Brasil

Virginia Fonseca é alvo de ação do MP contra Blaze; indenização pedida chega a R$ 120 milhões

Foto: Reprodução/Instagram

Virginia Fonseca e a Blaze passaram a responder a uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Segundo o g1, o órgão pede que a plataforma e a influenciadora sejam condenadas ao pagamento de uma indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 120 milhões. A petição ainda será analisada pela Justiça.

De acordo com a reportagem, a ação aponta indícios de retenção sistemática de valores de usuários, bloqueio de contas e imposição de metas de apostas consideradas aparentemente inalcançáveis. O documento também reúne mais de 42 mil reclamações registradas contra a Blaze.

O Ministério Público afirma que a plataforma utilizou influenciadores digitais para atrair novos apostadores com promessas de ganhos rápidos e fáceis, principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade econômica.

Além da indenização, o MP pede a retirada de publicidades que prometam lucros ou sugiram renda extra, além da realização de uma campanha educativa sobre os riscos do jogo compulsivo e do superendividamento.

A reportagem lembra que, em junho deste ano, o MP já havia solicitado os contratos de publicidade firmados entre Virginia e a Blaze para investigar as estratégias de marketing adotadas pela empresa. Em 2025, a influenciadora também prestou depoimento à CPI das Bets, quando afirmou que sempre atuou dentro da legislação e negou que seus contratos previssem remuneração com base nas perdas dos apostadores.

Em nota enviada ao g1, a Blaze afirmou que ainda não foi formalmente intimada e disse que suas operações seguem a legislação brasileira e as diretrizes de jogo responsável. Até a publicação da reportagem, a defesa de Virginia Fonseca não havia se manifestado.

G1

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Brasil

Polícia Federal faz buscas por armas e munição na casa de Bolsonaro

Foto: Reprodução/ X @republiqueBRA

A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. Segundo um advogado de Bolsonaro, a decisão foi do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Durante cerca de 50 minutos, os agentes procuraram armas, munições e documentos de registro. Após a operação, Carlos Bolsonaro comentou o caso: “Ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura.”

Manutenção da prisão domiciliar e entrega de armas

Em 3 de julho, o ministro Alexandre Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar após o fim do prazo inicial de 90 dias. A decisão também revogou o Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente, “bem como a imediata apreensão de todas as armas de fogo a ele vinculadas”, após a apreensão de uma pistola registrada em seu nome durante uma blitz.

Na decisão, Moraes afirmou que a situação de Bolsonaro é incompatível com a posse de armas e determinou a entrega do armamento. A defesa informou ao STF que, das 10 armas citadas, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023 por determinação do TCU, enquanto as outras oito estariam guardadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Com isso, Moraes determinou que o Exército entregasse as oito armas à Polícia Federal em até 48 horas, além da confirmação da guarda das outras duas.

No último domingo (6), o Batalhão de Polícia do Exército informou ao STF que não estava com duas das oito armas citadas pela defesa. Segundo os militares, apenas seis foram entregues à Polícia Federal.

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Brasil

Senado aprova projeto que cria “Pix Pensão Alimentícia”; entenda

Foto: Carlos Moura

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7) um projeto de lei que cria um mecanismo de cobrança automática da pensão alimentícia – batizado como “Pix Pensão Alimentícia”.

O texto foi aprovado de forma simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos, e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na prática, o projeto permite que o recebedor de pensão alimentícia solicite à Justiça que receba mensalmente o valor definido diretamente da conta de quem paga o montante.

A ideia da proposta é, segundo a autora do projeto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), “otimizar” o trabalho estatal e evitar que o credor tenha que reclamar ao juiz em momentos de dívida.

“É simples. Se o pai tem saldo, não importa em que conta, a pensão cai. A lei fica mais moderna: é menos custo pro Estado e mais segurança para quem mais importa, a criança”, disse Tabata.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em abril de 2025 e aguardava despacho da Presidência do Senado. A relatora foi a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

A partir das datas determinadas em decisão judicial, é de responsabilidade da instituição financeira de quem paga realizar a cobrança do valor acordado. Caso não haja saldo na hora do pagamento, o banco responsável atuará para bloquear ativos financeiros de quem deve até que a dívida seja paga.

No âmbito da Justiça, o PL 4.978 de 2023 também define que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) compartilhe dados de pagamento de pensões alimentícias, bem como a relação de cobrança e dívida das partes envolvidas.

A pensão alimentícia é um direito destinado a garantir o conceito de subsistência, como alimentação, saúde, educação e lazer para filhos e dependentes.

O valor é calculado com base na regra do binômio: necessidade — de quem recebe — e possibilidade — de quem paga. O dever de pagar pode se estender a ex-cônjuges, outros parentes, gestantes e filhos de até 18 anos, com possibilidade de acréscimo até 24 anos caso o filho permaneça estudando ou sob necessidade do auxílio.

CNN

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PL marca para 25 de julho convenção que oficializa candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

Foto: Rodilei Morais/Estadão Conteúdo

O Partido Liberal (PL) marcou para 25 de julho a convenção nacional que oficializará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O evento será realizado no Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu, em São Paulo.

A convenção marcará o início oficial da campanha de Flávio ao Palácio do Planalto. Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador intensificou as agendas de pré-campanha e a apresentação de propostas para ampliar apoio entre o eleitorado.

Entre as medidas já anunciadas estão um pacote voltado à segurança pública e propostas direcionadas às mulheres.

Pela legislação eleitoral, os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas. A campanha eleitoral começa oficialmente em 18 de agosto.

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Moraes manda Exército entregar armas de Bolsonaro à PF em até 48 horas

Fotos: Rosinei Coutinho/SCO/STF e Adriano Machado/Reuters

O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira (6) que o Comando do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, entregue à Polícia Federal, em até 48 horas, as oito armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro que estão sob custódia da unidade.

Inicialmente, Moraes havia determinado que a defesa de Bolsonaro fizesse a entrega do armamento. No entanto, após os advogados informarem que as armas estão guardadas pelo Exército, o ministro transferiu a responsabilidade diretamente ao comando militar.

A defesa também informou que duas armas da marca Caracal já haviam sido entregues em 2023 por determinação do Tribunal de Contas da União. Moraes determinou ainda que a Polícia Federal confirme se esse armamento está, de fato, sob sua guarda. Na última sexta-feira (3), o ministro também revogou o Certificado de Registro de CAC de Bolsonaro.

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Ao desembarcar nos EUA para audiência sobre tarifas, Flávio Bolsonaro critica Lula: ‘Enquanto ele mostra o dedo do meio, vim defender os brasileiros’

Foto: Brenno Carvalho

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou neste domingo na capital dos Estados Unidos, onde participará de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O objetivo do encontro, segundo o presidenciável, é defender as empresas brasileiras das sobretaxas sinalizadas pelo governo de Donald Trump. Ao chegar em Washington, Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por mostrar o dedo do meio durante evento do governo.

— Enquanto o atual presidente manda o dedo do meio para o povo brasileiro, eu vim à Washington defender os brasileiros — afirma Flávio.

O petista fez o gesto na sexta-feira, durante discurso em uma cerimônia no Palácio do Planalto. Na ocasião, Lula defendia a ampliação do acesso à população de baixa renda a tratamentos de qualidade disponíveis para pessoas de maior poder aquisitivo.

— Precisamos acabar com essa ideia de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles (mostrando o dedo do meio). Nós gostamos de coisa boa, queremos tudo de primeira — declarou Lula.

A viagem de Flávio é a sexta vez que o senador vai aos Estados Unidos este ano, total que supera o número de idas a estados-chave para a corrida eleitoral de outubro. Na semana passada, o senador apresentou um documento ao órgão de comércio americano com a avaliação de que a sobretaxa, em análise pela gestão de Donald Trump, representaria “uma vitória política” ao presidente Lula.

O Globo

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Brasil

Brasil registra 685 mil casos de violência infantojuvenil em 5 anos; meninas representaram 62% das vítimas

Foto: Pixabay

As denúncias de violência contra crianças e adolescentes no Brasil cresceram 125% nos últimos cinco anos. Os registros passaram de 73.635 em 2020 para 165.413 em 2025, segundo dados do Ministério da Saúde analisados pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

No período, foram contabilizadas 685.629 notificações envolvendo vítimas de até 18 anos. As meninas representam 62% dos casos, enquanto os meninos correspondem a 38%.

Violência sexual é ocorrência mais registrada

A violência sexual foi a ocorrência mais registrada, com 34% das notificações. Em seguida aparecem negligência e abandono (33,3%) e violência física (32,9%).

A adolescência concentra 43% dos casos (294.010 registros), seguida pela primeira infância, com 37,5% (256.601 casos), e pela segunda infância, com 20% (135.018).

Maioria das agressões acontece em casa

O estudo também mostra que a maioria das agressões ocorre dentro de casa. A mãe foi apontada como autora em 34% das notificações e o pai em 26%.

Maior crescimento foi no Nordeste

Todas as regiões do país registraram aumento nas notificações. O maior crescimento ocorreu no Nordeste (+1.200%), seguido por Norte (+809%), Centro-Oeste (+508%), Sul (+421%) e Sudeste (+221%).

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PESQUISA DATAFOLHA: 65% dos brasileiros dizem que depender menos do governo melhora a vida

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Pesquisa Datafolha mostra que 65% dos brasileiros concordam com a frase: “quanto menos eu depender do governo, melhor estará minha vida”. É o maior percentual da série histórica.

Outros 31% afirmam que “quanto mais benefícios do governo eu tiver, melhor estará minha vida”, enquanto 4% não souberam responder.

Na primeira edição da pesquisa, em 2013, as opiniões estavam empatadas: 47% defendiam menor dependência do governo e 47% preferiam mais benefícios públicos.

Por gênero

Entre os homens, 71% afirmam que preferem depender menos do governo. Entre as mulheres, o índice é de 59%.

Por região

Regionalmente, o Sudeste registra o maior percentual dos que defendem menor dependência do governo, com 70%. Já o Nordeste concentra o maior apoio à ampliação dos benefícios governamentais, com 38%.

Por intenção de voto

No recorte por intenção de voto, 50% dos eleitores de Lula (PT) dizem preferir depender menos do governo, enquanto 45% defendem mais benefícios públicos. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 79% apoiam menor dependência do governo e 18% preferem ampliar os benefícios.

Dados da pesquisa

O Datafolha ouviu presencialmente 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 17 e 18 de junho de 2026. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. Nos estratos, a margem varia conforme a base. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09956/2026.

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Lula mostra dedo do meio ao defender que pobre “gosta de coisa boa”

Foto: Reprodução/Youtube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto com o dedo do meio durante um discurso nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A cena ocorreu enquanto ele defendia que a população de baixa renda também tem direito a serviços de qualidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto com o dedo do meio durante um discurso nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A cena ocorreu enquanto ele defendia que a população de baixa renda também tem direito a serviços de qualidade.

– Nós precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles [mostra o dedo]. Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos tudo de primeira. Tudo: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Acabar com essa bobagem – afirmou Lula.

O petista participou do evento de Entregas Simultâneas do Governo Federal para Moradia, Saúde e Educação. A cerimônia marcou o último dia em que ele podia realizar esse tipo de agenda antes do primeiro turno das eleições.

Na sequência, Lula criticou o modelo de dedução dos gastos com planos de saúde no Imposto de Renda. Segundo o presidente, parte desse custo acaba sendo bancada pelo poder público e nessa hora ele soltou um palavrão.

– O rico fala: “Eu tenho um bom plano de saúde, então eu tenho bons médicos porque eu pago”. Ele não paga p**** nenhuma. Ele desconta no Imposto de Renda o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta no Imposto de Renda quem paga somos nós, que deixamos de receber o dinheiro – disse.

Durante o discurso, o petista também voltou a defender o programa Agora Tem Especialistas, criado pelo Ministério da Saúde para reduzir as filas de consultas, exames e procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

– Vocês não sabem o que significa para mim esse “Agora tem Especialistas”. A gente está dizendo ao povo mais humilde que independente do berço que nasceu, da maternidade que nasceu, se nasceu com uma parteira ou em um hospital, se é preto ou branco, baixo ou alto, vai ter um tratamento de primeira classe neste país, porque é o que todo mundo precisa – declarou.

Pleno News

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Governo Lula começará a retirar subsídio de R$ 0,44 por litro à gasolina na semana que vem, diz ministro da Fazenda

Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira que o governo começará, na próxima semana, a reduzir o subsídio de R$ 0,44 por litro concedido à gasolina, diante da queda do preço do petróleo no mercado internacional.

“Há duas ‘pernas’ restantes, que é uma subvenção adicional no diesel, de R$ 1,12 por litro, e na gasolina, de R$ 0,44 por litro. Começando pela gasolina, que vai ser feita nos próximos dias, vamos fazer essa revisão, considerando que o cenário tem mudado”, disse.

Segundo Durigan, a intenção é retirar os subsídios de forma gradual. “A ideia é retirar totalmente no tempo com cuidado, como a gente ainda tem uma incerteza. O preço do petróleo não voltou totalmente ao valor pré-guerra (no Oriente Médio). Mas, certamente, esse é o objetivo.”

O subsídio à gasolina foi criado no fim de maio para reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre o preço dos combustíveis.

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