Depois de a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, encampar uma batalha contra a expressão “buraco negro”, é a vez de a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se insurgir contra uma combinação de palavras alegadamente racista.
Foi durante audiência da CPI das ONGs na segunda-feira, 27, na qual Marina repreendeu o presidente da comissão, Plínio Valério (PSDB-AM), após ele dizer que a CPI “conseguiu abrir a caixa-preta”.
“Caixa-preta não, senador. Isso é uma forma pejorativa de se dirigir às pessoas pretas”, diz Marina a Valério, acrescentando: “Preta sou eu, que estou aqui do seu lado”. O senador propõe, então, a expressão caixa de Pandora.
“Nós abrimos a caixa de Pandora. Porque caixa-preta existe nos aviões, né? Só se descobre os acidentes agora…”, segue Valério, que é interrompido mais uma vez pela ministra. “Mudou, porque coisa ruim não pode ser associado a preto”, diz Marina.
“Com laranja pode esculhambar”, diz o senador, em referência à cor atual dos dispositivos. “É que não existe pessoas laranjas”, diz Marina. O senador rebate: “E nem mestiços, acabaram com os mestiços. Eles não existem mais no IBGE e nem nas cotas”.
A expressão caixa-preta se refere ao dispositivo que registra dados de uma viagem de avião. Ela é chamada assim porque os dispositivos originais eram pretos — hoje são laranja, para facilitar sua identificação após um acidente.
Há outras explicações possíveis para a origem no nome — o “preta” pode se referir ao seu interior —, mas nenhuma delas tem relação com raça, como sugere mais uma ministra do governo Lula.
O Antagonista




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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (29) a operação ‘Jammer. A ação tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa que comandava o tráfico de drogas e roubo de cargas em diversas cidades do Nordeste.
A operação também visa combater a lavagem de dinheiro e roubo de cargas, crimes praticados para fornecer recursos para o tráfico de entorpecentes.
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva. A justiça ainda determinou o bloqueio de 41 contas bancárias e diversos veículos adquiridos pelos investigados.
A operação é um dos desdobramentos da Operação Sol Nascente, deflagrada em 2021. A ação desarticulou outro esquema de tráfico interestadual de drogas com diversos Estados do país.
Os investigados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para
o tráfico, organização criminosamente e roubo de cargas, cujas penas podem passar de vinte anos de prisão.
Blog do BG PB
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