A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, nesta sexta (2), 1.536 casos de Covid-19 e mais 26 mortes. Entre os confirmados hoje, 60 (3,9%) são casos de pacientes hospitalizados e 1.476 (96,1%) são leves. Todos os 223 municípios paraibanos registraram casos da doença e 222 cidades registraram óbitos. Com isso, a Paraíba soma 398.440 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O número de mortes confirmadas por Covid-19 subiu para 8.654 no estado desde o início da pandemia.
Dos 26 óbitos, 19 aconteceram nas últimas 24 horas. Os pacientes eram 18 homens e 8 mulheres, com idades entre 33 e 88 anos. A cardiopatia foi a comorbidade mais frequente e 8 não tinham comorbidades.
As mortes aconteceram nos municípios de Campina Grande (4); Casserengue (1); Conceição (1); Desterro (1); Fagundes (1); Itapororoca (1); João Pessoa (4); Mãe d’Água (1); Mamanguape (2); Mari (1); Marizópolis (1); Patos (1); Pombal (1); Princesa Isabel (1); Queimadas (3); Santa Cruz (1) e Umbuzeiro (1).
A ocupação de leitos de UTI em todo o estado é de 50%. Na região metropolitana de João Pessoa, 48% dos leitos de UTI para adultos estão ocupados. Em Campina Grande, o mesmo setor tem taxa de 50%. No Sertão, 68% dos leitos de UTI estão ocupados.
VACINAÇÃO
Foi registrado no sistema de informação SI-PNI a aplicação de 1.816.798 doses. Até o momento, 1.290.186 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 526.612 completaram os esquemas vacinais. Desses, 517.272 tomaram as duas doses e 9340 utilizaram imunizante de dose única. A Paraíba já distribuiu um total de 2.145.485 doses de vacina aos municípios.
Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (2) a Secretaria de Saúde da Paraíba divulgou esclarecimentos sobre as 253 doses de vacinas contra Covid-19 vencidas, que foram aplicadas na Paraíba, de acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde.
Na nota, a SES informa que as orientações técnicas às equipes de vacinação ocorrem frequentemente e que a gestão realizou em tempo hábil toda a logística de distribuição das doses, sendo de competência dos municípios a avaliação dos procedimentos que foram feitos com imunizantes vencidos.
De acordo com o texto da nota que o Blog do BG teve acesso, “Todas as doses são entregues em até 24h após o recebimento aos municípios que são integralmente responsáveis pelo armazenamento, aplicação e informação aos sistemas de notificação do Ministério da Saúde. Os municípios devem avaliar se foi erro de registro ou se não aplicou em tempo oportuno”.
Pelo menos 26 mil doses vencidas da vacina AstraZeneca foram aplicadas em diversos postos de saúde do país, o que compromete sua proteção contra a Covid-19. Os dados constam de registros oficiais do Ministério da Saúde.
Até o dia 19 de junho, os imunizantes com o prazo de validade expirado haviam sido utilizados em 1.532 municípios brasileiros.
A campeã no uso de vacinas vencidas é Maringá, reduto eleitoral de Ricardo Barros (PP), líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A cidade paranaense vacinou 3.536 pessoas com o produto da AstraZeneca fora da validade (primeira dose em todos os casos).
Depois aparecem Belém (PA), com 2.673, São Paulo (SP), com 996, Nilópolis (RJ), com 852, e Salvador (BA), com 824. As demais cidades aplicaram menos de 700 vacinas vencidas, sendo que a maioria não passou de dez doses.
Além disso, outras 114 mil doses da vacina AstraZeneca que foram distribuídas a estados e municípios dentro do prazo de validade já expiraram. Não está claro se foram descartadas ou se continuam sendo aplicadas.
AstraZeneca é a vacina mais usada no Brasil. Ela responde por 57% das doses aplicadas neste ano. A imensa maioria foi utilizada de acordo com as orientações do fabricante.
Todos os imunizantes expirados integram oito lotes da AstraZeneca importados ou adquiridos por consórcio. Um deles passou da validade no dia 29 de março. O que venceu há menos tempo estava válido até 4 de junho.
O lote pode ser conferido na carteira individual de vacinação. Quem tiver recebido uma dose de um desses oito lotes de AstraZeneca após a data de validade (veja gráfico) deve procurar uma unidade de saúde para orientações e acompanhamento.
Além disso, de acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19, quem tomou imunizante vencido precisa se revacinar pelo menos 28 dias depois de ter recebido a dose administrada equivocadamente. Na prática, é como se a pessoa não tivesse se vacinado.
O plano define, também, que cada indivíduo vacinado seja identificado com o lote da imunização recebida, o produtor da vacina e a dose aplicada. Isso é feito justamente para acompanhamento do Ministério da Saúde e eventual identificação de erros vacinais.
O DataSUS (sistema de informações do Ministério da Saúde) também identifica todas as pessoas imunizadas com um código individual, acompanhado de informações sobre idade, grupo prioritário de vacinação, data da imunização e lote da vacina recebida.
Já a data de validade de cada lote vacinal consta de outro sistema do governo federal, o Sage (Sala de Apoio à Gestão Estratégica), que registra os comprovantes de entrega dos imunizantes contra Covid-19 por estado. Em cada um desses recibos há informações públicas sobre o número do lote vacinal, a data de validade, o fabricante e a data de entrega.
A Folha cruzou as duas bases —DataSUS e Sage— a partir do número do lote das vacinas. Foram consideradas todas as imunizações do país contra Covid-19 até 19 de junho.
O levantamento inédito mostra que, até essa data, um total de 25.935 doses de oito lotes de AstraZeneca foram aplicadas fora da validade. Metade desses lotes veio do Instituto Serum da Índia; a outra metade, da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).
As vacinas desses lotes foram distribuídas de janeiro a março pelo governo federal para todos os estados do país antes do vencimento. Elas somam quase 3,9 milhões de doses, das quais cerca de 140 mil não foram utilizadas dentro do prazo de validade. Dessas, até o dia 19 de junho, 26 mil tinham sido aplicadas já vencidas.
A maioria (70%) das doses aplicadas depois da validade é de um mesmo lote do Instituto Serum, identificado como “4120Z005”. O bloco venceu em 14 de abril, mas continuou sendo aplicado depois dessa data pelo país.
A validade das vacinas contra Covid-19 depende da tecnologia e dos insumos utilizados no desenvolvimento do imunizante. Essas informações integram os dados analisados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para regulação dos imunizantes utilizados no país.
A AstraZeneca e a Pfizer duram até seis meses. A Janssen, com validade original definida em três meses, agora pode ficar armazenada por até quatro meses e meio. A Coronavac tem duração de um ano —o primeiro lote dessa vacina utilizado no Brasil venceria somente em novembro.
Nesse último caso, a maior quantidade de casos ocorreu em Santo André (SP), cuja prefeitura também alegou problemas na migração de dados dos vacinados. Na época, no entanto, o governo de São Paulo disse, em nota, que não havia registrado problemas operacionais na migração das informações para o DataSUS.
Isso é o que dá guardar vacina. Se o povo não tá comparecendo pra tomar a segunda dose, abre pra aplicar a primeira em quem deseja ser imunizado. O Brasil vei sem futuro. Se seguisse o plano de vacinação dos EUA, até os jovens já tinham sido imunizados.
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), decretou estado de calamidade pública para enfrentamento ao coronavírus.
A portaria tem validade por 180 dias e leva em consideração as ações emergenciais para amenizar os impactos da pandemia.
Com isso, as autoridades municipais ficam permitidas a adotar medidas excepcionais para combater à Covid-19 em todo território da Capital e poderão editar atos normativos à regulamentação e execução de ações administrativas em razão ao período de calamidade.
O texto será encaminhado à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).
A Paraíba recebe neste sábado (03), 82 mil doses da vacina da Astrazeneca e Pfizer. De acordo com informações do secretário de saúde do estado, Geraldo Medeiros, serão enviadas 29.250 doses da vacina da Pfizer/Biontech e 52.750 doses da vacina Astrazeneca/Fiocruz.
As doses da vacina da Pfizer estão previstas para chegar no Aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa, por volta das 15h do sábado (03). Já as da Astrazeneca estão previstas para às 17h, do mesmo dia.
Ainda de acordo com o secretário, a previsão é que o Ministério da Saúde envie mais de dois milhões de doses para o estado até o mês de agosto.
Roberto Dias, agora ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Exonerado da Diretoria de Logística do Ministério da Saúde após denúncia de que exigiu propina para fechar um contrato de aquisição de doses de vacina contra a Covid, o servidor Roberto Ferreira Dias disse em entrevista ao G1 e à TV Globo que não conhecia nem convidou para jantar o denunciante, Luiz Paulo Dominguetti (veja trecho no vídeo acima e a transcrição desse trecho mais abaixo).
Dominguetti depôs nesta quinta-feira (1º) à CPI da Covid. Ele se apresentou como representante da empresa Davati Medical Supply, que supostamente seria uma intermediária na venda de 400 milhões de doses de vacina da farmacêutica AstraZeneca para o governo.
Segundo Dominguetti afirmou à comissão, ele foi convidado em 25 de fevereiro para jantar no restaurante Vasto, em um shopping de Brasília. Dominguetti relatou aos integrantes da CPI que, além de Roberto Dias, participaram do encontro um empresário e o tenente-coronel Marcelo Blanco, ex-auxiliar de Dias na Diretoria de Logística.
O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou nesta quinta-feira que a comissão promoverá uma acareação entre todos os participantes do jantar.
Aos senadores, Dominguetti disse que havia um empresário à mesa, mas que não lembrava do nome dele.
Pela versão de Roberto Dias, o empresário é José Ricardo Santana, ex-secretário-executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão interministerial cuja secretaria-executiva é ocupada por um servidor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo Dias, Santana é um “grande amigo” e eles jantavam quando Blanco e Dominguetti chegaram.
Dominguetti disse à CPI que, durante o jantar, fez a oferta de venda da vacina por US$ 3,5 a dose, mas Dias teria pedido uma elevação do preço para US$ 4,5.
Campina Grande segue avançando na campanha de imunização contra a covid e nesta sexta-feira (1), a vacinação será voltada para as pessoas a partir de 47 anos de idade. As ações serão realizadas pela manhã nas Unidades Básicas de Saúde, Centros de Saúde e Policlínicas. À tarde e à noite, as ações acontecem em pontos fixos. Somando os locais, são mais de cem pontos de vacinação.
O atendimento, pela manhã, será das 9h às 12h nas Unidades Básicas de Saúde. O objetivo é descentralizar e alcançar todas as áreas da cidade, para facilitar o acesso das pessoas. À tarde, a vacinação acontece das 14h às 18h, nas igrejas Semear (Catolé), Congregacional (Avenida Canal), Congregacional do Calvário (José Pinheiro), Assembleia de Deus (Rosa Cruz), Seminário Diocesano São João Maria Vianney (Alto Branco), Convento São Francisco (Conceição), UEPB e SESI (Distrito Industrial). À noite, as ações serão realizadas das 18h às 21h, nas faculdades Unifacisa e Uninassau.
Para ter acesso é obrigatório fazer o agendamento pelo site vacinacao.campinagrande.pb.gov.br ou através do aplicativo Vacina Campina. Também é necessário levar documento oficial de identificação pessoal e comprovante de residência, no momento da vacinação.
No levantamento da Pesquisa Consult, contratada pelo Blog do BG, em João Pessoa, 56,75% da população não concorda com as medidas tomadas pelo presidente Jair Bolsonaro, no combate à Covid-19.
Do total de entrevistados, 40,13% aprovam a forma como Bolsonaro vem lidando com o combate à Covid-19, no país. A pesquisa ainda registrou que 3,13% ainda não possuem uma opinião formada sobre a administração.
A pesquisa Consult, contratada pelo Blog do BG, ouviu 800 pessoas na capital paraibana, concentradas em 4 regiões, abrangendo 40 bairros de João Pessoa. O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 19 de junho. Os resultados da pesquisa têm margem de erro máximo de 3,4% e confiabilidade de 95%.
Na tarde desta quinta-feira (1), o Ministério da Saúde informou que serão entregues aos estados e Distrito Federal, nos próximos três dias, que cerca de 8 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19.
Entre os imunizantes que serão disponibilizados ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) estão 3 milhões de doses da vacina da Janssen, 2,1 milhões da Pfizer e 2,8 milhões de doses da AstraZeneca/Fiocruz.
O Brasil atingiu a marca de 100 milhões de doses contra a Covid-19 aplicadas em território nacional nesta quinta-feira. Os números contemplam dados das secretarias estaduais de saúde levantados pela CNN sobre a cobertura vacinal no país que utiliza os imunizantes Coronavac/Butantan, Oxford/AstraZeneca, Pfizer e Janssen. Até a manhã de hoje, 100.094.083 doses foram aplicadas.
A pesquisa Consult, contratada pelo Blog do BG, também fez o levantamento sobre a satisfação entre as medidas de combate à Covid-19 do Governo do Estado e Prefeitura de João Pessoa.
36,63% dos entrevistados consideram que o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, adota uma melhor política de prevenção e atendimento à população quanto à covid-19. Já 33,13% consideram que o governador João Azevedo tem desempenhado o melhor papel nas ações de combate à covid.
A pesquisa ainda registrou que 30,25% das pessoas não sabem dizer.
A pesquisa Consult, contratada pelo Blog do BG, ouviu 800 pessoas na capital paraibana, concentradas em 4 regiões, abrangendo 40 bairros de João Pessoa. O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 19 de junho. Os resultados da pesquisa têm margem de erro máximo de 3,4% e confiabilidade de 95%.
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