Brasil

Câmara aprova projeto que suspende trechos de decretos de Lula sobre o marco do saneamento

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (3), por 296 votos a favor e 136 contra, projeto de decreto legislativo (PDL) que suspende dispositivos de dois decretos presidenciais de regulamentação do novo marco do saneamento básico. A matéria será enviada ao Senado.

O texto é um substitutivo do deputado Alex Manente (Cidadania-SP) para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 98/23, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), ao qual estão apensados outros onze PDLs sobre o mesmo tema.

Esses decretos editados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de abril deste ano revogam outras regulamentações editadas em 2020 e 2021.

Segundo os autores e deputados defensores da suspensão, o decreto permite a regularização de contratos atuais que deveriam ser extintos sem possibilidade de renovação, o que impediria a realização de licitação para a contratação do serviço.

Já os defensores da regulamentação argumentam que ela beneficia cidades pequenas que não seriam de interesse de empresas privadas na montagem de blocos de municípios para a prestação regionalizada.

“Estamos sustando a contratação de estatais em diversos estados sem licitação e a possiblidade de contar situações irregulares como parte da capacidade econômica”, afirmou o relator.

No Decreto 11.466/23, o substitutivo suspende trecho que permite ao prestador de serviços de saneamento em atuação incluir no processo de comprovação da capacidade econômico-financeira eventuais contratos provisórios não formalizados ou mesmo instrumentos de natureza precária.

Para contar esses serviços na comprovação da capacidade econômica, o decreto permite às empresas a regularização dos contratos junto ao titular do serviço ou da estrutura de prestação regionalizada até 31 de dezembro de 2025. A data final do contrato regularizado deveria ser limitada a janeiro de 2040, prazo final permitida caso seja necessária prorrogação do prazo inicial previsto de dezembro de 2033.

Entretanto, a lei determina que os contratos provisórios não formalizados e os vigentes prorrogados fora das regras na nova lei serão considerados irregulares e precários, o que não permitiria sua regularização.

Blog do BG PB

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Brasil

“Ficará provado que Bolsonaro não cometeu ilegalidades”, diz Valdemar Costa Neto


Foto: Divulgação/PL

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Jair Bolsonaro, saiu em defesa do ex-chefe do Executivo após a Polícia Federal deflagrar a Operação Venire. Como mostramos, agentes realizaram buscas na casa de Bolsonaro e apreenderam celulares do ex-presidente e de Michelle, sua esposa. A ofensiva mira um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid nos sistemas do Ministério da Saúde.

Segundo a PF, o cartão de vacinação do ex-presidente foi fraudado para que ele pudesse participar de viagens no exterior. O cartão de vacinação da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também teria sido alterado de forma ilegal.

No Twitter, Valdemar disse que “ficará provado que Bolsonaro não cometeu ilegalidades”.

“Bolsonaro é uma pessoa correta, íntegra, que melhorou o país e procurava sempre seguir a lei. Confiamos que todas as dúvidas da Justiça serão esclarecidas e que ficará provado que Bolsonaro não cometeu ilegalidades“, escreveu o presidente do PL.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes dentro do inquérito das “milícias digitais” que já tramita no Supremo Tribunal Federal.

O Antagonista

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Brasil

VÍDEO: “Não existe adulteração da minha parte, eu não tomei a vacina”, diz Bolsonaro após operação da PF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reafirmou nesta quarta-feira (3) que ele e a filha Laura, de 12 anos, não tomaram vacina contra a Covid. Bolsonaro também negou que tenha havido adulteração nos cartões de vacinação da família.

O ex-presidente foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta quarta. A Polícia Federal investiga se Bolsonaro, familiares e auxiliares inseriram informações falsas no sistema do Ministério da Saúde para obter um cartão de vacinação com doses que, na verdade, não foram aplicadas.

Em entrevista após a operação da PF na casa em que mora em Brasília, Bolsonaro disse que nunca pediram a ele cartão de vacina para “entrar em lugar nenhum”.

Veja mais:

Pf

Bolsonaro e filha Laura tiveram cartões de vacina contra Covid-19 alterados

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Paraíba

Aliados de Bolsonaro na PB criticam ação contra ex-presidente: “Perseguição”

Políticos aliados a Jair Bolsonaro (PL) se manifestaram através das redes sociais nesta quarta-feira (3) para criticar a ação da Polícia Federal contra o ex-presidente. A PF cumpre mandados de busca e apreensão na casa do ex-chefe do executivo brasileiro.

Durante a operação, que foi deflagrada ainda pela manhã, o ajudante de Bolsonaro, Mauro Frias, foi preso. Além disso, os celulares do político e da sua esposa, Michelle, foram apreendidos.

O deputado Cabo Gilberto (PL), que estaria sendo investigado por participação indireta na invasão e depredação dos três poderes no dia 8 de janeiro, questionou a decisão e classificou a prisão de Mauro Frias como ‘inconstitucional’.

Para o ex-candidato a governador da Paraíba pelo partido de Bolsonaro, Nilvan Ferreira, a operação da PF é uma ‘perseguição’.

A operação da Polícia Federal foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A PF investiga se a família do presidente burlou as regras sanitárias da Anvisa, falsificando os cartões de vacinação contra a Covid-19 para viajar aos Estados Unidos.

MaisPB

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Brasil

Lira convence Lula a abrir o cofre e a liberar emendas e cargos em troca de apoio no Congresso


Foto: Reprodução

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não usou meias-palavras na conversa de ontem com Luiz Inácio Lula da Silva. Ao falar sobre as CPIs que prometem atormentar o Palácio do Planalto, como a dos Atos Golpistas, Lira cobrou reciprocidade para garantir governabilidade. No tête-à-tête com o presidente, o líder do Centrão reclamou que os acordos não têm cumprido o tempo da política para sair do papel e disse que o governo precisa “entregar”, se quiser ter apoio.

As queixas de Lira são vistas no Planalto como forma de pressionar Lula a lhe dar cada vez mais poder. Não é de hoje que o presidente da Câmara exige “instrumentos” para assegurar maioria ao governo, a cada votação. “Não sou João de Deus”, costuma repetir.

Lula prometeu resolver o imbróglio. Primeiro, chamou o o titular da Fazenda, Fernando Haddad. Depois, determinou a outros ministros que comecem a liberar R$ 10 bilhões em emendas para deputados e senadores, além dos “restos a pagar” do governo de Jair Bolsonaro.

Na prática, desde que o Supremo Tribunal Federal decretou o fim do orçamento secreto – ressuscitado agora em novo modelo –, a distribuição desse dinheiro está sob controle do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. “Um sujeito fino e educado, mas que tem tido dificuldades”, disse Lira, em entrevista a O Globo. “Sou fino e educado. Então, não vou responder”, devolveu Padilha.

Os atritos entre os dois vieram à tona após a criação das CPI dos Atos Golpistas, das invasões do MST e na esteira da guerra envolvendo a frustrada votação do PL das Fake News.

Nos bastidores, Lira também acusou Padilha de não o defender após o ministro da Justiça, Flávio Dino, ter vetado a indicação de João Carlos Mayer Soares, feita por ele para o Tribunal Regional Federal da 1.ª Região. O nome havia sido negociado com o próprio Padilha.

Se pudesse, Lira substituiria o articulador político do Planalto pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). O presidente, porém, não vai entregar essa cabeça. Na tentativa de acalmar os ânimos, o Diário Oficial trará agora nomeações em diretorias de Sudam, Sudene, Dnit e Dnocs, entre outras. Há cerca de 400 cargos de segundo e terceiro escalões nos Estados, ainda não preenchidos.

Aliados do governo acusam o chefe da Casa Civil, Rui Costa, de segurar as indicações, mas ele responde com a necessidade de “pente-fino”. Diante de tanta crise, ninguém percebeu, mas Lira demorou quase dois meses para pautar o projeto da igualdade salarial entre homens e mulheres. “Estava todo bichado”, justificou ele à coluna. Há mesmo muitos jabutis rondando a Praça dos Três Poderes. •

Presidente da Câmara ‘chora’ e consegue promessa de liberação de R$ 10 bi em emendas.

Vera Rosa/Estadão

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Brasil

Lula retoma exigência de vistos para turistas dos EUA, Austrália, Canadá e Japão

O Brasil voltará a exigir que turistas dos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Japão apresentem visto para entrar no país. A decisão, publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (3) e em vigor a partir de outubro, revoga uma medida promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que dispensava os vistos de forma unilateral.

A Folha já havia antecipado que o governo havia tomado uma resolução nesse sentido em março deste ano. Uma possibilidade estudada pela administração à época era retomar o princípio de reciprocidade. Adotado historicamente pelo Itamaraty, ele prevê cobrar de cidadãos dos outros países as mesmas regras que estes Estados determinam para os brasileiros.

Então Ministério das Relações Exteriores estudava o impacto da medida para o turismo. No caso dos Estados Unidos, o aumento do número de turistas de 2018 para 2019 foi de 12%, saindo de 391 mil para 439 mil. Em 2022, vieram 355 mil americanos, abaixo do nível pré-pandemia.

Já no Japão, houve um decréscimo de 4% no fluxo de visitantes entre 2018 e 2019, de 59 mil para 56 mil. Em 2022, foram 16,8 mil turistas oriundos do país asiático.
Lá fora

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Bolsonaro anunciou a revogação da necessidade às vésperas da viagem que faria para os Estados Unidos, para encontrar o então presidente, Donald Trump, em março de 2019.

A isenção de visto se aplicou aos que viajam ao Brasil para fins de turismo, negócios, trânsito e atividades artísticas e esportivas. Também se estendeu para pessoas “em situações excepcionais por interesse nacional”.

Folha de São Paulo

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Brasil

Bolsonaro e filha Laura tiveram cartões de vacina contra Covid-19 alterados

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quarta-feira (3), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e faz buscas na casa do ex-presidente no condomínio Solar de Brasília II, no Jardim Botânico, condomínio localizado a 13km do centro do poder. Os mandados são cumpridos em uma operação que investiga a inserção de dados falsos de vacina contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

Dentre as figuras que tiveram o cartão de vacinação alterado, estão o próprio Bolsonaro; a filha mais nova dele, Laura, 12 anos; além de Mauro Cid, a esposa e a filha dele.

Segundo a PF, as inserções falsas ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022 e tiveram como consequência a alteração da verdade sobre a condição de imunizado.

Com isso, os beneficiários puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta por outros países em viagens.

Igor Gadelha – Metropoles

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Paraíba

LIBERTATIS: Operação conjunta cumpre novos mandados na PB contra ameaças a escolas

A Polícia Federal, Civil e o Gaeco deflagraram na manhã desta quarta-feira (3), a Operação Libertatis, que cumpre cinco mandados de prisão contra suspeitos de divulgar mensagens de ameaça de ataques às escolas numa rede social hospedada na Paraíba, a VOLO.

Os agentes estão nas ruas de Campina Grande, onde cumprem três mandados. Os outros dois mandados estão sendo cumpridos em Lagoa Seca e João Pessoa.

A operação é um desdobramento das investigações da Delegacia de Crimes Cibernéticos (DECC) contra a rede social VOLO, iniciadas ainda no mês passado, que verificou perfis de pessoas incitando ameaças às escolas. Na ocasião, a polícia, em atuação junto ao Ministério Público, pediu a retirada do site do ar.

As investigações estão em andamento. A Polícia Civil deve divulgar o balanço da operação ainda nesta quarta-feira (3).

Blog do BG PB

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Brasil

PF apreende celulares de Bolsonaro e Michelle

Alvo de um mandado de busca e apreensão realizado pela Polícia Federal nesta manhã, Jair Bolsonaro teve seu celular apreendido, mas, até o momento, não forneceu a senha de seu celular. A ex-primeira-dama, inicialmente, também não passou a senha, mas, depois, autorizou acesso ao seu aparelho.

Os telefones de ambos fazem parte dos itens que estão sendo apreendidos pelos investigadores. As buscas estão em andamento.

O tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi preso na mesma ação. A PF apura a atuação de um grupo que teria inserido dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

Bela Megale

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Brasil

Operação da PF faz buscas na casa de Bolsonaro

A operação da PF que está nas ruas para investigar um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde cumpre 16 mandados de busca e apreensão. Um deles é na nova casa de Jair Bolsonaro, no bairro do Jardim Botânico, em Brasília.

É a mesma operação que prendeu o coronel Cid, em ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid, aliás, iria depor hoje na PF, por vídeo, em outro caso — o das joias das arábias.

A autorização para a ação de hoje é do ministro Alexandre de Moraes. A operação ocorre dentro do inquérito que apura a atuação das “milícias digitais”.

Lauro Jardim – O Globo

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