Brasil

Lula injetou quase R$ 1 bilhão do Brasil na ONU

Foto: Angela Weiss/AFP

Funcionando basicamente como palco para lacração, a Organização das Nações Unidas (ONU) conseguiu colocar no bolso mais de US$170,3 milhões dos esfolados brasileiros apenas nos últimos três anos de Lula (PT) na presidência do Brasil. Em conversão direta, usando ferramenta disponibilizada pelo Banco Central (BC), o montante supera os R$925,6 milhões. O caminhão de dinheiro não é suficiente para garantir o sonho do petista de ser membro permanente do Conselho de Segurança.

Quarto de bilhão

Enquanto o governo Lula espreme para arrancar até a última gota do salário do brasileiro, doou, em 2025, US$48 milhões (R$260,9 milhões).

Sem dó

Em 2024, o brasileiro levou a maior estocada para bancar a ONU, mais de US$63,4 milhões, que convertidos ultrapassam os R$344,6 milhões.

Nosso dinheiro

Primeiro ano do Lula 3, o petista já mostrou (com o bolso alheio) que seria generoso e deu US$58,8 milhões; mais de R$320 milhões.

Coluna Cláudio Humberto – Diário do Poder

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Brasil

MST cogita levar militância à Venezuela e prepara atos em apoio a Maduro após ação dos EUA

Foto: XNY/Star Max/GC Images

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) avalia a possibilidade de enviar militantes à Venezuela em resposta à ofensiva militar dos Estados Unidos e à captura do ditador Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado (3). A discussão ganhou força após reuniões virtuais que reuniram mais de 50 organizações da esquerda brasileira, que classificam a operação norte-americana como invasão e sequestro do presidente venezuelano.

Durante audiência em Nova York, Maduro e a esposa, Cilia Flores, negaram envolvimento em um suposto esquema de tráfico internacional de drogas e afirmaram ser inocentes das acusações. O venezuelano chegou a se declarar um “presidente sequestrado”. Para o MST, o processo ainda está em curso e exige mobilização política imediata, tanto no Brasil quanto, eventualmente, em território venezuelano.

Segundo a dirigente nacional do movimento, Ceres Hadich, o envio de militantes não está descartado, caso haja necessidade de atuação direta no país vizinho. Paralelamente, o MST articula manifestações em diversas capitais brasileiras, muitas delas em frente a embaixadas e consulados dos Estados Unidos, além de incluir o tema nos atos previstos para o dia 8 de janeiro. A prioridade, neste momento, seria denunciar as mortes, a intervenção estrangeira e a prisão de Maduro.

O tema também dividiu a esquerda em nova reunião realizada nesta segunda-feira (5), com a presença de dirigentes do PT, PSol, PCdoB, intelectuais e jornalistas. Enquanto setores como o PSol rejeitam defender Maduro, mas condenam a interferência externa, o PT e organizações como o MST mantêm apoio explícito ao líder venezuelano. Entre os participantes, houve divergências sobre a estratégia: atacar diretamente Donald Trump ou concentrar críticas na direita brasileira que apoia a ação dos EUA.

Com informações do Metrópoles

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Sobrinho de Dilma sobre Nikolas: “Esse chupeta precisa ser cassado”

Foto: Reprodução/Redes Sociais – Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O vereador Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, partiu para o ataque contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após declarações do parlamentar sobre uma possível intervenção estrangeira no Brasil. Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (5), o petista classificou a postura de Nikolas como gravíssima e defendeu abertamente a cassação e prisão do deputado.

A reação ocorreu após Nikolas comentar, em entrevista, sobre o cenário internacional envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela. Para Pedro Rousseff, o deputado do PL teria ido além do debate político ao sugerir ingerência externa no país. “Pedir intervenção militar estrangeira para tomar o poder é crime contra a soberania nacional”, escreveu o vereador, usando termos ofensivos para se referir ao parlamentar.

Desde a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, Nikolas intensificou publicações ligando o PT ao regime venezuelano. Uma das mais controversas foi uma montagem que simulava a prisão do presidente Lula por militares dos Estados Unidos, o que ampliou a repercussão negativa entre partidos de esquerda.

O episódio já chegou ao campo jurídico. O PSol acionou a Procuradoria-Geral da República contra Nikolas Ferreira, alegando que suas manifestações atentam contra a ordem democrática e a soberania nacional. O caso aprofunda a polarização política e adiciona um novo capítulo à disputa entre bolsonarismo e PT em pleno início de ano pré-eleitoral.

Com informações do Metrópoles

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Lula estuda novo contato com presidente interina da Venezuela em meio à instabilidade

Foto: CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia fazer um novo telefonema à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a posse dela nesta segunda-feira (5). O contato seria uma continuidade da conversa realizada no sábado (3), logo após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e agravou a crise política no país vizinho.

O Palácio do Planalto aguarda os primeiros movimentos de Delcy no comando do governo venezuelano antes de avançar em qualquer gesto diplomático mais concreto. A principal preocupação do governo brasileiro é entender se a nova presidente conseguirá sustentar-se politicamente diante da instabilidade interna e do cenário internacional ainda tenso, embora interlocutores avaliem que, no curto prazo, não há expectativa de novos ataques determinados por Donald Trump.

Auxiliares de Lula afirmam que o novo telefonema é considerado provável, ainda que não esteja oficialmente agendado. A intenção do presidente brasileiro é acompanhar de perto a reorganização do poder em Caracas e manter canais abertos de diálogo, repetindo a postura adotada logo após a prisão de Maduro, quando buscou confirmar informações e avaliar o impacto regional da ofensiva americana.

Nesta segunda-feira, a embaixadora do Brasil na Venezuela, Glivânia Maria de Oliveira, participou da cerimônia de posse de Delcy Rodríguez na Assembleia Nacional. Durante o ato, a nova presidente interina afirmou assumir o cargo “com dor, mas com honra”, enquanto as Forças Armadas venezuelanas divulgaram nota reconhecendo oficialmente sua autoridade e prometendo garantir a governabilidade, a ordem interna e a preservação da paz no país.

Com informações da CNN

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Lula prometeu ‘revogaço’ e transparência, mas governo já decretou mais de 3 mil sigilos

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Durante a campanha de 2022, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu o que chamou de ‘revogaço’. Disse que iria rever decretos de sigilo do governo Jair Bolsonaro e que faria uma gestão transparente.

No entanto, entre 2023 e 2025, o governo Lula não só manteve como ampliou a aplicação de sigilos sobre informações públicas.

Dados da Controladoria-Geral da União (CGU) e de relatórios independentes indicam a imposição de 3.287 sigilos no período, com restrições que incluem informações sobre viagens oficiais, gastos públicos e dados relacionados a empresários.

Em 2023, primeiro ano do atual mandato, foram registrados 1.339 pedidos de informação classificados com sigilo de até 100 anos. Em comparação, no último ano do governo Bolsonaro, em 2022, houve 1.332 registros do mesmo tipo.

Os levantamentos apontam ainda que 16% dos pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) foram negados na atual gestão.

Com informações da coluna de Cláudio Humberto, no Diário do Poder

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Lula condena captura de Maduro e pede “resposta vigorosa” ao ataque dos EUA à Venezuela

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou neste sábado (3), o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Pelas redes sociais, Lula disse que o país norte-americano cometeu “afronta gravíssima” e ultrapassou uma “linha inaceitável”. “Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Veja nota completa: Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.

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Eduardo Bolsonaro diz que Lula terá “dias terríveis” após captura de Maduro

Eduardo Bolsonaro ataca aliados e dinamita opções da direita para 2026

Eduardo Bolsonaro projetou que presidentes da América do Sul, a exemplo de Lula, terão “dias terríveis” com a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que aconteceu na manhã deste sábado (3).

“O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo. Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade!” disse na rede social X.

A Venezuela afirmou que sofreu uma “agressão militar” dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

Segundo comunicado do regime venezuelano, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que levou ao estado de emergência nacional e à mobilização das forças de defesa.

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Padilha oferece SUS a feridos na Venezuela e diz que Brasil já absorve impactos da situação no país vizinho

Em publicação na rede social ‘X’, o ministro da Saúde do governo Lula, Alexandre Padilha, condenou o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e ofereceu os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) para possíveis feridos no país vizinho em decorrência da ação norte-americana.

Na sequência de publicações, Padilha não mencionou diretamente a captura de Nicolás Maduro pelas tropas dos EUA.

De acordo com o ministro, o Brasil e seu sistema de saúde já vinham absorvendo os “impactos da situação da Venezuela”, principalmente o SUS de Roraima — estado brasileiro que faz fronteira com o país vizinho.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que forças norte-americanas bombardearam a Venezuela. O líder do país, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores, teriam sido retirados do território venezuelano. O paradeiro do herdeiro político de Hugo Chávez ainda é desconhecido.

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Governo Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

Ministros e assessores do governo Lula se reúnem na manhã deste sábado (3) para discutir a invasão à Venezuela e o anúncio da captura de Nicolás Maduro, feito mais cedo pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A informação é coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

A reunião está marcada para as 10h, no Itamaraty. Há expectativa de que o presidente Lula participe por videoconferência, já que está de férias na base da Marinha em Marambaia (RJ).

Lula já foi informado sobre o anúncio de Trump e avalia antecipar o retorno a Brasília, segundo apurou a coluna Igor Gadelha. Inicialmente, o presidente pretendia encerrar o recesso apenas na segunda-feira (6).

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Órgãos do governo e Senado classificam política fiscal de Lula como “insustentável”

Lula retoma nesta sexta-feira reunião para definir corte de gastos |  Agência Brasil

Dois órgãos de pesquisa públicos de prestígio, do governo federal e do Senado, consideram insustentável em seus relatórios de fim de ano a política de gastos do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embora a massa de rendimentos do trabalho e o bem-estar da população venham aumentando desde 2023, as despesas maiores do que as receitas têm levado ao estrangulamento da máquina estatal, segundo os documentos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e da IFI (Instituição Fiscal Independente).

Há cada vez menos recursos para despesas correntes, da conservação de estradas federais à emissão de passaportes. Isso ocorre apesar do aumento da cobrança de impostos promovida por Lula, sobretudo no ano passado, que atua no sentindo de reforçar as receitas.

Com o tempo, uma eventual crise fiscal pode levar à queda da atividade, do emprego e da massa dos rendimentos do trabalho, como se observou abruptamente ao final de 2015, no governo Dilma Rousseff (PT). Em cinco anos e meio sob a ex-presidente, a relação dívida/PIB aumentou 14 pontos, atingindo 66,6% do PIB. Sob Lula 3, deve crescer 10 pontos, para 82,4%.

Procurado pela Folha, o Ministério da Fazenda afirmou que segue cumprindo os limites do arcabouço fiscal e que as projeções para os anos seguintes estão alinhadas com o cumprimento desses tetos. “O termo ‘crise fiscal’ é equivocado. Em 2024, a meta de primário foi alcançada, com resultado mais próximo do centro da meta do que de sua banda inferior,” disse em nota.

A Fazenda também afirmou que o déficit primário, que exclui despesas com o pagamento de juros e amortização de dívidas, acumulado durante o governo Lula 3 deve ser 70% menor do que no governo anterior.

Em sua Carta de Conjuntura deste final de ano, o Ipea, que fica sob o guarda-chuva do Ministério do Planejamento, aponta ao menos duas políticas reintroduzidas por Lula 3 como responsáveis pela atual situação.

Uma delas é a correção do salário mínimo, que prevê aumento acima da inflação de até 2,5%. Isto tem impacto enorme sobre os benefícios previdenciários, a maior despesa do governo, porque 70% dos pagamentos seguem o piso básico. No atual mandato de Lula, os pagamentos com aposentadorias e pensões subiram de R$ 912,2 bilhões para mais de R$ 1 trilhão.

O Ipea também menciona que, ao acabar com o teto de gastos de Michel Temer, Lula reestabeleceu a regra de os desembolsos para Saúde e Educação acompanharem o crescimento da receita corrente líquida (e não mais a inflação), na proporção de 15% e 18% do total arrecadado, respectivamente. Quando a receita sobe, esses gastos aumentam.

O órgão também alerta para os efeitos indiretos do crescimento dos gastos públicos. “Em particular, o aquecimento da atividade econômica —e, sobretudo, do mercado de trabalho— decorrente de seus efeitos multiplicadores, tende a pressionar a inflação e, em um regime de metas inflacionárias, a exigir a manutenção de taxas reais de juros mais elevadas do que aquelas que prevaleceriam, por exemplo, caso tais gastos evoluíssem em linha com o crescimento do PIB.”

Com a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, o setor público pagará neste ano R$ 1 trilhão em juros. Esse valor equivale ao pagamento de mais de 41 milhões de benefícios da Previdência em 2025.

Outro problema grave citado pelo Ipea é a forte diminuição do dinheiro livre (despesas discricionárias) que o governo tem para tocar o dia a dia da máquina pública. Em 2014, o valor correspondia a 13,8% do total das despesas. Em 2025, considerando o acumulado em 12 meses até outubro, a participação é de 8,3%.

O outro trabalho, da IFI, ligada ao Senado, é ainda mais crítico em relação à atual política fiscal sob Lula 3.

Segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal do órgão, o novo regramento foi aprovado no segundo semestre de 2023 (o chamado arcabouço fiscal), mas no ano seguinte, em 2024, as metas foram rebaixadas. Em 2025, vários abatimentos legais foram aprovados no limite de gastos e na apuração do resultado primário.

A IFI estima que, nos três primeiros anos de vigência do arcabouço, as despesas excluídas da meta fiscal chegarão a mais de R$ 170 bilhões. “Soma-se a isso a consolidação legal do entendimento, após arguição do Tribunal de Contas da União, de que é cabível o governo perseguir o limite inferior de tolerância previsto e não o centro da meta, o que, na prática, representa um novo rebaixamento das metas fiscais”, diz o documento.

Folha de S. Paulo

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