Brasil

Reforma tributária aumenta poder de prefeitos e abre brecha para estados criarem novo imposto

Reforma tributária aumenta poder de prefeitos e abre brecha para estados criarem novo imposto

A reforma tributária aumentou poder de prefeitos para aumentar o valor do IPTU e abriu brechas para estados criarem novo imposto. A análise foi feita por economistas, a pedido de O Antagonista.

Na prática, a reforma permite a criação de um novo imposto de contribuição estadual para produtos primários e semielaborados, como minérios e produtos agropecuários. O dinheiro será usado para financiar fundos estaduais.

Aqui, a principal mudança é que um imposto tem destinação ampla já  a contribuição tem um fim definido. Até então, a contribuição era um tipo específico de tributo que só era criado  pelo governo federal.

Outra mudança é o aumento de poder dos prefeitos para aumentar o IPTU. O reajuste poderá ser feito por decreto, ou seja, sem precisar do aval da Câmara municipal a cada reajuste.

Essa possibilidade foi incluída a pedido da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, explica que i aumento se baseará em critérios para valorização dos imóveis definidos por lei aprovada pelos vereadores.de

“O consumidor deve ficar de olho no valor que vai aparecer no carnê para ver se cabe recuso junto a prefeitura junto do valor fixado ao imóvel”, recomenda.

A Câmara aprovou a reforma tributária, em votação concluída nesta sexta-feira (7), e seguirá para o Senado.

O Antagonista

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Brasil

Câmara retira da tributária benefícios para Norte e Nordeste

Câmara aprova um único destaque e conclui votação da reforma tributária;  texto vai ao Senado | Jovem Pan
A Câmara dos Deputados terminou a votação da reforma tributária e aprovou uma alteração no texto. O trecho que prorrogava benefícios fiscais para montadoras no Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi retirado da reforma porque faltou um voto.

Agora a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) segue para o Senado, onde haverá nova avaliação.

O que mudou

A última proposta de mudança tratava de retirar da reforma benefícios para indústrias e fábricas de automóveis nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O destaque foi aprovado porque houve somente 307 votos a favor do texto original, um a menos do que o necessário para ele ser mantido.

O benefício gerou discussão porque uma das diretrizes da reforma é acabar com a guerra fiscal. Parlamentares de diferentes regiões argumentaram a favor de seus estados.

O relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), justificou que os benefícios foram incluídos na reforma para honrar contratos já apalavrados. Ele acabou derrotado e esta é o único ponto de seu texto que não foi aprovado pelo plenário. O texto agora segue para o Senado, onde passará por nova avaliação.

PL em obstrução

Chamou a atenção que o PL entrou em obstrução, o que significa que os votos dos deputados do partido não seriam incluídos no quórum. Foi uma manobra para dificultar a derrubada dos destaques com deserções do próprio partido, mas não funcionou em sua maioria.

A estratégia se deu no dia seguinte ao partido do ex-presidente Jair Bolsonaro dar 20 votos favoráveis à reforma tributária. A orientação da liderança e de Jair Bolsonaro era ser contra a PEC.

O Novo também votou a favorável às sugestões de mudança na reforma tributária. A decisão seguiu uma tendência do partido na discussão da PEC, em que se manteve o tempo todo contra o Planalto.

Quais foram os destaques rejeitados

O primeiro destaque avaliado tratava da retirada do imposto seletivo, que é uma alíquota maior para produtos que fazem mal à saúde, como o cigarro. A sugestão foi recusada por 336 votos contra e 132 a favor – o mínimo para rejeição eram 308 votos.

A segunda proposta de alteração pretendia retirar da reforma o artigo que permite às prefeituras atualizar o IPTU com a variação da inflação, o que resulta em aumento de imposto. Este mecanismo é uma demanda dos prefeitos e a sugestão de mudança foi derrubada por 349 diante de 84 a favor.

O destaque de número três mudava a forma de tributar os planos de saúde, enquadrados em um regime específico. O relator da reforma ressaltou que a alteração aumentaria o valor das mensalidades dos planos. O destaque foi derrubado por 370 votos contra e 20 a favor.

Terra

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Brasil

Dia do chocolate: produção cresce quase 10% e exportações somam US$ 72 milhões em 2023

Segundo a associação da indústria do chocolate, apesar do crescimento ainda há potencial para expansão do consumo no Brasil
No Dia Mundial do Chocolate, nesta sexta-feira (7), levantamento da Abicab — associação do setor — em parceria com a Consultoria KPMG, mostra que a produção de chocolates no Brasil registrou cresceu 9,8% no primeiro trimestre de 2023 na comparação com o mesmo período do ano passado.

Foram 219 mil toneladas nos três primeiros meses do ano. Em todo 2022, a produção chegou a 760 mil toneladas, expansão de 8% em relação a 2021.

De acordo com o levantamento do setor, o cenário do mercado brasileiro de chocolates é promissor, tanto em termos de produção e exportação, quanto de geração de empregos.

De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho, a indústria de chocolates responde pela geração de cerca de 23 mil empregos diretos.

O Brasil é um dos poucos países que tem toda a cadeia produtiva de chocolates, da produção de amêndoas de cacau até as indústrias responsáveis pela fabricação do produto final.

Consumo

O consumo de chocolates no Brasil atingiu 3,6 kg/per capita, ou seja, por pessoa, em 2022, contra 3,2 kg per capita em 2021. A Abicab avalia que o consumo nacional aumenta a cada ano, porém ainda existe um grande mercado a ser aproveitado.

Aumento da renda e diminuição de desemprego contam para as boas expectativas do setor.

De acordo com pesquisa da Euromonitor, os países europeus são os que apresentam maior consumo per capita de chocolate. O ranking é liderado pela Estônia, com 8,5kg/por pessoa, seguido pela Alemanha (8,4 kg), Áustria (8 kg) e Suíça (7,9 kg).

A Abicab informou que os produtos oferecidos pela indústria são de consumo eventual. “Assim, estimulamos o consumo responsável e consciente, sempre no contexto de uma dieta equilibrada, associada a hábitos alimentares saudáveis e aliada a exercícios físicos”.

Exportações

O Brasil é reconhecido internacionalmente como produtor de chocolates de qualidade, aponta a Abicab.

Em 2022, as exportações totalizaram 35,8 mil toneladas, correspondendo a US$ 141,3 milhões. No primeiro semestre de 2023, já foram exportadas 17,5 mil toneladas, correspondendo a U$ 71,8 milhões.

Levantamento do Instituto Kantar, divisão Worldpanel, feito para a Abicab, aponta crescimento de 16,2% em faturamento para o setor de chocolates em 2022, em comparação ao ano anterior.

De acordo com a associação, o principal fator positivo para esse resultado, e que permanece em expansão após o período da pandemia da covid-19, é o consumo fora de casa, embora tenha sido registrado aumento também no consumo dentro de casa.

As duas modalidades de consumo contribuíram com incremento no volume e valor arrecadados no período, afirma a associação.

CNN

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Brasil

Produção de veículos recua 7,1% em junho, diz Anfavea

Produção de veículos no Brasil cai 17% mesmo com programa de incentivo à indústria | Indústria | autoesporte

A produção de veículos teve queda de 7,1% no mês passado, quando comparada ao volume de junho de 2022. No total, 189,2 mil unidades foram montadas, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira, 7, pela Anfavea, a associação que representa as montadoras.

O número representa uma queda de 17% em relação à produção de maio, quando as montadoras reforçaram os estoques à espera da corrida dos consumidores às concessionárias por conta dos descontos de R$ 2 mil a R$ 8 mil patrocinados pelo governo.

O balanço mostra que a indústria automotiva produziu 1,13 milhão de veículos no primeiro semestre, ainda uma alta de 3,7% frente aos seis primeiros meses do ano passado.

Com o impulso dos descontos do governo, as vendas de veículos subiram 6,4% na comparação com junho de 2022 e 7,4% frente a maio, somando, no mês passado, 189,5 mil unidades na soma de todas as categorias.

Porém, boa parte dos carros vendidos já estava em estoque. Sabendo que os bônus autorizados pelo governo seriam consumidos rapidamente, as montadoras voltaram a parar a produção em junho, já que, apesar do repique estimulado pelo apoio federal, o mercado segue pressionado pelo aumento dos juros.

Neste mês, os ajustes continuam em fábricas da Renault e da General Motors (GM), que suspenderam, na segunda-feira, um turno de produção em São José dos Pinhais (PR) e São José dos Campos (SP), respectivamente.

A Volkswagen também volta a parar na semana que vem a produção do utilitário esportivo T-Cross no Paraná e vai dar, a partir de segunda-feira, dez dias de férias coletivas em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde monta os modelos Novo Virtus, Novo Polo e Nivus, além da picape Saveiro.

De janeiro a junho, 998,6 mil veículos foram vendidos no País, 8,8% a mais do que no primeiro semestre do ano passado. O balanço da Anfavea mostra ainda queda de 22,6% das exportações, no comparativo de junho com igual mês do ano passado.

Os embarques, de 36,6 mil veículos no mês passado, caíram 17,4% contra maio. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, as exportações tiveram queda de 7,7%, somando 227,2 mil unidades.

Segundo o levantamento da entidade, 505 vagas de trabalho foram fechadas em junho nas montadoras, que agora empregam menos de 100 mil pessoas.

Poder360

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Brasil

Haddad vê ‘equilíbrio’ na reforma e prevê aprovação fácil no Senado

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acredita que o projeto de reforma tributária não deve enfrentar dificuldades para ser aprovado também no Senado.

Os deputados federais aprovaram o texto em duas votações que entraram pela madrugada desta sexta-feira (7).

Haddad afirma que já conversou com senadores que, segundo ele, gostaram do texto aprovado na Câmara e elogiou a postura do presidente da casa, deputado Arthur Lira (PP-AL).

Durante a semana, o relator do projeto de reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), fez alterações no texto para atender às demandas de diversos setores da economia e também aos pedidos de governadores e prefeitos.

O ministro da Fazenda acha que o resultado final ainda assim, ficou equilibrado.

Ele acredita que um dos pontos mais polêmicos, a criação do Conselho Federativo que vai repartir a arrecadação nacionalmente, será pacificado em breve.

Diário do Poder

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Lula diz que Bolsonaro ainda enfrentará “muitos processos”

Lula e Bolsonaro são os únicos a se sair bem em todas as regiões do paísFotos: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa quinta-feira (6.jul.2023) que seu antecessor Jair Bolsonaro (PL) ainda enfrentará “muitos processos” porque foi o presidente “mais insano” que o Brasil já teve. Ele falava sobre a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que tornou Bolsonaro inelegível por 8 anos, em 30 de junho.

“Eu não discuto decisões do Judiciário. O ex-presidente vai ter muitos processos. Ele sabe que vai ter muitos processos porque provocou muitos processos. Esse país desde a proclamação da República nunca teve alguém tão insano exercendo o cargo de presidente”, declarou Lula em entrevista ao SBT.

Poder360

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Brasil

Gabriel Galípolo e Ailton Santos são nomeados diretores do Banco Central

Foto: Reprodução

O Diário Oficial da União desta sexta-feira (7) traz as nomeações de Gabriel Galípolo e Aílton Aquino para a diretoria do Banco Central. Os mandatos vão até fevereiro de 2027. Os dois foram sabatinados pelo Senado na última terça-feira e aprovados pelos parlamentares.

Gabriel Galípolo era o braço-direito do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi presidente do Banco Fator e também professor de Economia na PUC São Paulo.

Ailton Aquino, que se torna o primeiro negro a ocupar uma diretoria do Banco Central, foi auditor-chefe da instituição por 25 anos, além de ser formado em Ciências Contábeis e Direito.

Desde 2021, quando foi sancionada a lei que garantiu autonomia ao Banco Central, o presidente os diretores da instituição passaram a ter mandato fixo de quatro anos. No caso de Roberto Campos Neto, atual presidente, o mandato vai até 2024. Gabriel Galípolo é um dos cotados para substituí-lo.

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Brasil

Senado deve votar reforma tributária só no 2º semestre

Foto: Agência Senado

Aprovada na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (6), a reforma tributária só deve ser analisada pelo Senado no segundo semestre. Além disso, o texto deve ser alvo de diversas modificações e uma análise demorada.

Os senadores também indicam que será um longo processo até que se chegue a um consenso sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) no Congresso Nacional. Emendas à Constituição não podem ter divergências entre a Câmara e o Senado. Ou seja, os congressistas precisam chegar a um acordo e aprovar exatamente o mesmo texto nas duas Casas.

O texto do relator na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), foi aprovado em 1º turno por 382 votos. Já no 2º turno, foi aprovada por 375 votos. Precisava de 308 votos em cada um.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco disse contar com o “bom senso” dos parlamentares em relação ao momento de oportunidade para que o Congresso aprove o texto que tem nas mãos.

“Eu confio muito na obviedade sobre a necessidade da reforma tributária. Não se há mais que argumentar que é preciso amadurecer um pouco mais. De tão madura ela já está na hora de ser apanhada do pé.”

 

 

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Brasil

Reforma tributária: Saiba como votaram os deputados da Paraíba

Foto: Agência Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou, por 382 a 118 votos o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária em 1º turno. Veja como votou a bancada da Paraíba.

Dos doze deputados, apenas Cabo Gilberto (PL) foi contrário á proposta:

Blog do BG PB

 

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Brasil

Lula libera emendas e Câmara aprova texto-base da reforma tributária

Câmara aprova a Reforma Tributária em primeiro turno: 382 votos a favorFoto: Reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta sexta-feira (6) o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária. A discussão sobre um novo sistema tributário brasileiro se arrasta há quase 30 anos no Brasil.

A sessão foi encerrada antes da conclusão da votação em segundo turno à 1h53. Os deputados ainda precisam analisar destaques (mudanças) ao texto. A análise será retomada nesta sexta às 10h.

A votação na Câmara ocorre em dois turnos. As discussões que tiveram início às 11h desta quinta. Em segundo turno, foram 375 votos a 113 a favor da PEC e três abstenções. Em primeiro turno, foram 382 votos a favor e 118 votos contra. Eram necessários 308 votos para a aprovação da proposta. Finalizada essa etapa, o texto vai à análise do Senado.

Reforma tributária é aprovada em segundo turno na Câmara

Dessa vez, foi possível destravar a reforma após um esforço que uniu diferentes correntes políticas e econômicas, com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), atuando diretamente nas negociações, além do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e governadores, prefeitos e líderes partidários de diferentes correntes políticas.

Ainda que haja divergências sobre o texto, o entendimento é que a simplificação do sistema tributário é fundamental para atrair investimentos e desenvolvimento para o país, além de impulsionar o crescimento do produto interno bruto (PIB) do país.

O que é a reforma proposta

Em linhas gerais, a proposta da reforma tributária prevê a unificação de cinco tributos. A última versão também prevê zerar imposto sobre a cesta básica e criar o ‘imposto do pecado’.

IPI, PIS e Cofins, que são federais;

ICMS, que é estadual, e o ISS, que é municipal.

Esses tributos deixariam de existir e seriam criados dois impostos sobre valor agregado, os IVAs: um seria gerenciado pela União e outro teria gestão compartilhada por estados e municípios.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre a reforma

G1 e Metrópoles 

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