Economia

Arrecadação de impostos do governo federal se aproxima de R$ 1,3 trilhão

Foto: Reprodução/Flickr

O governo federal está próximo de recolher R$ 1,3 trilhão do pagador de impostos em 2025, segundo informações colhidas no Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (Acsp).

Foto: Reprodução

Para somar os valores, a associação paulista leva em consideração inúmeros impostos federais. Veja a lista:

  1. Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide);
  2. Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
  3. Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF);
  4. Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL);
  5. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
  6. Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf);
  7. Imposto de Exportação (IE);
  8. Imposto de Importação (II);
  9. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
  10. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  11. Imposto de Renda (IR);
  12. Imposto Territorial Rural (ITR);
  13. Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep);
  14. Previdência;
  15. Taxas; e
  16. Outros.

Em 2024, o cidadão brasileiro precisou trabalhar cerca de 150 dias para pagar todos os impostos ao Estado. Esse tempo corresponde, aproximadamente, a mais de 40% de um ano. A unidade federativa responsável por arrecadar mais dinheiro no país é São Paulo, com 37,3% do total. Depois, aparecem Rio de Janeiro (13,7%) e Minas Gerais (7%).

Atualmente, a quantia de R$ 1,2 trilhão permitiria a compra de 2,9 bilhões de cestas básicas. A cifra também renderia R$ 7,5 bilhões por mês na poupança. O valor equivale a dez salários mínimos por mês durante 11,5 milhões de anos.

Saiba como funciona o a contagem de impostos da ACSP

A base de dados utilizada pela ACSP é da Receita Federal do Brasil, da Secretaria do Tesouro Nacional, da Caixa Econômica Federal, do Tribunal de Contas da União e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Revista Oeste

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Economia

Petrobras anuncia redução do preço do diesel em R$ 0,12 por litro vendido às distribuidoras

Foto: Petrobras/Divulgação/Arquivo

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (17) que vai reduzir o preço do óleo diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,12 por litro a partir desta sexta-feira (18).

De acordo com a estatal, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será de R$ 2,95 por litro.

A Petrobras calcula que haverá uma redução de R$ 0,10 na bomba. Isso porque o diesel fóssil vendido pela estatal às distribuidoras é misturado ao biodiesel, na proporção de 86% fóssil e 14% biocombustível.

A nova redução anunciada nesta quinta-feira (17) deve reverter o aumento de R$ 0,22 implementado em janeiro.

As quedas no preço do petróleo no mercado internacional têm levado às reduções no preço do diesel no Brasil.

A disputa comercial desencadeada pelas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está levando à redução nas estimativas de demanda global por petróleo e à queda no preço do barril.

g1

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Economia

Aeroporto da Grande JP é o 4º mais movimentado do país durante os feriados de abril

Foto: Aena Brasil

Após ser destaque no ranking da Decolar como um dos destinos mais procurados para os feriados de abril, a capital paraibana, João Pessoa, também se consolida como um importante ponto de chegada para turistas. O Aeroporto Internacional Castro Pinto, localizado na Região Metropolitana de João Pessoa, aparece como o quarto mais movimentado entre os 17 aeródromos administrados pela Aena Brasil durante o feriado prolongado da Semana Santa e Tiradentes.

De acordo com dados divulgados pela concessionária, estão previstos 182 voos e 32.648 assentos ofertados no terminal paraibano ao longo desse feriadão. O fluxo intenso reforça o crescente interesse pela Paraíba como destino turístico, especialmente em períodos de folga prolongada.

Segundo Ferdinando Lucena, presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), a posição de destaque do aeroporto reflete a boa fase do turismo paraibano, impulsionada por belas paisagens, excelente gastronomia regional, cultura e um clima acolhedor, que atraem turistas de diversas partes do Brasil. O resultado também é fruto de ações promocionais do destino e da ampliação de voos diretos para o estado.

Para Rosália Lucas, secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, “os resultados positivos são reflexos do trabalho conjunto que temos realizado para promover a Paraíba como um destino turístico competitivo e autêntico. Esses números confirmam que o estado está no radar dos viajantes e que os investimentos em infraestrutura, promoção e qualificação do setor estão dando resultado”.

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Economia

Tomate, ovo e café mais caros: alimentação faz Brasil ter maior inflação para março em 2 anos

Foto: Freepik

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,56% em março, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inicialmente, o IBGE informou que esse era o maior patamar do IPCA para um mês de março desde 2003, há 22 anos. Depois, no entanto, corrigiu a informação, dizendo que é o maior índice para o mês desde 2023, há dois anos, quando os preços subiram 0,71%.

O resultado representa uma desaceleração de 0,75 ponto percentual (p.p.) da inflação em relação a fevereiro, quando a alta foi de 1,31%. No ano, o IPCA acumula alta de 2,04%.

Já no acumulado em 12 meses, a inflação registra um avanço de 5,48%. O número está acima do teto da meta do Banco Central do Brasil (BC), que é de 3% para a inflação anual, e será considerada cumprida se ficar em um intervalo entre 1,50% e 4,50%.

Imagem: g1

A inflação de março veio totalmente em linha com as expectativas do mercado financeiro, que esperavam exatamente essa alta de 0,56% nos preços.

Todos os nove grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta nos preços no mês, com destaque para Alimentação e bebidas, que subiu 1,17% e foi o responsável pelo maior impacto (0,25 p.p.) no índice, respondendo por cerca de 45% do IPCA de março.

Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (22,55%), do ovo de galinha (13,13%) e do café moído (8,14%).

Com isso, o índice de difusão do IPCA de março foi de 61%, o mesmo observado em fevereiro, e uma redução em relação à janeiro. Esse índice mostra quanto a inflação está espalhada ou concentrada em determinados itens — e uma redução demonstra que a pressão inflacionária foi mais concentrada que no período anterior.

Veja o resultado dos grupos do IPCA em março

  • Alimentação e bebidas: 1,17%;
  • Habitação: 0,24%;
  • Artigos de residência: 0,13%;
  • Vestuário: 0,59%;
  • Transportes: 0,46%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,43%;
  • Despesas pessoais: 0,70%;
  • Educação: 0,10%;
  • Comunicação: 0,24%.

g1

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Economia

Mais da metade dos brasileiros vê economia do país piorar, diz pesquisa Datafolha

Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O grupo dos brasileiros que viram a economia nacional piorar nos últimos meses cresceu dez pontos percentuais desde o fim do ano passado e agora representa 55% do total, de acordo com pesquisa Datafolha. É a primeira vez no terceiro mandato de Lula (PT) que a fatia corresponde à maioria dos entrevistados.

Os números são acompanhados pela percepção dominante de que a inflação vai continuar acelerando, embora o pessimismo com os preços tenha arrefecido desde a pesquisa anterior, de dezembro. Para a maior parte dos entrevistados, o poder de compra dos salários vai encolher nos próximos meses.

A pesquisa foi feita entre 1º e 3 de abril de 2025 —três semanas após a divulgação de que o país registrou uma inflação de 1,31% em fevereiro (a maior para o mês em mais de 20 anos). O Datafolha fez 3.054 entrevistas em 172 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O crescimento da visão negativa foi alimentado principalmente pela mudança de opinião dos que antes não percebiam melhora ou piora do quadro. As respostas do grupo que não acha ter havido mudanças caiu oito pontos em relação a dezembro, de 31% para 23%.

Já o grupo dos que viram a economia do país melhorar teve estabilidade. As respostas nesse caso oscilaram um ponto para baixo (dentro da margem de erro) e ficaram em cerca de um quinto da população —21%.

Nos quatro principais recortes (gênero, idade, escolaridade e renda familiar mensal), quem mais manifesta a sensação de que o cenário do país piorou são os mais jovens, de 16 a 24 anos (61%), os que ganham acima de dez salários mínimos (60%) e os que estudaram até o ensino médio (60%).

Folhapress

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Economia

Lula diz que vai tomar ‘todas as medidas cabíveis’ contra ‘tarifaço’ dos Estados Unidos

Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

O presidente Lula (PT) disse que vai responder a qualquer tentativa de impor protecionismo hoje, após o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar ontem taxas de ao menos 10% sobre todos os produtos brasileiros.

Presidente falou que ações serão baseadas “na Lei da Reciprocidade Econômica e pelas diretrizes da OMC (Organização Mundial do Comércio)”. A Câmara e o Senado aprovaram ontem um projeto de lei que impõe a reciprocidade de regras ambiental e comercial nas relações do Brasil com outros países. O texto ainda precisa ser sancionado pelo presidente.

Fala de Lula aconteceu durante evento chamado “Brasil Dando a Volta por Cima”, marcado para fazer um balanço das ações do governo nos últimos dois anos, em meio a uma crise de popularidade. Pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostrou que a desaprovação à gestão do presidente continua em alta, e atingiu 56% no último mês.

Não faltaram alfinetadas na gestão Jair Bolsonaro (PL). Foram várias as menções a problemas herdados do ex-presidente e citações de medidas tomadas para resolver a situação. O presidente disse que, quando assumiu o mandato, teve a sensação de voltar para casa, mas encontrar um imóvel “em ruínas”.

UOL

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Economia

Paraíba lidera inadimplência em condomínios e prejuízo anual chega a R$ 7 bilhões

A inadimplência em condomínios na Paraíba tem se destacado negativamente no cenário nacional, exigindo atenção redobrada de administradores e moradores. De acordo com dados recentes, o estado lidera o ranking de inadimplência locatícia no Brasil, com 13,86% dos moradores atrasando ou não efetuando o pagamento do aluguel nos últimos 60 dias. Essa realidade reflete uma tendência nacional preocupante. Em outubro de 2024, por exemplo, a inadimplência da taxa de condomínio no país atingiu 13,84%, o maior índice do ano, representando um aumento de 3,57% em relação ao mês anterior.

Especificamente na Paraíba, a falta de pagamento das taxas condominiais gera um prejuízo anual de aproximadamente R$ 7 bilhões, impactando diretamente a gestão e a qualidade de vida nos empreendimentos. Diante desse cenário, o Conselho Regional de Administração da Paraíba (CRA-PB) reforça a importância de uma gestão profissional e estratégica nos condomínios.

O Conselho tem uma comissão que trata do assunto. “A inadimplência não afeta apenas as finanças do condomínio, mas também a convivência e a qualidade dos serviços oferecidos. É fundamental que os síndicos e administradores adotem práticas eficientes de gestão para mitigar esses impactos”, destacou Emmanuelle Apolinário, coordenadora do Comissão de Gestão Condominial do CRA-PB. Segundo ela, a falta de pagamento compromete a manutenção de áreas comuns, a segurança, a limpeza e até o pagamento de funcionários, além de gerar conflitos entre moradores. “Uma administração estratégica e transparente é essencial para evitar que o problema se agrave e prejudique toda a coletividade”, reforça.

“O CRA-PB se coloca à disposição para orientar e capacitar síndicos e administradores, visando a implementação de práticas de gestão que contribuam para a sustentabilidade financeira e a melhoria da convivência nos condomínios paraibanos”, complementou o presidente do Conselho, Marcos Kalebbe.

@politicaetc

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Economia

Receita Federal paga lote da malha fina do Imposto de Renda nesta segunda

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Receita Federal paga nesta segunda-feira (31) o lote da malha fina de março para os contribuintes que regularizaram as pendências com o Fisco. Neste grupo estão cerca de 120 mil contribuintes. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Têm prioridade no reembolso os contribuintes que informaram a chave Pix do tipo CPF na declaração do Imposto de Renda ou usou a declaração pré-preenchida. Em segundo, estão os idosos e, em terceiro, os contribuintes que têm i magistério como a maior fonte de renda. O restante dos contribuintes prioritários são idosos acima de 80 anos e pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu Declarações e Demonstrativos, clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no campo Solicitar Restituição Não Resgatada na Rede Bancária.

MaisPB com Agência Brasil

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Economia

Mais de 130 mil mulheres tocam seus próprios negócios na Paraíba

A Paraíba contabiliza 139 mil mulheres à frente de seus próprios negócios, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de dezembro de 2024, divulgados pelo Sebrae-PB. O número justifica o avanço do empreendedorismo feminino no estado, mas também evidencia desafios como o acesso a crédito e a conciliação entre vida profissional e pessoal.

De acordo com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, 43,4% das microempreendedoras individuais (MEI) no estado são mulheres. Apesar do crescimento, muitas empresárias ainda enfrentam barreiras para expandir seus negócios e obter capacitação adequada.

Para enfrentar essas dificuldades, algumas instituições financeiras têm criado iniciativas voltadas ao público feminino, oferecendo crédito e suporte. Um dos exemplos é o programa “Mulher Empreendedora”, que promove capacitação e incentivo à liderança, beneficiando milhares de empresárias pelo país.

Uma dessas empreendedoras é Laise Ponce, proprietária de uma empresa em João Pessoa. Formada em arquitetura, ela migrou para o comércio ao perceber uma oportunidade de criar uma marca própria voltada para clientes em busca de exclusividade e identidade.

“A transição aconteceu de forma natural. Minha mãe sempre esteve ligada ao comércio, e eu fui me envolvendo aos poucos até perceber que queria investir na minha própria marca”, conta. Durante a pandemia, a empresária identificou a necessidade de expansão do negócio.

Com uma loja de apenas 30 metros quadrados, os clientes aguardavam atendimento do lado de fora, o que indicava a crescente demanda.

“Foi nesse momento que percebi que precisava ampliar o espaço e oferecer uma experiência ainda melhor para meus clientes”, relembra.

Para viabilizar a expansão, ela buscou apoio financeiro e encontrou um parceiro estratégico no cooperativismo de crédito.

“Sempre tive suporte, seja na obtenção de crédito ou na segurança de ter um respaldo financeiro quando necessário”, afirma.

Embora tenha conseguido consolidar sua empresa, Laise reconhece que o caminho do empreendedorismo ainda impõe barreiras específicas para as mulheres.

“Acredito que o maior desafio seja conciliar os papéis de empresária e mãe. No final de 2024, tive meu primeiro filho e precisei me afastar da loja. Se não fosse a estrutura que já havia construído, teria sido muito difícil”, observa.

Para outras mulheres que desejam empreender, a empresária dá um conselho direto.

“Dedicação total. O sucesso não vem fácil, mas com trabalho e persistência, é possível construir algo sólido”.

Com planos de ampliação para o futuro, Laise se sente realizada profissionalmente e espera que mais mulheres tenham condições de trilhar esse caminho. “Toda mulher precisa ser independente financeiramente e ter seu espaço no mercado”, conclui.

Portal Correio

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Economia

Preço máximo de medicamentos sobe nesta segunda; fabricantes estimam alta de até 5%

A partir da próxima segunda-feira (31), o  preço dos medicamentos poderá ter reajuste. A expectativa do setor farmacêutico é que a alta seja de até 5,06% neste ano, segundo cálculos do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma).

índice não é oficial e ainda deve ser confirmado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) na próxima semana. O valor, estabelecido pela CMED, funcionará como um teto de aumento para todo o setor farmacêutico.

Pelas regras, farmacêuticas poderão aplicar reajustes até o patamar percentual que for definido pela CMED — nunca acima. A projeção do Sindusfarma, realizada com base nos critérios do órgão, prevê que o limite fique em 5,06%.

O sindicato estima, no entanto, que o reajuste médio no preço dos medicamentos deverá ser abaixo do teto a ser oficializado pela CMED. Isso porque o aumento não é automático e leva em conta uma série de fatores.

entidade projeta uma elevação média de cerca de 3,48% — o que pode ser o menor patamar de aumento médio desde 2018.

Salvo exceções, os preços de comercialização dos remédios no Brasil são regulados pela CMED, um órgão composto por membros de diferentes ministérios e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Anualmente, com base em uma série de critérios como a inflação, a CMED define níveis máximos de reajuste no valor dos remédios.

 

medida passa a valer assim que é publicada no “Diário Oficial da União (DOU)”, o que deve ocorrer na próxima segunda. A partir disso, empresas de medicamentos podem ajustar os preços de seus produtos.

Os aumentos são aplicados em cima do valor máximo de venda do remédio, também definido pela CMED. Por lei, as farmácias e laboratórios não podem cobrar acima do preço permitido pela Câmara de Regulação.

 

A Anvisa afirma que o reajuste anual dos medicamentos funciona como um mecanismo de proteção aos consumidores de “aumentos abusivos”.

“Ao mesmo tempo, o cálculo estabelecido na lei, busca compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção, possibilitando a continuidade no fornecimento de medicamentos”, diz a agência.

Impacto pode demorar para chegar ao consumidor

 

Imagem de medicamentos em exposição em uma farmácia — Foto: Reprodução/ RBS TV

Imagem de medicamentos em exposição em uma farmácia — Foto: Reprodução/ RBS TV

O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, avalia que o impacto do reajuste pode demorar a chegar ao consumidor.

Segundo ele, a competição entre farmácias e os estoques dos produtos são fatores que contribuem para que o reajuste médio esteja projetado para um patamar abaixo do teto a ser oficializado pela CMED.

“Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer”, diz Mussolini.

“É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos prescritos pelos profissionais de saúde”, acrescenta.

A Anvisa alerta que o descumprimento do teto de preços pode levar a punições. A agência recebe denúncias por meio de um formulário digital.

Indústria em alerta

 

Linha de produção da farmacêutica União Química — Foto: União Química / Divulgação

Linha de produção da farmacêutica União Química — Foto: União Química / Divulgação

O Sindusfarma, responsável por calcular a projeção do índice de reajuste da CMED, avalia que o índice poderá impactar negativamente o setor.

O presidente executivo da entidade afirma que o cenário — com previsão do menor aumento médio desde 2018 — pode levar a redução de investimentos na indústria.

“Será o menor reajuste médio dos últimos sete anos, o que pode impactar negativamente os contínuos e fundamentais investimentos da indústria farmacêutica instalada no país em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos produtos e na modernização e construção de novas fábricas”, diz o dirigente.

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