Brasil

Mapa dos nomes: ‘Lula’ se espalha por 19 estados; ‘Bolsonaro’ concentra-se em São Paulo

O IBGE divulgou nesta semana os nomes mais populares do Brasil em 2025, e o levantamento revelou um retrato curioso da influência política sobre as escolhas familiares. Segundo os dados, 2.452 pessoas têm o sobrenome Lula, enquanto Bolsonaro aparece em 241 registros. O mapa mostra uma diferença regional evidente. O nome Bolsonaro se concentra exclusivamente no estado de São Paulo, enquanto Lula aparece em 19 estados brasileiros, o que indica uma presença mais espalhada pelo país.

Distribuição do sobrenome Lula

  • Piauí – 170
  • Bahia – 427
  • Distrito Federal – 80
  • Maranhão – 175
  • Rio Grande do Norte – 74
  • Paraíba – 64
  • Goiás – 116
  • Pernambuco – 134
  • Paraná – 157
  • São Paulo – 563
  • Minas Gerais – 199
  • Alagoas – 27
  • Mato Grosso – 28
  • Mato Grosso do Sul – 18
  • Espírito Santo – 18
  • Rio de Janeiro – 84
  • Pará – 24
  • Ceará – 20
  • Santa Catarina – 18

Distribuição do sobrenome Bolsonaro (SP)

  • Taiúva – 0,61%
  • Jaboticabal – 0,02%
  • Jaú – 0,02%
  • Paulínia – 0,009%
  • Campinas – 0,002%
  • São Paulo – 0,0002%
Os dados fazem parte do Censo de Nomes do IBGE, que reúne informações de registros civis de todo o país e reflete, em parte, as referências culturais e políticas. R7

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Brasil

Críticas à COP30 levantam alerta sobre risco de fracasso e pressionam imagem do Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A poucos dias do início da COP30, em Belém (PA), o Brasil enfrenta uma onda de críticas que vai de falhas logísticas à incoerência ambiental do governo federal. A primeira conferência climática da ONU sediada no país deveria reforçar o protagonismo brasileiro no debate global, mas tem despertado dúvidas sobre a capacidade de execução da cidade-sede e a consistência das políticas ambientais anunciadas pelo Palácio do Planalto.

Os principais questionamentos vêm de delegações estrangeiras, organizações amazônicas e da imprensa internacional, que apontam obras concluídas às pressas, transporte público insuficiente, serviços sobrecarregados e custos elevados — sobretudo para hospedagem e deslocamento. Para especialistas, esse cenário afasta justamente os grupos que deveriam compor o centro das discussões, como lideranças indígenas, comunidades territoriais e jovens pesquisadores.

O cientista político Gabriel Amaral afirma que o risco é a COP30 ser lembrada mais pelos problemas estruturais do que pelos resultados. Segundo ele, a distância entre o discurso climático do governo Lula e decisões como a autorização para exploração de petróleo na Margem Equatorial gera desconfiança no exterior. “Infraestrutura é leitura imediata de capacidade de execução. Se o país transmite improviso, transmite também fragilidade institucional”, adverte.

Apesar dos desafios, Amaral avalia que ainda há espaço para reverter o desgaste. Para isso, o governo precisaria reagir rapidamente às críticas e transformar o evento em um marco concreto — com metas verificáveis de combate ao desmatamento, fortalecimento dos órgãos ambientais e participação efetiva das comunidades amazônicas. Caso contrário, a conferência corre o risco de se transformar apenas em uma vitrine política com pouco impacto real.

Com informações do R7

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Brasil

Tornado destrói 90% de cidade no Paraná e governo decreta estado de calamidade pública

Paraná 08/11/2025 - Ciclone extratropical causa destruição no Paraná; 60 mil casas estão sem energia. Foto reprodução vídeo.

Após um tornado destruir grande parte de Rio Bonito do Iguaçu, no centro-sul do Paraná, o governo paranaense decretou estado de calamidade pública neste sábado (8). A destruição alcançou cerca de 90% das casas e comércios da área urbana do município, que tem aproximadamente 14 mil habitantes, provocando seis mortes e deixando centenas de pessoas feridas.

“Decretei o estado de calamidade pública, que nos permite dar mais celeridade aos atendimentos e à liberação de recursos. Já determinei que a Cohapar estude estratégias para a reconstrução das moradias e estamos preparando alojamentos para garantir o amparo às famílias”, afirmou o governador Ratinho Junior.

O estado de calamidade pública é decretado quando os danos de um desastre superam a capacidade de resposta do município, exigindo ações urgentes e amplasdo poder público. A medida autoriza dispensa de licitações, uso imediato de recursos e pedido de apoio federal. Com o decreto, a prefeitura também pode acessar recursos federais, recursos do Fundo Estadual de Calamidade Pública e firmar convênios emergenciais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silvamanifestou solidariedade às famílias das vítimas do tornado. Em mensagem publicada nas redes sociais, Lula expressou “profundo sentimento” às famílias que perderam entes queridos em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, e prestou solidariedade às pessoas afetadas pelo desastre natural.

Equipes do governo federal foram enviadas a Rio Bonito do Iguaçu para prestar assistência às vítimas e avaliar a reconstrução das áreas devastadas. O tornado provocou colapsos estruturais, danos em estradas e queda de energia em parte da cidade.

Segundo o governo do Paraná, até o início da tarde deste sábado (8), 750 pessoas haviam recebido atendimento em unidades de saúde do estado após a passagem de um tornado por municípios paranaenses. O fenômeno deixou seis mortos e causou destruição em diversas localidades.

A tempestade foi classificada como um tornado de categoria F3, com ventos de até 250 km/h, conforme o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

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Após derrota no STF, defesa de Bolsonaro deve recorrer novamente; veja os próximos passos

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou ontem por unanimidade os recursos apresentados por Jair Bolsonaro e outras seis pessoas condenadas por fazer parte do “núcleo crucial” da trama golpista. Com pena estipulada em 27 anos e três meses de prisão, o ex-presidente agora deve recorrer novamente, assim como os demais réus. Com a expectativa da decretação da prisão em um horizonte próximo, os ministros devem se pronunciar sobre essas novas manifestações antes determinar o encerramento do processo.

Em plenário virtual, o relator Alexandre de Moraes votou para negar os chamados embargos de declaração dos sete condenador e foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O julgamento começou ontem e continua até o dia 14. Até lá, mesmo com os votos já proferidos, algum ministro pode mudar seu posicionamento ou pedir vista ou destaque, mas isso não deve ocorrer neste caso.

Os embargos de declaração, apresentados por Bolsonaro e demais réus, são utilizados para esclarecer dúvidas, omissões ou contradições de um julgamento. Neles, os advogados questionaram os argumentos usados na condenação e o cálculo das penas, entre outros pontos, mas não têm poder de reverter resultado.

Próximos passos

Até 14/11 – O julgamento segue no plenário virtual até a próxima sexta-feira. Até lá, mesmo com os votos já proferidos, algum ministro pode mudar posicionamento ou pedir vista ou destaque, o que não deve acontecer.

17/11 – Ao fim do prazo, há a proclamação do resultado. Em julgamentos encerrados às sextas, a proclamação costuma ser feita na segunda-feira seguinte.

Após 17/11 – Depois, será publicado o acórdão, que oficializa o resultado. Como a análise foi virtual, essa publicação é rápida e pode ocorrer em poucos dias.

A partir daí, começa o prazo para novos recursos. Os advogados podem optar por mais embargos de declaração (embargos dos embargos), em cinco dias, ou infringentes.

TIPOS DE RECURSOS

Os embargos de declaração servem para esclarecer dúvidas, contradições ou omissões de uma sentença.

Não existe limite definido para os embargos de declaração, mas o Código de Processo Civil estabelece que não serão admitidos novos recursos quando os dois anteriores tiverem sido considerados “meramente protelatórios”.

Os embargos infringentes servem para questionar julgamentos não unânimes. O entendimento atual é que esse tipo de recurso só pode ser apresentado quando houver dois votos divergentes nas Turmas.

Com informações de O Globo

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Brasil

Tornado causa destruição e deixa 5 mortos e mais de 400 feridos no Paraná

VÍDEO: tornado deixa rastro de destruição em cidade do Paraná

A passagem de um tornado na tarde desta sexta-feira (7) deixou cinco mortos e mais de 430 feridos no estado do Paraná, sendo 4 em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava, segundo a Defesa Civil. Imagens da cidade mostram casas destelhadas, imóveis danificados e postes de energia no chão. Veja no vídeo acima.

No início da noite, o Corpo de Bombeiros da cidade havia informado a morte de cinco pessoas. Durante a madrugada, o número foi corrigido para quatro, após a corporação constatar que uma das vítimas havia sido contabilizada duas vezes — em Rio Bonito do Iguaçu e também em Laranjeiras do Sul. Já na manhã deste sábado (08), uma nova morte foi confirmada em Guarapuava e o número voltou a ser cinco.

Moradores relataram que o tornado chegou com temporal, vento forte e granizo. Segundo a Defesa Civil, cerca de 80% da cidade ficou destruída, com destelhamentos e colapso estrutural de algumas construções.Rio Bonito do Iguaçu tem cerca de 14 mil habitantes e fica a 400 km de Curitiba.

As autoridades afirmaram que há suspeita de mais vítimas sob escombros. Um hospital de campanha foi montado no município para atender a demanda.

G1

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Com voto de Zanin, STF tem maioria para manter condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão

Foto: Ton Molina/STF

A Primeira Turma do STF formou maioria para negar os recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e outros seis condenados por participação na tentativa de golpe de Estado. O julgamento ocorre no plenário virtual e vai até 14 de novembro.

O relator, Alexandre de Moraes, votou pela rejeição dos recursos e foi acompanhado por Flávio Dino e Cristiano Zanin. Falta apenas o voto de Cármen Lúcia.

Os réus apresentaram embargos de declaração, recurso usado para pedir esclarecimentos sobre a decisão. As defesas questionavam pontos como cálculo das penas e suposta falta de provas.

Moraes afirmou que o recurso de Bolsonaro apenas repetiu argumentos já rejeitados e destacou que ficou demonstrado que o ex-presidente atuou como líder de uma organização criminosa com objetivo de manter-se no poder via ruptura institucional.

Em setembro, os ministros concluíram que o grupo formou uma organização criminosa armada que tentou impedir a posse do presidente Lula em 2023.

A defesa ainda pode apresentar um segundo embargo. Só após a rejeição definitiva é que poderá iniciar o cumprimento da pena, definida em 27 anos e 3 meses para Bolsonaro.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em outro processo, relacionado à tentativa de influenciar o governo Trump contra o Judiciário brasileiro. No caso da trama golpista, Moraes ainda definirá se a pena será cumprida em casa, em unidade militar ou na sede da PF.

Com informações de O Globo

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Brasil

FLOPOU: Janja promove coquetel para Chefes de Estado na COP 30, mas nenhum comparece

Exclusivo: Janja promove coquetel para Chefes de Estado, mas nenhum compareceFoto: Túlio Amâncio/Band

Um coquetel foi organizado pela primeira-dama Janja da Silva na noite desta quinta-feira (6) durante a Cúpula de Belém da COP30. Apesar de descrito na agenda oficial como evento oferecido a Chefes de Estado, nenhum chefe de Estado participou, conforme apuração da Band, que teve acesso ao local.

Chefes de Estado consultados pela reportagem disseram que não compareceram ao coquetel devido ao cansaço após a agenda oficial do dia.

No evento, estiveram ministros e aliados do governo no ambiente com luzes em tons de azul e roxo e telões exibindo imagens da Amazônia ao som de lambada paraense. Entre os presentes estavam a ex-presidente Dilma Rousseff, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Marcos Antônio Amaro (GSI). Segundo relatos, o clima era de celebração após o anúncio de mais de US$ 5 bilhões para o Fundo das Florestas Tropicais para Sempre.

O cardápio, preparado pelo chef paraense Saulo Jennings, incluía pratos com peixes típicos da Amazônia — o mais requisitado foi o filhote — e uma estação com oito opções de drinks.

Lula e Janja ficaram cerca de meia hora no evento. A primeira-dama chegou a dançar lambada, enquanto o presidente foi bastante solicitado por convidados, especialmente por Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS. António Guterres, secretário-geral da ONU, também esteve no local e conversou em português com os brasileiros.

Com informações de Band Jornalismo

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Sem categoria

Comando Vermelho teria ameaçado cortar energia do Pará em meio à COP30

O governo federal investiga ameaças que seriam da facção CV (Comando Vermelho) contra a Subestação Belém-Marituba, no Pará, uma das principais estruturas elétricas da região da capital do Pará.

A empresa administradora do contrato da subestação, Verene Energia S.A., encaminhou informações ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília, relatando atos de coação e ameaças de ataques às obras de implantação de reforço da Subestação 500/230 kV Marituba.

Essa instalação é considerada infraestrutura crítica do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Segundo a empresa, as ameaças foram feitas no dia 30 de outubro, por um indivíduo que se identificou como integrante da facção criminosa CV, apresentando exigências explícitas:

  • Suspensão imediata da obra de expansão da Subestação Marituba; e
  • Interrupção diária de todas as atividades de operação da subestação a partir das 15h.

O MJSP informou que tomou conhecimento dos fatos e de imediato iniciou a apuração e o devido encaminhamento aos órgãos competentes.

Um relatório de inteligência foi produzido pela Diopi (Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência), da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e enviado para as forças de segurança do Pará, à Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência e Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Presidência da República.

A PF investigará a denúncia e a ligação do indivíduo com a facção criminosa do Rio de Janeiro.

A ameaça ocorre em meio à cúpula de líderes na COP30, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de dezenas de chefes de Estado.

CNN

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Governo Lula gasta R$263 milhões para alugar navios de luxo na COP30

Foto: Reprodução 

O governo federal decidiu alugar dois navios-cruzeiro de luxo para servir como hospedagem durante a COP30, conferência do clima da ONU que será realizada em Belém (PA) em novembro de 2025. O contrato, firmado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), prevê gasto total de R$ 263 milhões com as embarcações, que abrigarão delegações estrangeiras, representantes de ONGs e jornalistas.

Segundo informações publicadas nesta terça-feira (04), o objetivo do governo é suprir a falta de leitos na capital paraense durante o evento, que deve receber cerca de 70 mil pessoas. O Ministério do Turismo afirmou que os navios atenderão “padrões de sustentabilidade” e que o processo foi conduzido por meio de licitação internacional.

Bacci Notícias 

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Brasil

VÍDEO: Dois salgados e uma Coca zero custam R$ 99 na COP30 e geram polêmica

Vídeo: Reprodução/Instagram @belemtoday

Durante a COP30, em Belém (PA), um detalhe chamou atenção e gerou revolta nas redes sociais: os preços praticados na Blue Zone, área restrita do evento. O repórter Márcio Gomes, da CNN Brasil, relatou que dois salgados e uma Coca-Cola Zero custaram R$ 99 — valor considerado abusivo até por quem está acostumado com os altos custos de grandes conferências internacionais.

Segundo o jornalista, uma vendedora justificou o preço afirmando que o queijo usado no enrolado era do Marajó, conhecido por sua qualidade artesanal. O argumento, no entanto, não convenceu boa parte do público, que criticou o contraste entre o discurso de inclusão e sustentabilidade do evento e a prática de preços inacessíveis.

O episódio expôs uma contradição incômoda: enquanto líderes mundiais e autoridades discutem justiça climática e responsabilidade social, o próprio espaço da conferência acaba reproduzindo desigualdades. Para muitos, o alto custo de alimentação dentro da COP30 simboliza um distanciamento da realidade da maioria da população.

Entre ironias e críticas nas redes, o caso ganhou o apelido de “lanche mais sustentável do mundo” — um lembrete de que, ao menos no cardápio da COP30, a sustentabilidade ainda não parece incluir a economia.

Com informações de Belém Today

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