MPPB

MP-Procon cria cadastro online para consumidores lesados pela Braiscompany

O MP-Procon, órgão do Ministério Público da Paraíba, disponibiliza a partir desta quinta-feira (2), um formulário online para o cadastro de reclamações dos consumidores que possuem contratos com a Braiscompany.

O objetivo é coletar informações sobre a extensão dos danos causados pela empresa à população. As informações obtidas serão anexadas ao inquérito civil instaurado, que encontra-se em sigilo. O MPPB também orienta os consumidores sobre as formas possíveis de pleitear seus direitos na Justiça e esclarece o papel do órgão ministerial no processo, frisando que ao Judiciário compete julgar as demandas formuladas pelo Ministério Público (ação civil pública) ou diretamente pelas pessoas eventualmente lesadas (ações individuais).

O diretor-geral do MP-Procon, Romualdo Dias, explicou que o órgão tem atendido um grande número de pessoas com dúvidas sobre como devem agir e até como tramita um processo judicial. Ele explicou que, até o momento, o MPPB requereu medidas cautelares na Justiça, a partir dos fatos investigados, com o objetivo de preservar o direito de reparação dos consumidores (por meio do bloqueio de valores em contas bancárias e aplicações financeiras da empresa), em caso de futura condenação judicial. O promotor de Justiça preside o inquérito civil que tramita no MPPB com o objetivo de investigar o modelo de negócio envolvendo criptomoedas.

MPPB pode ajuizar ACP

A investigação instruída pelo MP-Procon pode resultar em outras medidas judiciais (além da ação cautelar já ajuizada), a exemplo da ação civil pública (ACP). Nesse tipo de ação, o Ministério Público pleiteia o direito dos consumidores de forma coletiva, com vistas à reparação dos danos financeiros causados. A ACP é julgada pelo Poder Judiciário.

Caso a decisão da Justiça transitada em julgado (quando extingue-se a possibilidade de recursos das partes) seja favorável ao MPPB e consequentemente aos consumidores, cada pessoa enquadrada na situação pleiteada deverá requerer individualmente (por meio de advogado particular ou de defensor público, conforme os artigos 95 e 97 do Código de Defesa do Consumidor e a REsp 1758708/MS) a execução da sentença, que, nesse caso, seria o pagamentos dos valores requeridos. A tramitação de uma ação civil pública é demorada, devido a necessidade de que sejam cumpridas todas as fases do devido processo legal.

Ações individuais: Justiça Comum ou Juizado Especial

De acordo com o MP-Procon, os consumidores também podem ingressar com ações individuais diretamente na Justiça Comum, por meio de advogado ou defensor público legalmente constituído, sem limite de valor da causa. Os processos no Juizado Especial (também conhecido como “juizado de pequenas causas”) costumam tramitar de forma mais célere e, diferentemente dos que tramitam na Justiça Comum, não implicam altos custos aos autores. No entanto, são limitados a causas de até 40 salários mínimos.

“Nos contratos em que o dano varia entre 20 e 40 salários mínimos, poderá o consumidor utilizar-se do Juizado Especial Cível de sua cidade sendo representado, obrigatoriamente, por advogado ou defensor público. Já nos casos de danos inferiores a 20 salários mínimos é dispensável a representação por advogado ou defensor público, ou seja, o consumidor poderá recorrer diretamente ao Juizado Especial Cível de sua cidade”, explicou o promotor de Justiça, Romualdo Dias.

Segundo o diretor do MP-Procon, as demandas recebidas pelo órgão apontaram necessidade de mostrar que o Ministério Público atua dentro do que lhe compete, e também de esclarecer sobre as nuances que envolvem um processo judicial. “Há pessoas, por exemplo, que acham que tudo se encerra com a atuação do MP, e cobram uma celeridade e uma resolutividade que foge às competências do órgão ministerial. Vamos continuar defendendo os direitos dos consumidores afetados, buscando os melhores meios, mas precisamos explicar que é ao Poder Judiciário que compete o julgamento das ações impetradas e, em caso de sentença favorável, a cada envolvido caberá atuar para a sua execução. Não é algo automático e imediato, mas estamos empenhados em buscar que se faça justiça”, afirmou.

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Paraíba

Enfermeiros fazem protesto em JP contra cortes de gratificações

Enfermeiros da Paraíba protestam, nesta quinta-feira (2), contra o corte de gratificações dos salários após inserção do piso da categoria, estabelecido neste mês para servidores públicos estaduais. A manifestação acontece em frente à Secretaria de Estado da Saúde (SES), no bairro da Torre, em João Pessoa.

Em nota, os manifestantes informaram que “a implantação do piso nacional da rnfermagem não serve como justificativa legal ou moral para a retirada de gratificações e adicionais dos profissionais da enfermagem da Paraíba”.

A SES informou que os profissionais de saúde serão recebidos pelo secretário Jhony Bezerra, para apresentação das demandas da categoria.

Com informações do Portal T5

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Brasil

MST invade áreas produtivas e agro fala em estímulo à ‘polarização ideológica’


Foto: Reprodução

As primeiras ações significativas do Movimento dos Sem Terra (MST) durante o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva provocaram imediata reação do agronegócio, acentuando o clima de desconfiança do setor sobre a garantia de segurança jurídica no campo. Desde segunda-feira, 27, cerca de 1,7 mil integrantes do MST invadiram três fazendas de cultivo de eucalipto da empresa Suzano Papel e Celulose, nos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas, no sul da Bahia.

O movimento atribuiu as ações à demora do governo em nomear o comando nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Líderes sem-terra também reclamam do que consideram uma lenta substituição nas superintendências estaduais. As invasões, com dois meses de governo, contrariam o discurso de Lula na campanha. O petista chegou a dizer que o MST não ocupava propriedades produtivas, como são as áreas da Suzano.

Recriado na atual gestão, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o titular da pasta, o petista Paulo Teixeira, foram procurados pela reportagem, mas não haviam se manifestado até a conclusão desta edição. O Incra divulgou um comunicado protocolar apenas.

O silêncio do governo em assunto sensível para empresas e entidades do agronegócio foi mal recebido no setor. A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura – que reúne centenas de entidades, empresas e representantes do setor financeiro, incluindo a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), além de Cenibra, Cargill, Carrefour, bancos Bradesco e BTG Pactual, entre outras -, divulgou nota de repúdio na qual afirma que a invasão de áreas produtivas da Suzano podem “alimentar a traumática polarização ideológica” no País.

“O ato ignora preceitos constitucionais e prejudica a geração de emprego e renda na região”, diz a Coalizão, para quem “a ocupação de imóveis que cumprem esta função social não pode ser aceita em hipótese alguma”. “Vale destacar que os primeiros afetados pela paralisação de um empreendimento são aqueles diretamente envolvidos em sua operação. Além disso, as invasões podem alimentar a traumática polarização ideológica que acomete o cenário político nacional. A sociedade tem mais a ganhar se nos dedicarmos a reconstruir pontes.”

Mulheres

Essas foram as primeiras ocupações em massa do MST desde o início do terceiro governo Lula. As invasões mobilizaram sobretudo mulheres em alusão ao 8 de março, Dia Internacional da Mulher. “Apesar de termos expectativas com o governo Lula em relação à reforma agrária, o MST acendeu o alerta amarelo diante da demora do governo federal em nomear a presidência do Incra”, disse Eliane Oliveira, da direção nacional do MST na Bahia. Conforme ela, as áreas invadidas correspondem a “latifúndios de monocultura de eucalipto”.

A invasão teve início na segunda-feira e prosseguiu até a tarde de anteontem, segundo a Polícia Militar da Bahia. Os sem-terra chegaram em vários comboios que saíram de assentamentos da região e de outros locais do Estado.

A Suzano afirma, em nota, que suas propriedades foram danificadas durante as invasões. “Tais atos violam o direito à propriedade privada e estão sujeitos à adoção de medidas judiciais para reintegrar a posse dessas áreas”, diz a empresa.

“A companhia reitera que cumpre integralmente as legislações ambientais e trabalhistas aplicáveis às áreas em que mantém atividades, tendo como premissas em suas operações o desenvolvimento sustentável e a geração de valor e renda, reforçando assim seu compromisso com as comunidades locais e com o meio ambiente”, diz a empresa no comunicado.

Segundo a Suzano, apenas no sul da Bahia, a empresa gera aproximadamente 7 mil empregos diretos, mais de 20 mil postos de trabalho indiretos e beneficia cerca de 37 mil pessoas pelo efeito renda, conforme metodologia adotada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Iba.

Retomada

A Suzano já foi alvo do MST em outras ocasiões. Em 2015, durante o governo Dilma Rousseff (PT), cerca de mil mulheres invadiram a FutureGene, empresa de pesquisa de genética vegetal do grupo, em Itapetininga, no interior de São Paulo. No ocasião, as militantes destruíram milhares de mudas de eucalipto geneticamente modificado. Em 2007, no segundo governo de Lula, o MST invadiu e provocou danos em uma fazenda da empresa na mesma cidade paulista.

Nos dois primeiros mandatos de Lula (2003-2010), foram registradas 1.968 invasões de terras no Brasil. O MST diz que as ações vão continuar e afirma que pretende negociar com os governos federal e estaduais a retomada da reforma agrária, além de um projeto para a agricultura familiar. “Vamos retomar a luta pela terra com as ocupações de terras, marchas, formação com as mulheres, ações de solidariedade, com doações de alimentos e doações de sangue”, afirmou Margarida Silva, da coordenação nacional.

Nas ações no sul da Bahia, uma quarta área, a Fazenda Limoeiro, de outro proprietário, foi ocupada no município de Jacobina. A Suzano e o proprietário entraram com ações de reintegração de posse.

O Incra não deu detalhes sobre eventuais ações para mitigar o conflito na região. Segundo o órgão, a legislação prevê que a verificação de produtividade está condicionada à vistoria e fiscalização dos imóveis. Em caso de invasão, o imóvel rural não pode ser vistoriado, avaliado ou desapropriado nos dois anos seguintes à sua desocupação.


Estadão Conteúdo

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Paraíba

VÍDEO: População de Boqueirão faz festa e até carreata para comemorar divórcio de um casal

Um vídeo inusitado que viralizou nas redes sociais mostra os moradores de Boqueirão, no agreste da Paraíba, comemorando o divórcio de um casal muito conhecido na cidade.

A farra teve direito a fogos de artifício, paredão de som e até uma carreata.

O nome do casal ainda não foi divulgado, mas sabe-se que o fim desse casamento era algo muito esperado olha cidade.

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Paraíba

Prefeito de São Mamede, Umberto Jefferson é um dos alvos da Polícia Federal e Gaeco

A casa do prefeito de São Mamede, Umberto Jefferson Morais de Lima, é um dos alvos dos mandados de uma operação realizada pela Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta quinta-feira (2).

Até o momento a operação ‘Festa no Terreiro’ já realizou a apreensão de mais de R$ 250 mil em espécie e de um veículo de luxo, nos locais onde ocorreram as buscas.
“FESTA NO TERREIRO”: PF deflagra operação contra fraudes em licitações na PB

PF encontra mala recheada com R$ 100 mil durante operação que mIra fraudes em licitações na PB

 

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Paraíba

PF encontra mala recheada com R$ 100 mil durante operação que mIra fraudes em licitações na PB

Até o momento, mais de R$ 250 mil reais e um carro foram apreendidos durante a operação Festa no Terreiro, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (2) em João Pessoa e Patos.

Na residência de um dos investigados, as equipes encontraram uma mala com cerca de R$ 100 mil reais. Em outro local também foram encontrados R$ 150 mil em uma caixa trancada e R$ 13 mil em um cofre.

O nome do suposto “dono” da quantia não foi revelado. Além disso, a PF informou que a Prefeitura de Patos não é um dos alvos da ação.

Saiba mais: “FESTA NO TERREIRO”: PF deflagra operação contra fraudes em licitações na PB

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Paraíba

“FESTA NO TERREIRO”: PF deflagra operação contra fraudes em licitações na PB

A Polícia Federal, com apoio do Gaeco, deflagrou na manhã desta quinta-feira (2) a Operação Festa no Terreiro, com o objetivo de combater esquema de direcionamento de licitações, desvios de recursos, corrupção e lavagem de dinheiro que causaram prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$ 8 milhões.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Patos e 1 em João Pessoa.

Os crimes investigados são Frustração do caráter competitivo de licitação, Violação de sigilo em licitação, Afastamento de licitante, Fraude em licitação ou contrato, Peculato Corrupção passiva e Corrupção ativa.

A Operação Festa no Terreiro é um desdobramento da Operação Bleeder, deflagrada logo após o primeiro turno das eleições 2022, no dia 14 de outubro.

O nome é uma referência ao linguajar utilizado pelos investigados ao combinar o resultado de licitações.

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Paraíba

VÍDEO: “O povo brasileiro foi traído”, dispara Nilvan ao criticar Lula sobre retorno de impostos dos combustíveis

O radialista e ex-candidato ao governo do estado, Nilvan Ferreira (PL), durante participação no programa Olho Vivo da TV Diário do Sertão, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com relação ao retorno de impostos federais que resultarão no aumento dos combustíveis.

Segundo Nilvan, Lula não está cumprindo com o que prometeu durante a campanha eleitoral. Conforme o político, “o povo brasileiro foi enganado, traído” pelo petista.

“Foi uma traição que foi feita, uma promessa não cumprida do presidente Lula de agora voltar o imposto que Bolsonaro já tinha prometido na campanha: ‘o imposto federal sobre o combustível 2023 eu vou manter zerado para não aumentar o preço dos combustíveis’”, destacou.

O governo federal decidiu retomar a cobrança de impostos sobre os combustíveis a partir desta quarta-feira (1º). A decisão foi tomada durante reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na última segunda-feira (27).

Diário do Sertão

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Paraíba

Distribuidora Vibra pode pagar multa de R$ 5 milhões por aumentar gasolina em JP sem justificativa

Mais uma distribuidora de combustíveis foi autuada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor. Trata-se da empresa Vibra, representante da Bandeira BR, após a constatação de denúncia de aumento de preço para a gasolina, sem justificativa, desde o último dia 25 de fevereiro. O reajuste foi verificado na plataforma oficial de pedidos da Vibra. A empresa pode ser multada em R$ 5 milhões.

A distribuidora, que terá o prazo legal para se defender, foi denunciada de forma anônima, mas já com provas suficientes de elevação no valor de venda da gasolina comum de R$ 0,6895 desde o último dia 25 de fevereiro.

De acordo com o secretário Rougger Guerra, não há qualquer justificativa para o aumento desse produto nesse período e em tal patamar, seja por uma maior incidência tributária, seja pelo preço oficial nas refinarias.

“Isso fere frontalmente o artigo 39, incisos V e X do CDC, se constituindo prática abusiva. Esse tipo de irregularidade requer uma penalidade à altura e que tenha todo o rigor da lei e seja proporcional ao potencial lucrativo da medida irregularmente adotada”, afirmou.

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Brasil

VÍDEO: Lula ataca empresas de aplicativos e diz que elas “exploram trabalhadores”


Foto: Ed Alves/CB/DA.Press

O presidente Lula (PT) voltou a atacar as empresas de aplicativo que terceirizam serviços de carona e de entrega de comida, como Uber e iFood, nesta quarta-feira (1º).

“As empresas de aplicativos exploram os trabalhadores como jamais foram explorados”, disse Lula em discurso para a Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas.

Veja o vídeo:

Ele estava comparando essas startups a fábricas que “já não têm a quantidade de trabalhadores que tinham”.

“Cabe aos dirigentes sindicais representar os trabalhadores para a seguridade social que os trabalhadores estão perdendo em todo o mundo”, acrescentou.

Em janeiro, Lula já tinha afirmado que trabalhadores de aplicativos não seriam empreendedores, mas sim trabalhadores de “bico”, uma declaração equivocada.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), também tem criticado essas empresas e chegou a dizer em fevereiro que “não se preocupa” com uma hipotética saída da Uber do Brasil.

O Antagonista

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