Saúde

Nova droga reduz pela metade risco de morte de pacientes de câncer de pulmão operados

Chapa de raio-x de paciente com câncer de pulmão

Uma nova droga contra câncer de pulmão reduziu pela metade o risco de morte ao longo de cinco anos para pacientes que passaram por cirurgias de remoção de tumor. Cientistas da Universidade Yale revelaram neste domingo que o fármaco osimertinib permitiu sobrevida a 88% dos voluntários que receberam o fármaco em um ensaio clínico, contra 78% que receberam placebo.

O anúncio foi feito por cientistas da Universidade Yale no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago. A droga se aplica a pacientes com um tipo específico de câncer pulmonar, relacionado a mutações no gene EGFR, que representam cerca de um quarto dos diagnósticos. Os voluntários recrutados para o teste foram submetidos a cirurgia em fases relativamente precoces do câncer (estágios 1B, 2, e 3A).

Esse foi o segundo resultado positivo anunciado para a droga. Anteriormente, os cientistas já haviam reportado que ela ajudava a frear a remissão de tumores da classe dos carcinomas de pulmão de células não pequenas, que representam 85% do total.

“Este foi o primeiro estudo global de fase 3 a demonstrar com significância estatística um benefício da sobrevida livre de doença e da sobrevida geral com o tratamento dirigido aos pacientes com mutação no EGFR em estágios de 1B a 3A”, escreveram os pesquisadores em um resumo divulgado no congresso.

Segundo Roy Herbst, médico que liderou o ensaio clínico, a droga se qualifica a ser adotada como tratamento padrão depois dos resultados do estudo.

“Esses dados realçam que o tratamento adjuvante com osimertinib proporciona aos pacientes a melhor chance possível de sobrevida a longo prazo”, disse o pesquisador em comunicado à imprensa.

“A droga demonstrou um benefício sem precedentes, altamente significativo estatisticamente e clinicamente em pacientes em estágio 1B–3A”, afirmou o oncologista William Nassib William Jr, líder da especialidade de tumores torácicos do Grupo Oncoclínicas, que esteve na conferência.

A multinacional AstraZeneca, que desenvolveu a droga e já a distribui com o nome comercial Tagrisso, também publicou um pronunciamento.

“Esses resultados enfatizam a importância de diagnosticar cedo os pacientes com câncer de pulmão, testá-los para mutações no EGFR, e tratar aqueles que a possuem”, disse Susan Gailbraith, vice-presidente da empresa para a área de pesquisa em oncologia.

O teste que indicou a eficácia da droga foi feito com 682 pacientes em 26 países diferentes. Os pesquisadores prosseguem analisando os dados do ensaio clínico e devem divulgar dentro de alguns meses informações sobra a capacidade da droga de bloquear a ação de tumores residuais.

O Globo

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Brasil

Fila do Bolsa Família volta sob governo Lula e deixa 438 mil famílias à espera do benefício

Foto: Roberta Aline (MDS)

Quase três meses após o relançamento do Bolsa Família, vitrine social das gestões petistas, o programa voltou a registrar fila de espera. Em maio, 438 mil famílias tiveram o cadastro aprovado pelo governo, mas não receberam o benefício.

O retrato contraria uma expectativa do próprio governo de manter a fila zerada até dezembro, após o Congresso Nacional aprovar uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que injetou R$ 70 bilhões no programa social para este ano, além dos R$ 105 bilhões já previstos inicialmente no Orçamento.

Em março, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inaugurou a nova fase do programa, a fila chegou a zero. O anúncio foi feito em uma cerimônia grandiosa no Palácio do Planalto, com a presença de ministros, representantes da sociedade civil e famílias beneficiárias.

O petista encontrou, em janeiro, um passivo de 498 mil famílias que estavam na lista de espera do Auxílio Brasil —marca lançada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que antecedeu o novo Bolsa Família.

Com os recursos adicionais autorizados pelo Congresso, todas essas pessoas foram incluídas no programa. Mas a fila voltou a crescer pouco tempo depois.

Uma família entra na lista de espera quando já teve os documentos analisados e aprovados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Portanto, a fila inclui apenas quem cumpre os requisitos e já está apto a receber o benefício.

Procurado, o MDS não esclareceu as razões pelas quais não efetua a inclusão dessas famílias no programa. A pasta comandada por Wellington Dias (PT) limitou-se a divulgar uma nota em que lista uma série de dados e indica que o prazo médio para a entrada de novos beneficiários está em 70 dias —mais de dois meses.

Para “famílias vulneráveis”, que o ministério caracteriza como “indígenas, quilombolas, resgatados de situação análoga à escravidão, entre outros”, o prazo é de 45 dias, segundo o MDS.

Em março, o Ministério do Planejamento e Orçamento anunciou uma redução de R$ 7 bilhões na projeção de gastos com o programa —de R$ 175 bilhões para R$ 168 bilhões. Quando isso acontece, em geral os recursos ficam travados para uso, uma vez que é comum precisar remanejar para outras áreas.

O governo atribuiu a revisão do valor ao processo de averiguação e revisão do Cadastro Único de programas sociais. A atualização dos dados permitiu a exclusão de famílias que não fazem jus ao benefício. Em maio, quando houve nova avaliação do Orçamento, não houve alteração nas despesas.

Um interlocutor do MDS disse sob reserva que a economia de R$ 7 bilhões pode “não se confirmar”, uma vez que ela reflete apenas a expectativa de exclusão de famílias, sem considerar o fluxo de novos ingressos no programa. O cálculo é atribuído ao Planejamento.

Procurada, a pasta chefiada por Simone Tebet (MDB) informou que “a estimativa mencionada foi feita pela Secretaria Nacional de Renda da Cidadania (Senarc) do MDS, em nota técnica enviada à SOF [Secretaria de Orçamento Federal]”.

A Folha questionou o MDS se a redução na projeção de gastos com o programa está por trás do represamento de novas concessões. O ministério não respondeu diretamente a essa pergunta.

Em nota, o órgão confirma que a estimativa de despesas com o Bolsa Família em 2023 está em R$ 168 bilhões e diz que “a projeção é passível de mudança a cada relatório de avaliação bimestral, o que pode acontecer em função do fluxo de entradas e saídas do programa”. “Esse ciclo de processos, característico do programa, garante fluxo permanente de entrada de novas famílias”, diz.

A nota também cita o pagamento de um benefício médio de R$ 670 por família. A cifra é inferior à previsão inicial de R$ 714, que só deve ser atingida em junho, quando o novo desenho do Bolsa será implementado integralmente.

Em março, quando Lula editou a MP do novo programa, o governo manteve o mínimo de R$ 600 por família e acrescentou apenas um dos benefícios prometidos: os R$ 150 adicionais por criança de 0 a 6 anos.

As demais parcelas de R$ 50 para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos e de R$ 50 para gestantes serão pagas a partir deste mês.

Atualmente, o programa atende a 21,2 milhões de famílias. O Auxílio Brasil tinha uma cobertura de 21,9 milhões de lares.

A redução é explicada pelo plano de Wellington Dias de intensificar a busca por fraudes e exclusões de quem não tem direito à transferência de renda. A exclusão de cadastros irregulares abriria espaço para quem faz jus ao programa —daí a expectativa de manter a fila zerada.

Folhapress

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Paraíba

VÍDEO: Avião sobrevoa João Pessoa e assusta moradores com voos rasantes

Aeronave-laboratório IU-50 completa seis meses de atividades na FAB - Força Aérea Brasileira

Imagem: Reprodução/Embraer

Na manhã deste domingo (4) um voo surpreendeu e assustou os moradores de João Pessoa e região metropolitana. A aeronave é um Embraer IU-50, pertencente ao Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV).

O GEIV é um grupo especializado que tem como principal objetivo testar e inspecionar os radares e equipamentos de segurança e comunicação utilizados pelos controladores de voo no Aeroporto Castro Pinto, localizado em Bayeux, região metropolitana de João Pessoa. Essa é uma prática comum para garantir o correto funcionamento e a eficiência dos sistemas que mantêm a segurança do tráfego aéreo na região.

O modelo de aeronave utilizado para esses testes é o Embraer IU-50, que se destaca por sua capacidade de realizar avaliações minuciosas nos equipamentos de controle de tráfego aéreo. Os pilotos do GEIV possuem ampla experiência e treinamento específico para executar essas inspeções, garantindo a precisão e a segurança durante os voos de teste.

Embora o voo do Embraer IU-50 tenha causado certo susto entre os moradores, é importante destacar que a presença da aeronave não representava qualquer risco. Ao contrário, tratava-se de uma atividade planejada e autorizada, com o objetivo de assegurar que os radares e equipamentos de segurança e comunicação estejam em pleno funcionamento, a fim de garantir a segurança dos voos que operam no Aeroporto Castro Pinto.

Portanto, embora o voo do Embraer IU-50 possa ter surpreendido os moradores de João Pessoa na manhã deste domingo, é importante ressaltar que essa atividade faz parte de um processo de inspeção rotineiro conduzido pelo GEIV.

Com informações do Portal Correio

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Brasil

Em 5 meses de governo, Lula já teve 4 derrotas na Câmara

Foto: Sergio Lima/Poder 360

Em 5 meses de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumula 4 derrotas em votações na Câmara dos Deputados. Congressistas criticam a falta de articulação política da gestão e a ausência da participação do chefe do Executivo nas discussões.

A 1ª derrota do presidente foi no decreto do saneamento em 4 de maio. Deputados derrubaram 2 trechos do texto estabelecido por Lula ao assumir a presidência. A pauta está no Senado.

Uma das mudanças vetadas foi a permissão para que estatais prestassem serviço sem licitação em casos regionais. Outro trecho sustado pelos congressistas estendia o prazo para que empresas estaduais de saneamento apresentassem garantias de capacidade técnica e econômico-financeira de prestadoras de serviço.

Outro insucesso de Lula foi a aprovação em 24 de maio da MP (medida provisória) sobre a regularização ambiental (MP 1.150 de 2022), editada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta aprovada pelos deputados afrouxa as regras sobre licenciamento ambiental.

DUAS DERROTAS SEGUIDAS

Na última semana, a gestão petista sofreu duas derrotas seguidas. Na 3ª feira (30.mai), houve a aprovação do marco temporal na Câmara. A proposta limita a demarcação de terras indígenas, determinando que somente poderão ser demarcadas as terras ocupadas por povos indígenas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.

Embora não seja uma proposta de Lula, a aprovação é considerada uma derrota porque o petista é defensor das demarcações pró-indígenas. Em março, o petista falou em acelerar a demarcação de terras indígenas que estivessem “prontas” antes que pessoas “se apoderassem” delas.

O PL do marco temporal, contudo, reduz o número de territórios que podem ser considerados indígenas. A proposta não tramitará de maneira célere no Senado, entretanto.

Na 4ª feira (31.mai), houve o esvaziamento dos ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas na aprovação da medida provisória 1.154 de 2023 que reestruturou a Esplanada, aumentando de 23 para 37 o número de ministérios no governo.

Para conseguir a vitória na restruturação de ministérios, Lula teve que pressionar seus ministros para que fosse reservado R$ 1,7 bilhão de emendas ao Orçamento para beneficiar obras indicadas por congressistas. O valor é recorde.

Além disso, o petista conversou com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que comanda cerca de 300 deputados de maneira muito firme. Lira disse aos seus aliados que daria um último “voto de confiança” ao Palácio do Planalto porque ouviu de Lula uma promessa de melhora na coordenação política do governo.

MEDIDAS CADUCAM

Os deputados também deixaram 3 MPs (medidas provisórias) de Lula caducarem, ou seja, perderem a validade. A maior derrota do governo foi na MP 1.156 de 2023 que tentava transferir o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Banco Central para o Ministério da Fazenda.

Antes da MP 1.156 de 2023, que extinguia a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) expirar, deputados aprovaram a manutenção da fundação na MP dos Ministérios.

Já a MP 1.160 de 2023 foi reenviada como projeto com urgência constitucional, mas não avançou no Congresso até o momento. Em 24 de maio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu que o vencimento da MP do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), como ficou conhecida, era “ruim”.

As derrotas demonstram o tamanho do problema do Executivo na Câmara. Deputados fazem uma lista de problemas. Citam falta de previsibilidade, ausência de emendas e falta de nomeações do 2º escalão, além de dificuldades para serem recebidos pelos ministros.

Os principais ministros alvos de críticas dos deputados são justamente os de articulação política, Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais). Já o ministro mais elogiado no tato com congressistas é Fernando Haddad (Fazenda).

Poder 360

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Gastronomia

São João do Papo de Fogão: confira as receitas de caldo de macaxeira, calabresa, charque e bacon; e arroz doce

CALDO DE MACAXEIRA, CALABRESA, CHARQUE E BACON

Ingredientes:
1k de macaxeira descascada
1L de água
200g de calabresa
150g de bacon
200g de carne de charque
4 dentes de alho
1 cebola branca
Sal e pimenta do reino a gosto
Cheiro verde a gosto
Manteiga de garrafa a gosto

Modo de preparo:
Retire toda a gordura da carne de charque antes de dessalgar.
Em uma panela coloque a macaxeira, a água, a gordura da carne de charque e cozinhe até a macaxeira ficar bem macia.
Corte a charque em pedaços pequenos e dessalgue.
Corte a calabresa, o bacon e a cebola em pedaços pequenos.
Pique o alho e o cheiro verde.
Enquanto está cozinhando a macaxeira, em uma panela aquecida coloque um pouco de manteiga de garrafa e o bacon.
Quando estiver começando a dourar acrescente a calabresa, o charque e deixe fritar por 5 minutos.
Acrescente a cebola, o alho e misture bem.
Bata a macaxeira com todo o líquido até ficar bem homogênea.
Coloque na panela com as carnes e misture bem.
Quando ferver servir colocando o cheiro verde por cima.

Tempo de preparo: 8min
Tempo de cozimento: 20min

DICA RÁPIDA

ARROZ DOCE

Ingredientes:
1/2k de Arroz branco
2L de água
1/2 colher de chá de sal
1 litros de leite
3 colheres de sopa leite pó
3 caixas de leite condensado
100g de coco em lascas assado
6 paçoquinhas

Modo de preparo:
Em uma panela, coloca água para ferver, adiciona o arroz e o sal, tampa e deixa cozinhar.
Em seguida adiciona o leite diluído com o leite em pó, deixa reduzir e vai acrescentando o leite condensado aos poucos.
O segredo desde quando adicionar o leite mexer sem parar.
Quebre as paçocas, sem quebrar muito.
Quando estiver bem cremoso desliga o fogo e coloca em um pirex.
Coloque o coco sobre o arroz doce e polvilhe as paçocas por cima.
Pode ser servido quente ou gelado (após frio levar à geladeira e servir após duas horas).

Tempo de preparo: 5min
Tempo de cozimento: 15min

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Paraíba

“SEM FRONTEIRAS”: Operação conjunta apreende quase meia tonelada de drogas do PCC no sertão da PB

Polícias Civil e Rodoviária Federal apreendem grande quantidade de drogas na Paraíba

Uma operação conjunta da Polícia Civil da Paraíba com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), apreendeu aproximadamente 400kg de drogas do PCC. Durante a ação, um caminhoneiro foi preso.

A droga foi localizada numa carreta de uma grande transportadora em Cajazeiras, no sertão e iria abastecer a Paraíba e outros Estados. De acordo com os policiais, o motorista colocava a droga no meio das cargas lícitas da transportadora para burlar a fiscalização policial.


Em menos de 10 dias, a DRACO e a PRF da Paraíba tiraram de circulação aproximadamente 550kg de drogas, causando um prejuízo milionário para o PCC.

Blogo do BG PB

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Brasil

Iniciativa ‘Brasil contra Fake’ do governo Lula tem erros, falta de transparência e inconsistências

Foto: Evaristo Sá/AFP

Na página inicial do site Brasil contra Fake, iniciativa lançada pelo governo Lula (PT) em março para o combate à desinformação, aparece a mensagem: “Aqui você encontra respostas para as principais fake news envolvendo o governo federal”.

No entanto, em meio a desmentidos alertando a população contra golpes online ou sobre o fim de benefícios sociais, o site traz também textos com dados incorretos, sem transparência sobre as fontes ou mesmo inconsistentes em sua argumentação.

O Brasil contra Fake faz parte de uma ofensiva mais ampla do atual governo com a justificativa de combater desinformação, que incluiu uma proposta controversa de “Procuradoria da Democracia”, a atuação do Ministério da Justiça junto às plataformas e sugestões ao PL das Fake News na Câmara. No momento, está aberta uma consulta pública sobre a política de educação midiática

No site que está sob o guarda-chuva da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), comandada pelo ministro Paulo Pimenta, uma das publicações diz: “Governo não impôs sigilo a visitas ao Palácio da Alvorada”.

O próprio GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do governo Lula, porém, barrou acesso à lista de visitantes do Alvorada sob a justificativa de que os dados possuíam “classificação sigilosa no grau reservado”. Depois, citando entendimento da CGU (Controladoria-Geral da União) de fevereiro, disse que restringiria acesso apenas às visitas de caráter pessoal.

Em seu site, a Secom diz que “a CGU confirma o sigilo imposto pela LAI [Lei de Acesso à Informação] às informações que revelem aspectos da intimidade e vida privada das autoridades públicas e de seus familiares”. Procurada pela Folha sobre o título, a pasta diz considerar que não se pode falar em decretação de sigilo sem ato administrativo específico.

Em uma publicação do final de maio, ao rebater que o governo tenha anunciado a interrupção da divulgação de dados referentes a casos e mortes da Covid-19, o site afirma que o painel Coronavírus do Ministério da Saúde segue sendo atualizado diariamente, quando na verdade o ministério divulgou em março que os dados passariam a ter divulgação semanal.

À Folha a Secom disse que se baseou na aba “sobre” do painel do ministério —o texto do Brasil contra Fake seguia incorreto até a publicação desta reportagem.

Publicado no fim de março, um texto de dois parágrafos do Brasil contra Fake tem como título: “Móveis foram comprados para recompor patrimônio destruído no 8 de janeiro”. Não são apresentados documentos ou qualquer detalhe a respeito da compra.

O texto afirma que é falsa informação de que o presidente teria que “restituir o valor de móveis comprados pelo Palácio do Planalto”.

A desinformação que circulou a esse respeito, no entanto, tinha como referência uma compra com dispensa de licitação cujos móveis eram destinados ao Palácio da Alvorada —que não foi alvo de invasão no dia 8 de janeiro.

A Folha perguntou se o texto tratava de alguma outra compra de móveis. Neste caso, que fossem enviados links ou prints de conteúdos desinformativos sobre outra compra. A Secom respondeu afirmativamente e enviou um link do Kwai, informando que o conteúdo tinha sido apagado pela plataforma.

Disse também que “essa mesma fake news foi refutada pelo UOL”. O texto enviado, porém também faz referência à dispensa de licitação 7/2023, que serviu para compra de móveis para o Alvorada.

Sigilo de visitas no Alvorada

Em março, o GSI negou acesso a lista de visitas do Alvorada alegando sigilo. Depois, citando entendimento da CGU de fevereiro, disse que restringiria acesso apenas às visitas de caráter pessoal.
Um dos textos do site da Secom tem como título: “Governo não impôs sigilo a visitas ao Palácio da Alvorada”. No mesmo texto, a Secom diz que “a CGU confirma o sigilo imposto pela LAI às informações que revelem aspectos da intimidade e vida privada das autoridades públicas e de seus familiares.”

Procurada pela Folha sobre o título, a pasta diz considerar que não se pode falar em decretação de sigilo sem ato administrativo específico.

Divulgação de dados Covid-19

Em texto com título “Governo brasileiro continua divulgando dados referentes ao Covid-19”, o site Brasil contra Fake desmente que o governo tenha anunciado a interrupção da divulgação de dados referentes à Covid-19, afirmando que o Painel Coronavírus “é atualizado diariamente com informações das secretarias estaduais de saúde”. Em março, no entanto, o Ministério da Saúde emitiu uma nota informando que as secretarias passariam a enviar os dados da doença semanalmente.

Móveis do Alvorada

Em texto com o título “Móveis foram comprados para recompor patrimônio destruído no 8 de janeiro”, o Brasil contra Fake afirma que não procede informação repercutida nas redes sociais de que o presidente Lula “deverá restituir o valor de móveis comprados pelo Palácio do Planalto”.

Desde fevereiro, o governo Lula vinha sendo alvo de críticas da oposição e alvo de desinformação nas redes devido a uma compra de móveis por meio de dispensa de licitação publicada no Diário Oficial de 3 de fevereiro. O valor inicialmente divulgado era de R$ 379 mil.

Em abril, a Folha divulgou, com base em informações prestadas pelo governo, que a compra foi de R$ 196,7 mil em cinco móveis e um colchão para o Palácio da Alvorada —que não foi alvo de invasão no dia 8 de janeiro. Os outros bens não foram entregues, por isso os valores diferentes.

Vacina

Um texto do Brasil contra Fake que desmente que a vacina possa causar Alzheimer tem problemas de transparência das fontes usadas e inconsistências na argumentação, conforme avaliação de médicos consultados pela Folha. Eles explicam que há diferentes artigos científicos que poderiam ter sido usados para embasar o texto.

No entanto, ao acessar o único arquivo linkado no texto, não é possível identificar seu título e a autoria –o PDF começa na “introdução”. Nenhum estudo ou especialista é citado no texto.

Além disso, o documento linkado não tem relação com Alzheimer ou doença similar. Conforme informou a Secom, trata-se de trabalho de mestrado de 2010. O tema, em linhas gerais, é a produção de anticorpos com veneno de cobra. O ponto de intersecção é que ele fala sobre adjuvantes, substância presente na vacina e alvo das fake news desmentidas.

Folhapress

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Brasil

Governo deve antecipar reoneração do diesel para bancar programa de desconto em carro popular

Brazil's Finance Minister Fernando Haddad attends a summit with presidents of South America to discuss the re-launching of the regional cooperation bloc UNASUR, in Brasilia, Brazil, May 29, 2023. REUTERS/Ueslei Marcelino. Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve antecipar a reoneração do diesel, que estava prevista para janeiro do ano que vem, para bancar o programa de estímulo à venda de carros novos. A proposta foi sugerida pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A informação foi publicada pelo portal G1 e confirmada pelo Estadão.

O programa de desconto para carros de até R$ 120 mil deve ser anunciado oficialmente nesta segunda-feira, 5. A previsão é que a volta da cobrança de impostos federais sobre o diesel seja feita em duas etapas: metade em setembro deste ano e a outra metade, em janeiro de 2024.

O valor que será arrecadado com a reoneração, cerca de R$ 3 bilhões, vai compensar o pacote, que deve custar R$ 1,5 bilhão. O valor restante, R$ 1,5 bilhão, será utilizado para reduzir o rombo das contas públicas em 2023, atualmente previsto em R$ 136,2 bilhões pela equipe econômica.

Em vez de corte do PIS/Cofins, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), como era previsto no plano original do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), sob o comando do vice-presidente Geraldo Alckmin, o governo irá conceder créditos tributários aos fabricantes de veículos com a receita proveniente da desoneração.

Como revelou o Estadão na sexta-feira, 2, o formato do desconto também irá mudar. Em vez da redução de 1,5% a 10,96% sobre o valor do carro mediante redução de impostos, serão oferecidos bônus de R$ 2 mil a R$ 8 mil. Com a mudança, o valor do bônus será aplicado na Nota Fiscal ao consumidor e compensado depois pelas montadoras no recolhimento dos tributos.

A ideia é publicar uma Medida Provisória (MP), com validade de quatro meses, inicialmente para vendas apenas a pessoas físicas, pois o foco é beneficiar o consumidor final. Em prazo ainda a ser definido, as vendas seriam liberadas também para pessoas jurídicas, como locadoras e frotistas.

Atualmente, os dois modelos de carro mais baratos à venda, o Fiat Mobi e o Renault Kwid, custam R$ 68.990. Se o desconto tiver como base apenas o valor do bônus, os preços seriam reduzidos em R$ 8 mil, caso eles atendam os três critérios do governo: social (quanto mais barato o carro, maior o desconto), eficiência energética (quanto a menor a emissão de CO2, maior o desconto) e produção nacional (quanto mais peças produzidas no País, maior do desconto).

O chamado carro popular, portanto, custaria R$ 60.990. A meta do governo era chegar ao valor limite de R$ 60 mil, que não seria alcançado. Para isso ocorrer, as montadoras ou concessionários teriam de dar um desconto extra.

O governo também quer atrelar o programa a um “pacote verde”, para promover a transição energética no País. A iniciativa tem o objetivo de aliviar as críticas de ambientalistas ao pacote.

Impasse

O governo teve dificuldades para encontrar a compensação para o programa, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) exige medidas para compensar a redução de tributos. Essa foi a principal razão de os detalhes do pacote não terem sido divulgados na semana passada no anúncio feito por Alckmin. Geraldo Alckmin. Como mostrou o Estadão, Lula pediu mais tempo aos industriais porque o pacote não estava pronto.

O improviso no anúncio da medida tem recebido críticas dentro do próprio governo. Há uma preocupação de que o programa, anunciado no Dia da Indústria, seja confundido com a nova política de reindustrialização, batizada pelo presidente Lula de neoindustrialização.

Estadão

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Paraíba

Show de Wesley Safadão em Campina Grande tem portões fechados após recorde de público

Show de Wesley Safadão no São João 2023 de Campina Grande  — Foto: Erickson Nogueira/g1

Cerca de duas horas e meia antes do show de Wesley Safadão começar, os portões do Parque do Povo – local onde acontece o São João de Campina Grande – foram fechados neste sábado (3). De acordo com a empresa organizadora do evento, a apresentação do cantor cearense reuniu mais de 60 mil pessoas.

Ao saber da lotação máxima do Parque do Povo, Wesley Safadão, que retorna ao São João de Campina Grande após três anos de ausência – dois devido a pandemia de Covid-19 e um ano, 2022, afastado por problemas de saúde -, comemorou o grande público na arena.

Nenhum outro show desde o início desta edição do evento – há três dias – havia demandado o bloqueio das entradas. A festa segue até dia 2 de julho.

“Campina Grande eu voltei! Tava morrendo de saudade”, declarou Wesley Safadão, aplaudido pela multidão que lotou o Parque do Povo no terceiro dia de shows do São João 2023.

O show de Wesley Safadão durou cerca de duas horas e foi encerrado às 3h.

g1

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Paraíba

VÍDEO: Segurança paraibano é demitido após beber whisky com Gusttavo Lima durante São João de CG

Gusttavo Lima declara amor pela Paraíba em show no São João 2023 de Campina Grande: 'sou apaixonado por esse estado' | São João 2023 na Paraíba | G1

O segurança de uma empresa terceirizada que presta serviços ao Maior São João do Mundo em Campina Grande foi demitido após aceitar uma dose de bebida oferecida pelo cantor Gusttavo Lima na última sexta-feira (2), durante um show. Conhecido por distribuir bebida para os fãs, o cantor dessa vez serviu um dos seguranças que estavam dando apoio em torno do palco. No vídeo, é possível ver o momento da brincadeira. Porém, a atitude do artista acabou resultando na demissão do segurança.

O sertanejo brincou com o rapaz, que não quis aceitar a bebida por não poder beber em serviço, garantindo em seguida: “Se você for mandado embora, eu te levo comigo”. Depois da declaração de Gusttavo, o segurança aceitou dar um gole no copo servido pelo marido de Andressa Suita.

José Fagner Araújo, de 32 anos, tem 12 anos de profissão e, no momento da apresentação, atuava por empresa terceirizada. Segundo nossa fonte, o rapaz foi advertido no grupo online de trabalho e dispensando em seguida, neste sábado (3).

“A gente não recebeu nenhuma instrução de como trabalhar naquela parte. Eu estava de segurança no bar e fui chamado para a frente do palco. Não tenho histórico nenhum de bebida em trabalho, mas foi uma brincadeira. Sou fã do Gusttavo Lima e entrei na brincadeira”, enfatizou o profissional com exclusividade para a coluna.

José Fagner completou: “Primeiro, me esculacharam no grupo do WhatsApp e depois me tiraram do grupo. Fui ofendido. Estou sendo lesado. Sou um pai de família”. Procurada, a assessoria de Gusttavo Lima não se manifestou até a publicação dessa matéria.

Com informações de Fábia Oliveira – Metrópoles

Opinião dos leitores

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