A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (19) nova redução no preço do diesel vendido às distribuidoras. Os preços dos demais combustíveis não foram alterados.
Com a redução, que começa a valer na terça, o preço médio de venda de diesel A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 5,19 para R$ 4,89 por litro, uma redução de R$ 0,30 por litro, equivalente a 5,8%.
“Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”, diz a petroleira em nota.
A última redução havia sido em 12 de agosto, quando o preço do litro caiu de R$ 5,41 para R$ 5,19.
Preço nas bombas
Pesquisa divulgada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostrou que, na semana passada, o valor médio do litro do diesel pago pelos consumidores nas bombas ficou em R$ 6,84 – uma redução de 0,58% em relação à semana anterior. É o preço mais baixo desde a semana encerrada em 7 de maio de 2022 (R$ 6,63).
Segundo a estatal, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,67, em média, para R$ 4,40 a cada litro vendido na bomba.
Já são 12 semanas consecutivas que o mercado financeiro projeta para baixo a inflação em 2022 e alta para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central.
A expectativa dos economistas entrevistados pelo BC, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, deve fechar 2022 em 6%, ante 6,4% da semana anterior. Há um mês a previsão era de 6,82%.
Para 2023, a previsão também é de queda pela quinta semana, passando de 5,17% para 5,01%. Já para 2024, o mercado financeiro projeto alta para o IPCA, de 3,50%, sendo que na semana passada essa expectativa era de 3,47%.
A projeção para a inflação em 2022 se mantém acima da meta estipulada pelo Conselho Monetária Nacional (CMN), que tem como centro 3,5%, podendo chegar a 5% com o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Para 2023 e 2024, as metas do CMN são de 3,25% e 3%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.
Produto Interno Bruto
O mercado financeiro também projeta alta para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pela décima segunda semana consecutiva. A expectativa desta semana é de crescimento de 2,65% para o PIB em 2022, ante 2,39% da semana anterior. Há um mês, o mercado previa o crescimento do PIB neste ano em 2,02%.
Para 2023, as expectativas para a atividade econômica do país ficaram mantidas em 0,50%. Para 2024, a previsão é de baixa no crescimento do PIB, passando de 1,80% para 1,70%.
Taxa de juros
A expectativa do mercado financeiro para a taxa básica de juros, a Selic, permanece em 13,75% para o fim de 2022 pela décima segunda semana. Para 2023 e 2024, a perspectiva foi mantida em 11,25% e 8%, respectivamente.
Câmbio
Tudo igual para a cotação projetada para o dólar, que foi mantida em R$ 5,20 para 2022 e 2023. Para 2024, a perspectiva é que o dólar feche o ano em R$ 5,11, ante R$ 5,10 da semana anterior.
Andrew McCormack, chefe do centro de inovação do BIS (Banco de Compensações Internacionais) em Singapura, mistura cautela e otimismo quando fala do desenvolvimento do Nexus, o “Pix global”.
Em entrevista à Folha, o diretor comentou o futuro do projeto que permitirá pagamentos entre países e diferentes moedas em até 60 segundos e disse que o Pix, lançado no Brasil em novembro de 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro.
O projeto, que revolucionou o pagamento instantâneo no país, está no topo da lista dos sistemas que poderiam se juntar ao Nexus.
A realização de um projeto-piloto do Nexus está no cronograma?
Se tivermos sucesso, e estamos cautelosamente otimistas, um piloto seria logicamente a próxima fase, então, começaríamos esse trabalho no início de 2023. Essa é certamente nossa esperança e expectativa. Há gestão de ‘stakeholders’ [grupos de interesse] e alinhamento com quem seriam os participantes do piloto e o próprio BIS, então, é muito cedo para anunciar o que vai acontecer, mas esperamos fazer um piloto na sequência.
O Brasil, que tem o Pix, poderia ser incluído em algum teste?
O Pix definitivamente está se destacando internacionalmente como um grande sucesso em termos de transformação do mercado de pagamentos em tempo real, e entendemos ter sido bem aceito no país. Certamente estamos abertos a essa discussão, mas, para deixar claro, não tivemos essa discussão com o Banco Central.
Pode fazer uma comparação do Pix com um sistema como o Nexus?
Pensando nos sistemas aos quais o Nexus deve ser capaz de se conectar, o Pix estaria no topo da lista, visto que que tem todos os atributos que queremos ver no sistema. Tem infraestrutura moderna, é liquidado em moeda do Banco Central, é regulamentado. Do nosso ponto de vista, ele cumpre todos os principais requisitos que gostaríamos de ver em termos dos sistemas que poderiam se juntar ao Nexus, se conseguirmos colocá-lo de pé.
Alguma consideração final?
Parte do que mencionei é especulativo em termos do que esperamos fazer no próximo ano. Temos boas intenções de prosseguir com este programa de trabalho, mas só para deixar claro, ainda estamos saindo do segundo ano da fase de prova de conceito, então, certamente um piloto é uma aspiração, mas não está garantido neste momento.
Foto: BIS
RAIO-X
Andrew McCormack, 47
Chefe do centro de inovação do BIS (Banco de Compensações Internacionais) em Singapura. Foi CIO (chefe de tecnologia da informação) da Payments Canada. Tem um MBA da Ivey Business School e graduação em ciência da computação pela Carleton University, no Canadá.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 44% das intenções de voto contra 35% do presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisa BTG/FSB divulgada nesta segunda-feira (19.set.2022). No último levantamento, de uma semana atrás, o petista tinha 41%, ante 35% do chefe do Executivo.
Eis as percentagens registradas no 1º turno por todos os candidatos que estão na disputa para o Planalto:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 44% (tinha 41% no levantamento anterior);
Brancos e nulos somam 4%. Os que não sabem ou não responderam são 3%.
Felipe D’Ávila (Novo), José Maria Eymael (DC), Vera Lúcia (PSTU), Sofia Manzano (PCB), Leonardo Péricles (UP) e Padre Kelmon (PTB) não pontuaram na pesquisa.
A pesquisa realizou 2.000 entrevistas por telefone de 16 a 18 de setembro de 2022. Está registrada no TSE com o número BR-07560/2022. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.
Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao menos outros 25 antigos alvos da Operação Lava Jato disputam as eleições deste ano. A grande maioria (19 candidatos) busca se eleger como deputado federal, dois tentam o Senado e apenas um almeja uma cadeira na Assembleia Legislativa do seu Estado. Outros três nomes se candidataram ao cargo de governador.
Depois de passar um ano e sete meses na prisão após ser condenado na Operação Lava Jato a cumprir pena de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá, Lula recuperou os direitos políticos e agora tenta voltar ao Palácio do Planalto.
A Lava Jato foi deflagrada em março de 2014, por ordem do então juiz federal Sérgio Moro, candidato ao Senado pelo Podemos no Paraná. Até ser extinta, em 2021, a operação viveu 80 fases e levou para o banco dos réus empreiteiros, doleiros, lobistas e políticos.
Entre os 26 políticos que agora registraram suas candidaturas na Justiça Eleitoral, alguns foram acusados criminalmente pela força-tarefa de Curitiba ou pela Procuradoria-Geral da República (PGR) – nos casos de detentores de prerrogativa de foro no Superior Tribunal de Justiça ou no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, em vários desses casos, as denúncias foram rejeitadas judicialmente, por inépcia ou insuficiência de provas, e os acusados nem réus se tornaram.
A prisão do ex-presidente petista marcou o auge da operação, que começou a declinar com a decisão de Moro de deixar a magistratura e virar ministro da Justiça e da Segurança Pública do presidente Jair Bolsonaro, eleito em 2018 no rastro do discurso de combate à corrupção
SALDO – Refletido também na disputa eleitoral deste ano, o saldo da Lava Jato é uma oposição entre críticos e defensores contundentes da operação. Entre os algozes, a avaliação é de que, em nome do enfrentamento da corrupção, a Lava Jato permitiu e autorizou todos os meios disponíveis, inclusive os ilegais durante as investigações e processos. Seus defensores, protagonizados pelo ex-coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, e o próprio Moro – que também são candidatos a cadeiras no Congresso Nacional –, afirmam que a operação foi alvo de um movimento orquestrado de desmonte, que livrou acusados que agora tentam voltar à cena política.
A complexidade da operação resultou numa disputa pelo “espólio” da Lava Jato, tanto pelos agentes dos mecanismos de controle, quanto pelos que foram investigados e presos, destaca Clodomiro Bannwart, advogado e pós-doutor em Filosofia pela Unicamp. Ele avalia que, neste cenário de discursos que flertam com o rompimento institucional, “a corrupção parece engalfinhada nas entranhas do estado de direito, maculando e pervertendo as instituições por dentro”.
‘ATESTADO’ – Como aponta Silvana Batini, professora da FGV do Rio de Janeiro e doutora em direito público pela PUC, embora a participação de ex-alvos da Lava Jato nas eleições “faça parte do jogo”, “a lei não dá um atestado de idoneidade”. Pela legislação eleitoral vigente, ficam impedidos de concorrer apenas os candidatos que possuam condenação transitada em julgado (sem possibilidade de recurso) por alguns crimes. “A pessoa pode estar respondendo a vários inquéritos, pode estar até condenada numa primeira instância, e ela continua elegível”, afirma Battini.
Na avaliação da professora, uma possibilidade para a formação do voto nestas eleições, é que “o eleitor construa os seus próprios critérios políticos de elegibilidade”.
Na lista está o deputado federal e candidato à reeleição, Aguinaldo Ribeiro (PP). Em 2017 ele foi investigado por supostamente participar de uma organização criminosa junto de outros parlamentares do PP. Contudo, em 2021, o STF arquivou o inquérito.
Em alguns casos, políticos precisam enfrentar batalhas nos tribunais para garantir a candidatura. Na semana passada, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha teve seu registro de candidatura autorizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por quatro votos favoráveis e dois contrários. Após ficar preso de 2016 a 2021 no âmbito da Lava Jato, ele tenta voltar ao Legislativo federal pelo PTB. O caso deverá parar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“A Lava Jato expôs ao Brasil um esquema de corrupção sem precedentes, tanto em relação ao montante roubado dos cofres públicos quanto ao número de autoridades envolvidas”, disse Dallagnol, que atuou como coordenador da extinta força-tarefa em Curitiba e também busca na política um novo caminho. Ele é candidato a uma cadeira na Câmara pelo Podemos.
Coordenador jurídico da campanha de Lula, o advogado Cristiano Zanin se tornou um dos críticos mais ácidos da Lava Jato e da atuação de Moro e “determinados” ex-procuradores nos processos que condenaram o ex-presidente. “Vencemos 26 procedimentos jurídicos que foram indevidamente abertos contra Lula na Justiça brasileira e também o comunicado que fizemos ao Comitê de Direitos Humanos em 2016.”
Sobre os candidatos investigados na operação, Dallagnol é enfático: “Acredito que essas pessoas não tenham idoneidade nem reputação ilibada”. Confira a seguir a lista com 26 candidatos que foram mencionados, indiciados, processados ou condenados na operação. A reportagem fez contato com cada um, por meio de seus advogados e assessores. Contudo, até a conclusão da reportagem, nem todos responderam aos questionamentos realizados.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi a um posto de gasolina em Londres neste domingo (18.set.2022) para comparar o preço do combustível com o do Brasil. Segundo ele, o preço brasileiro é um dos mais baratos do mundo. O chefe de Estado está no Reino Unido para o funeral da rainha Elizabeth 2ª.
“Estou aqui em Londres, Inglaterra, e o preço da gasolina: £ 1,61. Isso dá aproximadamente R$ 9,60 o litro. Praticamente o dobro da média de muitos Estados do Brasil. Então, a gasolina, é uma realidade, uma das mais baratas do mundo”, declarou no vídeo compartilhado por seus apoiadores e pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria.
Ao compartilhar o vídeo, o ministro Fábio Faria disse que ao comparar o Brasil com outros países é possível perceber que o país está “no rumo certo”.
A campanha de Lula atingiu o teto de arrecadação e terá disponível para gastar R$ 89,8 milhões no primeiro turno. Deste montante, a executiva nacional do PT repassou R$ 88,1 milhões para o ex-presidente da República; o PSB, que indicou o vice na chapa, doou apenas R$ 1 milhão.
O restante dos recursos disponíveis é de doações privadas. Entre as pessoas que investiram na campanha de Lula está o empresário palestino Shawqi Hilal Mohd Naser e os ex-ministros Aloizio Mercante e Gilberto Carvalho.
Jair Bolsonaro, por sua vez, arrecadou R$ 27,4 milhões até o momento – 3,2 vezes menos.
O candidato à reeleição à Presidência da República pelo PL, Jair Bolsonaro, disse hoje (16) que torce pela paz e que o Brasil “tudo fará” para alcançar esse objetivo na Ucrânia. O país europeu vive um conflito armado desde que foi invadido pela Rússia, em fevereiro deste ano.
“Por que nós chegamos até aqui? Vocês, em grande parte, pelo país de origem, um país pacífico, um país também produtor rural, que na bandeira de lá impera as mesmas cores da bandeira daqui. Somos irmãos, queremos o bem um do outro, torcemos pela paz. E o Brasil tudo fará, como vem fazendo, para que essa paz seja alcançada”, disse.
Bolsonaro esteve em Prudentópolis, no interior do Paraná, onde participou de um comício com candidatos locais. O município tem a maior comunidade de imigrantes e descendentes de ucranianos no Brasil.
Um homem teve o celular furtado após abraçar e tentar tirar uma foto com o candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Montes Claros (MG) na noite desta quinta-feira (15.09). O registro foi feito por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais.
Durante o final do comício, o presidenciável passou entre os apoiadores para cumprimentá-los, quando uma menina que estava nos ombros do homem segurou o rosto de Lula como um gesto de carinho. Lula se aproximou da menina e deu um beijo. No momento, o homem tentou tirar uma selfie para registrar o ocorrido, mas uma mão apareceu e retirou o celular da mão dele.
Nas imagens é possível ver que a menina ficou abalada após presenciar o furto. Não se sabe ainda se quem pegou o celular era um apoiador ou segurança de Lula. Também não há informações se o homem conseguiu recuperar o celular já que havia muitas pessoas no local também querendo cumprimentar o petista.
A pesquisa Futura/Modal Mais divulgada nesta sexta-feira (16) aponta que o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto com 41,7% da preferência do eleitor, contra 38,6% do candidato do PT Lula.
O candidato do PDT Ciro Gomes é o terceiro colocado com 4,1%, seguido por Simone Tebet (MDB) que registrou 2,5%.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em todo o País, entre 12 e 14 de setembro, e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00745/2022.
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