Brasil

Ministro da Educação deve R$ 3 milhões em impostos à Receita Federal

A Receita Federal e o Ministério da Fazenda tentam cobrar do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), desde o ano de 2018, o pagamento de R$ 3,4 milhões em impostos por rendimentos não-declarados.

A cobrança se baseia em supostos pagamentos de propina à campanha eleitoral dele em 2014, relatados pelo grupo J&F em delação premiada feita na Lava Jato. Sua defesa argumenta que ele não teve conhecimento dos pagamentos da J&F e que não poderia haver cobrança de imposto.

Santana tenta anular os procedimentos da Receita Federal na Justiça:

  • O ex-governador do Ceará conseguiu decisões na Justiça Federal do Ceará e no Tribunal Regional Federal da 5ª Região anulando a cobrança, sob argumento de que os supostos pagamentos da J&F não teriam resultado em aumento patrimonial e não geram impostos.
  • A dívida está temporariamente suspensa por causa desses julgamentos, mas sem uma decisão definitiva.
  • A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão jurídico do Ministério da Fazenda, apresentou um recurso no último dia 27 de fevereiro reiterando a cobrança e pedindo para levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Cobrança continua sob governo Lula

Já durante a gestão do presidente Lula no governo federal, a PGFN manteve os argumentos apresentados pela Receita Federal e apontou à Justiça a necessidade de cobrança dos impostos do ministro da Educação. Os argumentos são os seguintes:

A Receita Federal analisou os pagamentos da JBS aos fornecedores da campanha eleitoral de Camilo Santana e concluiu que o grupo à época comandado por Joesley Batista repassou cerca de R$ 5 milhões para esses prestadores, pagando via caixa dois os serviços feitos à campanha.

Depois disso, o órgão resolveu aplicar multa de 150% sobre o valor do imposto de renda devido, além de juros de mora. Foi aberto, então, um Auto de Infração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física para cobrar de Camilo Santana o valor de R$ 3.443.248,60.

“O beneficiário da propina teria sido o então candidato, que financiou sua campanha com os recursos obtidos ilicitamente, pouco importando se a suposta propina foi repassada diretamente ou através de pagamento de serviços relativos ao financiamento da campanha eleitoral do promovente”, escreveu a PGFN no recurso.
O órgão ainda afirma: “Há, portanto, fortes indícios de que se trata de financiamento ilegal de campanha com recursos de propina obtida a partir de favorecimento da JBS para liberação de créditos de ICMS do Governo do Estado do Ceará”.

Inconformado com a autuação fiscal, Santana entrou em 2019 com uma ação na Justiça Federal do Ceará para anular os procedimentos. Em junho de 2020, a 5ª Vara Federal do Ceará proferiu sentença determinando a anulação da cobrança. O argumento adotado pela Justiça foi de que os pagamentos da J&F abasteceram somente a campanha eleitoral de Camilo Santana em 2014 e não resultaram em aumento do seu patrimônio, por isso não seria possível cobrar imposto de renda.

“A própria forma de utilização dos recursos, por meio de relação direta entre a doadora e as prestadoras de serviço, indica que o autor não auferiu renda ou acréscimo patrimonial, mas sim que, em tese, foi beneficiado por doações irregulares e disfarçadas de campanha, o que lhe pode gerar implicações eleitorais e criminais, mas não fiscais”, escreveu o juiz federal João Luis Nogueira Matias.

No sistema do Ministério da Fazenda, o cadastro de Camilo Santana possui “débitos inscritos em Dívida Ativa da União (DAU) com exigibilidade suspensa”. Essa suspensão ocorreu por causa das decisões obtidas por ele na Justiça, mas ainda não houve a exclusão do débito porque o processo ainda está em andamento.

Além de contestar a cobrança da multa, os advogados de Camilo Santana também querem que a Justiça aumente o valor dos honorários a serem pagos pelos cofres do governo federal à equipe do ministro. O valor solicitado corresponderia a 5% da multa cobrada e renderia R$ 172 mil aos advogados, mas o Tribunal Regional Federal da 5ª Região concedeu apenas R$ 20 mil de honorários. Por isso, a defesa do ministro também apresentou um recurso para tentar aumentar o valor.

INSTITUTO LULA

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva também enfrentou uma disputa judicial com a PGFN. Em uma ação movida na Justiça antes de sua reeleição ao cargo de presidente, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) cobrou o pagamento de R$ 18 milhões devidos pelo Instituto Lula. Essa ação, entretanto, acabou sendo anulada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

O fundamento usado para a anulação, porém, era diferente da disputa judicial de Camilo Santana. Nesse caso, Gilmar apontou que a PGFN usou provas da Lava Jato de Curitiba que foram declaradas ilícitas pelo próprio STF, ao declarar a suspeição do ex-juiz Sergio Moro. Por isso, essas provas não poderiam ser usadas na ação da PGFN.

No caso de Camilo Santana, as provas apresentadas pela J&F permanecem válidas porque o acordo de colaboração de seus antigos diretores foi repactuado e homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

OUTRO LADO

A defesa de Camilo Santana argumentou à Justiça que ele não tem conhecimento dos supostos pagamentos de propina da J&F e que, ainda assim, os repasses não geram cobrança de imposto. Diz a defesa:

Camilo Santana “não tem conhecimento ou ciência da existência de qualquer repasse de dinheiro/valores/bens na forma de ‘propinas’ para a campanha Eleições 2014 (…), muito menos do repasse de ‘propinas’ no valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais), como narrado no documento de delação.
A defesa também aponta que “a versão de repasse de ‘propina’ carece de comprovação e até hoje não confirmada judicial ou extrajudicialmente pelas investigações oficiais realizadas até a presente data”.

Os advogados também argumentam que não é possível cobrar imposto da pessoa física por supostos pagamentos à sua campanha eleitoral. “De forma inédita e um tanto alarmante, exige-se da pessoa física do candidato a cargo político o pagamento de imposto de renda sobre os recursos que teriam sido destinados à sua campanha eleitoral, a pretexto de ser seu beneficiário final, à revelia de qualquer acréscimo patrimonial”, diz a defesa.

Em nota, a defesa de Camilo Santana disse que há uma “insistência ilegal, abusiva e inadequada por parte da Receita Federal em tentar cobrar imposto de renda de supostos pagamentos que teriam sido efetuados diretamente aos prestados de serviço da referida campanha eleitoral de 2014, os quais – pagamentos e recebimentos – não foram e nem são da responsabilidade, obrigação legal ou têm qualquer envolvimento com a pessoa de Camilo Santana, conforme já decidido pela 5ª Vara da Justiça Federal do Ceará e pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região”.

UOL

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Brasil

Defesa de Jair Bolsonaro pede que Moraes reconsidere decisão que proibiu visitas de Flávio ao pai por 90 dias

Foto: REUTERS/Diego Herculano

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorreu nesta segunda-feira (20) da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai.

Os advogados pedem que Moraes reveja a decisão. Caso isso não ocorra, solicitam que o recurso seja analisado pela Primeira Turma do STF.

Segundo a defesa, a suspensão é “desproporcional” e Bolsonaro não tinha conhecimento de que Flávio divulgaria uma carta manuscrita em que o ex-presidente o autorizava a atuar como porta-voz durante a disputa eleitoral deste ano.

Os advogados afirmam ainda que não houve acordo prévio para a publicação do documento e defendem que, mesmo se a divulgação fosse considerada irregular, a proibição de contato entre pai e filho por 90 dias é excessiva.

Como alternativa, a defesa pede que Flávio possa visitar Bolsonaro na condição de advogado. O senador integra formalmente a equipe jurídica do ex-presidente, e os advogados argumentam que o direito de comunicação entre cliente e defensor não pode ser restringido em razão do vínculo familiar.

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Paraíba

Confira as três prefeituras e a Câmara na Paraíba investigadas por nepotismo

Ministério Público, MPPB, Prefeitura
Foto: divulgação/MPPB

As prefeituras de Juazeirinho, Pedra Lavrada e Tenório, além da Câmara de Tenório, viraram alvos de inquéritos do Ministério Público da Paraíba (MPPB) por supostas práticas de nepotismo. As aberturas dos inquéritos foram publicadas no Diário Oficial do MPPB.

No caso de Juazeirinho, a Prefeitura está sendo investigada após denúncia de que uma servidora, advogada do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), não estaria comparecendo ao serviço. Além disso, a situação também envolveria nepotismo.

O inquérito foi instaurado pelo 17º promotor de Justiça, Alyrio Batista de Souza Segundo.

Já em outro inquérito, a Prefeitura e a Câmara de Tenório estão sendo investigadas por suposto caso de nepotismo cruzado, envolvendo prefeito Manoel Vasconcelos, e o presidente da Câmara, Adilson Conserva. Além disso, também é apurado um suposto caso de servidora fantasma.

O inquérito também foi instaurado pelo 17º promotor de Justiça, Alyrio Batista de Souza Segundo.

Com relação à Prefeitura de Pedra Lavrada, o inquérito também apura caso de possível nepotismo, mas o processo segue em segredo de Justiça. O inquérito foi instaurado pela promotora Juliana Lima Salmito.

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Polêmica

Secretaria penal vai investigar áudios de policial atacando colegas LGBT’s na PB

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar a autoria e a veracidade de áudios com declarações de teor misógino e transfóbico atribuídas a um policial penal, que passaram a circular em grupos de WhatsApp e repercutiram nas redes sociais, nesta segunda-feira.

Em nota divulgada o secretário da Administração Penitenciária, Tércio Chaves, afirmou que a pasta repudia “toda forma de discriminação e preconceito”, bem como manifestações “depreciativas e misóginas que visem diminuir ou retirar o espaço da mulher e da mulher trans”.

Segundo o secretário, assim que tomou conhecimento do caso, determinou a abertura de procedimento na esfera disciplinar para identificar os responsáveis pelos áudios e apurar os fatos, observando as garantias do devido processo legal e do contraditório.

“O conteúdo dos áudios não representa o sentimento da Polícia Penal da Paraíba”, afirmou Tércio Chaves na nota.

O secretário também manifestou apoio às pessoas mencionadas nos áudios e reafirmou o compromisso da Seap com a promoção de um ambiente institucional baseado no respeito, na dignidade humana e na valorização de todos os servidores.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de áudios atribuídos a um policial penal contendo declarações consideradas misóginas e transfóbicas em relação a colegas de trabalho. A situação também motivou manifestações públicas, entre elas a da pré-candidata a deputada federal Lídia Moura, que criticou o conteúdo das falas e defendeu a adoção de providências por parte da administração estadual.

Com a abertura do procedimento disciplinar, a Seap deverá apurar as circunstâncias do caso e, caso sejam confirmadas irregularidades, adotar as medidas cabíveis previstas na legislação.

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Polêmica

TJ manda suspender reajuste superior a 100% em plano da Unimed João Pessoa

A Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) determinou no último dia 16 a suspensão de um reajuste superior a 100% aplicado pela Unimed João Pessoa a um beneficiário de plano de saúde coletivo por adesão. A decisão foi unânime e reformou o entendimento da 1ª Vara Cível da Capital, que havia negado o pedido de tutela de urgência.

O colegiado entendeu que a operadora não apresentou a nota técnica atuarial nem a memória de cálculo para justificar o aumento da mensalidade, que passou de R$ 638,81 para R$ 1.354,58 após a mudança de faixa etária.

No acórdão, a relatora, desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, destacou que reajustes por faixa etária em planos coletivos são permitidos, desde que observem as normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e tenham fundamentação técnica. A decisão também aponta que a ausência dessa documentação compromete o dever de transparência da operadora.

Com a decisão, a Unimed deverá restabelecer provisoriamente o valor da mensalidade anterior ao reajuste, atualizado apenas pelos índices anuais autorizados pela ANS para planos individuais, até o julgamento definitivo da ação. O acórdão também fixa prazo de dez dias úteis para emissão dos novos boletos, sob pena de multa diária de R$ 500, limitada a R$ 15 mil.

O caso foi conduzido pelo escritório paraibano Maia Júnior Sociedade Individual de Advocacia.

Na fundamentação, a Câmara entendeu que a falta de comprovação técnico-atuarial impede, neste momento, a manutenção de um reajuste superior a 100%, especialmente diante da possibilidade de comprometimento da capacidade financeira do consumidor.

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Polícia

Vaza áudio de policial penal paraibano desrespeitando colegas de farda

Um áudio vazado de uma conversa de WhatsApp vazou na manhã de hoje e mostra um policial penal paraibano se referindo às colegas com misoginia e transfobia. Ele se queixa de que as mulheres e “até as trans” teriam tratamento diferenciado nas escalas de trabalho.

O caso foi denunciado pela pré-candidata a deputada federal Lídia Moura (PSB), ex-secretária da Mulher e Diversidade Humana da Paraíba. Confira o áudio abaixo, assim como a denúncia feita por Lídia.

O policial autor das falas é Hubert Milanês Pessoa.

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MPPB

Zona Azul JP: MP é contra recurso da Semob por retorno da cobrança de R$ 30

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) se manifestou no último dia 16 pelo desprovimento do recurso apresentado pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob) e defendeu a manutenção da decisão que suspendeu a cobrança da Tarifa (R$ 30) de Pós-Utilização (TPU) do sistema de estacionamento rotativo da Capital, a Zona Azul.

O parecer foi emitido no Agravo de Instrumento apresentado pela Semob contra decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, que concedeu tutela de urgência em ação popular movida por Giovanni José do Nascimento Pereira.

Para o Ministério Público, ainda não há elementos suficientes para afastar a conclusão do juiz de primeiro grau. O órgão avalia que a natureza jurídica da Tarifa de Pós-Utilização e a forma de funcionamento do sistema precisam ser analisadas durante a instrução do processo.

O parecer destaca que permanece em discussão se a TPU representa apenas a remuneração pelo uso do estacionamento rotativo ou se, na prática, possui caráter sancionatório, hipótese que exigiria análise mais aprofundada sobre a compatibilidade da cobrança com o Código de Trânsito Brasileiro.

O Ministério Público também entendeu que não ficou demonstrado, neste momento, o risco de prejuízo imediato alegado pela Semob para justificar a suspensão da decisão judicial. Segundo o órgão, eventual impacto financeiro sobre o contrato poderá ser avaliado no decorrer da ação.

Outro ponto destacado é que, caso a cobrança seja considerada ilegal ao final do processo, a manutenção da tarifa durante a tramitação da ação poderá atingir um número indeterminado de usuários.

O parecer será analisado pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba, responsável pelo julgamento do recurso. A manifestação do Ministério Público não tem efeito vinculante e serve como subsídio para a decisão dos desembargadores.

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Copa do Mundo

[VÍDEO] POLÊMICA NA COPA: Jogadores da Argentina viram as costas durante festa da Espanha e cena gera críticas

Imagens: Reprodução/Thiago

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram jogadores da Argentina de costas durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo 2026, enquanto a Espanha comemorava o título conquistado. A cena gerou repercussão entre torcedores e imprensa esportiva.

Nas imagens, os argentinos aparecem voltados para o lado oposto do palco no momento em que a seleção espanhola recebia as medalhas e celebrava a conquista. A atitude foi classificada por críticos como uma falta de esportividade.

A Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 na final e levantou o troféu mundial pela segunda vez na história. O gol do título foi marcado por Ferran Torres, na prorrogação.

Até o momento, a FIFA e a Associação do Futebol Argentino (AFA) não divulgaram posicionamento oficial sobre a repercussão envolvendo a cerimônia de premiação.

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Paraíba

Veja calendário das convenções partidárias na Paraíba; prazo começa nesta segunda-feira

O período de convenções partidárias para as eleições de 2026 começa nesta segunda-feira (20) e segue até 5 de agosto, prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para que os partidos homologuem candidaturas, definam coligações e encaminhem os registros ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados serão enviados pelo Sistema de Candidaturas (CANDex), plataforma utilizada para o registro oficial dos concorrentes. Também nesta etapa são confirmados os números que cada candidato utilizará na urna eletrônica.

Nas eleições deste ano, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais. As convenções nacionais definirão as chapas à Presidência, enquanto os encontros estaduais vão homologar os candidatos aos governos, ao Senado e às vagas proporcionais.

Na Paraíba, o calendário já tem datas definidas. O Podemos abre as convenções em 24 de julho, seguido pelo PSD, no dia 27, e pelo PT, em 30 de julho. O PL realiza o encontro em 2 de agosto para oficializar as candidaturas do senador Efraim Filho ao Governo do Estado e do ex-ministro Marcelo Queiroga ao Senado. O PSOL ainda não confirmou a data da convenção, mas trabalha com a pré-candidatura de Olímpio Rocha ao Governo da Paraíba.

O dia 5 de agosto concentrará o maior número de convenções. O MDB vai homologar as candidaturas do ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena ao Governo, do senador Veneziano Vital do Rêgo à reeleição e do deputado estadual André Gadelha ao Senado. Na mesma data, o PP, PSB e Republicanos vão oficializar as candidaturas à reeleição do governador Lucas Ribeiro, do ex-governador João Azevêdo e o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley na disputa pelo Senado. A Unidade Popular (UP) também marcou convenção para lançar Yuri Ezequiel ao Governo e Rosilene Santana ao Senado.

Cada partido deve elaborar uma ata com os nomes dos candidatos e os cargos pretendidos, documento que precisa ser enviado à Justiça Eleitoral até o dia seguinte ao evento e publicado no portal do TSE. A legenda também deve divulgar a lista de presença dos participantes no sistema DivulgaCandContas. Outra exigência é que o partido tenha diretório regularmente constituído e registrado no Tribunal Regional Eleitoral. As convenções podem ser realizadas gratuitamente em prédios públicos, desde que o responsável pelo espaço seja comunicado com pelo menos uma semana de antecedência e a legenda assuma a responsabilidade por eventuais danos.

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Paraíba

Moradores de bairro de Santa Rita terão abastecimento de água suspenso a partir desta segunda-feira

Moradores de bairro de Santa Rita terão abastecimento de água suspenso a partir desta segunda-feira

Moradores do bairro Heitel Santiago, em Santa Rita, na Grande João Pessoa, poderão ter abastecimento de água suspenso de forma temporária durante obras de ampliação e modernização do sistema. A parada programada foi informada pela Águas do Nordeste (ANE).

Os serviços ocorrerão a partir das 8h da segunda-feira (20), com previsão de término às 18h da terça-feira (21).

De acordo com a empresa, serão realizados serviços, como passagem de cabos, adequações elétricas, substituição de bomba e limpeza do poço.

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Brasil

Governo Lula já admite rombo de R$ 22,6 bilhões nas contas de 2026, diz colunista

Foto: Reprodução/Min. Fazenda

Dados do Portal da Transparência apontam que o governo federal projeta encerrar 2026 com déficit de pelo menos R$ 22,6 bilhões nas contas públicas.

A estimativa consta no sistema da Controladoria-Geral da União (CGU), responsável por divulgar as receitas e despesas da União.

A previsão é de arrecadação de R$ 6,34 trilhões, enquanto as despesas devem alcançar R$ 6,36 trilhões. A diferença representa um déficit estimado em R$ 22,6 bilhões, equivalente a cerca de 0,3% do Orçamento atualizado da União.

Até o momento, o Portal da Transparência registra R$ 3,12 trilhões em receitas e R$ 3,1 trilhões em despesas.

Já o monitor Gasto Brasil, mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), apresenta números diferentes, em razão da metodologia utilizada pela entidade.

Segundo o levantamento, os gastos do governo federal já ultrapassaram R$ 3 trilhões, enquanto a arrecadação está em torno de R$ 2,2 trilhões.

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