Mundo

Consumo de bebidas alcoólicas pode acelerar desenvolvimento de Alzheimer, revela pesquisa

Um estudo em animais realizado pela Wake Forest University School of Medicine, nos Estados Unidos, constatou que, mesmo em quantidades moderadas, a ingestão de bebidas alcoólicas pode acelerar o processo de atrofia cerebral relacionado ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. A pesquisa foi publicada no periódico Neurobiology of Disease.

Os cientistas identificaram que o álcool provoca a perda de células cerebrais e aumento do número de placas amiloides, que são o acúmulo de proteínas tóxicas para os neurônios e as ligações que eles precisam ter para manter o processo cognitivo.

Para a análise, os pesquisadores utilizaram modelos de camundongos da patologia relacionada à doença de Alzheimer, com uma abordagem de consumo crônico por dez semanas. Assim, os animais tiveram a opção de consumir água ou álcool, reproduzindo o comportamento de escolha humano.

A partir daí, eles puderam observar como o consumo moderado e voluntário de álcool alterava a função e o comportamento saudável do cérebro e se havia modificações associadas aos estágios iniciais da doença de Alzheimer.

Em relação às placas amiloides, o grupo de cientistas concluiu que o álcool aumentava o número de placas menores, potencialmente preparando o terreno para um futuro crescimento da proliferação de placas.

Além disso, eles também constataram que a abstinência aguda de álcool aumentou os níveis de beta-amilóide, que é um componente-chave das placas amilóides que se acumulam na doença de Alzheimer.

Ainda entre as descobertas, os pesquisadores puderam observar que o consumo moderado de bebidas alcoólicas provocava alterações em comportamentos relacionados à ansiedade e demência, assim como um aumento na quantidade de açúcar no sangue e nos marcadores de resistência à insulina, o que aumenta o risco não apenas para a doença de Alzheimer, mas também para outras doenças, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

R7

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Paraíba

Paraíba é o quinto estado com mais famílias sob risco de despejo, aponta estudo

Cerca de 11.264 famílias estão sob risco de despejo no estado da Paraíba, segundo estudo da Campanha Despejo Zero, da ONG Habitat para a Humanidade Brasil. O estado é o quinto no país com o maior número de famílias ameaçadas de despejo. Conforme os números, 7.764 dessas famílias estão localizadas na capital João Pessoa, enquanto o restante está espalhado por 13 municípios e vivem em ocupações irregulares.

O levantamento mostra que a Paraíba contabiliza 74 conflitos, de diferentes naturezas, como motivadores pela possibilidade de despejo das pessoas. A comunidade Aratu, na capital paraibana, envolve um dos maiores contingentes de famílias que podem perder as moradias, no caso 1.200 famílias. Ao todo, cerca de 49 mil pessoas já foram afetadas pelo despejo ou, no mínimo, convivem com a possibilidade disso acontecer.

Os dados obtidos são referentes até o dia 14 de fevereiro e podem estar subnotificados, segundo a ONG responsável pelo estudo.

O levantamento mostra também que o estado com o maior número de pessoas nessa situação, em todo o país, é o de São Paulo, com 63.781, seguido por Amazonas com 29.672, além de Pernambuco com 21.552 e Rondônia com cerca de 13.806. Nesse ranking, a Paraíba aparece na quinta colocação nos dados nacionais.

No Brasil inteiro, 1.115 conflitos envolvendo disputas por terra e moradia foram identificados pelo levantamento. Desde 2020, 36.566 famílias já foram oficialmente despejadas de suas moradias no território brasileiro.

G1

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Opinião

J. R. GUZZO: O governo Lula é uma fábrica de mentiras

O presidente da República acaba de dizer, com a combinação de má-fé, de má-educação e de ignorância que habitualmente utiliza quando quer se exibir como “chefe de Estado”, que o Brasil não cresceu “nada” em 2022. É uma mentira grosseira, mal-intencionada e irresponsável. O Brasil cresceu 3% no ano passado — mais do que a China, a maravilha permanente da economia universal, coisa que não acontecia havia mais de 40 anos. Como assim, “nada”? Na mesma linha: a Petrobras, que, segundo ele, está em “ruínas” e precisa ser “reconstruída”, deu lucro de quase R$ 190 bilhões em 2022, o maior de sua história. Segundo o presidente da República, o MST “nunca invadiu terra produtiva” — quando está fazendo exatamente isso no presente momento, no sul da Bahia e na cara de todo mundo. É como se houvesse, no cargo mais importante do país, uma linha de montagem para a produção permanente de mentiras.

Onde está, diante desta manipulação de notícias comprovadamente falsas, o alto-comissariado de combate às fake news e ao “discurso do ódio” que acaba de ser criado no “Ministério dos Direitos Humanos”? Onde está a polícia nacional da verdade que enxertaram na Advocacia-Geral da União? Onde estão os furiosos inquéritos criminais e perpétuos do STF contra a “desinformação”? Onde estão as agências de “verificação” de fatos? Estão no mais perfeito silêncio, é claro, pois seu objetivo nunca foi combater notícias falsas ou promover a verdade, mas, sim, censurar e reprimir a liberdade de expressão de quem se opõe a Lula, ao PT e à esquerda em geral. Mentira é algo que se permite só para um lado — e Lula parece ter descoberto que pode ir dobrando a sua aposta até o infinito. Diz, agora, que o Brasil não cresceu “nada” em 2022. Vai dizer amanhã que o seu governo criou o salário mínimo de R$ 25 mil por mês, acabou com a saúva e inventou o ovo frito.

A mentirada de Lula tem método. Talvez nunca se tenha visto antes na história deste país um governo capaz de produzir tanta notícia ruim, em tão pouco tempo, como o Lula 3. Eles conseguiram, em dois meses, aumentar os preços da gasolina — que vinham baixando. Vão taxar as exportações da Petrobras, o que é puro dinamite. As queimadas na Amazônia bateram recorde em fevereiro. Neste mesmo mês, a venda de veículos teve o seu pior desempenho em 17 anos; o da Bolsa foi o pior dos últimos 22 anos. O MST, que manda cada vez mais no governo, se propõe a destruir o setor mais produtivo da economia brasileira. A política econômica está a cargo de um esquadrão de homens-bomba. Lula não sabe como lidar com nada disso. Diante do desastre em formação, corre para a mentira.

Revista Oeste

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Brasil

Bolsonaro diz ter “certeza” que esquerda planejou o 8 de Janeiro


Foto: Reprodução/YouTube

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou no sábado (4) que “pessoas da esquerda” foram responsáveis por planejar os atos extremistas do 8 de Janeiro. Em entrevista à emissora norte-americana NBC, disse não ter nenhuma responsabilidade sobre os ataques que culminaram na invasão.

“As manifestações da direita ao longo de 4 anos foram pacíficas e não temos nada a temer. Jamais o nosso pessoal faria o que foi feito agora no dia 8 [de Janeiro]. Cada vez mais nós temos certeza que foram pessoas da esquerda que programaram aquilo tudo”, afirmou.

Bolsonaro declarou que deve voltar ao Brasil ainda neste mês de março. Ele é esperado pelo seu partido, o PL, para começar a participar de eventos políticos em Brasília e para rodar o país já impulsionando as campanhas municipais para 2024.

“Eu pretendo ir ao Brasil esse mês ainda. Eu respondo por processo nenhum. Não fui citado em absolutamente nada”, disse.

Perguntado sobre se teria alguma responsabilidade em incentivar os atos de 8 de Janeiro, Bolsonaro negou. “Já não era mais presidente e estava fora do Brasil. E nós queremos apurar o ocorrido. O atual presidente não quer apurar. Queremos e estamos lutando por investigação”, afirmou.

Já sobre o resultado das eleições, Bolsonaro foi questionado se admitia que perdeu o pleito em 2022. O ex-presidente diz que “o povo não comemorou a eleição do outro candidato”

“Eu tive muito mais apoio em 2022 do que em 2018. Um dos motivos das manifestações era por transparência no Brasil.”, afirmou o ex-presidente.

Poder360

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Brasil

Alvo de denúncias, Juscelino Filho deve se reunir com Lula nesta segunda no PlanaltoAlvo de denúncias, Juscelino Filho deve se reunir com Lula nesta segunda no Planalto


Foto: RICARDO STUCKERT

Alvo de denúncias sobre uso irregular do avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e recebimento de diárias, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), deve se reunir nesta segunda-feira (6) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para dar explicações sobre as supostas irregularidades.

O encontro deve ocorrer no fim da tarde, no Palácio do Planalto, assim que Filho voltar para Brasília. O titular passou os últimos dias na Espanha, onde participou de um congresso sobre comunicações. Uma ala do PT, a exemplo da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, defende a renúncia do ministro do cargo.

Em entrevista na última quinta-feira (2), Lula defendeu presunção de inocência, mas sinalizou que o futuro de Filho no governo está incerto. “Se ele não conseguir provar a inocência, ele não pode ficar no governo”, afirmou o petista na ocasião.

O ministro teria usado o avião da FAB e recebido quatro diárias e meia no mesmo fim de semana em que participou de leilões de cavalos de raça, em São Paulo. A assessoria do ministro informou que não vai se pronunciar sobre a reunião com o presidente. No entanto, rebateu as acusações de irregularidades.

Em comunicado divulgado na quinta-feira (2), o ministério afirmou que Juscelino Filho devolveu as diárias e determinou “apuração imediata sobre os procedimentos administrativos que foram adotados relacionados às viagens.”

O desconforto do governo com o ministro não é recente. Juscelino foi o último ministro a ser escolhido e assumiu a pasta na Esplanada apadrinhado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), na cota de ministérios exigidos pelo União Brasil em troca do apoio do partido no Congresso, já que a legenda tem 59 deputados na Câmara dos Deputados e 9 cadeiras no Senado.

R7

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Brasil

Governo Lula não assina declaração da ONU contra o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega


Foto: JORGE TORRES (EFE)

O governo Lula decidiu não aderir a uma declaração conjunta da ONU para denunciar os crimes do ditador da Nicarágua, Daniel Ortega. Segundo o UOL, o Itamaraty participou da negociação do texto final durante reunião no Conselho de Direitos Humanos, na sexta-feira, mas optou por não aderir ao documento assinado por 55 países.

De acordo com a reportagem, o governo brasileiro quis suavizar a declaração, propondo espaço para diálogo com a ditadura. A proposta não foi aceita.

Enquanto até governos de esquerda na América Latina se dispuseram a conceder cidadania aos apátridas nicaraguenses, entre eles Argentina, Colômbia e Chile, a gestão petista continua sem se posicionar.

Na cruzada de Daniel Ortega contra a Igreja Católica, 11 padres foram presos. Em fevereiro, o regime libertou 222 presos políticos, incluindo políticos da oposição e líderes empresariais, que foram deportados para os Estados Unidos depois de perderem a cidadania nicaraguense por “traição á Pátria”.

Na sexta, um grupo de especialistas da ONU acusou o regime de Ortega de cometer violações sistemáticas dos direitos humanos, que constituem “crimes contra a humanidade”. A manifestação consta em documento divulgado em Genebra que pede sanções internacionais contra o país.

Criado em 2018, o Grupo de Especialistas em Direitos Humanos sobre a Nicarágua cita execuções extrajudiciais, detenções arbitrárias, tortura e privação arbitrária da nacionalidade e do direito de permanecer no próprio país.

O Antagonista

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Brasil

José Rainha é preso após comandar invasões de fazendas em SP


Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo prendeu José Rainha e Luciano de Lima na cidade de Mirante do Paranapanema, na região do Pontal do Paranapanema sob a suspeita de extorsão a proprietários rurais na região. A polícia também informou que foram apreendidas armas supostamente usadas em conflitos agrários.

As operações ocorreram na sexta-feira (3) e neste sábado (4) na área do Pontal do Paranapanema. As diligências foram decorrentes de mandados de prisões preventivas, pedidos e autorizados pela Justiça, de líderes de movimento de invasão de terras. Segundo a polícia, os alvos dos mandados exigiam vantagens financeiras de pelo menos seis pessoas.

Em outro inquérito foram realizadas buscas de pessoas que seriam as responsáveis por expulsar invasores de terra e foram apreendidos dois fuzis calibre 556, duas espingardas calibre 12 e uma calibre 357.

“As prisões preventivas têm como objetivo a interrupção do ciclo delitivo e promoção de prevenção geral e paz no campo. É importante ressaltar que em nada se confundem com os atos decorrentes do Carnaval de 2023, quando um grupo invadiu nove propriedades rurais, mas sim visa a apuração do ciclo de violência decorrentes de extorsões e dos disparos de arma de fogo, incluindo fuzil, o que colocou em risco número indeterminado de pessoas”, informou a polícia em comunicado.

Por meio de nota, a FNL (Frente Nacional de Luta), confirmou a prisão de Rainha e Lima e, por meio de comunicado, afirmou que as detenções tem “cunho político” e, ao contrário, do que disse a polícia, a organização atribui as prisões ao que chamam de jornada de ocupações do Carnaval Vermelho.

“Essa prisão de cunho político, tem nítida relação com a jornada de ocupações do Carnaval Vermelho, sendo um ato de retaliação aos lutadores do povo sem terra. A FNL ganhou força nos últimos anos ao realizar jornadas de luta no carnaval. O objetivo do Carnaval Vermelho é trazer para a discussão à contradição de sermos um dos países que mais produz alimentos no mundo, porém temos mais de 125 milhões de brasileiros com alguma insegurança alimentar, sendo 58% dos brasileiros e brasileiras, e o mais grave, são mais de 33 milhões com insegurança alimentar severa.

O comunicado diz que Rainha tem “direito de responder à acusação que for, em liberdade, não há fundamento para uma prisão”.

“Exigimos a imediata liberdade e convocamos todos aqueles que lutam a se solidarizar, pois não podemos tolerar que o Estado haja de maneira arbitrária contra quem luta”, diz o comunicado da FNL.

CNN Brasil

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Brasil

Bolsonaro sinaliza concorrer às eleições em 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sinalizou que vai concorrer às próximas eleições no Brasil, em 2026, durante o Conservative Political Action Conference (CPAC), maior evento de conservadores do mundo, que acontece em Washington DC. Durante o seu discurso, criticou a esquerda e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também chamou a também ex-presidente Dilma Rousseff de “comunista”.

“Nessa terra, eu me sinto no Brasil, terra de bravos, da liberdade, do progresso e da ordem. É o que muito político sempre fala. Não é fácil ser político pelo menos para aqueles que querem honrar sua palavra e fazer bem ao próximo”, disse Bolsonaro, ao iniciar o seu discurso, sem mencionar nomes.

Ele afirmou que decidiu concorrer às eleições no País após a reeleição de Dilma, quando a chamou de “comunista”. “Jamais esperava ser presidente do Brasil, mas quando vi uma comunista ser reeleita no meus País, resolvi enfrentar esse desafio”, disse. “Eu sinto lá no fundo que essa missão ainda não acabou”, emendou.

Ao criticar a oposição, Bolsonaro afirmou que a esquerda o via como um “alvo difícil” de ser atingido e que o partido tem perdido eleitores no Brasil para aqueles de centro-direita, a exemplo do que também ocorre nos Estados Unidos. Chamou o governo Lula de “novo-velho” e também desmereceu sua gestão ao defender a pauta dos bons costumes. “A primeira medida desse novo velho governo foi revogar minhas ações”, afirmou.

Terra

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Brasil

EDITORIAL ESTADÃO: A ideologia do MST, um latifúndio improdutivo


Foto: Emilly Firmino/MST

Como se sabe, a narrativa conjurada por Lula da Silva nas eleições de 2022 é de que ele seria a única alternativa para salvar a democracia do autoritarismo. Ele e seu partido seriam menos os chefes do que abnegados servos de uma “frente ampla democrática” destinada a conciliar uma sociedade profundamente dividida.

Traduzido para o campo, esse discurso implicava um rebranding do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Ele já não seria um aparelho revolucionário socialista guiado pelo lema “ocupação é a única solução”, mas um conglomerado pacífico de cooperativas, repetidamente celebrado como “o maior produtor de arroz orgânico desse país”. Mentiras deslavadas, como quando Lula disse em um dos debates eleitorais que o MST nunca invadiu uma propriedade produtiva, foram descontadas como peças de retórica toleráveis em nome da redenção da democracia.

Mas as fissuras na narrativa estavam lá para quem quisesse ver. A desconfiança do agronegócio era tratada como mero preconceito de classe. Nos cercadinhos de Lula, pululavam referências ao agro como vilão ambiental. De vez em quando, o conciliador deixava transpirar velhos cacoetes. O “capiau” paulista seria “ignorantão” e “chucro” – mas, como o insulto aludia a Jair Bolsonaro, foi contemporizado. Falando sobre o agronegócio ao Jornal Nacional, escapou um “fascista e direitista” – mas seria só “um setor”.

Já no poder, a narrativa começou a ruir, com o desmembramento esquizofrênico da pasta da Agricultura em um Ministério da Agricultura e outro do Desenvolvimento Agrário. Agora, as fissuras ameaçam abrir-se em crateras.

Nesta semana, 1,7 mil militantes do MST invadiram três fazendas de eucaliptos na Bahia. De improdutivas, nada têm. Pelos dados da proprietária, a Suzano, só na região ela gera 7 mil empregos e beneficia 37 mil pessoas pelo efeito renda. Mas, como deixou transparecer a líder do MST na Bahia, Eliane Oliveira, o objetivo não era mesmo denunciar latifúndios improdutivos, mas só chantagear o governo para ocupar cargos no poder: “O MST acendeu o alerta amarelo diante da demora do governo federal em nomear a presidência do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária)”.

Nos governos Temer e Bolsonaro, e a rigor já no governo Dilma, o Incra vinha se dedicando cada vez menos a aumentar o número de assentamentos e cada vez mais a melhorar as condições de vida das famílias, transformando os assentamentos em comunidades capazes de alcançar mais produção e renda, por meio de programas de capacitação, ofertas de insumos e melhorias de infraestrutura e moradia. Essas medidas vinham combinadas a políticas de titularização, que só nos últimos 4 anos emitiram o dobro dos 200 mil títulos emitidos em 13 anos da gestão lulopetista.

Com a titularização, os assentados tornam-se agricultores familiares, capazes de decidir os rumos de sua propriedade e colher os frutos de seu trabalho. Mas, com isso, deixam de ser massa de manobra do MST e objeto de tutela política do PT. Um Incra autônomo, por sua vez, já não serve para rotular automaticamente toda terra invadida pelo MST como “latifúndio improdutivo”.

A invasão é, antes de tudo, um caso de polícia – a ver se o governo petista da Bahia agirá prontamente para restabelecer os direitos de propriedade violentados. Mas é também um caso de política. O PT tem uma inegável ligação umbilical com o MST. Foi o “exército do Stédile”, referindo-se ao chefão do MST, João Pedro Stédile, que Lula ameaçou botar na rua quando contrariado com o impeachment de Dilma Rousseff; e foi esse exército que ergueu barracas ao redor da carceragem da Polícia Federal de Curitiba, onde se hospedou Lula por 500 e tantos dias. O Brasil tem pressa de saber se seu presidente, o autodeclarado líder da “frente ampla democrática”, condenará, sem adversativas, as manobras do MST como aquilo que são – crimes contra o setor mais dinâmico e produtivo da economia nacional – ou se passará a mão na cabeça dos arruaceiros, seja omitindo-se, seja apelando para justificativas que ofendem a inteligência alheia.

É mais um teste que se coloca ao figurino democrático do PT. Será uma surpresa se o partido passar.

Estadão Conteúdo

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Brasil

Após internação, Rita Lee tem alta e volta para casa


Foto: Reprodução/Instagram

A cantora Rita Lee, de 75 anos, teve alta e voltou para sua casa em São Paulo. A informação foi postada pelo marido da cantora, o músico Roberto de Carvalho, em uma rede social neste sábado (4). Na legenda de uma foto da cantora em ambiente doméstico, o guitarrista escreveu “Home”, indicando que a cantora estava em casa.

Rita estava internada no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, dando sequência ao tratamento contra um tumor primário no pulmão esquerdo, descoberto em maio de 2021, após exames de rotina. Ela se submeteu a sessões de imunoterapia e radioterapia, duas formas de tratar a doença, uma das mais comuns no Brasil.

No dia 24 de fevereiro, a família informou que a cantora foi internada no dia anterior para realizar exames. “Como qualquer pessoa que passou ou que passa por tratamento oncológico, internações para exames e avaliações podem ser necessárias. A família agradece o carinho, certa do respeito à privacidade, como estabelecido desde o início”, postou Roberto, em uma rede social.

No dia 1º de março, João Lee usou suas redes sociais para atualizar os fãs sobre o estado de saúde de sua mãe. “Gente, a minha mãe está bem. Eu estou aqui com ela agora. Ela está tomando sorvete”, comentou o músico em post nos Stories do Instagram.

Em abril de 2022, Rita compartilhou a notícia de que estava 100% curada. Mesmo assim, a cantora preferiu não comemorar o fato com euforia, pois sabia que o tratamento exige prudência.

O Globo

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