Brasil

Fim da escala 6×1 pode gerar rombo bilionário e pressionar indústria, alerta entidade

Foto: Drazen Zigic/Freepik/Arquivo

A possível substituição da escala 6×1 por uma jornada semanal menor pode provocar um impacto de até R$ 178,8 bilhões por ano nos custos da indústria brasileira, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. De acordo com o levantamento, caso a carga horária seja reduzida para 36 horas semanais sem corte salarial, a folha de pagamento do setor pode subir 25,1%.

Em um cenário intermediário, com jornada de 40 horas, o impacto financeiro projetado varia entre R$ 58,3 bilhões e R$ 87,5 bilhões anuais, representando aumento de 7,4% a 11,2% nos custos com mão de obra. A entidade afirma que a mudança pode pressionar margens, encarecer produtos e reduzir a competitividade da indústria nacional.

Segundo a Abimaq, cerca de 80% das empresas do setor operam atualmente com jornada de 44 horas semanais no sistema 5×2. Para a associação, qualquer redução de carga horária sem ajuste proporcional de salários tende a gerar efeito cascata, com risco de demissões e até fechamento de empresas.

A discussão ocorre em meio a comparações internacionais, já que países da União Europeia adotam jornadas médias entre 36 e 40 horas semanais, geralmente com mecanismos de compensação negociados entre empresas e sindicatos. No Brasil, embora o limite legal seja de 44 horas, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que a média efetiva trabalhada costuma ser inferior ao teto.

A entidade também chama atenção para a baixa evolução da produtividade no setor, que teria crescido, em média, 0,2% ao ano entre 1981 e 2024. O tema deve ganhar força nas negociações coletivas, que já registram milhares de acordos tratando de prorrogação ou redução de jornada.

Com informações do R7

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Paraíba

João viaja para a Europa, e Lucas Ribeiro assume governo do estado pela sexta vez

O governador João Azevêdo transmitiu, na manhã deste sábado (21), o cargo para o vice-governador Lucas Ribeiro, que ficará à frente do Governo da Paraíba durante a ausência do chefe do Executivo paraibano, no período de 22 de fevereiro a 1º de março. Ele fará viagem oficial a Barcelona, na Espanha, e a Lisboa, em Portugal.

Em Barcelona, o chefe do Executivo vai oficializar com a rede Vila Galé a instalação de um hotel 5 estrelas no Centro Histórico da Capital, além de buscar parcerias para fortalecer o Polo de Tecnologia do Sertão.

Já em Lisboa o governador João Azevêdo participa mais uma vez da BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) com um stand exclusivo da Paraíba em uma das maiores Feiras de Turismo do mundo, e inaugura a Sala Paraíba, uma espécie de rugby de tecnologia em um complexo chamado Muda Portugal, onde as empresas paraibanas que querem abrir mercado na Europa, principalmente na área de tecnologia, tenham o apoio necessário.

 

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Brasil

Após quase 30 anos de acidente aéreo, corpos dos cinco ‘Mamonas Assassinas’ serão exumados

Foto: reprodução

Trinta anos após o acidente aéreo que interrompeu uma das mais rápidas trajetórias de sucesso na música brasileira, os corpos de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, integrantes dos Mamonas Assassinas serão exumados nesta segunda-feira (23).

A decisão foi tomada em comum acordo pelas famílias, que optaram pela cremação e pela transformação das cinzas em adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade onde os músicos viviam.

O grupo morreu na noite de 2 de março de 1996, quando o jatinho Learjet 25D, fretado pela banda, caiu na Serra da Cantareira durante uma tentativa de arremetida. Além dos músicos da banda, o acidente vitimou dois tripulantes e dois membros da equipe.

À época, os Mamonas estavam no auge. O único álbum do grupo, lançado em 1995, ultrapassou 1,8 milhão de cópias vendidas em poucos meses, impulsionado por sucessos como Pelados em Santos e Brasília Amarela. A banda encerrava uma turnê nacional e se preparava para gravar o segundo disco e viajar para a Europa.

O velório, realizado no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, reuniu cerca de 30 mil pessoas. O cortejo até o cemitério atraiu mais de cem mil fãs, em uma despedida marcada por emoção, cantos e homenagens. Os músicos foram enterrados juntos, em cerimônia acompanhada apenas por familiares e amigos próximos.

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Brasil

Hotel na Coreia do Sul onde Janja está hospedada cobra até R$ 7,6 mil por diária

Foto: Reprodução/Hoteis.com

A primeira-dama Rosângela da Silva, Janja, está hospedada no Lotte Hotel Seoul, na capital sul-coreana, onde as diárias podem chegar a R$ 7.625. O valor corresponde a uma suíte de 76 metros quadrados, com dois ambientes. Segundo o site do hotel, o quarto mais simples na torre principal custa cerca de R$ 1.750 para um adulto.

Localizado próximo à região de Myeongdong, área central e turística de Seul, o hotel fica cercado por lojas e restaurantes. Janja viajou acompanhada de uma assessora. Integrantes do Palácio do Planalto também estão hospedados no local, mas em outra torre.

A primeira-dama está em Seul desde quinta-feira (19) e integra a equipe precursora responsável por preparar a visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desembarca no país no domingo (22), após compromissos na Índia. Lula e ministros da comitiva também ficarão no mesmo hotel.

Nesta sexta-feira (20), Janja se reuniu com jovens brasileiros residentes na Coreia do Sul que atuam como influenciadores digitais. Ela também tem agenda prevista no Museu Nacional do Folclore da Coreia, onde visitará uma exposição sobre o Carnaval brasileiro, acompanhada da primeira-dama sul-coreana, Kim Hea-Kyung.

Antes da viagem, Janja participou de encontro em São Paulo com representantes da comunidade coreana no Brasil e recebeu de presente um hanbok, traje tradicional do país asiático.

Com informações do Poder360

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Mundo

Donald Trump oficializa tarifa global de 10% após decisão da Suprema Corte

Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (20) uma tarifa global de 10% sobre produtos importados. A medida será aplicada com base na Seção 122 do Ato do Comércio de 1974, após a Supreme Court of the United States barrar o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para impor as taxas.

Segundo a Casa Branca, a nova alíquota entra em vigor no dia 24 de fevereiro. A Seção 122 permite tarifas de até 15% como resposta a problemas no balanço de pagamentos internacionais ou para evitar uma desvalorização significativa e iminente do dólar. No entanto, a regra limita a duração da medida a 150 dias, prazo que só pode ser prorrogado com aprovação do Congresso.

A decisão ocorre após a Suprema Corte, por seis votos a três, entender que a IEEPA não autoriza a criação de tarifas globais sem aval do Legislativo. O julgamento também abriu discussão sobre eventual reembolso a empresas que pagaram taxas impostas anteriormente com base nesse instrumento.

Trump criticou publicamente a decisão dos magistrados e afirmou que países estrangeiros “exploram” os Estados Unidos há anos. A política tarifária é uma das principais bandeiras do republicano, que defende as taxas como forma de reequilibrar o comércio exterior. Apesar disso, o déficit comercial norte-americano registrou queda de apenas 0,2% em 2025 na comparação com o ano anterior.

O presidente destacou que seguem em vigor as tarifas aplicadas com base nas seções 232 e 301 da legislação comercial americana. A Seção 232, da Lei de Expansão Comercial de 1962, permite tarifas por razões de segurança nacional, enquanto a Seção 301, do Ato de Comércio de 1974, autoriza investigações sobre práticas consideradas injustas por parceiros comerciais — incluindo apurações que envolvem o Brasil.

Com informações da CNN

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Brasil

Janja usa voo da FAB com assessores para visitar escola que homenageou Lula no Carnaval

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, utilizou uma aeronave da Força Aérea Brasileira para viajar ao Rio de Janeiro no dia 6 de outubro de 2025, quando visitou o barracão da Acadêmicos de Niterói — escola que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval. Pelo menos seis assessores foram deslocados de Brasília para a agenda.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. No mesmo dia, Janja participou de um evento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ao lado da ministra Luciana Santos, que também estava no voo oficial. Durante a visita ao barracão, a primeira-dama conversou com integrantes da agremiação e comentou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que Lula estaria “apaixonado” pelo samba-enredo. A ministra Anielle Franco também apareceu nas imagens.

Entre os integrantes da comitiva estavam assessores lotados no Gabinete Pessoal da Presidência, incluindo equipe de comunicação, fotógrafo e ajudante de ordens. Cinco deles viajaram na aeronave da FAB e receberam diárias. Uma assessora do cerimonial fez o deslocamento em voo comercial. A Secretaria de Comunicação e a assessoria de Janja foram procuradas, mas não haviam se manifestado até a publicação.

A escola de samba recebeu cerca de R$ 9,6 milhões em recursos públicos para o desfile deste ano. O enredo, intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, terminou com a menor pontuação do Grupo Especial, resultando no rebaixamento da agremiação.

Além da agenda de outubro, Janja voltou ao barracão em fevereiro para acompanhar ensaio da escola. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o meio de transporte utilizado nessa segunda visita, já que os registros de voos ainda não foram divulgados pela FAB.

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Sem categoria

Projeto da ALPB propõe devolver pessoas em situação de rua para estado de origem

Um Projeto de Lei apresentado na Assembleia Legislativa da Paraíba propõe a criação do Programa Estadual “De Volta Para Minha Terra”.

A proposta, de autoria do presidente da ALPB, Adriano Galdino (Republicanos), tem como objetivo viabilizar o retorno assistido, seguro e voluntário de pessoas em situação de rua na Paraíba ao seu estado de origem.

Segundo o texto, apresentado no mês passado, o PL assegura que o deslocamento ocorra apenas mediante manifestação livre e consciente do interessado, afastando a possibilidade de remoção compulsória.

Entre as ações previstas estão a emissão de passagens, a oferta de alimentação durante o deslocamento, o apoio à regularização documental e o acompanhamento social, respeitando a disponibilidade orçamentária do Estado.

Portal Correio

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Brasil

Lula falta a evento organizado pelo Brasil na Cúpula de IA e deixa auditório lotado sem discurso

Foto: Reuters/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou de última hora sua participação em um evento promovido pelo próprio governo brasileiro dentro da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Deli, na Índia. Lula era o principal orador da programação e sua ausência surpreendeu o público, que praticamente lotou o auditório à espera do discurso.

A expectativa em torno da fala do presidente superava, inclusive, a registrada em um encontro anterior no mesmo espaço, que contou com a presença de António Guterres, da Organização das Nações Unidas, e de Brad Smith, liderança da Microsoft. Segundo o Palácio do Planalto, o compromisso foi cancelado por causa do atraso em uma entrevista concedida à emissora indiana India Today, o que teria inviabilizado o deslocamento até o local do evento.

Sem o presidente, a delegação brasileira foi representada por seis ministros, entre eles Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Camilo Santana (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde). Cada integrante apresentou iniciativas de sua pasta ligadas à inteligência artificial e inovação, em exposições com tom mais institucional.

A ausência de Lula não foi justificada publicamente ao final do encontro. A cúpula é considerada um dos principais fóruns globais sobre governança e regulação da IA, com forte viés político. No dia anterior, o presidente havia defendido regras internacionais para as chamadas big techs, afirmando que a concentração de dados e infraestrutura digital nas mãos de poucos grupos representa risco à soberania e à democracia.

Com informações da CNN

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Brasil

Lula assistiu sem reação enquanto Janja expulsava sua filha do camarote de Carnaval

Foto: Léo Franco/Agnews

O que parecia um momento de festa no Carnaval virou constrangimento para o presidente Lula. No domingo (15), a primeira-dama Janja discutiu com Lurian da Silva, filha mais velha do presidente, no camarote reservado da Marquês de Sapucaí. Mas o que chamou atenção nos bastidores foi a reação de Lula diante da confusão: ele permaneceu em silêncio e não interveio.

Segundo aliados, Lurian entrou na sala privada, com acesso restrito, para cumprimentar o pai. Janja afirmou que não era hora para conversas longas e pediu que a primogênita desse apenas um beijo e se retirasse. A filha de Lula insistiu em conversar, e Janja exigiu que ela saísse, elevando a tensão entre as duas.

A discussão escalou. Lurian acusou Janja de “não saber o que é uma estrutura familiar” e não entender a relação entre pais e filhos. Lula, de acordo com pelo menos duas fontes, não se envolveu na confusão, dizendo aos aliados que conversaria com ambas depois, longe dos olhares do público.

O episódio teve testemunhas ilustres: o vice-presidente Geraldo Alckmin e sua esposa, Dona Lu Alckmin, estavam na sala e presenciaram toda a cena. Lurian deixou o camarote chorando, encerrando o episódio que agora fica marcado pelo silêncio do presidente diante do conflito familiar.

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Judiciário

NÃO FALTA MAIS NADA: MPF aciona Globo por pronúncia de “recorde” e pede R$ 10 milhões de indenização

Foto: Reprodução

A TV Globo virou alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais por causa da forma como a palavra “recorde” vem sendo pronunciada em seus telejornais e programas esportivos.

O autor da ação é o procurador da República Cléber Eustáquio Neves, que pede a condenação da emissora ao pagamento de R$ 10 milhões por suposta “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”, além de uma retratação pública em rede nacional.

Na petição, o procurador sustenta que a Globo estaria adotando uma pronúncia incorreta — tratando “recorde” como proparoxítona (“RÉ-cor-de”), quando, segundo ele, a forma correta é paroxítona (“reCORde”). Para fundamentar a acusação, foram anexados vídeos de programas como o Jornal Nacional, Globo Esporte e Globo Rural, incluindo trecho com o jornalista César Tralli.

O MPF argumenta que, por operar concessão pública, a Globo teria o dever de observar rigorosamente a norma culta da língua portuguesa, sob pena de violar o direito coletivo à informação de qualidade. Também foi solicitado pedido liminar para que a correção seja aplicada com urgência.

Procurada, a emissora informou que não comenta processos em andamento. Até o momento, a defesa formal ainda não foi apresentada.

O caso abre um debate inusitado sobre os limites da atuação do Ministério Público e até que ponto a pronúncia de uma palavra pode, de fato, configurar dano coletivo que exija uma ação judicial.

Coluna F5 – Folha de S. Paulo

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