Nesta segunda-feira (17), o secretário de Saúde do município de Lucena, Antônio Paulo, foi exonerado de sua função após o escândalo da vacinação indevida contra a Covid-19, quando uma técnica de enfermagem aplicou doses de adulto e vencidas em crianças de um assentamento.
O prefeito Leo Bandeira declarou, em entrevista ao programa F5, da 89 Rádio Pop, que toda a equipe da Secretaria de Saúde do município será afastada para facilitar a apuração do caso. A profissional da saúde responsável pela aplicação dos imunizantes também foi retirada de seu cargo.
De acordo com o gestor, as crianças estão sendo acompanhadas diariamente e até o momento não apresentaram anormalidades.
Infelizmente, é falta de atenção.
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O secretário Estadual de Saúde, Geraldo Medeiros, afirmou nesta segunda-feira (17), que as equipes responsáveis pela vacinação contra Covid-19 em Lucena, no Litoral Norte do estado, não participaram dos treinamentos e videoconferências com relação a imunização de crianças.
“Com relação as doses pediátricas, houve toda uma preparação, um treinamento, quatro eventos através de videoconferências. O próprio laboratório realizou diariamente o treinamento. Infelizmente, a equipe de Lucena não participou nesse período das videoconferências”, afirmou.
Geraldo disse que tomou conhecimento da aplicação na sexta-feira à noite. “Nós, imediatamente comunicamos ao Ministério Público Federal, que ontem já realizou a oitiva da técnica e enfermagem. Durante a esta semana [O MPF] estará ouvindo outras pessoas que participaram dessa ação de vacinação. Somente o Ministério Público Federal apurará e concluirá com relação a culpabilidade ou não de algumas pessoas”.
Ao menos cerca de 60 crianças receberam as doses – que além de serem para adultos estavam vencidas.
Em visita a Lucena, Marcelo Queiroga, Ministro da Saúde, atribuiu a um erro a imunização das crianças com as doses vencidas. Segundo Geraldo, “O Ministério Público Federal é quem definirá se foi um erro vacinal ou se existiu dolo com relação a essa vacinação”.
Ele ainda afirmou que o caso vai ser tratdo com prioridade, a pedido do presidente Jair Bolsonaro.
Enquanto o sistema de saúde pública registra uma alta nos atendimentos de pessoas com Covid-19 e gripe, também enfrenta os desfalques causados pelas duas doenças na força de trabalho. Levantamento da CNN mostra que pelo menos 16 mil servidores públicos da saúde foram afastados em sete redes estaduais, 13 redes municipais e na rede do Distrito Federal, entre dezembro de 2021 e este mês de janeiro, por conta do coronavírus e influenza.
O número é ainda maior, pois as secretarias estaduais de Saúde do Rio de Janeiro e Ceará divulgaram apenas os percentuais de afastamento, 20% e de 10% a 15%, respectivamente.
Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios ainda aponta que o crescimento de servidores com Covid-19 é sentido por 60% das prefeituras. A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de janeiro, com respostas de 1,8 mil cidades.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez uma visita técnica na manhã desta segunda-feira (17) ao município de Lucena, na Região Metropolitana de João Pessoa. Na cidade, 48 crianças foram vacinadas desde o ano passado com o imunizante da Pfizer destinado a adolescentes e adultos.
“O presidente Jair Bolsonaro me ligou e pediu que eu viesse ao município, conversasse com as famílias para mostrar o cuidado com as crianças, evitar que aconteça outro erro vacinal”, afirmou Queiroga. Ele destacou ainda destacou que a principal medida agora é saber o risco de consequências em garotos entre cinco e 11 anos.
O prefeito Leo Bandeira tratou como “lastimável” a situação. “Infelizmente aconteceu e temos que dar todo os cuidados às crianças. Estamos acompanhando, ido casa por casa. Até agora, não tivemos nenhum problema grave”, disse à TV Cabo Branco.
Segundo o gestor, a profissional responsável pelo erro já foi afastada e um inquérito administrativo foi aberto para apurar a situação. “Estamos sem entender. Nos colocamos à disposição do Ministério Público, está marcada uma reunião amanhã para que possamos ser ouvidos”, destacou.
Leo Bandeira afirmou que Lucena ainda não recebeu as doses específicas para crianças, que possuem uma composição diferente do imunizante destinado a adolescentes e adultos.
“Vamos preparar junto ao Governo do Estado um plano de ação para vacinar com todo cuidado necessário. Estamos trabalhando com a Secretaria de Saúde para planejarmos essa ação”, frisou.
Especialistas de todo o mundo projetam o fim da onda de contaminação provocada pela variante Ômicron. O epidemiologista Pedro Hallal, responsável pelo Epicovid, trabalho desenvolvido pela Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, é mais um deles. De acordo com ele, a curva de transmissão da doença deve começar a cair nas próximas semanas.
Segundo o coordenador do projeto, que é considerado o maior estudo sobre a prevalência da Covid-19 no país, a tendência é que o número diário de novos casos conhecidos da doença caia bastante até o final de fevereiro.
“Essa explosão de casos, observada na cidade do Rio de Janeiro, é similar ao que vem se observando em todos os lugares do mundo (…) Todos os modelos estatísticos preveem que esta onda não vá demorar muito tempo. Então, provavelmente, dentro de algumas semanas esta onda da Ômicron também esteja encerrada”, concluiu o especialista.
Aos 8 anos, Davi Seremramiwe, que é um indígena da etnia Xavante e tem deficiência motora, foi a primeira criança a ser imunizada contra a Covid-19 no Brasil. A vacinação ocorreu em São Paulo, em evento simbólico realizado nesta sexta-feira (14/1) pelo governo de São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças, zona oeste da capital.
O pai de Davi, cacique Jurandir Seremramiwe, participou da cerimônia por videoconferência. “Estou muito feliz de ver ele tomar a primeira dose, como um exemplo para a criançada de 5 a 11 anos. Que o resto do Brasil possa fazer esta campanha para que amanhã tenhamos alegria, sorriso e saúde em primeiro lugar. Vacina é importante. E que nós tenhamos toda a criançada 100% vacinada”, disse.
Os postos paulistas começam a imunizar as crianças de 5 a 11 anos na segunda-feira (17). Os critérios a serem adotados na campanha serão definidos em âmbito municipal, mas o estado já recomendou que, assim como ocorrerá na capital, sejam priorizadas as crianças quilombolas, indígenas e com comorbidades ou deficiências.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou, nesta quinta-feira (13), as orientações sobre medicamentos recomendados para o tratamento de pacientes com a Covid-19.
De acordo com o documento elaborado por especialistas do Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes da OMS, o medicamento baricitinibe passa a ser fortemente recomendado para indivíduos em estado grave ou crítico pela doença. A recomendação também inclui o uso do anticorpo monoclonal sotrovimabe para pacientes que não apresentam quadros clínicos graves.
Os efeitos da Covid-19 no corpo podem ser divididos em duas fases. A primeira consiste na fase viral, que reúne sintomas comuns de outras viroses, como dor no corpo, dor de cabeça, coriza, mal estar e febre.
Conforme a doença avança, por volta do sétimo dia da infecção, tem início a fase inflamatória. Embora a inflamação seja um mecanismo natural do organismo, quando exacerbada, ela pode levar ao agravamento dos quadros clínicos.
O medicamento baricitinibe, utilizado no tratamento de artrite, é conhecido justamente pela capacidade de regular o processo de inflamação do organismo. O fármaco conta com um mecanismo de inibição de enzimas chamadas Janus quinase, que contam com diferentes funções biológicas, incluindo a ativação da inflamação nas células do sistema imunológico.
De acordo com a OMS, evidências científicas sobre a utilização do baricitinibe em associação com outros recursos, como corticoides, apontam que o medicamento pode contribuir para controlar a inflamação, reverter quadros graves da doença e reduzir a necessidade de ventilação, sem aumento observado nos efeitos adversos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a indicação do baricitinibe para o tratamento de pacientes internados com Covid-19 no dia 17 de setembro.
A vacinação infantil vai começar nas crianças a partir dos 11 anos, em ordem decrescente de idade na Paraíba.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, as crianças com deficiência permanente e com comorbidades serão as primeiras, depois indígenas e quilombolas e crianças que convivem com idosos, na mesma casa e, na sequência, todas as demais crianças, por ordem decrescente.
Segundo o Núcleo Estadual de Imunizações e Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, a distribuição das 23.600 doses pediátricas do laboratório Pfizer destinadas à vacinação de crianças de 5 a 11 anos aos 223 municípios começa neste sábado (15), às 7h da manhã.
As doses chegarão à SES nesta sexta-feira (14), às 11h30. No sábado, sairão com a mesma estrutura logística utilizada na distribuição da vacina de Covid-19 para adultos, com 12 carros refrigerados e um avião, que entregarão o imunizante nas Regionais de Saúde, de onde os municípios farão a retirada.
“Os pais ou responsáveis devem estar presentes, manifestando sua concordância com a vacinação. Em caso de ausência de pais ou responsáveis, a vacinação deverá ser autorizada por um termo de assentimento por escrito”, orientou a chefe do Núcleo de Imunização, da SES, Isiane Queiroga.
A vacinação deve ser adiada em crianças que apresentem doença febril aguda grave ou infecção aguda.
Você já deve ter percebido: todo mundo parece mais bonito enquanto está de máscara. O conhecimento do dia a dia agora foi comprovado pela ciência. Pesquisadores da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, descobriram que rostos cobertos com máscaras (principalmente as cirúrgicas) são percebidos como mais agradáveis pelo sexo oposto.
O professor de psicologia Michael Lewis, especialista em faces, explica que pesquisas feitas antes da pandemia mostraram o contrário: as máscaras eram associadas à doença, e reduziam a beleza do usuário.
Os cientistas acreditam que, em um período onde todas as pessoas se sentem vulneráveis, as máscaras são associadas a pessoas que estão em profissões médicas e de cuidado com o paciente. “Nesse momento, pode ser que estejamos achando o uso da máscara reconfortante e nos sentimos mais positivos em relação à pessoa que está usando”, sugere Lewis.
O estudo colocou 43 mulheres para julgar a face de várias imagens de homens sem o item, com máscara de pano, com a versão cirúrgica azul, ou segurando um livro na frente da área coberta pela máscara, em uma escala de 1 a 10. A orientação sexual das participantes não foi levada em consideração.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, atribuiu, nesta quinta-feira (13), a responsabilidade da testagem contra Covid-19 aos estados e municípios. Queiroga afirmou que realizar ações de vacinação e testagem nas cidades é “mais efetivo que enviar ofício” ao Ministério da Saúde.
A declaração foi dada durante a cerimônia de recepção das doses de vacinas da Pfizer contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. A farmacêutica entregou 1,2 milhão de imunizantes ao governo federal nesta madrugada.
Durante o evento, Queiroga declarou que o governo federal disponibilizará 28 milhões de exames para detecção de Covid-19 aos estados e municípios no mês de janeiro. Do quantitativo, 13 milhões devem ser enviados até o dia 15, prometeu o ministro. Além disso, em fevereiro, estão assegurados 7,8 milhões de testes.
“É necessário que os estados e municípios se associem nesta questão da testagem. Porque na ponta quem testa são os municípios, não é o Ministério da Saúde. Sem os 5.570 secretários de Saúde não tem testagem, não tem vacina. Eles que estão lá na ponta aplicando”, afirmou Queiroga
O ministro também disse que alguns estados têm vacinas em estoque. “O lugar de se colocar vacinas é no braço da população, peço o apoio dos governadores, dos secretários estaduais de Saúde para que apliquem essas vacinas. Muito mais efetivo do que enviar ofício pro ministro da Saúde é, na ponta, fazer com que as políticas tenham concretude”, concluiu.
Infelizmente, é falta de atenção.
Qdo fazemos o curso de Técnico de Enfermagem, a professora orienta, que é indispensável , LER o rótulo por (03)TRÊS vezes.