados da Serasa mostram que a maioria dos pedidos se concentrou no setor de serviços (164). Em seguida aparecem o comércio (99), indústria (82) e o setor primário (37).

A taxa de juros é um dos motivos para o aumento no número de pedidos de recuperação judicial. Antonio Nachif, sócio da área de resolução de conflitos do Dias Carneiro Advogados, diz que como muitas empresas têm empréstimos, os juros altos encarecem o valor da dívida e diminuem a margem de lucro das empresas.

O efeito dominó também ajuda a explicar o boom de pedidos. Quando grandes empresas entram em processos de recuperação judicial, tendem a puxar credores menores para baixo. A lista de credores da Americanas, por exemplo, têm quase 8.000 nomes — entre eles micro e pequenas empresas e empregados. Mas há também situações específicas ou relacionadas a problemas com a gestão do negócio.

Quanto maior o número de recuperações, mais difícil o acesso a crédito. Os bancos tendem a dar menos crédito a empresas menores em um cenário de incerteza econômica, o que dificulta ainda mais a atuação destas companhias. Segundo a Folha de S.Paulo, o número de empresas com risco de calote mais do que dobrou em cinco meses. O dado é da agência de classificação de risco Fitch Ratings.

Número de falências também cresceu em 2023. Nos 4 primeiros meses do ano, foram registrados 346 pedidos de falência, enquanto foram decretadas 222 falências. No mesmo período de 2022, foram registrados 258 pedidos de falência, e decretadas 214.

UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.