Brasil

Produtores acusam governo da Bahia de apoio ao MST em invasões


Foto: Divulgação/MST

Produtores rurais que se organizaram para combater a onda de invasões prometidas pelo MST no chamado Abril Vermelho acusam o governo da Bahia de apoiar o grupo em movimentações que ocorrem pelo estado, comandado pelo PT.

O primeiro caso, uma invasão, ocorreu, segundo o movimento de produtores chamado Invasão Zero, no último sábado, no município de Canavieiras.

O grupo de produtores organizou a retirada dos sem-terra e foram orientados pela Polícia Militar a ir à Justiça pedir reintegração de posse.

Nesta terça-feira (4), em outro local, no município de Itabela, os produtores rurais relatam que houve uma tentativa de reintegração de posse de uma propriedade rural invadida pelo MST em fevereiro que, ainda segundo eles, não foi cumprida porque os policiais disseram que não havia contingente suficiente para cumpri-la.

“No sábado fomos até Canavieiras e a turma de produtores que retirou os sem-terra do local — depois da polícia informar que era preciso pedir reintegração.

“Hoje, em Itabela, havia uma decisão judicial para reintegração, mas fomos informados que não havia número suficiente de policiais para cumprir”, disse à CNN Luis Uaiquim, que coordena o grupo Invasão Zero.

A mobilização dos produtores contra o Abril Vermelho foi revelada pelo MST em março. Eles acusam ainda o governo baiano de contemporizar com o MST.

CNN Brasil

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Paraíba

Operação conjunta prende foragidos da justiça na região metropolitana de JP

Cerca de dez pessoas foram presas no início da manhã desta quarta-feira (05) em operação deflagrada pela Polícia Militar e Gaeco na Região Metropolitana de João Pessoa. A ação tem como alvo suspeitos de crimes que estavam com mandado de prisão em aberto.

Ocorreram prisões na capital, Santa Rita e Bayeux. A ação envolve policiais do Gate, Bope, Força Tática.

Os presos foram encaminhados para a Central de Polícia, no Geisel.

  1. MaisPB

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Brasil

Ministro da Educação deve R$ 3 milhões em impostos à Receita Federal

A Receita Federal e o Ministério da Fazenda tentam cobrar do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), desde o ano de 2018, o pagamento de R$ 3,4 milhões em impostos por rendimentos não-declarados.

A cobrança se baseia em supostos pagamentos de propina à campanha eleitoral dele em 2014, relatados pelo grupo J&F em delação premiada feita na Lava Jato. Sua defesa argumenta que ele não teve conhecimento dos pagamentos da J&F e que não poderia haver cobrança de imposto.

Santana tenta anular os procedimentos da Receita Federal na Justiça:

  • O ex-governador do Ceará conseguiu decisões na Justiça Federal do Ceará e no Tribunal Regional Federal da 5ª Região anulando a cobrança, sob argumento de que os supostos pagamentos da J&F não teriam resultado em aumento patrimonial e não geram impostos.
  • A dívida está temporariamente suspensa por causa desses julgamentos, mas sem uma decisão definitiva.
  • A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão jurídico do Ministério da Fazenda, apresentou um recurso no último dia 27 de fevereiro reiterando a cobrança e pedindo para levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Cobrança continua sob governo Lula

Já durante a gestão do presidente Lula no governo federal, a PGFN manteve os argumentos apresentados pela Receita Federal e apontou à Justiça a necessidade de cobrança dos impostos do ministro da Educação. Os argumentos são os seguintes:

A Receita Federal analisou os pagamentos da JBS aos fornecedores da campanha eleitoral de Camilo Santana e concluiu que o grupo à época comandado por Joesley Batista repassou cerca de R$ 5 milhões para esses prestadores, pagando via caixa dois os serviços feitos à campanha.

Depois disso, o órgão resolveu aplicar multa de 150% sobre o valor do imposto de renda devido, além de juros de mora. Foi aberto, então, um Auto de Infração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física para cobrar de Camilo Santana o valor de R$ 3.443.248,60.

“O beneficiário da propina teria sido o então candidato, que financiou sua campanha com os recursos obtidos ilicitamente, pouco importando se a suposta propina foi repassada diretamente ou através de pagamento de serviços relativos ao financiamento da campanha eleitoral do promovente”, escreveu a PGFN no recurso.
O órgão ainda afirma: “Há, portanto, fortes indícios de que se trata de financiamento ilegal de campanha com recursos de propina obtida a partir de favorecimento da JBS para liberação de créditos de ICMS do Governo do Estado do Ceará”.

Inconformado com a autuação fiscal, Santana entrou em 2019 com uma ação na Justiça Federal do Ceará para anular os procedimentos. Em junho de 2020, a 5ª Vara Federal do Ceará proferiu sentença determinando a anulação da cobrança. O argumento adotado pela Justiça foi de que os pagamentos da J&F abasteceram somente a campanha eleitoral de Camilo Santana em 2014 e não resultaram em aumento do seu patrimônio, por isso não seria possível cobrar imposto de renda.

“A própria forma de utilização dos recursos, por meio de relação direta entre a doadora e as prestadoras de serviço, indica que o autor não auferiu renda ou acréscimo patrimonial, mas sim que, em tese, foi beneficiado por doações irregulares e disfarçadas de campanha, o que lhe pode gerar implicações eleitorais e criminais, mas não fiscais”, escreveu o juiz federal João Luis Nogueira Matias.

No sistema do Ministério da Fazenda, o cadastro de Camilo Santana possui “débitos inscritos em Dívida Ativa da União (DAU) com exigibilidade suspensa”. Essa suspensão ocorreu por causa das decisões obtidas por ele na Justiça, mas ainda não houve a exclusão do débito porque o processo ainda está em andamento.

Além de contestar a cobrança da multa, os advogados de Camilo Santana também querem que a Justiça aumente o valor dos honorários a serem pagos pelos cofres do governo federal à equipe do ministro. O valor solicitado corresponderia a 5% da multa cobrada e renderia R$ 172 mil aos advogados, mas o Tribunal Regional Federal da 5ª Região concedeu apenas R$ 20 mil de honorários. Por isso, a defesa do ministro também apresentou um recurso para tentar aumentar o valor.

INSTITUTO LULA

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva também enfrentou uma disputa judicial com a PGFN. Em uma ação movida na Justiça antes de sua reeleição ao cargo de presidente, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) cobrou o pagamento de R$ 18 milhões devidos pelo Instituto Lula. Essa ação, entretanto, acabou sendo anulada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

O fundamento usado para a anulação, porém, era diferente da disputa judicial de Camilo Santana. Nesse caso, Gilmar apontou que a PGFN usou provas da Lava Jato de Curitiba que foram declaradas ilícitas pelo próprio STF, ao declarar a suspeição do ex-juiz Sergio Moro. Por isso, essas provas não poderiam ser usadas na ação da PGFN.

No caso de Camilo Santana, as provas apresentadas pela J&F permanecem válidas porque o acordo de colaboração de seus antigos diretores foi repactuado e homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

OUTRO LADO

A defesa de Camilo Santana argumentou à Justiça que ele não tem conhecimento dos supostos pagamentos de propina da J&F e que, ainda assim, os repasses não geram cobrança de imposto. Diz a defesa:

Camilo Santana “não tem conhecimento ou ciência da existência de qualquer repasse de dinheiro/valores/bens na forma de ‘propinas’ para a campanha Eleições 2014 (…), muito menos do repasse de ‘propinas’ no valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais), como narrado no documento de delação.
A defesa também aponta que “a versão de repasse de ‘propina’ carece de comprovação e até hoje não confirmada judicial ou extrajudicialmente pelas investigações oficiais realizadas até a presente data”.

Os advogados também argumentam que não é possível cobrar imposto da pessoa física por supostos pagamentos à sua campanha eleitoral. “De forma inédita e um tanto alarmante, exige-se da pessoa física do candidato a cargo político o pagamento de imposto de renda sobre os recursos que teriam sido destinados à sua campanha eleitoral, a pretexto de ser seu beneficiário final, à revelia de qualquer acréscimo patrimonial”, diz a defesa.

Em nota, a defesa de Camilo Santana disse que há uma “insistência ilegal, abusiva e inadequada por parte da Receita Federal em tentar cobrar imposto de renda de supostos pagamentos que teriam sido efetuados diretamente aos prestados de serviço da referida campanha eleitoral de 2014, os quais – pagamentos e recebimentos – não foram e nem são da responsabilidade, obrigação legal ou têm qualquer envolvimento com a pessoa de Camilo Santana, conforme já decidido pela 5ª Vara da Justiça Federal do Ceará e pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região”.

UOL

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Educação

MEC publica portaria que suspende implementação do Novo Ensino Médio

O Ministério da Educação (MEC) publicou a portaria que suspende a implementação do Novo Ensino Médio por 60 dias. A medida, que já havia sido anunciada pelo ministro Camilo Santana, foi publicada em Diário Oficial da União nesta quarta-feira (5).

Na prática, a suspensão dos prazos de implementação não altera o dia a dia das escolas, que devem continuar seguindo as diretrizes do Novo Ensino Médio.

Na terça-feira (4), Camilo Santana afirmou que não houve um debate aprofundado sobre a implementação do Novo Ensino Médio. O ministro disse ainda que a gestão anterior da pasta foi “omissa” em relação ao tema.

A portaria publicada pelo MEC acrescenta que o prazo de 60 dias será para avaliação e reestruturação da política nacional sobre o Ensino Médio conforme consulta pública aberta pelo governo.

O cronograma de implementação do Novo Ensino Médio foi publicado em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro. À época, uma portaria definiu prazos para que políticas nacionais e avaliações fossem modificadas.

Conforme a portaria de 2021, por exemplo, o Enem de 2024 seria aplicado seguindo as diretrizes do Novo Ensino Médio.

Camilo Santana afirmou que a suspensão do cronograma não interfere no Enem deste ano. Ele também disse que as escolas que começaram a implementar o Novo Ensino Médio vão continuar com o processo.

“Nós vamos apenas suspender as questões que vão definir um novo Enem em 2024 por 60 dias. E vamos ampliar a discussão. O ideal é que, num processo democrático, a gente possa escutar a todos. Principalmente, quem está lá na ponta, que são os alunos, os professores e aqueles que executam a política, que são os estados”, declarou o ministro.

O Novo Ensino Médio

Proposto pelo ex-presidente Michel Temer, o Novo Ensino Médio foi aprovado pelo Congresso em 2017.

É um novo modelo obrigatório a ser seguido no ensino médio por todas as escolas do país, públicas e privadas.

A lei estipula aumento progressivo da carga horária. Antes, no modelo anterior, eram, no mínimo, 800 horas-aula por ano (total de 2.400 no ensino médio inteiro). No novo modelo, a carga deve chegar a 3.000 horas ao final dos três anos.

Desde 2022, as disciplinas tradicionais passaram a ser agrupadas em áreas do conhecimento (linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas).

A partir deste ano, cada estudante passou a poder montar seu próprio ensino médio, escolhendo as áreas (os chamados “itinerários formativos”) nas quais se aprofundará.

G1

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Brasil

“É legítimo o homem do campo ter uma ou duas armas”, diz ministro da Agricultura


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta terça-feira (4) que o homem do campo tem o direito de ter “uma ou duas armas” para se defender da criminalidade.

“É legítimo o homem do campo ter uma ou duas armas lá para fazer a primeira defesa, um pouco de munição. Porque, lógico, ele está a 50, 100 quilômetros da cidade. Se ele ligar 190 [número da polícia], dá tempo do bandido barbarizar, fazer o que quiser dentro da propriedade, roubar, bater, espancar e não chegou a polícia ainda”, pontuou Fávaro.

“Se a criminalidade tiver a certeza que lá no campo não tem nenhuma arma, a vulnerabilidade é certa e o risco do homem do campo é iminente. E o presidente também pensa assim”, complementou.

O ministro observou, entretanto, que “não faz sentido” haver “100 armas” na propriedade, como fuzis de assalto, pedindo equilíbrio.

“O homem do campo vai continuar tendo o direito de ter uma arma, duas, um pouco de munição. Mais do que isso é exagero”, comentou.

CNN Brasil

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Brasil

DATAFOLHA: 61% condenam o ‘toma lá, dá cá’ de Lula


Foto: Agência Câmara

A decisão do governo Lula de trocar cargos e verbas por apoio no Congresso Nacional é mal-vista por 61% dos entrevistados pelo Datafolha, é o que aponta a pesquisa divulgada nesta segunda-feira (3).

O Datafolha ouviu 2.028 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 29 e 30 de março, em 126 cidades. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos.

Outros 34% dizem concordar com a prática e outros 5% declararam não saber avaliar.

A barganha é mais rejeitada entre os que têm renda maior. Chega a 73% de rejeição no grupo dos que ganham entre 5 a 10 salários mínimos e cai para 55% entre aqueles que ganham até 2 salários mínimos.

Diário do Poder

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MPPB

MPPB abre nova investigação sobre licitações na Secretaria de Educação de CG; veja documento

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu nesta terça-feira (4), um inquérito civil para investigar indícios de fraude em licitações na Secretaria de Educação da Prefeitura de Campina Grande. Possíveis irregularidades têm relação com crimes apurados no âmbito da Operação Famintos.

Relembre: Na Paraíba: contratos entre prefeitura e empresa envolvida em fraudes da merenda entram na mira da PF
De acordo com o promotor Antônio Barroso Pontes Neto, ao menos quatro licitações estariam sob suspeita.

“Considerando as informações fornecidas pela SEDUC, notadamente, que os documentos referente aos pregões n° 00002/2018, 00003/2018, 00005/2018 e 0006/2018 foram apreendidos pela Polícia Federal no curso da operação ‘Famintos’”, justifica inicialmente o promotor.

O MP oficiou a Delegacia de Polícia Federal em Campina Grande para no prazo de 30 dias disponibilizar “eventuais relatórios de inquéritos policiais onde se apurou indícios de fraude ao caráter competitivo dos Pregões 00002/2018, 00003/2018, 00005/2018 e 0006/2018, realizados pela da Secretaria da Educação do Município de Campina Grande, no ano de 2018”.

Documentos com a PF

O promotor destacou que os documentos são necessários “tendo em vista que, parte das empresas vencedoras foram denunciadas pelo MPF em consequência da Operação Famintos”.

O MPPB também frisou que após suas diligências preliminares junto à Secretaria de Educação de Campina Grande, com objetivo de reunir indícios de fraude nas licitações, foi informado que parte dos documentos foram apreendidos pela PF no curso da Operação Famintos.

Veja documento:

Portaria MPPB-CG

Com informações de Paraíba Já 

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Paraíba

Suspeito de furto ao Banco Central é preso na Paraíba

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Um dos suspeitos de envolvimento no roubo ao Banco Central, em Fortaleza, no Ceará, em 2005 é preso em Monteiro, no Cariri paraibano nesta segunda-feira (3).

Foragido da justiça, ele foi condenado pelos crimes de porte e posse ilegal de arma de fogo. Contra ele, pesam as medidas cautelares desde a fuga da penitenciária.

Além disso, a polícia informou que ele é suspeito de tentar entrar com celulares na cadeia pública do município paraibano onde ocorreu a prisão.

O major Moreira, da Polícia Militar (PM), informou que logo após ser descoberto o destino do suspeito, as equipes foram acionadas para prendê-lo. “De imediato nossas equipes se deslocaram ao local. Ele foi identificado e preso”, afirmou.

O homem foi encaminhado à delegacia da cidade, onde está à disposição da Justiça.

Blog do BG PB

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Brasil

Lula revoga medalha Princesa Isabel, instituída no governo Bolsonaro, e cria prêmio Luiz Gama


Foto: REPRODUÇÃO/ESTADÃO CONTEÚDO.

O presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT) instituiu, na última sexta-feira (31), o Prêmio Luiz Gama de Direitos Humanos. A medida, que foi publicada nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da União (DOU), trazia junto a revogação da Ordem do Mérito Princesa Isabel, assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em dezembro do ano passado.

Em nota oficial, o governo Lula explica que “um país negro e racista como o Brasil possuía um prêmio de direitos humanos em homenagem à princesa Isabel, uma mulher branca”. Cita ainda que sua instituição pela administração anterior foi equivocada.

“Não se trata de afirmar que uma pessoa branca não possa integrar a luta antirracista, mas de reafirmar o símbolo vital que envolve essa substituição: o reconhecimento de um homem negro abolicionista enquanto defensor dos direitos humanos”, justifica a secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos, Rita Oliveira.

O prêmio

Conforme a publicação assinada por Lula e pelo ministro Silvio Almeida, o Prêmio Luiz Gama será concedido a cada dois anos pela pasta para pessoas físicas ou jurídicas de direito privado cujos trabalhos e ações mereçam destaque especial nas áreas de promoção e da defesa dos direitos humanos no país.

Quem foi Luiz Gama

Luiz Gama nasceu em 1830 no estado da Bahia. Era filho de um português com Luiza Mahin, uma mulher negra reconhecida por participar de diversas insurreições de escravos.

Mesmo sendo livre, Gama foi vendido pelo próprio pai para pagamento de uma dívida de jogo. Quando tinha 18 anos, fugiu. Em 1850 passou a ser ouvinte das aulas de Direito de onde hoje funciona a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

A partir disso, começou a atuar na defesa de negros escravizados, sendo responsável pela libertação de mais de 500 pessoas em tribunais pelo Brasil.

Foi ainda jornalista, escritor, poeta e líder abolicionista. Gama morreu em 24 de agosto de 1882.

CNN

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Brasil

VÍDEO: “Papa se portou como ativista da esquerda”, diz Marco Feliciano sobre declarações pró-Lula

Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane.

O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) declarou, nesta segunda-feira (3), que o papa Francisco se portou como um ativista de esquerda ao dar declarações favoráveis sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de pautas do movimento LGBTQIA+.

Com isso, segundo o parlamentar, o pontífice está ameaçando romper com tradições antigas.

“Com muito respeito aos cristãos católicos do Brasil, eu peço licença para falar. Não é a primeira vez que o papa Francisco se revela um apoiador das esquerdas e suas nefastas ideologias. Quase sempre ele dá declarações dúbias, que na sequência precisa vir a público se explicar. Principalmente sobre pautas de costumes do movimento LGBT. Querendo ser de vanguarda, moderno, socialista, inclusivo, ele ameaça romper tradições antigas”, disse Feliciano.

“Parece que também não acompanhou a avalanche de corrupção que realmente se sucedeu aqui no Brasil, com o mensalão, petrolão, a Pasadena nos governos Lula e Dilma [Rousseff]. Também não deve ter tido informação nenhuma que ao longo de mais de cinco anos da Operação Lava Jato, em Curitiba, foram devolvidos aos cofres públicos do Brasil mais de R$ 25 bilhões que foram recuperados por meio de acordos de colaboração premiada, acordos de leniência, Termo de Ajustamento de Conduta e renúncias voluntárias de réus ou condenados”, continuou.

Sobre Pasadena, ele se refere à compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras, em 2006, quando Dilma integrava o Conselho de Administração da estatal. Entretanto, a ex-presidente foi absolvida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no processo em 2021.

Também em 2021, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) acatou, por 8 a 3, a decisão do ministro Edson Fachin que anulou as condenações de Lula no âmbito da Operação Lava Jato.

Feliciano expõe ainda que ele não se importa com a inflação de seu país, a Argentina, que passou de 100% pela primeira vez em março deste ano. E, que ao escolher um lado, o papa acaba dividindo o catolicismo brasileiro, porque milhões de fiéis teriam escolhido o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para justificar, o deputado cita feitos do ex-chefe do Executivo que não teriam sido comentados por Francisco, como, por exemplo, a menor taxa de homicídios em dez anos, segundo dados divulgados em agosto do ano passado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e os beneficiados pelo Auxílio Emergencial durante a pandemia de Covid-19.

Explana também que Lula apoiou o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, que expulsou padres católicos de seu país.

“Que Deus tenha piedade do papa Francisco e tenha misericórdia de todos nós, brasileiros. Essa é a minha indignação”, finalizou.

CNN

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