Brasil

Haddad defende taxação da Shein e compara compras na China a contrabando

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Fernando Haddad (foto) defendeu, nesta quinta-feira (13), o endurecimento na tributação de compras do exterior, em sites como Shein e Aliexpress. Em entrevista à GloboNews em Xangai — onde acompanha Lula na viagem pela China— o ministro da Fazenda disse que o governo quer garantir igualdade na concorrência entre comerciantes brasileiros e estrangeiros pelo mercado nacional.

“Há que se ter igualdade nas condições de concorrências”, disse o ministro. “Quando isso não ocorre, prejudica muito a economia.”

“Ninguém acha que vai ser bom para a economia brasileira contrabando, carga roubada, mercadoria feita com trabalho análogo à escravidão”, comparou. “Nada disso vai ser bom para o Brasil e uma maneira de coibir isso é garantir a concorrência igual para todo mundo, seja um empresário brasileiro, seja um estrangeiro.”

Ontem, o Ministério da Fazenda afirmou que a isenção na taxação, normalmente aplicada em remessas de até US$ 50, nunca existiu. Segundo o governo, vale apenas para envios entre pessoas físicas, e não para plataformas de compra.

O Antagonista

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Brasil

Bolsonaro explica postura discreta em relação a Lula

Jair Bolsonaro explicou a aliados por que tem adotado postura relativamente discreta em relação a Lula. Desde que voltou ao Brasil, as pesadas críticas do período eleitoral ficaram para trás. O estilo mais low-profile, segundo o ex-presidente, tem motivo.

Bolsonaro diz que Lula, por si só, tem fabricado sucessivas crises. E que isso faz com que possa se dar o luxo de “jogar parado”, sem necessidade de grande exposição.

Outra justificativa para a submersão é o fator tempo. A um ano e meio das eleições municipais, ainda há muita estrada pela frente. Não há, portanto, pressa para bater no atual governo.

Quando decidir sair da toca, Bolsonaro viajará em tour pelo Brasil em campanha por filiações ao PL. Ele também foi aconselhado a retomar as lives que fazia quando presidente. A frequência das transmissões, porém, não deverá ser semanal, mas mais espaçada.

Enquanto isso, o próximo grande compromisso político de Bolsonaro será em Portugal, em maio. A seu núcleo, o ex-presidente confirmou que participará do evento conservador organizado pelo deputado português André Ventura.

Metrópoles

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Paraíba

“NEXUM”: Operação da PF prende dois suspeitos de tráfico de drogas na região de Campina Grande

A Polícia Federal da Paraíba, deflagrou nesta quinta-feira (14), a Operação NEXUM.Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em três bairros de Campina Grande. Na ação, duas pessoas foram presas.

A investigação identificou grupo criminoso que utiliza empresas lícitas para, clandestinamente, realizar o armazenamento e a distribuição de drogas pela região de Campina Grande.

Durante as diligências, um carro de uma empresa de internet, onde um dos empregados fazia as entregas dos entorpecentes, foi apreendido.

Em um açougue, uma prensa utilizada para a fabricação das drogas também dói apreendida.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas, cujas penas máximas somadas podem chegar a mais de 18 anos de reclusão e multa.

A Força-Tarefa de combate ao crime organizado do Sistema Único de Segurança Pública (FT-Susp/PB) é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil/PB, Polícia Militar/PB, Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP/PB) e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
O Ministério da Justiça e Segurança Pública atua na articulação dessas ações conjuntas entre as forças de segurança federais e estaduais, juntamente com as secretarias de segurança pública.

Blog do BG PB

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STF

CNA aciona STF para impedir invasões do MST em propriedades rurais

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou nesta quarta-feira (12), no Supremo Tribunal Federal, uma liminar para tentar impedir invasões de terras rurais em todo o Brasil.

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O pedido foi feito após o anúncio de movimentos sociais do chamado “Abril de Lutas” ou “Abril Vermelho”, que promove ações do tipo no país. De acordo com a CNA, a liminar busca determinar que organizações como o Movimento dos Sem-Terra suspendam qualquer forma de incentivo para invasões de terra. Em caso de descumprimento, os participantes e comandantes dos grupos serão penalizados na esfera civil e penal.

Na mesma liminar, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil pede que o governo determine a criação de grupos para acompanhar as ações e evitar as invasões de propriedades rurais. Mensalmente, relatórios devem ser encaminhados ao STF. Além disso, a conta das lideranças que promovem as invasões nas redes sociais deve ser suspensa, segundo a liminar protocolada pela CNA.

Confira, na íntegra, os 11 pedidos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil enviados ao ministro Nunes Marques:

1 – Determinação ao MST, à FNL e a outros grupos organizados, de suspensão imediata de qualquer política e/ou estratégia de promoção de invasões de terras em território nacional, sob pena de atribuição de responsabilidade civil e penal a seus participantes e aos dirigentes de tais movimentos;

2 – Determinação de expedição de ofício às empresas Telegram, Whatsapp, Twitter, Youtube, Instagram e Tiktok para que, no prazo de 02 (duas) horas, procedam à suspensão dos canais, perfis e/ou contas do MST, da FNL ou de outros grupos organizados, bem como canais, perfis e/ou contas de seus dirigentes ou lideranças, de forma a evitar que manifestações de incitação à prática de crime de invasões de terras sejam divulgadas;

3 – Determinação de intimação do Ministério da Justiça e do Departamento de Polícia Federal para que apresentem nos presentes autos as informações de que disponham sobre as ações criminosas que estão em desenvolvimento e/ou sendo planejadas por esses grupos organizados (MST, FNL, bem como outros grupos eventualmente identificados);

4 – Determinação, ao Governo Federal, de criação de grupo de acompanhamento, com a participação dos Estados, Secretarias Estaduais de Segurança Pública e entidades representativas da agropecuária como a CNA e suas Federações Estaduais, de ações em curso para evitar a efetivação de invasões de propriedades rurais, com a apresentação de relatórios mensais a serem encaminhados a esse Supremo Tribunal Federal, visando dar efetividade ao que pretendido pelo art. 2º, § 7º, da Lei nº 8.629/93;

5 – Determinação, ao Governo Federal, de elaboração de programa específico, com a participação dos Governos Estaduais, suas Secretarias de Segurança Pública e entidades representativas da agropecuária como a CNA e suas Federações Estaduais, de combate às invasões de terras no Brasil e de prevenção às ações de planejamento de invasões e esbulho possessório por parte de grupos organizados;

6 – Determinação, aos Governos Estaduais, de que apresentem ao Supremo Tribunal Federal informações de movimentação e localização de acampamentos e de “marchas” do MST, da FNL e de outros grupos organizados que tenham por fim a invasão de terras;

7 – Determinação, aos Governos Estaduais e às respectivas Secretarias de Segurança Pública, de destinação específica de força policial para acompanhamento das atividades desses acampamentos e “marchas”, de forma a prevenir qualquer iniciativa de invasão de terras ou, se for o caso, reagir imediatamente à tentativa de esbulho possessório, retirando os criminosos da área invadida;

8 – Determinação às polícias civil e militar dos Estados – sob pena de responsabilização pessoal da autoridade pública – para que procedam com as prisões imediatas dos participantes desses grupos organizados que forem flagrados em atos de turbação, esbulho ou invasão de terras, em virtude do acompanhamento de atividades a que se refere o item anterior;

9 – Determinação aos Governadores de Estado e aos Secretários de Segurança Pública que, em virtude das atividades de acompanhamento a que se refere o item (7) acima, identifiquem indivíduos que estejam a incitar ou financiar atos de invasão ou estejam promovendo efetivamente condutas de esbulho possessório, com a devida instauração imediata de inquérito policial;

10 – Determinação, aos Governadores de Estado e aos Secretários de Segurança Pública, de criação e/ou fortalecimento de unidades especializadas de prevenção e combate à criminalidade em regiões rurais, dentro das estruturas das polícias civis e militares, com foco especial na ação dos grupos que visam a invasão de imóveis rurais; e

11 – Determinação, aos Governadores e aos Secretários de Segurança Pública, de que atuem imediatamente com as forças policiais do ente federado, após o recebimento da ocorrência de invasão de propriedade rural, com base na decisão cautelar proferida nesta ADI, independentemente de decisão judicial individual a partir de processos de reintegração de posse.

Band

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TJPB

Prefeitura de João Pessoa é condenada a indenizar homem que caiu dentro de bueiro

O município de João Pessoa deve indenizar um homem por uma queda dentro de um bueiro. Segundo o desembargador Romero Marcelo da Fonseca Oliveira, o autor da ação alega que sofreu uma queda ao atravessar a Avenida José Liberato, no Bairro Miramar, tendo ficado com a sua perna presa entre os trilhos da galeria pluvial (bueiro), em razão de serem muito espaçados, ou seja, possuírem uma distância considerável entre um ferro e outro, além de não haver sinalização no local.

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Ele foi socorrido por equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado para o Complexo Hospitalar de Mangabeira, onde foram constatadas lesões na perna direita, o que ensejou a imobilização do referido membro inferior.

“A falha na execução do serviço público prestado pelo ente municipal é manifesta, posto que, como já relatado, as fotografias colacionadas aos autos demonstram a existência de uma galeria pluvial no passeio público, com trilhos muito espaçados, sem sinalização que indicasse o risco de acidente, sendo forçoso reconhecer o liame de causalidade entre a conduta omissiva do Apelante e as lesões sofridas pelo Apelado, também devidamente comprovadas”, frisou o relator do processo.

Ele ressaltou que, em casos semelhantes, as Câmaras Especializadas Cíveis do TJPB têm decidido que as lesões físicas por queda ocasionada pela má conservação da via pública presumem a ocorrência de danos de ordem moral, prescindindo da prova de maiores abalos ou sofrimentos psíquicos.

O relator considerou que o montante de R$ 10 mil, arbitrado na Sentença, a título de danos morais, revela-se condizente com as peculiaridades do caso. “Especialmente se considerado o tempo que o Apelado ficou preso no bueiro até que a equipe do Corpo de Bombeiros conseguisse soltar a sua perna dos trilhos, permanecendo deitado em via pública, fato filmado e divulgado por Jornal local, além da lesão física sofrida, sendo insuficiente para ensejar o enriquecimento ilícito por parte da vítima do dano”, pontuou.

Blog do BG PB

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Paraíba

Professores da UEPB paralisam atividades nesta quinta e pedem reajuste salarial

Professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) paralisam as atividades nesta quinta-feira (13) para participar de audiência pública na Assembleia Legislativa sobre a situação salarial dos servidores estaduais. O ato político foi organizado pelo Fórum dos Servidores Estaduais e os deputados Bosco Carneiro e Cida Ramos.

A paralisação também tem o objetivo de pressionar o Governo do Estado a abrir negociação com os servidores estaduais, que reivindicam um reajuste linear, retroativo à data-base, no mês de janeiro.

Desde de janeiro, a Associação dos Docentes da UEPB (ADUEPB) e o Fórum dos Servidores solicitam audiência com o governador João Azevêdo para discutir a data-base do reajuste salarial. O fórum reúne, atualmente, mais de 30 entidades representativas das categorias de funcionários públicos estaduais.

Blog do BG PB

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Paraíba

Homem acusado de sonegar R$ 7 milhões no RN é preso em João Pesssoa após dez anos foragido

Após dez anos foragido, um homem foi preso nesta quarta-feira (12), no bairro do Roger, em João Pessoa. O acusado, conhecido por “Severino Bill”, atuava como o principal “laranja” do grupo criminoso que sonegava impostos no Rio Grande do Norte em mais de R$ 7 milhões.

Ele responde a processo criminal por mais dez crimes, desde falsificação de documentos (públicos e particulares), crimes contra a ordem tributária, crimes contra o sistema financeiro, estelionato, corrupção ativa e passiva e receptação. A prisão ocorreu através do trabalho integrado entre a Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio da capital – DCCPAT e a 4ª Delegacia Distrital (Geisel).

Conforme informações da Polícia Civil, o homem foi investigado no estado vizinho, no bojo da “Operação Drible”, realizada no ano de 2012, e visou desarticular uma quadrilha que adulterava e atuava na compra e venda irregular de combustíveis no Rio Grande do Norte. O objetivo à época, foi a desarticulação do grupo considerado atuante em toda a cadeia do comércio de combustíveis no estado. Na ocasião, dois mandados de prisão e 16 de busca a apreensão foram cumpridos. Faltava um indivíduo ser preso.

Com informações de ClickPB

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Paraíba

PF desarticula grupo de extermínio formado por policiais da Paraíba, Ceará e Pernambuco

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (12), uma operação conjunta com as secretarias de Defesa Social de Pernambuco, Paraíba e Ceará, com o intuito de desarticular associação criminosa miliciana, com características típicas de grupo de extermínio, integrada por policiais militares e civis dos Estados de Pernambuco, Paraíba e Ceará.

Segundo a PF, os milicianos atuavam, principalmente, no Sertão pernambucano, especificamente nos municípios de Salgueiro, Serra Talhada, Ouricuri e Parnamirim, especializada na prática de crimes violentos contra a vida, além de outras condutas ilícitas relacionadas.

Foram cumpridos 16 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, a exemplo do sequestro de bens dos principais investigados. Dentre os alvos dos mandados está um político da Câmara Municipal de Parnamirim/PE.

Participaram da deflagração da operação 180 policiais federais oriundos de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe, incluindo equipes do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal, além de 50 policiais militares e nove policiais civis das Corregedorias dos Estados de Pernambuco, Paraíba e Ceará.

Entre os alvos da operação, pelo menos 11 deles possuem Certificado de Caçador, Atirador Desportivo e Colecionador (CAC).

Os ilícitos investigados são de associação para constituição de milícia privada, homicídio, agiotagem, extorsão, segurança privada ilegal e jogos de azar, cujas penas ultrapassam os 40 anos de reclusão. Todos os presos passarão por audiência de custódia e posteriormente serão encaminhados para o CREED – (Centro de Reeducação da PM-PE) e COTEL – (Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna).

MaisPB

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Brasil

Bancada ruralista pede prisão de líder do MST João Pedro Stédile após ameaça de invasões

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pediu nesta quarta-feira, 12, a prisão temporária ou preventiva do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stédile, integrante da direção nacional do MST. O pedido ocorre após publicação de vídeo pelo movimento no qual Stédile afirma que em abril “haverá mobilizações (do movimento) em todos os Estados, seja marchas, vigílias, ocupações de terra, as mil e uma formas de pressionar que a Constituição seja aplicada e que latifúndios improdutivos sejam desapropriados e entregues às famílias acampadas”.

Em ofícios enviados ao procurador-geral da República, Augusto Aras, ao procurador-geral da Justiça de São Paulo, Mario Luiz Sarrubbo, e ao secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Muraro Derrite, obtidos com exclusividade pelo Estadão/Broadcast Agro, a FPA pede a apuração de incitação ao crime, investigação das “graves ameaças” feitas por Stédile e sua prisão.

Presidente da frente, o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR) afirma que a bancada requer também a retirada do vídeo de Stédile das redes sociais, assim como o repúdio público às suas declarações. “Ninguém pode chegar na rede social, anunciar que vai cometer crime, incitar invasão de terra e esbulho possessório e não acontecer nada. Stédile fugiu da razoabilidade e não podemos aceitar isso”, afirmou Lupion.
Invasão do MST nesta segunda-feira, 3, nas terras do Engenho Cumbe, no município de Timbaúba em Pernambuco – 03/04/2023 Foto: Comunicação MST/PE

Segundo o deputado, o pedido não é somente da bancada ruralista mas dos produtores rurais. “Os produtores rurais exigem o mínimo de segurança jurídica e de direito à propriedade. Se fosse um movimento da direita, estariam todos sendo processados. Não podemos aceitar a desculpa de que é um movimento social para cometer ilegalidades”, acrescentou.

De acordo com o presidente da frente, apesar dos anúncios de invasões de terra pelos movimentos sociais durante o chamado “abril vermelho”, ainda não foram registradas invasões de propriedades produtivas ao longo desse mês. “Não podemos aceitar isso porque gera insegurança para a população rural e um completo assombro ao produtor que em pleno 2023 está sujeito a invasões, que não aconteciam há muito tempo. Nunca houve anúncio público de esbulho possessório, de invasão de terra e incitação ao crime”, afirmou Lupion.

A frente alega ser “urgente” a instauração de procedimento administrativo ou de inquérito policial para analisar as condutas de Stédile, além do requerimento de sua prisão temporária ou prisão preventiva. “Não é admissível que se atente abertamente contra o direito de propriedade, constitucionalmente protegido, e não haja qualquer resposta das instituições nacionais”, alega a FPA.
Abril Vermelho: MST invade 800 hectares de terra em Pernambuco

Líder do MST na Bahia ameaça novas invasões: ‘Temos disposição’

A bancada ruralista, que congrega 347 parlamentares, aponta no documento, assinado por Lupion, que desde fevereiro vêm ocorrendo invasões de propriedades rurais públicas e privadas, lideradas por movimentos sociais. “Tais ações se tratam, em verdade, de condutas ilegais, violentas e contrárias à lei, à Constituição da República e que trazem caos e terror social no campo. A atuação desses grupos, em especial do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao longo dos anos gerou danos inconcebíveis aos produtores rurais e à sociedade, consubstanciando o cometimento dos mais atrozes crimes, tais como homicídio, cárcere privado e outros”, argumenta a FPA nos ofícios.

Para a FPA, as declarações de Stédile “renovaram o cometimento desses crimes”, o que configura, na visão da frente, crime de incitação ao crime, de invasão de propriedade e de esbulho possessório. A frente se refere ao movimento como “iminência de uma onda de crimes no País”. “Essa anunciação do cometimento de crimes deve ser firmemente combatida pelas autoridades do Estado brasileiro, sob pena de o terror e o caos tomarem conta da sociedade brasileira”, argumenta a FPA no documento.

Além dos ofícios enviados à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, à Procuradoria Geral de São Paulo, onde Stédile reside, e à Procuradoria Geral da República, a frente enviou documentos semelhantes solicitando “tomada de providências” para que nenhum ato ponha em risco o direito de propriedade e que não utilize recurso público à Advocacia Geral da União e ao Tribunal de Contas da União.

Questionado se a bancada ruralista procurou ou irá acionar o governo para a mediação do assunto junto ao MST, como os Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, Lupion respondeu que não houve conversa entre a bancada e o Executivo e que entende que não cabe ao governo a interlocução junto ao movimento. “Não houve nenhum posicionamento dos próprios movimentos retirando a fala dele. O governo ignorou. O governo tem de acalmar seus aliados, mas não cabe ao governo essa função. Gostaríamos que o governo condenasse a ação, mas não acredito que irão fazê-lo”, afirmou o presidente da FPA.

Estadão

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Brasil

Governo admite erro de comunicação sobre taxação de e-commerce e aciona influenciadores


Foto: FG Trade/ Getty Images

Em meio ao ruído gerado pelo anúncio da Receita Federal sobre a cobrança de imposto de encomendas internacionais de até U$S 50, o governo federal agiu para conter os danos e “reverter a narrativa” sobre o caso.

A avaliação interna é que houve uma “falha na comunicação” em como a medida foi anunciada, o que acabou confundindo os consumidores, que passaram a temer que a taxação possa elevar o preço dos produtos comercializados em sites de e-commerce, como AliExpress, Shopee e Shein.

Desde o início da tarde desta quarta-feira (12/4), o Palácio do Planalto atuou para esclarecer a medida. Em nota, o Ministério da Fazenda esclareceu que não será criada uma taxa para compras on-line.

O governo tem dito que nunca houve isenção para o comércio eletrônico e que o benefício só se aplicava para envio entre pessoas físicas e não para relações comerciais. O benefício, porém, tem sido utilizado de forma fraudulenta, segundo órgãos oficiais, para vendas realizadas por empresas estrangeiras. Ou seja, algumas empresas estariam burlando a legislação com o objetivo de não pagar impostos.

“Nunca existiu isenção de US$ 50 para compras on-line do exterior. Portanto, não faz sentido afirmar que se pretende acabar com o que não existe. Nada muda para o comprador e para o vendedor on-line que atua na legalidade”, explicou a pasta.

Metrópoles

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