Brasil

Resultado do marco fiscal não reflete base do governo, diz Lira

Foto: Sérgio Lima/Poder360

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira (24) que o resultado da votação do novo marco fiscal não reflete a base de apoio ao governo na Casa, mas representa um “avanço” na consolidação da sustentação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso. O texto foi aprovado com 372 votos favoráveis e 108 contrários.

“Penso que não [dá para medir a base do governo], mas é uma evolução. Nós estamos trabalhando para que isso se concretize. Eu sempre disse a todos que nós seremos facilitadores do que é bom para o país”, declarou em entrevista a jornalistas.

Para Lira, o texto aprovado foi amplamente discutido e teve a participação de todas as bancadas por meio das conversas do relator, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), que é companheiro de partido e aliado do presidente da Casa.

“A demonstração do painel, tanto na urgência quanto no mérito, mostra que o texto tinha discussão, tinha maturidade. É um texto equilibrado. Posições mais a esquerda e mais a direita convergiram em votar determinadas matérias”, afirmou.

Lira participou diretamente da articulação do texto. A aprovação da proposta é uma demonstração de sua força e influência política. Traz alívio para o Ministério da Fazenda e para a gestão petista, que terá mais liberdade para determinados gastos.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

STF

STF tem até sexta para analisar decisão de Barroso sobre piso da enfermagem

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

O STF está julgando nesta semana a decisão liminar do ministro Roberto Barroso que restabeleceu o piso salarial da enfermagem. A liminar foi concedida em 15 de maio, e a análise está no plenário virtual no âmbito da ADI  7222.

Os ministros têm até às 23h59 de sexta-feira (26) para depositarem seus votos. Na sessão virtual, os votos são publicados ao longo de uma semana, sem discutir as questões. Até o momento, votaram somente Barroso, que é o relator do caso, e o ministro Edson Fachin.

Barroso defendeu que sua decisão seja mantida, considerando que os esforços do Congresso Nacional e do governo federal para liberar os R$ 7,3 bilhões do Orçamento de 2023 viabilizaram o pagamento da remuneração.

“Constata-se, assim, que as providências adotadas pela União constituem fato novo a justificar a revisão da medida cautelar deferida [a suspensão do piso aos profissionais da categoria publicada em setembro de 2022]“, diz trecho do voto.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Casal suspeito de raptar empresário é preso em JP

Dupla foi encaminhada à Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu na manhã desta quarta-feira (23), duas pessoas suspeitas de raptar um empresário em João Pessoa. A prisão aconteceu no bairro de Mangabeira. Os policiais identificaram o carro da vítima, onde estava dois dos detidos.

Segundo a Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio da capital (DCCPAT), o crime acontece na última segunda-feira (22), quando a vítima, que estava no bairro de Tambauzinho, foi abordada quando estava no próprio veículo. O homem foi ameaçado e obrigado a realizar transferências bancárias. Ele foi deixado amarrado em uma região de mata no bairro do Portal do Sol.

O Computador, tablet, celulares, e bens pessoais da vítima foram levados, bem como o seu veículo. Ainda segundo a polícia, as diligências seguem em busca de identificar e prender os demais envolvidos.

Com informações do Portal T5

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Magno Malta é denunciado ao Conselho de Ética e STF por fala sobre Vini Jr.

Foto: Cristiano Mariz/ Agência O Globo

O senador Magno Malta (PL-ES) será investigado pelas falas que proferiu sobre o caso de racismo sofrido pelo jogador Vini Jr., do Real Madrid. Malta disse que a imprensa “revitimizou” o jogador ao dar destaque para o caso. Além disso, ele convocou associações de animais para defender os macacos e disse que se fosse Vini Jr. entraria em campo com uma leitoa branca para mostrar que “não tem nada contra branco”.

Diante do episódio, Fabiano Contarato, líder do PT no Senado, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito policial por injúria racial contra Magno Malta diante das falas sobre o jogador brasileiro.

O Psol também informou que entrará com uma representação contra o senador Magno Malta (PL-ES) no Conselho de Ética do Senado e com uma notícia-crime junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Cadê os defensores da causa animal que não defendem o macaco?”. O ataque racista sofrido por Vini Jr., durante a partida entre Real Madrid e Valencia, no último domingo (22), mobilizou redes sociais, entidades e figuras emblemáticas do futebol e da política.

Estado de Minas

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Veja como cada partido votou na aprovação do novo marco fiscal

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O texto-base do novo marco fiscal foi aprovado na noite desta terça-feira (23) na Câmara dos Deputados, com 372 votos a favor, 108 contra e uma abstenção. Outros 28 parlamentares não compareceram à sessão para votar. Confira abaixo como votou cada partido.

O PL, de Waldemar Costa Neto e do ex-presidente Jair Bolsonaro, liberou os parlamentares para votarem como quisessem. Dentre eles, 30 deputados votaram junto com o governo Lula, pela aprovação do novo marco fiscal. Outros 60 deputados da sigla votaram contra o projeto e mais sete não compareceram à votação.

A federação partidária PSOL-Rede, com 13 deputados, e o partido Novo, com três, votaram contra a aprovação.

A federação PT-PCdoB-PV teve recomendação das lideranças para votar a favor do marco fiscal. Contudo, o PT teve dois deputados que não apareceram na votação, Jilmar Tatto (PT-SP) e Waldenor Pereira (PT-BA); e o PV somou um voto negativo, com Prof. Reginaldo V. (PV-DF).

O bloco formado por União Brasil, Progressistas (PP) e a federação PSDB-Cidadania recebeu orientação de votar a favor. Ainda assim, o União teve sete votos contrários e duas faltas; o PP também teve sete votos contra e três faltosos; a federação teve três contrários, todos do PSDB.

Já o bloco formado por MDB, PSD, Republicanos, Podemos e PSC também foi orientado a votar a favor. No entanto, o MDB teve três votos contrários e a única abstenção oficial, do deputado Newton Cardoso JR. (MDB-MG). Outros seis parlamentares da legenda não compareceram ao plenário da Casa Baixa para votar.

O PSD teve cinco votos contrários; o Republicanos também teve cinco votos contra e três faltas; o Podemos teve apenas dois votos contrários, incluindo o de Deltan Dallagnol, que ainda votou mesmo tendo tido o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na semana passada; o PSC teve apenas um voto contra.

O texto do novo marco fiscal precisava de, ao menos, 257 votos a favor para ser aprovado no plenário da Câmara.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Relator no TSE entregou minha cabeça por vaga no STF e decisão foi combinada, diz Deltan

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) afirma que os sete ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) combinaram nos bastidores a decisão de retirar seu mandato antes mesmo de o tema ser julgado pelo plenário da corte.

Deltan, ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato, direciona as críticas mais duras ao relator do processo, ministro Benedito Gonçalves. “O ministro condutor do voto trouxe um voto que objetiva entregar a minha cabeça em troca da perspectiva de fortalecer a sua candidatura ao Supremo”, diz Deltan em entrevista à Folha.

A decisão, por unanimidade, ocorreu no último dia 16. Segundo o parlamentar, os outros seis integrantes da corte eleitoral foram influenciados pelo governo Lula. Deltan diz que mantém esperança de os integrantes da Mesa Diretora da Câmara decidirem ignorar a decisão do TSE para mantê-lo no cargo.

Folha de S. Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Por 372 votos a 108, Câmara aprova texto-base do arcabouço fiscal

Placar da votação nesta terça-feira (23) do texto-base do novo arcabouço fiscal na Câmara dos Deputados. — Foto: Reprodução/TV Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (23) o texto-base do projeto de lei que institui o novo arcabouço fiscal. O placar foi de 372 votos a favor, 108 contra e 1 abstenção.

Para concluir a votação, os deputados têm ainda que analisar os destaques, que são sugestões pontuais de alteração no texto.

Um dos destaques, proposto pelo PSOL, foi votado e rejeitado. Previa retirar do texto os gatilhos para controle das despesas (entenda mais abaixo). A votação dos demais destaques ficou para esta quarta-feira (25).

O arcabouço foi elaborado pelo governo para substituir o teto de gastos. No teto, o crescimento das despesas do governo fica limitado à inflação do ano anterior. O arcabouço é mais flexível. Em linhas gerais, atrela o crescimento das despesas ao crescimento das receitas. Com isso, o governo tenta aumentar o poder de investimento sem comprometer as contas públicas.

O mecanismo central do arcabouço é:

  • o crescimento dos gastos públicos fica limitado a 70% do crescimento da arrecadação do governo (exemplo: se a arrecadação subir 2%, a despesa poderá aumentar até 1,4%);
  • mesmo que arrecadação do governo cresça muito, será necessário respeitar um intervalo fixo no crescimento real dos gastos, variando entre 0,6% e 2,5%, desconsiderando a inflação do período.

A aprovação acontece após uma série de reuniões ao longo do dia. Na construção de um acordo, o relator, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), decidiu alterar um dos pontos do parecer que receberam mais críticas, em especial da oposição — o que fixa em 2,5% o crescimento real da despesa em 2024.

No novo parecer, o relator retirou essa redação, prevendo apenas que o crescimento real das despesas em 2024 deveria seguir o intervalo entre 0,6% e 2,5%. Porém, o texto abre uma possibilidade para que o governo amplie as despesas, por meio de crédito suplementar.

Isso poderá ocorrer após a segunda avaliação bimestral de receitas e despesas de 2024, que ocorre em maio, considerando o crescimento da receita do exercício completo de 2023 (ou seja, de janeiro a dezembro) e comparando com a projeção para 2024.

Se ao fim de 2024, a despesa for superior ao crescimento real da receita primária efetivamente realizada, a diferença deve ser reduzida da base de cálculo e subtraída do limite de gastos para 2025.

O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) avalia que esse trecho impede, por exemplo, que haja uma projeção exagerada para 2024 apenas para aumentar as despesas.

A mudança é um meio termo encontrado por Cajado: os gastos terão um teto vinculado à arrecadação e, ao mesmo tempo, não serão totalmente impactados pela correção que ainda considera o 2º semestre do ano passado, com a receita ainda sob o governo de Jair Bolsonaro.

Fundeb

O relator também tentou explicitar um ponto sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), a principal fonte de financiamento do setor, que foi inserida nas limitações de gastos nas alterações realizadas pelo relator. Atualmente, esses recursos estão fora do atual teto de gastos.

No novo texto, fica claro que o crescimento da complementação da União ao Fundeb, prevista na Constituição e vinculada à receita dos estados, é acrescido aos limites previstos no arcabouço. Segundo Cajado, as novas regras não vão prejudicar os recursos do fundo.

“O Fundeb sempre esteve fora do teto de gastos por um motivo: a experiência nos mostra que na hora que as contas apertam, a educação é sempre alvo de cortes. O Congresso tem que dizer claramente: gastar com educação é investir no nosso futuro. E isso tem que ser prioridade sempre. Por isso, tanto o Fundeb quanto a complementação têm que ficar fora do teto”, disse a coordenadora da Frente da Educação, deputada Tábata Amaral (PSB-SP).

Fundo Constitucional do DF

Deputados do Distrito Federal protestaram contra o texto de Cajado, que incluiu o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) nas regras do arcabouço.

Na avaliação da bancada, os recursos do fundo – que são usados para custear a segurança pública do DF, além da saúde e da educação – serão reduzidos com a regra. O tema é alvo de um destaque do PL, que pede a retirada do fundo dos limites do novo marco fiscal.

De acordo com os parlamentares, em 2023, 40% do orçamento do DF (cerca de R$ 23 bilhões) vem do FCDF.

Apesar dos apelos, Cajado decidiu submeter o fundo ao arcabouço.

Limitação de empenho

O relator incluiu, ainda, a previsão de que a limitação de empenho e pagamento de despesas de investimentos devem seguir a proporção das demais despesas discricionárias. É a regra que já é seguida hoje para as emendas parlamentares impositivas – individuais e de bancada.

Quando há necessidade de contingenciamento, o governo precisa bloquear gastos não obrigatórios, que envolvem recursos para investimentos e custeio da máquina pública. O objetivo do novo trecho, então, é evitar que os bloqueios recaiam totalmente sobre investimentos

Na primeira versão do parecer, Cajado voltou com a necessidade de avaliação bimestral das receitas e despesas – hoje já funciona desta forma, mas o projeto enviado pelo governo ao Congresso previa que essa avaliação seria feita apenas três vezes ao ano.

Gatilhos

Já na primeira versão do parecer, o relator incluiu a previsão de “gatilhos”, mecanismos que pretendem obrigar a contenção de despesas sempre que os gastos do governo ultrapassam certos limites.

  • Se as receitas não avançarem como projetado, governo será obrigado a contingenciar despesas;
  • Se mesmo contingenciando despesas o governo não conseguir cumprir as metas ficais (zerar déficit em 2024 e ter superávit em 2025 e 2026), gatilhos graduais serão acionados. Confira, a seguir, quais são eles.

1º ano de descumprimento da meta

Caso o governo descumpra as metas fiscais estabelecidas, no primeiro ano ficarão proibidos:

  • criação de cargos;
  • alteração de estrutura de carreira;
  • criação ou majoração de auxílios;
  • criação de despesa obrigatória;
  • reajuste de despesa obrigatória acima da inflação;
  • ampliação de subsídios e subvenções;
  • concessão ou ampliação de benefício tributário.

2º ano de descumprimento da meta:

Se o governo descumprir a meta pelo segundo ano seguido, novas proibições serão acrescentadas às existentes, como:

  • aumento e reajustes na despesa com pessoal, como aumento de salários;
  • admissão ou contratação de pessoal, exceto para reposição de cargos vagos;
  • realização de concurso público, exceto para reposição de cargos vagos.

Penalidades

O descumprimento das metas fiscais não será crime. Por outro lado, o descumprimento dos contingenciamentos e dos gatilhos, atualmente, já é uma infração à Lei de Responsabilidade Fiscal – passível de punição.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Ministério da Saúde pede novo censo à Paraíba para recalcular recursos

O Estado e os municípios da Paraíba poderão receber um repasse maior do Governo Federal para contemplar o piso dos enfermeiros, técnicos e auxiliares em enfermagem e parteiras. Para conseguir uma verba maior, a Secretaria de Estado da Saúde deve encaminhar ao Ministério da Saúde um censo paraibano atualizado. O acerto aconteceu durante reunião nesta terça-feira (23), em Brasília, entre o secretário de Saúde do Estado, Jhony Bezerra, e autoridades do Ministério da Saúde.

Jhony revelou que o os cálculos atuais foram feitos em cima de uma base antiga, de 2021. Ele apontou que há uma defasagem nos dados, pois na época a Paraíba tinha cerca de cinco mil profissionais da área. Hoje, a quantidade é superior a sete mil.

Leia mais:  OUÇA: Presidente da FAMUP acusa deputados paraibanos de usarem novo piso da enfermagem como propaganda eleitoral

“O Ministério da Saúde vai rever essa memória de cálculo junto ao Estado da Paraíba e também aos demais municípios. Estaremos apresentando um censo atualizado nos próximos dias, para que o Ministério da Saúde possa rever essa memória de cálculo e, de forma mais concreta e correta, redistribuir esses recursos”, revelou o secretário.

Leiam mais: 95% dos prefeitos da PB não poderão pagar piso da enfermagem, alerta FAMUP

O secretário Jhony Bezerra acredita que ainda nessa semana o censo seja todo construído para que na próxima, em junho, seja possível rediscutir um aumento dos recursos para pagamento do piso salarial da enfermagem. Essa correção acontecerá através de uma nova portaria, com os valores ajustados.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Governo Lula é visto como péssimo, ruim ou regular por 57,6% da população, aponta pesquisa

Foto: PAULO BOMTEMPO/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO.

Um levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é vista como péssima, ruim ou regular por 57,6% da população do Brasil. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira, 23, contando com 2.023 eleitores dos 26 Estados da federação e do Distrito Federal entre os dias 16 e 21 de maio. Segundo o levantamento, 25,7% da população classifica o governo de Lula como “péssimo”, com outros 7% analisando-o como “ruim” e outros 24,9% como “regular”. Do outro lado, 15,8% dos eleitores avalia a atual gestão como “ótima” e outros 23,9% como “boa”. Questionados se aprovavam ou desaprovavam a atual gestão, 54,1% dos entrevistados disse aprovar a condução de Lula, com outros 39,4% dizendo reprovar o governo do petista. Outros 6,5% disseram não saber ou preferiram não responder. Ainda de acordo com o levantamento, a maior aprovação de Lula está entre a população com idade entre 16 e 24 anos (59,8%), enquanto a maior desaprovação fica com os eleitores entre 25 e 34 anos (43,4%).

A pesquisa também avaliou as expectativas da população em relação ao governo Lula, sendo que 27,6% disseram que o governo está pior do que o esperado. Do outro lado, 29% disseram considerar que a gestão está melhor do que o esperado, enquanto 38% consideraram que está igual às expectativas. Os entrevistados também foram questionados sobre a situação financeira de suas famílias durante o governo do petista, com 25,8% dizendo que o cenário piorou desde janeiro. Para 26,8%, a situação melhorou, enquanto 45,4% consideram que o panorama está igual ao do governo anterior. De acordo com o Instituto, a margem de erro para os resultados é de 2,2 pontos percentuais.

Jovem Pan

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Gripe aviária leva Brasil a decretar estado de emergência zoossanitária

Foto: Reuters/Mariana Nedelu.

O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional em função de casos de gripe aviária detectados em aves silvestres. A portaria, assinada pelo ministro Carlos Fávaro, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite dessa segunda-feira (22) e tem validade de 180 dias.

A medida, de acordo com a pasta, tem como objetivo evitar que a doença chegue à produção de aves de subsistência e comercial, além de preservar a fauna e a saúde humana. Ainda segundo o ministério, a declaração de estado de emergência zoossanitária possibilita a mobilização de verbas da União e a articulação com outros ministérios, organizações governamentais nas três instâncias e não governamentais.

Novos casos confirmados

Na tarde dessa segunda-feira (22), o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo confirmou três novos casos positivos para influenza aviária (H5N1) no Espírito Santo, que estavam em investigação desde a semana passada.

Em nota, o ministério informou que as aves silvestres da espécie Thalasseus acuflavidus (nome popular trinta-réis-de-bando) foram encontradas nos municípios de Linhares, Itapemirim e Vitória.

Até o momento, são oito casos confirmados em aves no país: sete no Espírito Santo, nos municípios de Marataízes, Cariacica, Vitória, Nova Venécia, Linhares e Itapemirim; e um no estado do Rio de Janeiro, em São João da Barra. Além da espécie Thalasseus acuflavidus, há ainda aves da Sula leucogaster (atobá-pardo) e Thalasseus maximus (trinta-réis real).

A orientação da pasta é que a população não recolha aves que encontrar doentes ou mortas e acione o serviço veterinário mais próximo, no intuito de evitar que a doença se espalhe.

Ainda segundo o governo, não há mudanças no status brasileiro de livre da influenza aviária de alta patogenicidade perante a Organização Mundial de Saúde Animal, por não haver registro na produção comercial.

Feiras com aglomeração de aves

A portaria também prorroga, por tempo indeterminado, a suspensão da realização de exposições, torneios, feiras e outros eventos com aglomeração de aves e a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, em estabelecimentos registrados no ministério.

“A medida se aplica a quaisquer espécies de aves de produção, ornamentais, passeriformes, aves silvestres ou exóticas em cativeiro e demais aves criadas para outras finalidades”, detalhou a pasta.

Centro de operações de emergência
Também nesta segunda-feira, a Secretaria de Defesa Agropecuária instalou um Centro de Operações de Emergência para coordenação, planejamento, avaliação e controle das ações nacionais referente à gripe aviária.

“O grupo será responsável pela coordenação das ações de prevenção, vigilância e cuidado com saúde pública, bem como a articulação das informações entre outros ministérios, órgãos, agências estaduais e setor privado”, concluiu o ministério.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.