Brasil

Diferença de quatro dias pode permitir candidatura de Bolsonaro em 2030; Entenda

Obrigada, BolsonaroFoto: Reprodução

Uma diferença de quatro dias pode abrir brecha para que o ex-presidente Jair Bolsonaro — que está impedido de disputar um cargo eletivo por oito anos por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — concorra a um cargo eletivo. Em 2022, o primeiro turno das eleições ocorreu em 2 de outubro e, em 2030, o pleito será realizado no dia 6 do mesmo mês.

Se Bolsonaro tiver êxito, poderá disputar uma vaga de deputado distrital, estadual ou federal, senador, governador ou presidente da República no pleito de 2030, ano em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reeleito em 2026, finalizará seu mandato.

De acordo com o artigo 22 da Lei de Inelegibilidade, “o Tribunal declarará a inelegibilidade para as eleições a se realizarem 8 anos subsequentes à eleição que se verificou a interferência do poder econômico ou pelo desvio ou abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunicação”.

Na prática, a lei não especifica se a inelegibilidade vale a partir da data do primeiro turno ou do segundo. No entanto, existem decisões que consideram o primeiro turno como marco.

O TSE ainda pode discutir o assunto. Também há possibilidade de a data constar no acórdão da decisão, um documento com o resumo do julgamento, justamente em razão da imprecisão da lei.

R7

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Brasil

Aguinaldo Ribeiro confirma mudanças na reforma tributária para atender governadores

Aguinaldo Ribeiro com microfones perto da boca

Previsto para ser votado nesta semana na Câmara dos Deputados, o relatório da reforma tributária terá mudanças pedidas pelos governadores, confirmou na noite desta terça-feira (4) o relator da proposta, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Segundo ele, o Conselho Federativo e o Fundo de Desenvolvimento Regional ficarão mais claros e haverá um novo cálculo de transição para o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que unificará o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e o ISS (Imposto sobre Serviços).

Em relação ao Conselho Federativo, que definirá as políticas fiscais e tributárias, Ribeiro afirmou que o órgão será mantido, mas a composição será mais detalhada para dar paridade aos Estados em relação à União. Pela manhã, o coordenador do Grupo de Trabalho que discutiu a reforma na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), havia dito que o relator acataria algumas reivindicações dos governadores.

Cesta básica

Sobre o impacto da reforma tributária sobre a cesta básica, Ribeiro reiterou o compromisso de não onerar os produtos e disse que pretende inserir no texto uma definição de cesta básica nacional. “Vamos colocar [a definição]. Eu já disse que não vamos onerar [a cesta básica]. Hoje saíram dados do Banco Mundial dizendo que a cesta básica terá redução [de preços] de 1,7%. Nenhum parlamentar quer onerar a cesta”, declarou. O relator não deu mais detalhes de como seria essa definição.

No último fim de semana, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) apresentou um relatório segundo o qual o fim da isenção de tributos federais sobre a cesta básica encareceria os itens em 59,83% em média. Na segunda-feira, durante a instalação da Câmara Temática de Assuntos Econômicos do Conselhão, o secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, prometeu a apresentação de cálculos que comprovem que a cesta básica não será onerada.

Na avaliação do relator, diversos empresários, principalmente de setores de cadeia produtiva curta, que serão afetados pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS, têm feito lobby nos últimos dias contra a reforma tributária. “Não fui procurado por nenhum consumidor. Pelos setores, empresas, todo mundo que tem condição de ser fazer lobby na Casa [na Câmara dos Deputados], aí sim, somos procurados de manhã, de tarde e de noite”, declarou.

Guerra fiscal

Ribeiro também se manifestou contrário à manutenção do ICMS, que permitiria a manutenção da guerra fiscal entre os Estados. Segundo ele, se a guerra fiscal fosse boa, com Estados concedendo descontos no ICMS para atrair empregos, diversos Estados não estariam em dificuldades financeiras nem teriam aderido a planos de recuperação fiscal.

O relator destacou que a reforma estabelece um Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais, que garantirá incentivos concedidos pelos governadores até 2032, e que haverá um Fundo de Desenvolvimento Regional, com aportes da União em R$ 8 bilhões em 2029 e que passarão para R$ 40 bilhões anuais a partir de 2033.

Com informações da Agência Brasil

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Brasil

Prefeitos reivindicam mudanças no texto da reforma tributária e que votação seja adiada

Por que governadores resistem à Reforma Tributária? Estados e municípios  vão perder arrecadação? Entenda

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) reuniu representantes de diversas cidades na Câmara dos Deputados para propor alterações no texto substitutivo da reforma tributária.

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 4, os políticos se demonstraram preocupados com o aumento de impostos em alguns setores e um possível impacto negativo na arrecadação dos municípios.

A proposta apresentada pelos deputados Aguinaldo Ribeiro (PP) e Reginaldo Lopes (PT) prevê a substituição dos cincos tributos atuais pelo Imposto de Valor Adicionado (IVA), que será chamado de Imposto Sobre Bens e Serviços (IBS).

A diretriz é de que se adote uma versão dual dos tributos sobre o consumo: um de competência da União e outro compartilhado entre estados e municípios. Prefeito de Aracaju e presidente da FNP, Edvaldo Nogueira afirmou que o grupo não é contra a reforma, mas que não concorda com a forma como ela vem sendo conduzida.

Jovem Pan

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Brasil

Após condenação de Bolsonaro, TSE retira sigilo de documentos e depoimentos de testemunhas

Voto de Benedito pode ampliar outras investigações contra Bolsonaro

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O ministro do TSE Benedito Gonçalves retirou o sigilo dos depoimentos de ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL) na ação que tornou o ex-presidente inelegível por oito anos, informa o UOL.

Em despacho divulgado nesta terça-feira (4), o ministro do TSE e relator da ação argumentou que, uma vez que o processo foi julgado, não há mais motivos para manter os documentos em segredo. As manifestações finais das partes e do Ministério Público Eleitoral também devem ter seu sigilo retirado.

Com a retirada do sigilo, os depoimentos poderão ser enviados a outros órgãos, como o Tribunal de Contas da União —que pode estender o período de inelegibilidade de Bolsonaro.

Os três ex-ministros que depuseram como testemunhas no caso foram Carlos França (Relações Exteriores), Ciro Nogueira (Casa Civil) e Anderson Torres (Justiça). Segundo o UOL, os três disseram que a reunião do então presidente com embaixadores em julho de 2022 foi uma iniciativa isolada de Bolsonaro.

O encontro foi a base da ação do PDT que levou à condenação do ex-presidente por uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder.

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Brasil

Senado chancela indicação de Lula, e Galípolo será diretor do Banco Central

Senado chancela indicação de Lula, e Galípolo será diretor do Banco Central

A indicação do economista Gabriel Galípolo  para a diretoria de Política Monetária do Banco Central foi aprovada pelo plenário do Senado.

Galípolo passou por uma sabatina em que defendeu o diálogo e pregou “esforço coletivo” para alavancar a economia do país.

O  servidor de carreira Ailton Aquino dos Santos também foi aprovado para a diretoria de Fiscalização. Foram 42 votos favoráveis e 10 senadores votando contra.

Aquino é o primeiro negro a assumir um cargo de diretoria no Banco Central.

O Antagonista

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Brasil

TCU define relator para representação contra Bolsonaro

TSE julgamento Bolsonaro inelegível
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, será o relator da representação que pede para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ser obrigado a devolver aos cofres públicos os custos da reunião com embaixadores, realizada no ano passado.

Na ocasião, Bolsonaro levantou questionamentos sobre as urnas eletrônicas. Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Bolsonaro inelegível por conta do encontro.

Jhonatan de Jesus também vai relatar a representação do TSE, com base no voto do ministro Benedito Gonçalves, relator da ação que tornou Bolsonaro inelegível.

Gonçalves sugeriu a ampliação do cerco sobre as condutas de Bolsonaro e determinou o envio imediato ao TCU, à PGR e a ministros do STF.

O pedido de ressarcimento feito pelo MP junto ao TCU diz que “as irregularidades que marcaram a realização da reunião já estão caracterizadas e registradas nos votos dos Ministros do TSE”.

A representação do MP junto ao TCU foi assinada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado e protocolada nesta segunda (03).

“É possível verificar que se está diante do uso da máquina pública com desvio de finalidade, tanto pelo fato de ter havido a difusão de informações inverídicas quanto ao sistema eleitoral brasileiro, quanto pelo fato de o então Presidente ter buscado se beneficiar pessoalmente do alcance que teria a transmissão por meio dos canais oficiais”, diz Furtado no pedido.

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Brasil

Relator da reforma tributária avisa: “Não vou entrar em briga de Bolsonaro com Lula”

Reforma Tributária: ' Não vou entrar em briga de Bolsonaro com Lula ', diz  relator
O relator da reforma tributária na Câmara, o deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP), defendeu que a votação da matéria não pode ser prejudicada pela política.

A declaração foi dada na tarde desta terça-feira (4) em evento da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), em Brasília.

O relator defende que deve-se construir um texto constitucional e com a melhor solução federativa.

“Mas não vamos ter um texto de consenso. Não existe isso em uma matéria tão complicada”, frisou.

O Antagonista

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Brasil

Sancionada lei que suspende exercício da advocacia em caso de assédio

O Estatuto da Advocacia incluiu, nesta terça-feira (4), assédio moral, assédio sexual e discriminação na lista de infrações ético-disciplinares previstas na conduta dos profissionais e sujeitas a penalidade pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A medida está publicada no Diário Oficial da União.

Pela nova lei, as condutas passam a ser disciplinadas com a suspensão do infrator, que fica interditado do exercício profissional, em todo o território nacional, pelo prazo de 30 dias a um ano.

Segundo o presidente do Conselho Federal da OAB, José Albberto Simonetti, o projeto de lei teve origem no conselho pleno da instituição, que aprovou a proposta em março por unanimidade, além de ter sido acompanhado em todos os momentos pela Comissão Nacional da Mulher Advogada da OAB (CNMA). “Essa medida demonstra o nosso emprenho em criar ambiente saudável para todos os advogados e advogadas, além de promover uma atuação mais ética e justa em prol da sociedade”, destacou.

A legislação classifica como assédio moral comportamentos que exponham estagiários ou profissionais na prestação de serviço a situações humilhantes e constrangedoras, capazes de causar ofensa à personalidade, à dignidade e à integridade psíquica ou física. O assédio sexual inclui conduta de conotação sexual que seja proposta, ou imposta, à pessoa contra sua vontade e que cause constrangimento e viole liberdade sexual.

Omissão

Ao classificar a discriminação, a lei disciplina tanto a conduta ativa, quanto a omissiva, em relação aos atos constrangedores ou humilhantes que afetem alguém por causa de deficiência, raça, cor, sexo, nacionalidade ou regionalidade, origem étnica, condição de gestante, lactante ou nutriz, faixa etária e religião.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou extraordinária a iniciativa da OAB de começar a moralizar questões como essas dentro da própria instituição. “O dia que todo mundo tiver condições de denunciar as formas de assédio a que as mulheres são submetidas, a gente vai descobrir que a gente está vivendo uma situação de anormalidade”, concluiu.

AgênciaBrasil

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Brasil

Bolsonaro diz que tributária é soco no estômago e que PL irá contra

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro fala com a imprensa ao deixar o Senado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez duras críticas à proposta de reforma tributária encaminhada pelo atual governo ao Congresso e ressaltou que seu partido, o PL, irá orientar a bancada a votar contra o projeto.

Em nota divulgada nesta terça-feira, 4, Bolsonaro afirma que a reforma sugerida “aumenta de forma absurda impostos da cesta básica, retira a capacidade de investimento dos Estados e subtrai recursos dos municípios”, além de “concentrar na União tais recursos onde sua liberação se sujeitaria a um Conselho composto de ‘companheiros’”.

O ex-chefe do Executivo nacional ainda diz que medidas do seu governo diminuíram impostos e reduziram gastos públicos. “Em nosso governo diminuímos em 1/3 o IPI de mais de 4.000 produtos, zeramos os impostos federais dos combustíveis e também zeramos, via CAMEX, os impostos de pneus de caminhões, remédios contra câncer, HIV, peças de tratores, games, itens hospitalares, etc”, alega Bolsonaro.

Ele também se posiciona contra eventual taxação das transações no formato PIX e impostos sobre heranças. O projeto de reforma tributária discutido na Câmara dos Deputados é criticado por governadores e prefeitos.

O presidente da Casa, Arthur Lira (PL), recebe nesta terça mandatários e representantes de bancadas que pedem alterações no texto e adiamento da votação da reforma. A expectativa divulgada por Lira é votar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) até a próxima sexta-feira, 7.

JovemPan

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Brasil

Lula proíbe uso de celular no gabinete e em reuniões

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (4) o uso excessivo de celular e disse que não permite o aparelho nas reuniões que ele participa. Segundo o chefe do Executivo, a dependência pelo celular é uma doença e atrapalha o relacionamento entre as pessoas.

“No meu gabinete na Presidência ninguém entra com telefone celular. Porque o cara marca uma audiência com o presidente, e daqui a pouco o cara está lá, o presidente sentado, e o cara no celular conversando com o cara que ele não marcou audiência. Então, no meu gabinete não entra com celular. Celular fica na portaria e em nenhuma reunião eu permito celular”, disse Lula em uma live nas redes sociais.

Lula justificou que se educou para não ficar dependente digital. “Não preciso saber de notícias às 5h, 6h. Eu me levanto, vou trabalhar às 8h, quando chegar ao meu serviço, quero saber de todas as notícias”, contou.

A mesma postura, segundo ele, ocorre ao final do expediente. “Se não tiver algo muito grave, não precisa me ligar. Não vou perder meu sono por causa de uma matéria [me atacando]. Não vou pegar o telefone e ligar para a empresa, que publique, eu leio no dia seguinte”, disse.

“Eu graças a Deus me eduquei. Me eduquei, não sou refém do celular, não sou refém, não almoço com celular, não janto com celular, não vou a banheiro com celular, não tomo banho com celular. Ou seja, tenho meu tempo e celular tem o dele”, destacou.

O presidente ainda criticou quem usa mais de um celular. “Tem gente que é doente, tem gente que só tem duas orelhas e anda com três celulares na mão, quatro. Antigamente, as pessoas ainda coçavam a virilha, hoje em dia nem isso coça mais. As pessoas cheias de celular na mão. Eu sinceramente acho que é doença ou prepotência, se acha muito importante.”

Lula pediu que as pessoas deixem o celular de lado e passem a “humanizar” o contato com os outros. “Eu sou daqueles que relação humana é coisa de pele, é química, é abraçar. Fico nervoso com o povo que trabalha comigo. Quero que ligue para a pessoa, e não que mande mensagem. Comigo é ligue. Fale ‘bom dia, boa tarde, boa noite, presidente quer fazer reunião, pode comparecer’. Vamos humanizar as relações humanas”, afirmou.

R7

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