Uma jovem de 24 anos foi amarrada e amordaçada no fim da tarde de quinta-feira (9), logo após chegar em casa, no município de Corguinho a 100 quilômetros de Campo Grande. Os suspeitos disseram a ela que a ação era um “aviso” para o marido dela e fugiram cerca de 40 minutos depois sem roubar nada.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, ao chegar em casa, a jovem estranhou um carro parado próximo e foi para a janela do quarto observar. Em seguida, foi rendida por dois homens, um deles armado com revólver que a obrigaram a ajoelhar.
“Isso é para seu marido aprender pelo que ele fez, isso é pra ensinar seu marido pelo que ele fez”, teriam dito os suspeitos.
O marido da jovem, de 34 anos, chegou mais tarde e contou à polícia que os envolvidos no cárcere da esposa podem estar relacionados à ameaças que ele havia recebido por redes sociais.
Conforme o registro policial, nas ameaças constam que o marido da jovem amarrada estaria tendo um relacionamento extraconjugal, também com uma mulher casada.
O governo adiou, em sete dias, a exigência de quarentena e prova vacinal para turistas estrangeiros que chegam ao país. As novas regras começariam a valer neste sábado (11), mas foram proteladas. Os sistemas do Ministério da Saúde foram alvo de ataque hacker nesta sexta-feira (10), o que impossibilita a emissão do comprovante de vacinação contra a Covid-19.
“Estive na Casa Civil e a gente vai postergar a vigência da portaria que trata das fronteiras, aqueles itens que falam sobre apresentação do certificado de vacinação ou, em caso contrário, o cumprimento da quarentena”, explicou Rodrigo Cruz, secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Segundo Cruz, o DataSUS ainda avalia a questão de restabelecimento da base de dados. “Ainda não temos um prazo concreto. Mas, por precaução, a gente vai publicar uma portaria hoje, postergando por sete dias o início da vigência das regras que iniciariam amanhã, sábado. Então, passarão a valer no próximo sábado”, disse o secretário.
O Senado aprovou nesta quinta-feira (9) um projeto de lei que cria medidas de proteção aos entregadores de empresas de aplicativo durante a emergência de saúde pública causada pelo coronavírus. O texto segue para sanção presidencial.
O projeto foi apresentado no dia 4 de abril de 2020, início da pandemia, mas só foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 1º de dezembro de 2021.
A proposta diz que serão fornecidos aos entregadores itens básicos, como água potável, álcool em gel e máscaras, além de acesso aos banheiros das empresas.
Além disso, a proposta garante um seguro contra acidentes, sem franquia, em nome do entregador. O benefício valerá apenas para casos que ocorrerem durante o período de retirada e entrega de produtos e deve cobrir acidentes pessoais, invalidez permanente ou temporária e morte. Caso o trabalhador preste serviços para mais de uma plataforma, a indenização será feita pelo seguro da empresa para a qual o entregador prestava serviço no momento do acidente.
O projeto também prevê que a empresa preste assistência financeira ao entregador que testar positivo para a Covid-19. A medida vale por 15 dias e pode ser prorrogada mais duas vezes pelo mesmo período, caso haja laudo médico.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) diz que estuda dar anistia para inadimplentes do Programa Universidade para Todos (ProUni). A declaração foi dada nesta quinta-feira (9) durante transmissão pelas redes sociais do chefe do Executivo.
“Estamos estudando, não quero anunciar. Pessoal inadimplente aí do Prouni, brevemente. Tem gente que fica dizendo ‘eu vou anistiar’, por que não anistiou lá atrás?”, disse Bolsonaro.
A “indireta” sobre alguém que não anistiou os inadimplentes pode ser para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na última sexta-feira (3), o petista participou do podcast PodPah, onde falou sobre anistiar inadimplentes de outro programa educacional do governo, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O site do Ministério da Saúde (https://www.saude.gov.br/) sofreu um ataque cibernético no início da madrugada desta sexta-feira (10) e saiu do ar. Na página, os invasores escreveram que o portal sofreu um “ransomware” e que “50 TB de dados foram copiados e excluídos”.
Ransomware é um tipo de malware (vírus) que sequestra o conteúdo do computador da vítima e cobra um valor em dinheiro pelo resgate, geralmente usando a moeda virtual bitcoin, o que dificultar rastrear o criminoso.
Este tipo de “vírus sequestrador” age codificando os dados do sistema operacional de forma com que o usuário não tenha mais acesso.
O portal ConecteSUS, responsável pela emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19, e de interação com Sistema Único de Saúde (SUS) – ligado ao Ministério da Saúde – , também foi afetado, saiu do ar e exibiu a mesma mensagem.
Lapsus$ Group assumiu a autoria do ataque cibernético e deixou a seguinte mensagem: “nos contate caso queiram o retorno dos dados”.
Antes do fim da madrugada, a mensagem ficou intermitente até sumir dos dois portais. Mas os sites permaneceram fora do ar.
O Ministério da Saúde não se posicionou sobre o ataque.
O aplicativo do ConecteSUS usado em celulares não foi afetado.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira uma resolução que permite o uso do Pix para gastos de campanha, desde que a chave de identificação seja o CPF ou o CNPJ.
A medida foi uma sugestão feita pelo Conselho Federal de Contabilidade durante as audiências públicas que o TSE realizou ao longo do ano, com o objetivo de discutir as regras para a eleições de 2022.
Relator da proposta, o ministro Edson Fachin disse que o Pix é um “meio de transferência eletrônica de dinheiro que permite a identificação do emissor e do destinatário da ordem de pagamento”.
Segundo ele, desde que observada a cautela de se utilizar como chave o CPF ou o CNPJ, “a proposta deve ser acolhida”. Os demais ministros concordaram. O Pix já era adotado pelo tribunal como meio de pagamento das multas aplicadas a quem não votou nas eleições.
A Corte também começou a discutir se a votação em 2022 deve ou não ser encerrada simultaneamente em todo o país, independentemente do fuso. Atualmente, no Acre, por exemplo, as eleições terminam duas horas depois, em relação ao horário de Brasília.
Quanto a esse ponto, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, pediu vista. Ele disse que quer consultar o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) antes de decidir como votar. Ele afirmou que o caso será retomado na próxima sessão, na terça-feira.
“A resolução endereça uma questão que foi problemática em eleições passadas. O horário de término no Acre, duas horas depois da maior parte dos Estados, obrigou a que se retivesse a divulgação dos resultados até a conclusão das eleições no Acre”, disse Barroso.
De acordo com ele, “essas duas horas de silêncio, num quadro polarizado, de eleições apertadas, costuma gerar indevidamente no imaginário social, ao menos de alguns, teorias conspiratórias e preocupações diversas”.
O maior símbolo da cultura nordestina se tronou nesta quinta-feira (9) patrimônio imaterial brasileiro. A deinição é do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por unanimidade, após um processo aberto em 2011.
De acordo com o órgão, o forró é considerado um supergênero por agrupar ritmos e expressões musicais como o baião, o xote, o xaxado, o chamego, o miudinho, a quadrilha e o arrasta-pé.
“Manifesto-me plenamente favorável ao registro pelo Iphan das matrizes tradicionais do forró, munidas das formas de expressão com abrangência nacional”, afirmou a relatora do processo na entidade, Maria Cecília Londres Fonseca.
O reconhecimento do forró como patrimônio imaterial do Brasil ocorre a apenas quatro dias do Dia do Forró, celebrado anualmente no dia 13 de dezembro. A data foi escolhida em razão do nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, em 13 de dezembro de 1912, maior expoente do supergênero brasileiro. Em 2019, o Iphan iniciou uma pesquisa nos nove estados do Nordeste, além do Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo para entender e identificar como se expressa o supergênero musical. Em seguida, também houve pesquisa nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, com a identificação de festivais sobre a expressão musical.
Um crime apurado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) esclareceu detalhes do terror vivido por dois irmãos, de 6 e 7 anos. As crianças, adotadas por um acupunturista, de 62 anos, eram espancadas, acorrentadas e estupradas pelo homem.
De acordo com as apurações, o criminoso sexual infligiu atrocidades às duas crianças, como mantê-las amarradas e surrá-las de forma violenta, dentro de um apartamento, na Asa Sul. Os irmãos também eram obrigados a fazer sexo oral e anal com o tutor, que adotou as vítimas legalmente. As duas crianças confirmaram a violência por meio de depoimentos especiais.
O inquérito foi instaurado e depois relatado pela especializada indiciando o acupunturista por estupro de vulnerável praticado contra os dois irmãos. O caso chegou ao conhecimento das autoridades após denúncias feitas pela então companheira do suspeito. O homem perdeu a guarda das crianças, que ficaram sob a tutela do estado.
O suspeito teve a prisão preventiva pedida pela Polícia Civil. O Judiciário decretou o mandado, mas advogados de defesa do homem conseguiram que a Justiça aceitasse um pedido de habeas corpus, e a prisão acabou revogada.
A partir de sábado (11), os viajantes que entrarem no Brasil por via aérea precisarão apresentar teste negativo para a Covid e comprovante de vacinação. Quem não estiver imunizado precisará fazer quarentena de 5 dias na cidade de destino.
As regras foram publicadas na edição desta quinta-feira (9) do “Diário Oficial da União (DOU)” e valem para brasileiros e estrangeiros.
Até agora, para entrar no Brasil, todos os viajantes (brasileiros ou estrangeiros) precisavam apresentar apenas a Declaração de Saúde do Viajante (DSV), que pode ser preenchida no site da Anvisa, e um exame RT-PCR negativo realizado até 72 horas antes do embarque.
Para quem entra no Brasil por terra – que estava proibida, com algumas exceções –, comprovante de vacinação só é exigido para quem não apresentar o teste negativo de Covid.
Essa exigência não vale para moradores de cidades-gêmeas (aquelas divididas por fronteiras, como Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai), transportadores de carga, viajantes que vêm do Paraguai e pessoas em situação de vulnerabilidade ou afetadas por crises humanitárias.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta 4ª feira (8.dez.2021) que é um “abuso” o inquérito aberto pelo ministro do STF Alexandre de Moraes para apurar sua fala que relacionou a vacina da covid a aids. Ele concedei as declarações em entrevista à Gazeta do Povo.
“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das 4 linhas, e quem for jogar fora das 4 linhas, não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das 4 linhas, eu jogo também. Não pretendo fazer isso, isso não é ameaça para ninguém, mas que cada uma dessas pessoas façam um juízo da sua consciência do que estão fazendo”, afirmou
Bolsonaro fez uma falsa relação entre os imunizantes contra a covid e a doença. Em transmissão ao vivo, leu uma suposta notícia que diz que pessoas no Reino Unido “vacinadas [contra a covid-19] estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida [aids]”.
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