Durante sabatina ao Jornal Nacional, Jair Bolsonaro afirmou que vai respeitar o resultado das urnas caso as eleições de 2022 sejam “limpas e transparentes”.
O presidente da República afirmou que o seu questionamento sobre a lisura do processo eleitoral é assunto pacificado. Para ele, essa é uma “página virada”
Incitado pelo apresentador William Bonner a firmar um compromisso para respeitar o resultado das urnas, independentemente do resultado, Bolsonaro declarou:
“Teremos eleições”, disse ele ao ser questionado no início da entrevista. O âncora William Bonner insistiu para que o presidente garantisse que ele vai respeitar o resultado das urnas. “Serão respeitados os resultados das urnas desde que as eleições sejam limpas e transparentes”
Nas considerações finais da entrevista concedida ao Jornal Nacional, na Rede Globo, na noite desta segunda-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que em 2019 assumiu o País em uma “situação crítica nas questão ética, moral e econômica”.
Na sequência elencou ações do governo, citando as reformas feitas em 2019. “Fizemos todo o possível para que a população brasileira sofresse o menos possível” as consequências da Covid, da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Bolsonaro também citou a questão dos combustíveis. “Hoje você nota, os preços dos combustíveis caindo assustadoramente. Nada de canetada. Um trabalho nosso junto ao parlamento”.
O presidente também mostrou as realizações na área social de seu governo. “Conseguimos um auxílio de R$ 600 para 20 milhões de pessoas”. O chefe de executivo mencionou ainda da transposição do Rio São Francisco, “que estava parada desde 2012”, lembrou o presidente. “Pacificamos o MST, titulando terras pelo Brasil”, disse.
A entrevista que Jair Bolsonaro concedeu a William Bonner e Renata Vasconcellos, apresentadores do “Jornal Nacional”, bateu o recorde de audiência de Palmeiras x Chelsea, jogo que decidiu o Mundial de Clubes da FIFA.
Com o futebol, em 12 de fevereiro, a Band conseguiu picos de 34,6 (35) pontos na Grande São Paulo, região usada como referência pelo mercado publicitário.
Nessa noite de segunda-feira (22), com a sabatina presidencial, a Globo atingiu máxima de 36,6 pontos na coleta preliminar da Kantar –– esse índice deve subir para 37 pontos amanhã.
Nem a novela “Pantanal”, que atingiu 35 pontos na terça-feira passada, reuniu tantos espectadores em 2022.
As eleições deste ano vão contar com mais de 830 mil mesárias e mesários voluntários, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A quantidade é 93% maior que a observada em 2018, quando, no pleito daquele ano, cerca de 430 mil mesários compareceram às seções eleitorais. Já o aumento registrado entre as Eleições Municipais de 2020 e as Gerais de 2022 é de 23%.
No geral, 1,7 milhão de mesários foram nomeados para comparecer às seções eleitorais neste ano. Entre eles, 52% foram convocados pela Justiça Eleitoral a realizar o trabalho, enquanto 48% se candidataram para atuar voluntariamente no dia da eleição. O eleitor tem o prazo de cinco dias para contestar a convocação, a partir do recebimento. O trabalho é obrigatório, e a dispensa só ocorre em casos excepcionais, mediante apreciação de juíza ou juiz eleitoral.
Desde 2004, a Justiça Eleitoral mantém o Programa Mesário Voluntário, por meio do qual a pessoa interessada pode se candidatar para trabalhar no dia da eleição. O programa foi criado com o objetivo de incentivar a adesão ao voluntariado para serviços eleitorais, de forma consciente e espontânea, nas mesas receptoras de votos. Todo eleitor a partir dos 18 anos em situação regular pode ser nomeado para a função.
Todos os mesários – convocados e voluntários – têm direito a dois dias de folga para cada dia trabalhado e também para cada dia de treinamento, sem perder o salário. O mesário ganha auxílio-alimentação no dia da eleição, um certificado de participação de serviços prestados à Justiça Eleitoral e preferência no desempate em concursos públicos que tenham essa previsão no edital.
Começa nesta segunda-feira (22), e vai até o dia 22 de setembro, a convocação da lista de espera do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Pelas regras do programa, os pré-convocados na lista de espera deverão complementar as informações prestadas no momento da inscrição na página do Fies.
Passada essa etapa, em até cinco dias úteis, também é necessária a validação das informações declaradas no ato da inscrição. Esse procedimento deve ser realizado diretamente na instituição de ensino superior para a qual o candidato tenha sido pré-selecionado.
Cabe à instituição informar ao estudante o meio a ser utilizado para o recebimento da documentação exigida, que pode ser em formato físico ou digital.
Fies
O Fies é um programa do Ministério da Educação que tem como objetivo conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC e ofertados por instituições de educação superior não gratuitas que aderiram ao programa. Em 2022 foram ofertadas 110.925 vagas para o Fies.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) vai receber, na terça-feira (23) o coração de D. Pedro I na rampa do Palácio do Planalto, em Brasília. O órgão está dentro de uma urna de vidro com formol e será levado pelo chefe da polícia do Porto.
A pedido do atual governo, em razão das comemorações dos 200 anos da Independência brasileira, o coração foi emprestado ao Brasil e ficará no Palácio do Itamaraty até 8 de setembro.
Durante o período, a população poderá visitar o salão no Itamaraty dedicado à exposição do coração. As visitas devem ser agendadas. A relíquia chega ao país nesta segunda-feira, 22, por volta das 9 horas, segundo o embaixador George Monteiro Prata, do Itamaraty.
“O coração do imperador será recebido com todas as honras de Estado, seguindo o mesmo ritual dispensado durante as visitas de chefes de outros países. Ele será tratado como se D. Pedro I estivesse vivo entre nós”, acrescentou o chefe do cerimonial do Itamaraty, ministro Alan Coelho de Selos.
Entre a chegada e a cerimônia programada para o dia seguinte no Palácio do Planalto, o coração ficará guardado no próprio Itamaraty.
Fotos: Alfredo Estrella / AFP e Marcelo Camargo / Agência Brasil
Os números da nova pesquisa BTG/FSB desta segunda-feira (22) mostram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45% das intenções de voto contra 36% do presidente Jair Bolsonaro (PL) na pesquisa estimulada, quando uma lista de candidatos é apresentada aos entrevistados.
Em comparação à última pesquisa, o petista se manteve estável, enquanto Bolsonaro subiu 2 pontos.
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) marcou 6%, enquanto Simone Tebet (MDB) está com 3%. Vera Lúcia (PSTU) e Pablo Marçal (Pros) estão com 1%. Felipe D’Avila (Novo), Eymael (DC), Roberto Jefferson (PTB), Sofia Manzano (PCB), Soraya Thronicke (UB) e Leonardo Péricles (UP) não pontuaram.
Os que votam em nenhum são 4%. Brancos e nulos, 2%, enquanto os que não sabem ou não responderam somam 3%.
A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre os dias 19 e 21 de agosto, sob o registro BR-00244/2022 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O intervalo de confiança é de 95%.
Um levantamento realizado pela CNN, aponta que o deputado federal Damião Feliciano (União), foi o segundo que mais recebeu ressarcimento por gastos com Saúde. Os valores atingiram R$ 1.450.907,12 milhão em reembolso desde 2019.
No total, a Câmara dos Deputados reembolsou R$ 21,6 milhões em despesas médicas a deputados federais que optaram por serviços de saúde particulares, entre 2019 e julho de 2022, apesar de terem à disposição departamento próprio para atendimento e plano de saúde. Os dados foram obtidos pela organização sem fins lucrativos Ranking dos Políticos junto à Casa Legislativa.
Os deputados e os respectivos dependentes legais têm direito a atendimento no Departamento Médico da Câmara e acesso ao programa de assistência à saúde da Casa (Pró-Saúde), o mesmo oferecido aos servidores. Para aderirem, os deputados devem pagar mensalidade de R$ 630 e quota-participação de 25% sobre o valor da despesa médica realizada, seguindo a tabela adotada pelo convênio, de acordo com o portal da Câmara.
Mas, se preferirem usar a rede privada, podem solicitar o reembolso de despesas médicas, hospitalares e odontológicas. O reembolso não é concedido a dependentes.
Os pedidos de reembolso são avaliados por integrantes da Mesa Diretora da Câmara e condicionados à disponibilidade orçamentária.
A Câmara classifica como despesas reembolsáveis: atendimento ambulatorial ou hospitalar, incluindo quimioterapia e radioterapia; exames complementares de diagnóstico; assistência domiciliar; assistência prestada por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais; remoção para outro centro clínico, quando caracterizada a emergência ou a urgência e a inexistência de condições técnicas locais; órteses e próteses; e assistência odontológica.
Não podem ser reembolsadas despesas com acompanhantes, passagens, telefones, serviços extras de caráter pessoal e outras não relacionadas ao atendimento à saúde, como tratamento e cirurgias experimentais; medicamentos não registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); tratamentos estéticos de qualquer natureza; aparelhos de apoio à locomoção, óculos, lentes de contato; e atendimento por profissionais não inscritos nos órgãos fiscalizadores da respectiva profissão.
De acordo com o levantamento, pouco mais de 330 deputados federais foram reembolsados com alguma quantia por despesas médicas pela Câmara desde 2019. Os valores variam desde R$ 120, como no caso do deputado Frei Anastacio Ribeiro (PT-PB), até R$ 2.028.789,78 –montante reembolsado à deputada Tereza Nelma (PSD-AL).
Os mais de R$ 2 milhões à Tereza Nelma foram o maior valor reembolsado pela Câmara a um parlamentar no período. Em terceiro, Célio Moura (PT-TO) com R$ 875.888,66.
Logo em seguida, completando os cinco primeiros, estão Nilson Pinto (PSDB-PA), com R$ 735.412,68, e Haroldo Cathedral (PSD-RR), com R$ 660.070,72.
Com dois quilos e meio, uma réplica ultrarrealista da cabeça do presidente Jair Bolsonaro (PL) foi usada como bola de futebol no começo da tarde deste domingo, dia 21, no Minhocão, o elevado Presidente João Goulart, em São Paulo. O evento, organizado pelo coletivo americano Indecline, foi uma mistura de performance e protesto contra o governante, que neste ano tenta reeleição.
“Vamos chutar a cabeça desse verme”, dizia uma mulher, apontando para a bola com o rosto de Bolsonaro, que era jogada de um lado para o outro. “Venham, pessoal, é gostoso demais. É terapêutico.”
O evento reuniu um número pequeno de pessoas. Os termômetros não passavam dos 19 ºC na capital. Mas a pelada atraía a atenção de quem passava ao redor, fosse andando, correndo ou pedalando. Surpresos com a réplica, muitos paravam para fotografar o jogo, que ocorreu sobre um tapete de grama artificial, estendida sobre o asfalto.
Palavras de ordem como “fora, Bolsonaro” eram ouvidas. E quem quisesse entrar em campo para marcar gols tinha a vida fácil, já que não havia goleiros para defender a réplica do presidente.
“Filha, é aqui que você deve fazer cocô”, disse uma das jogadoras à sua cadela, indicando a bola. Outros cachorros também foram incentivados a urinar e defecar sobre ela, que terminou o jogo descabelada, esfolada e com a carcaça rasgada.
A ação é parte do projeto “Freedom Kick”, ou chute da liberdade, e já havia gerado o video “Brazil”. Publicado em 2020, ele mostra uma réplica parecida da cabeça de Bolsonaro sendo colocada num saco de lixo, usada como bola de futebol e mordida por um cachorro.
“A gente quer mostrar que esse cara realmente não presta”, afirmou Tiely, um dos que chutaram a réplica. Com meião com as cores da bandeira LGBTQIA+, ele é um jogador transexual, atleta do time Tamanduás Bandeiras e preferiu ser identificado apenas pelo nome. Apoiador do Indecline, jogou tanto na partida de 2020 como na deste domingo.
“Nós estamos aqui fazendo algo lúdico. Enquanto isso, tem gente que invade festa dos outros para dar tiro”, diz Tiely, em referência ao assassinato do guarda municipal petista Marcelo Arruda pelo policial bolsonarista Jorge Guaranho, no mês passado.
“Tenho certeza de que quem parou hoje no Minhocão para chutar essa bola melhorou o seu estado de espírito”, completa.
Fundado em 2001 por grafiteiros, fotógrafos e ativistas, o coletivo americano coleciona polêmicas com projetos que cutucam personalidades e líderes políticos que são, segundo o grupo, fascistas. Nomes como o russo Vladimir Putin e o americano Donald Trump, por exemplo, também já tiveram suas cabeças replicadas e chutadas.
Além disso, o coletivo já pendurou bonecos vestidos com a roupa da Ku Klux Klan em árvores, como se estivessem enforcados, e fez uma estátua de Trump nu, com um micropênis e sem testículos, por exemplo.
Um porta-voz americano do coletivo acompanhou a ação em São Paulo. Ele se manteve anônimo —o Indecline não revela a identidade de seus integrantes. Na opinião do representante, o presidente brasileiro é comparável a Donald Trump e flerta com o fascismo. E diz que, nesta eleição presidencial, o país deve ter em mente que votar no Lula não significa idolatrá-lo, mas escolher um candidato possível.
Ele afirma que o jogo com a réplica da cabeça é uma metáfora. E que, se Bolsonaro der um golpe para permanecer no cargo, as pessoas de verdade vão se machucar —não as réplicas.
Em 2020, pouco após o Indecline publicar o vídeo “Brazil”, mais de 3.000 comentários brotaram na publicação do Instagram —o perfil hoje está extinto. Muitos deles afirmavam que a obra desrespeitava o presidente, incitava o ódio e cometia crime.
Um inquérito chegou até a ser aberto, mas foi arquivado pelo Ministério Público Federal, que alegou que a Constituição Federal garante a liberdade de expressão da atividade artística.
Além disso, membros do Indecline disseram ter sofrido ameaças de morte, algo que ocorre com frequência no coletivo. Mesmo assim, seus membros afirmam que continuarão a promover as ações.
O processo de beatificação de padre Cícero Romão Batista na igreja católica foi autorizado pelo Vaticano. A informação foi anunciada pelo bispo da diocese do Crato, Dom Magnus Henrique Lopes, durante missa realizada na manhã deste sábado (20), no Largo Capela do Socorro, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará.
“Queridos filhos e filhas da Diocese do Crato, romeiros de todo Brasil, é com grande alegria que eu vos comunico nesta manhã histórica que recebemos oficialmente da Santa Sé, por determinação do santo padre, o papa Francisco, uma carta do dicastério para a causa dos santos, datada do dia 24 de junho de 2022”. Disse o padre
“Recebemos a autorização para a abertura do processo de beatificação do padre Cícero Romão Batista que, a partir de agora, receberá o título de servo de Deus”, concluiu Dom Magnus Henrique Lopes durante a celebração.
No ano de 2015, o Vaticano atendeu ao pedido do bispo Dom Fernando Panico e reconciliou o padre Cícero Romão Batista com a igreja católica. Com a reconciliação, não havia mais impeditivos para a abertura do processo de beatificação do “santo popular”.
O padre Cícero morreu em 1934 rompido com o Vaticano por envolvimento com a política e pelo polêmico “milagre da hóstia”. Segundo a crença popular, uma hóstia dada pelo padre virou sangue na boca de uma beata.
Para os devotos de padre Cícero, trata-se de um milagre, mas a igreja Católica considerou o caso uma interpretação equivocada. Por conta dos “equívocos”, ele foi afastado da igreja católica.
Para concluir a beatificação, o Vaticano faz inicialmente um levantamento da biografia do candidato para verificar se há algum fator na biografia que possa impedir o processo.
Se nada for encontrado, a igreja emite o Nihil Obstat, que significa nenhum impeditivo, um documento formal, redigido em latim e dirigido ao bispo indicando que o pode haver continuidade do processo.
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