Brasil

PT ataca propostas de Haddad para os combustíveis, Lula silencia e ministro pode sofrer 3ª derrota

Perto de completar dois meses, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva expõe uma disputa ruidosa na sua área mais sensível. Em manifestações públicas nos últimos dias, o PT e líderes da legenda no Congresso fizeram coro contra a retomada da cobrança de impostos federais nos combustíveis e por uma nova política de preços para a Petrobras. A pressão petista atinge em cheio o principal ministro da legenda na Esplanada. O titular da Fazenda, Fernando Haddad, que defende a reoneração. E, por tabela, o presidente da Petrobras, o também petista Jean Paul Prates.

Lula deve arbitrar a decisão, que tem de ser tomada até a próxima terça-feira, quando termina o prazo da isenção do PIS/Cofins para gasolina e álcool. O tamanho do ministro da Fazenda no governo será medido até lá. A equipe econômica argumenta não haver espaço fiscal para a manutenção da desoneração sobre combustíveis. A prorrogação da medida custaria R$ 28,8 bilhões aos cofres públicos até o fim do ano. Haddad, que declarou no discurso de posse ser o “patinho feio” da Esplanada, corre o risco de fazer valer sua profecia e colher sua terceira derrota em dois meses.
Grupo político de Lula desafia decisões de Fernando Haddad Foto: Adriano Machado/Reuters

No fim do ano passado, o ministro brigou pelo fim da isenção de PIS/Cofins sobre gasolina e álcool, mas foi vencido pelo núcleo político. No dia 1.º de janeiro, Lula prorrogou a medida por dois meses. Outra derrota sofrida pelo ministro foi em relação à correção da tabela do Imposto de Renda. Haddad defendia a adoção da medida em 2024. Lula, porém, anunciou agora a correção, juntamente com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.320, em maio.

Nas duas ocasiões os movimentos de Lula foram antecipados em posts da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, no Twitter. Enquanto Haddad representava o Brasil no encontro do G-20, na Índia, Gleisi e outros líderes petistas recorreram às redes sociais para minar a ideia de reoneração, que, na prática, significa aumento no preço dos combustíveis na bomba. O temor de setores do PT e da ala política do governo é de que a alta dos preços no primeiro ano de governo possa atingir fortemente a popularidade de Lula e reacender a polarização radical da política nas ruas e no Congresso.

Reação

Anteontem, a presidente do PT escreveu: “Não somos contra taxar combustíveis, mas fazer isso agora é penalizar o consumidor, gerar mais inflação e descumprir compromisso de campanha”. Era uma resposta à entrevista do número dois de Haddad ao Estadão, Gabriel Galípolo, na qual ele defendeu a reoneração. Pela proximidade com Lula, o que Gleisi manifesta é lido na política como recado do próprio presidente.

Num efeito cascata, o líder do PT na Câmara, o deputado Zeca Dirceu (PR), endossou a mensagem da presidente do PT. “A prorrogação da desoneração deve seguir, na busca de não afetar o bolso da população”, afirmou também na rede social. O deputado Jilmar Tatto (PT-SP), secretário nacional de comunicação no PT, emendou, no Twitter, contra “o fim imediato da desoneração dos combustíveis”.

A redução dos preços virou bandeira do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que demitiu três presidentes da Petrobras e promoveu a desoneração para conter a alta, numa jogada que acabou virando uma dor de cabeça para seu sucessor e rival.

Amanhã, Lula tem uma reunião às 10h no Palácio do Planalto com Haddad, o presidente da Petrobras e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Este último representa a ala política. Até agora, o chefe do Executivo assiste em silêncio à fritura de Haddad e de Jean Paul Prates promovida publicamente pelo PT. O estilo de deixar a divergência vir a público para que ele arbitre é o mesmo que marcou os outros dois mandatos do petista. Desta vez, contudo, a agenda de Lula reforça que ele tem dado mais espaço para a ala política do governo.

Levantamento do Estadão mostra que, em quase dois meses de gestão, Lula teve 83 reuniões privadas com ministros da área política ante 14 com os da ala econômica. E há ministros desse último grupo que nem sequer foram recebidos, como Simone Tebet (Planejamento). O presidente esteve 33 vezes sozinho com o chefe da Casa Civil, o petista Rui Costa, e 11 vezes com Haddad.

As críticas do PT não avançam para um pedido de troca de Haddad ou do presidente da Petrobras. Tema que não está também na agenda do Planalto, ao menos por enquanto. Seja porque a mudança em pouco tempo de governo provocaria um desgaste para Lula, seja pela falta de alternativa. Com R$ 80 mil de salário no BNDES, ante os R$ 39 mil brutos pagos a Haddad, o economista Aloizio Mercadante já está adaptado ao Rio.
Lula esteve 33 vezes sozinho com o chefe da Casa Civil, o petista Rui Costa Foto: Adriano Machado/Reuters

Razão pela qual o discurso para preservar Haddad numa eventual nova derrota já está sendo construído. “Quando aprovou a PEC da Transição para reajustar o salário mínimo era política de governo e do ministro da Fazenda também. Não dá para falar: quando é benéfico, é o governo. Quando é ruim, é o ministro da Fazenda”, afirmou Tatto, que foi secretário de Haddad.

Em entrevista ao Estadão, o ministro da Justiça, Flávio Dino, expôs, porém, o que está por trás das críticas à política econômica. Para Dino, se Lula tiver problemas na economia, a extrema direita liderada por Bolsonaro voltará à cena. “O governo Lula vai melhorar a vida do povo? Se a resposta for sim, o golpismo tende a ser uma força declinante. Se o governo enfrentar dificuldades no resultado, aí abre espaço para a emergência do golpismo.”
Palavra final

Não à toa, Lula deixou claro que iria dar a última palavra na pauta econômica. Em discurso em 2 de dezembro do ano passado, o petista avisou que seria dele a palavra final sobre as decisões da política econômica. “Quem ganhou a eleição fui eu. Quero ter inserção nas decisões de economia. Sei o que é bom para o povo, sei o que é bom para o mercado”, afirmou na ocasião.

O cientista político Carlos Melo vê mais autonomia política do PT em relação ao Planalto do que no passado. “O terceiro governo de Lula é um campo em disputa. É ele quem arbitra, quem decide. Mas o presidente sempre decidiu por meio de cálculos políticos e, neste caso, não será diferente. A diferença é que Lula, hoje, após 580 dias na prisão, é mais centralizador do que era nos primeiros mandatos.”

Estadão

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Economia

CASO BRAISCOMPANY: Quem paga essa conta e de quem é a culpa?

Eu vou fazer um aparte no imposto de renda, e perder, porque nesse caso é perder mesmo, um tempinho fazendo uma crítica às autoridades no Brasil, que estão há pelo menos três anos recebendo denúncias e arquivando processos contra a Braiscompany.

Puxando pela memória, não é de hoje que a Braiscompany existe, na verdade o fato novo é que ela de fato parou de pagar os clientes.

Todos temos acompanhado o desdobramento da operação da Polícia Federal, cuja operação batizada de “Operação Halving” foi deflagrada no dia 16 na sede da companhia em Campina Grande, João Pessoa, e São Paulo.

Inclusive, segundo matéria publicada no Portal do Bitcoin, a 4ª Vara Federal de Campina Grande (PB) autorizou na sexta-feira (24) que a Superintendência da Polícia Federal na Paraíba solicite a inclusão dos nomes dos líderes da Braiscompany na lista de procurados da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal.

Fica o parabéns à Polícia Federal, até porque, a mesma, vem, desde 2020, quando de fato abriu o inquérito referente às operações da Braiscompany, tentando exaustivamente investigar e frear as operações da empresa.

A pergunta que faço é a seguinte: Passados três anos da abertura do inquérito, por que nenhuma medida foi tomada na época?

Com relação à Polícia Federal, a mesma ficou em tese engessada, pela ausência de alçada no quesito “crime contra a economia popular”, tendo a CVM arquivado os processos um a um, Ministério Público idem, e basicamente todos que denunciavam a empresa eram ameaçados judicialmente, inclusive essa que vos escreve.

O tempo passa e temos então um lapso de três anos aos quais a Braiscompany tem uma chancela velada das autoridades, pois uma vez que os processos vão sendo arquivados a empresa ganha mais e mais credibilidade. Ganhando mais e mais investidores.

Lembrando que sou daquelas que prega que todo mundo investe no que quiser. Mas com as autoridades sabendo formalmente da existência de irregularidades, não seriam elas responsáveis pelo menos por esse período em que fizeram “vistas grossas”?

Para deixar claro, estabeleci uma linha do tempo dos acontecimentos.

A Polícia Federal está desde 2020 na tentativa de tomar essa iniciativa, tendo inclusive, em 2021, segundo fontes que preferiram não se identificar, acionado a CVM, questionando a respeito da regularidade ou não da empresa, obtendo então, em resumo, a seguinte resposta – “QUE JÁ HAVIA COMUNICAÇÃO ANTERIOR A RESPEITO DA MESMA, E QUE NÃO SE TRATAVA DE CONTRATO DE INVESTIMENTO COLETIVO (CIC), E SIM DE CRIME CONTRA A ECONOMIA POPULAR”. Assunto portanto que sai da esfera da PF.

Vale lembrar ainda que nesse mesmo período, temos outra matéria do Portal do Bitcoin, datada de 10 de dezembro de 2020 – CVM e Ministério Público investigam Braiscompany, acusada de pirâmide, que noticia a dita denúncia anterior “ A CVM, autarquia que regula o mercado de capitais do Brasil, abriu em julho deste ano um processo administrativo (PA) para investigar a empresa, que pertence ao casal de empresários Antonio Neto Ais e Fabricia Ais. O PA é um dispositivo instaurado para averiguar se uma empresa está irregular ou não. “Ainda segundo o artigo do Portal “A pedido da CVM, o MP-Procon, órgão de defesa do consumidor do MPPB (Ministério Público da Paraíba), também investiga a Braiscompany, sediada em Campina Grande (PB), desde julho. Conforme apurou a reportagem, o promotor de Justiça Socrates da Costa Agra, diretor-regional do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do órgão, abriu um procedimento administrativo (PA) para apurar denúncias contra a empresa.”

Temos outra notícia muito relevante e assustadora, também do Portal do Bitcoin, “Donos da Braiscompany têm R$ 4 milhões em fundo de investimento próprio autorizado pela CVM – onde Segundo o portal especializado, esse fundo de investimento criado pelo casal Antonio Neto e Fabrícia Campos têm mais de R$ 3,9 milhões sob gestão e sim, pasmem, tinha autorização da CVM. A data de autorização do fundo é 2018…

Em 11 de janeiro de 2021, em matéria da Revista Veja, sai a seguinte notícia “A Braiscompany entrou na Justiça contra a Suno Research, acusando a casa de análise de calúnia, injúria e difamação por ter atacado sua imagem ao dizer que a empresa era uma pirâmide financeira, sem apresentar quaisquer provas. O fundador da Suno, Tiago Reis, fez uma série de postagens fazendo a acusação, alegando que as promessas de ganhos com aluguel de bitcoins de 10% a 15% ao mês eram típicas de pirâmides. A empresa conseguiu que o Tribunal de Justiça deferisse uma liminar determinando que a Suno retirasse do ar os links em que se fazia tal acusação.

O Declarando Bitcoin, havia noticiado , na época da discussão sobre o PL das criptomoedas, sobre a presença de Antonio Inácio da Silva Neto, como convidado especialista em blockchain, ao qual trouxemos inclusive a carta convite que o levou ao senado. Matéria essa que após reiteradas ameaças, foi retirada do ar (acabo de deixar ela pública novamente para quem quiser conferir quem o levou ao senado, íntegra aqui).

Enfim, isso tudo foi só para trazer a linha do tempo dos últimos anos do golpe, todos sabiam que existia uma prática irregular de oferta e de investimentos, basicamente todos os órgãos reguladores.

Essa é só a minha opinião, como sempre digo, não passo de uma guarda-livros, e a única denúncia que fiz foi a de trazer o nome da senadora que levou o CEO da pretensa pirâmide, ao congresso, ainda como especialista do setor. Aliás, parabéns a ela também, que deu um pouco mais de autoridade ao golpe, passando batom no assunto.

Para concluir, quem paga essa conta? Os investidores que perderam tudo, que são os mesmos que pagam impostos para terem os reguladores e autoridades trabalhando em tese para manter a ordem e legalidade do sistema.

Gente, eu não quero ser pessimista, mas temos mais empresas aí que são manchetes, são alvos de denúncias o tempo todo, e sabemos que as autoridades de fato não tomam nenhuma medida efetiva. O caso Braiscompany só nos ensina mais uma vez que onde tem fumaça tem fogo. Fica o alerta!

Texto escrito por Ana Paula Rabello e publicado originalmente no blog Declarando Bitcoin. Rabello é Contadora, Perita Judicial e Especialista em Imposto de Renda.

Com informações do Portal do Bitcoin

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Gastronomia

Confira as receitas de Pirarucu com purê de batata doce, cenoura, leite gengibrado e picles; e Bruschetta de pera, gorgonzola e mel trufado do Papo de Fogão

PIRARUCU, PURÊ DE BATATA DOCE CENOURA, LEITE GENGIBRADO E PICLES

Ingredientes:
Para o peixe
200g barriga de pirarucu
10 ml de azeite
1 pitada de sal de cada lado
1 pitada de pimenta de cada lado

Para o purê de batata doce cenoura
300 g de batata doce cenoura (laranja)
3 g de sal
50 g de manteiga

Para o leite gengibrado
100 ml de leite de coco (temperatura ambiente)
40 g de gengibre descascado
1 pitada de sal

Para o picles de cenoura e beterraba
1 cenoura média
1 beterraba média
200 g de açúcar
600 ml de água
300 ml vinagre de maçã
10 g sal

Modo de preparo:
1. Cozinhe a batata doce laranja com casca, quando estiver macia passe numa peneira fina e
devolva para uma panela, adicione a manteiga e mexa bem;

2. No liquidificador ou mixer, bata o leite de coco e o gengibre até ficar bem misturado. É
importante que o leite de coco esteja em temperatura ambiente;

3. Descasque a cenoura e a beterraba, corte em lâminas finas, reserve. Numa panela
adicione todos os itens para o picles e leve ao fogo até dissolver o açúcar e levantar fervura. Ponha a cenoura e a beterraba e deixe cozinhar por 1 minuto. Retire do fogo e deixe esfriar;

4. Em uma frigideira ou churrasqueira, ponha a barriga de pirarucu já temperada e deixe 5 a 6 minutos de cada lado, até que fique bem dourada;

5. Finalização: num prato de sua preferência, ponha o purê de batata doce de um lado e do outro a barriga do pirarucu, ao redor deles, ponha o leite de gengibre e sobre o purê o

6. picles de cenoura e beterraba.

Tempo de preparo: 15 min
Tempo de cozimento: 25 min


DICA RÁPIDA

BRUSCHETTA DE PERA, GORGONZOLA E MEL TRUFADO

Ingredientes:
1 Pão italiano
2 Peras
120g Gorgonzola
10g de Mel trufado
20g de Manteiga
Azeite

MODO DE PREPARO
Corte o pão em fatias de aproximadamente 1,5cm de espessura e reserve.
Quebre o gorgonzola em pedaços pequenos e reserve.
Descasque a pera, corte em cubinhos pequenos e reserve.
Passe azeite dos 2 lados do pão e leve a uma assadeira pré-aquecida para dourar os 2 lados;

DICA: Uma brusqueta deve ser dourada e crocante por fora e macia por dentro.

Nessa mesma assadeira coloque a manteiga … depois de derreter coloque as peras já cortadas em cubinhos e deixe dourar levemente;
Após dourar coloque a pera sobre as torradas, em seguida o gorgonzola, finalize com mel trufado e bom apetite!

Tempo de preparo: 6 min
Tempo de cozimento: 8 min

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Paraíba

Câmara de Conde discute lei que permite sacrifício de animais nesta segunda

A Câmara Municipal de Conde deverá discutir, nesta segunda-feira (26) lei que permitia a matança de animais apreendidos na cidade. Durante a sessão agendada para as 14h, será apresentado uma proposta elaborado por setores ligados a proteção dos animais e academia em substituição a lei que foi suspensa neste sábado (25) pela prefeita Karla Pimentel.

A nova proposta deverá ser apresentada pela vereadora Munique Marinho.

De acordo com o advogado Francisco José Garcia, coordenador do núcleo de Justiça Animal da Universidade Federal da Paraíba afirmou que somente a suspensão da lei não resolve o problema.

“É preciso e são necessárias determinações novas e políticas publicas inovadoras de proteção e defesa dos animais principalmente dos que estão em extrema vulnerabilidade no município de Conde e essa suspensão que a prefeitura já promoveu da execução da lei não a retira do mundo jurídico ela continha vigorando do mesmo jeito. Tanto é que, se na próxima semana, a prefeitura voltar atrás na suspensão a lei volta a vigorar nos mesmos modos que hoje,” afirmou.

MaisPB

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Mundo

Naufrágio de barco de imigrantes deixa mais de 40 mortos na costa da Itália

Os imigrantes vinham do Irã, Paquistão e Afeganistão e o barco teria naufragado após colidir em pedras por causa do mau tempo na região, de acordo com informações da agência de notícias Adnkronos.

A busca por sobreviventes e por corpos também foi prejudicada por causa do mau tempo ao longo do dia.

Sobreviventes contaram aos resgatistas que entre 180 e 250 pessoas estavam no barco, reporta a Ansa. Já a agência de notícias Adnkronos diz que o número de pessoas embarcadas passava de 100.

O Mediterrâneo é o local do mundo com mais imigrantes desaparecidos, de acordo com o projeto Missing Imigrants (Imigrantes Desaparecidos), da Organização Internacional para as Migrações. Desde 2014, foram cerca de 26 mil pessoas.
Itália aprovou novas regras sobre resgate de imigrantes

O naufrágio ocorre apenas poucos dias após o Parlamento italiano aprovar regras controversas sobre o resgate de imigrantes.

A nova lei exige que os navios humanitários realizem apenas um resgate por vez, o que, para os críticos ao texto, aumenta o risco de morte no Mediterrâneo central, cuja travessia é considerada a mais perigosa do mundo para os migrantes.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, líder do partido de extrema direita Fratelli d’Italia (FDI), assumiu em outubro com a promessa de reduzir o número de imigrantes que chegam ao país.

Neste domingo, Giorgia Meloni lamentou as mortes, que atribuiu à “ilusão de uma imigração sem regras” criada por aqueles que ajudam as pessoas em situação de vulnerabilidade a atravessarem as fronteiras. “Expresso minha profunda tristeza pelas vidas humanas perdidas pelos traficantes de pessoas”, afirmou Meloni.

Já Carlo Calenda, ex-ministro e líder do partido centrista Azione, defendeu o resgate das vítimas do naufrágio de hoje. “As pessoas no mar devem ser salvas custe o que custar, sem penalizar quem as ajuda”, publicou no Twitter.

Com informações da RFI

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Brasil

Número de mortos em chuvas no litoral norte de SP sobe para 63

O número de mortos após as fortes chuvas que atingiram o litoral norte paulista no último final de semana subiu para 63 neste domingo (26), segundo balanço da Defesa Civil.

São 62 vítimas em São Sebastião e uma em Ubatuba. Segundo boletim do governo do estado, 54 já foram identificados e liberados para o sepultamento –19 homens adultos, 17 mulheres adultas e 18 crianças. Duas pessoas seguem desaparecidas.

“Atualmente, a prioridade segue no socorro às vítimas e no atendimento aos mais de 2.251 desalojados e 1.815 desabrigados”, informou em nota enviada à imprensa.

As equipes de resgate entraram no sétimo dia de buscas neste sábado. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou a criação de uma gerência estadual para acompanhar de perto os trabalhos de reconstrução em São Sebastião.

O governador também visitou as 43 famílias agora instaladas em hotéis. “É comovente ver a solidariedade dos brasileiros e das empresas que tem nos procurado para oferecer de tudo, incluindo construção de casas, terrenos etc. Eles abriram as portas desse clube e acolheram 43 famílias oferecendo todas as refeições”, disse ele, em declaração.

“Com isso, foi possível liberar uma escola onde elas estavam abrigadas provisoriamente e retomar as atividades.”

O governo do estado também anunciou busca ativa por terrenos seguros para iniciar, “o mais rápido possível”, a construção de casas para os atingidos pelas tempestades.

São Sebastião registrou mais de 600 mm de chuva em 24 horas no último final de semana. Alagamentos e deslizamentos de morros deixaram estradas e rodovias destruídas ou bloqueadas e moradores e turistas – que foram passar o feriado prolongado de carnaval na praia – ilhados.

O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) liberou, na noite de quinta-feira (23), o tráfego de veículos no km 174 da rodovia Rio-Santos (SP-055), no trecho entre São Sebastião e Ubatuba.

CNN

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Brasil

ORÇAMENTO SECRETO: Vice-líderes e ministros de Lula solicitaram R$ 331 milhões


Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu, no dia 17 de fevereiro, os nomes dos seus 15 vice-líderes na Câmara dos Deputados. Quatro desses parlamentares realizaram solicitações de emendas de relator, conhecidas como “orçamento secreto”, que totalizam R$ 123 milhões, segundo levantamento feito pelo Metrópoles.

Considerando também as quantias requeridas por ministros do atual governo, a soma de indicações do núcleo próximo ao atual presidente chega a R$ 331 milhões. Esses recursos financeiros, solicitados em 2022, devem ser liberados a partir deste ano.

As emendas de relator, código RP9, foram alvo de duras críticas de Lula durante a campanha eleitoral de 2022. O então candidato à Presidência chegou a classificar esses pagamentos como a “maior vergonha deste país”. Por meio desse mecanismo, não fica claro o quanto do valor indicado será realmente empenhado, mesmo sob o governo de Lula.

Entre os vice-líderes do governo na Câmara, Damião Feliciano (União-PB), Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT), Pedro Paulo (PSD-RJ) e Igor Timó (Podemos-MG) pleitearam aporte financeiro do orçamento secreto. Esses parlamentares solicitaram recursos, inclusive, após o primeiro turno da eleição presidencial, quando a vitória de Lula ficou iminente.

Na lista de indicações das emendas de relator, figuram os ministros: Carlos Fávaro (PSD-MT), da Agricultura; Daniela do Waguinho (União-RJ), do Turismo; Juscelino Filho (União-MA); das Comunicações; André de Paula (PSD-PE), da Pesca; e Alexandre Silveira (PSD-MG), de Minas e Energia.

Metrópoles

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Paraíba

Motorista morre após caminhão com combustível explodir na BR-230

Um caminhão-tanque explodiu no final da tarde deste sábado (25) na BR-230, km 428, após capotar entre os municípios de Pombal e São Domingos, no Sertão paraibano.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o motorista morreu ainda no local.

O caminhão estava carregado de combustíveis, o que facilitou a explosão. De acordo com o Corpo de Bombeiros, apenas o motorista estava dentro do veículo durante a explosão.

Ainda não há qualquer identificação do motorista ou da empresa que o caminhão-tanque funcionava.

MaisPB

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Brasil

Em busca de retomar influência no governo, MST quer indicar nome no Incra

Foto: Divulgação/Flickr/MST

Depois de um recuo tático durante a gestão Bolsonaro, em que praticamente abandonou as invasões, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) busca, com a volta de Lula ao Palácio do Planalto, recuperar a influência que mantinha no governo nos anos petistas.

Apesar da proximidade histórica com o PT, o movimento garante que fará pressão se o programa de distribuição de terras não for retomado. Na largada, já há insatisfação pela demora na indicação do novo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão subordinado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Segundo integrantes do grupo, uma das consequências é a permanência de nomeados pela gestão anterior no comando de superintendências regionais.

João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST, diz que a indefinição, após mais de 50 dias de governo, faz com que a “luz amarela” na relação com o governo se acenda:

— Sem nomeação, não temos diálogo com o governo. O ministério cuida dos temas gerais da agricultura familiar, mas a questão da terra é com o Incra. Precisamos da indicação da direção para retomar o programa de reforma agrária.

Rodrigues ainda lembra que há questões pendentes em assentamentos, como instalação de água encanada ou escolas, que estão paradas desde o governo Dilma Rousseff (2011-2016) e dependem do Incra. Procurada, a pasta disse que o presidente do Incra será anunciado amanhã.

Criado em 1984, o MST viveu o auge de suas ações durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Nos anos Lula, o movimento manteve inicialmente o ritmo de invasões, que com o tempo foram reduzidas. No governo Dilma, as desapropriações de terra foram reduzidas, mas, na mesma época, o MST passou a se voltar para a produção de alimentos sem uso de agrotóxicos.

Durante a gestão Bolsonaro, o movimento optou por evitar embates diretos e praticamente cessou as invasões, ao mesmo tempo em que buscava de forma mais intensa o apoio da classe média urbana com a sua política de venda de produtos saudáveis.

Agora, o MST cobra do novo governo um compromisso com uma reforma agrária agroecológica, com foco em alimentos saudáveis. O plano é retomar mobilizações em abril e voltar a promover invasões se, até lá, o governo não der sinais de que vai iniciar desapropriações.

O Globo

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Brasil

Bolsonaro participa de homenagem a Eduardo em evento de caçadores nos EUA

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho dele, participaram de uma cerimônia promovida por uma organização americana de caçadores na noite de sexta-feira (24), que contou com uma homenagem ao parlamentar. Nas redes sociais, Eduardo disse que recebeu a honraria de legislador internacional do ano.

O evento foi realizado pelo Safari Club International, na cidade de Nashville. Bolsonaro e Eduardo viajaram ao lado do ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Embratur Gilson Machado.

Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o fim de 2022. Ele viajou para o país em 30 de dezembro, um dia antes do fim do mandato dele à frente do Palácio do Planalto.

O ex-presidente disse que pretende voltar para o Brasil em março para liderar o movimento de oposição ao atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com Bolsonaro, ele é o único político capaz de assumir o posto de líder nacional da direita e fazer frente a Lula.

R7

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