Brasil

Em artigo, Lula critica avanço “preocupante” da extrema-direita

ImagemFoto: Sérgio Lima/Poder360

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nesta quarta-feira (6.mar.2024) um artigo de opinião na edição impressa do jornal espanhol El País –mesmo dia em que recebeu o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.

No artigo, Lula criticou o avanço da extrema-direita no mundo. Disse que quando a democracia “falha em garantir o bem-estar dos cidadãos”, figuras que “vendem soluções simplistas a problemas complexos” prosperam.

Disse ainda que o “modelo econômico excludente amplia desigualdades” e se transforma em “terreno fértil para o extremismo”.

O presidente também relembrou que a Espanha foi um dos primeiros países que visitou quando iniciou seu mandato em 2023 e que compartilha de valores em comum com Sánchez. Entre eles, “a defesa da democracia e dos direitos humanos, a promoção de políticas de inclusão social e o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a luta contra a crise climática”.

Poder360

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Polícia

Consultoria da Câmara calcula que governo Lula terá de bloquear R$ 41 bilhões se quiser buscar déficit zero

Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal

Estudo feito pela consultoria de Orçamento da Câmara indica que o governo terá de bloquear R$ 41 bilhões em despesas públicas na primeira revisão do ano, em 22 de março, caso mantenha firme o objetivo de chegar à meta de déficit zero, prometido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O cálculo foi feito pela consultoria a pedido do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), que é vice-líder do governo, mas discorda do entendimento do Planalto de que o bloqueio não pode ultrapassar R$ 25,9 bilhões. Para ele, o contingenciamento é uma consequência do comportamento das receitas e das despesas diante do objetivo fixado de zerar o déficit.

A leitura oficial, no entanto, deriva da interpretação da lei que criou o arcabouço fiscal, nova regra para controle das contas públicas. Para auxiliares de Lula, a lei fixou um gasto mínimo que seria obrigatório, o da expansão real (acima da inflação) da despesa em 0,6% por ano, o que imporia um teto de R$ 25,9 bilhões ao contingenciamento.

Uma outra regra do arcabouço, porém, limita o bloqueio a 25% das despesas discricionárias (não obrigatórias, como investimentos), o que resultaria num montante maior passível de bloqueio, da ordem de 56 bilhões.

O Ministério do Planejamento fez uma consulta formal ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre como proceder em relação a essa dúvida legal, mas ainda não obteve resposta.

Na primeira consulta, provocada por Pedro Paulo ainda no ano passado, a área técnica do tribunal indicou que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impõe a necessidade de bloqueio de despesas para cumprimento da meta, é superior à lei que criou o arcabouço e, portanto, o teto não existe. O tema, contudo, ainda não foi enfrentado pelos ministros do tribunal.

Na segunda-feira, 4, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse que a arrecadação em janeiro e fevereiro surpreendeu positivamente o governo e que esse embate sobre um contingenciamento acima de R$ 25,9 bilhões poderá ser adiado para a próxima avaliação orçamentária, em maio. Em outras palavras, Tebet indicou que o bloqueio pode ficar abaixo desse valor, ao comentar que o governo está “bem longe desses números”.

Estadão Conteúdo

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Mundo

VÍDEO: Advogado paraibano Telson Ferreira mostra como funciona voto auditável no sistema eleitoral dos EUA

O que você precisa saber sobre as eleições presidenciais dos EUA de 2024 | CNN Brasil

O advogado e presidente do Colégio Permanente dos Juristas da Eleitoral, o paraibano Telson Ferreira, divulgou um vídeo onde mostra como funciona a transparência do sistema eleitoral nos Estados Unidos. Telson revelou que o sistema auditável, que funciona através de um tablet, imprime para o eleitor uma cédula comprovando quais candidatos ele escolheu, permitindo ao eleitor que confira os nomes, antes de confirmar

Um dos pontos que favorece a manutenção desses sistemas é o fato de os norte-americanos se sentirem seguros usando votos em papel em comparação com urnas eletrônicas.

Veja a demonstração:

 

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Política

PL derrota o PT e comandará quatro comissões na Câmara dos Deputados

Foto: Agência Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), principal da Casa, foi destinada ao PL, maior partido da oposição. O colegiado era a principal preocupação do governo diante do risco da coordenação cair nas mãos de Caroline de Toni (PL-SC), a deputada mais oposicionista do Congresso Nacional.

O PT presidiu a CCJ em 2023 após um acordo com o PL, que ficaria com a cadeira em 2024. O nome da deputada cotada para a função, porém, levantou preocupação no governo, que passou o último mês tentando articular a substituição da sigla rival pelo União Brasil, terceiro maior partido da Câmara, previsto no acordo para suceder o PL em 2025. O esforço, porém, não trouxe resultados.

Outra derrota para o PT foi na Comissão de Educação, que também será comandada pelo PL. O partido de Jair Bolsonaro ainda contará com as presidências das comissões de Esporte; Previdência e outro colegiado estratégico, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Por outro lado, o partido do presidente Lula presidirá a Comissão de Fiscalização e Controle e conseguiu garantir para si as comissões de Saúde, Cultura e Direitos Humanos.

A Comissão de Segurança Pública, pleiteada tanto pela oposição quanto pelo governo, não ficou para nenhum dos dois. O União Brasil reivindicou oficialmente a sua presidência esperando utilizá-la como moeda de troca com o PT pela Comissão de Educação, o que não funcionou.

A escolha oficial dos presidentes das comissões e suas respectivas mesas diretoras está convocada para a tarde desta quarta-feira (6). O processo ocorre por sistema de eleição, em que os membros do colegiado escolhem entre os candidatos apresentados pelos partidos para quem cada comissão foi destinada.

Congresso em Foco

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Judiciário

Livraria Leitura é condenada a indenizar adolescente acusada de furtar um caderno, em shopping de JP

Manaira Shopping | Livraria LeituraFoto: Reprodução

A livraria Leitura em João Pessoa foi condenada a pagar indenização de R$ 35 mil a uma menor que foi acusada de ter furtado um caderno dentro do estabelecimento. A decisão foi tomada durante a sessão desta terça-feira (5).

O caso aconteceu no dia 25 de maio de 2019. Segundo o processo, a menor e uma amiga, ambas com 12 e 13 anos, respectivamente, foram até a livraria, localizada no Manaíra Shopping, onde compraram 01 caneta, 01 polly e 01 borracha, pagaram pelos produtos e saíram. Quando já estavam em outra loja, foram abordadas por dois funcionários da livraria que exigiram o retorno delas ao estabelecimento. Lá foram interrogadas pelos funcionários e a menor foi acusada de furtar um caderno da marca Moleskine, tudo isso sem a presença dos responsáveis e na frente de todos que transitavam pelo local.

Na ocasião, a garota começou a chorar e tentar explicar que o caderno já pertencia à ela e que apenas o tirou da bolsa para testar as canetas que pretendia comprar, mas, mesmo assim os funcionários acionaram a polícia, momento no qual sua amiga foi autorizada a ligar para a mãe, que as acompanhava no passeio ao shopping, porém se encontrava em outro estabelecimento.

A responsável pelas menores explicou que o objeto da acusação de furto havia sido comprado dias antes numa outra livraria, todavia, mesmo sem provas do crime, as menores foram conduzidas para a Central de Polícia, onde foi lavrado um boletim de ocorrência. Indignada com a situação, as responsáveis legais das menores apresentaram queixa na delegacia da infância e no conselho tutelar e levaram os fatos até a direção do estabelecimento, de onde receberam ligações da gerência com desculpas.

“No caso em questão houve um descompasso do que quer fazer crer o estabelecimento comercial, ou seja, houve um abuso, um excesso no procedimento de segurança e que ao final se mostrou infrutífera, tendo em vista que não ficou comprovado que a autora furtou o caderno questionado no processo”, frisou o relator, o juiz Onaldo Rocha de Queiroga em seu voto.

A livraria ainda pode recorrer da decisão.

Blog do BG PB

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Paraíba

Paraíba tem mais 133 cidades em situação de emergência pela falta de chuvas

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é 8547ca464c684a3cf47aa11eb1001e3e.jpgFoto: Reprodução

A Paraíba tem 133 municípios paraibanos em situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal, devido a falta de chuvas. Os dados foram obtidos junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

De acordo com a pasta, são 132 cidades afetadas pela estiagem e uma pela seca. Os últimos municípios incluídos na lista foram Marizópolis e São José do Bonfim.

Por outro lado, apenas Conceição está em situação de emergência por causa das enxurradas registrada no mês passado.

Com a medida, os municípios estão aptos a solicitar recursos federais para atendimento à população afetada. No caso de estiagem e seca, os recursos são usados principalmente na compra de cestas básicas, água e no aluguel de caminhões-pipa.

Além de socorro e assistência às vítimas, o governo também repassa recursos para restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura ou moradias destruída ou danificadas por desastres.

Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a valor ser liberado.

Blog do BG PB

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Brasil

GENIAL/QUAEST: Reprovação de Lula cresce e chega a 34%, após falas sobre Israel

Para 69% dos eleitores evangélicos, Lula exagerou ao comparar ações de Israel em Gaza às de HitlerFoto: Reprodução

A aprovação do governo Lula (PT) caiu para 51% em fevereiro, aponta pesquisa da Genial/Quaest. O resultado foi puxado principalmente pela avaliação dos evangélicos, influenciados pelas falas do presidente sobre a guerra entre Israel e Hamas, e as percepções dos eleitores sobre a economia.

Ao todo, 35% dos entrevistados avaliaram o governo de forma positiva, contra 36% na última pesquisa. Os que consideram a gestão petista negativa saltaram de 29% para 34%, enquanto 28% avaliaram-na como regular — em dezembro, eram 32%.

Falas sobre Israel

A maioria (60%) acha que Lula exagerou ao falar sobre ações de Israel. Para outros 28%, porém, o presidente não se excedeu ao comparar a ofensiva israelense na Faixa de Gaza com a morte de judeus por Adolf Hitler. As declarações foram feitas em 18 de fevereiro, durante coletiva na Etiópia. “O Brasil condenou o Hamas, mas não pode deixar de condenar o que o Exército de Israel está fazendo”, afirmou.

A desaprovação é maior entre eleitores de Bolsonaro e evangélicos. Entre os que votaram em Bolsonaro em 2022, 85% disseram que Lula exagerou ao citar a morte de judeus, enquanto 9% não viram excessos. Entre os eleitores de Lula, essas porcentagens foram de 43% e 45%, respectivamente. O grupo dos evangélicos (69%) foi o que registrou maior desaprovação às falas do presidente.

UOL

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Brasil

Bolsonaro pede a Moraes acesso a depoimentos dos ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica

Jair Bolsonaro — Foto: Divulgação

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta terça-feira (5) ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes acesso aos depoimentos dos ex-comandantes do Exército Marco Antônio Freire Gomes e da Aeronáutica Carlos Baptista Júnior. Eles depuseram à PF sobre o suposto golpe de Estado que impediria a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Presidência da República.

Os advogados de Bolsonaro solicitaram uma “atualização dos autos com a juntada dos termos de declarações relativos às últimas oitivas realizadas”. Isso porque, em 19 de fevereiro, o ex-presidente teve acesso ao inquérito — agora, querem os novos documentos reunidos na investigação.

O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, depôs à Polícia Federal na última sexta-feira (1º). Já o ex-comandante da Aeronáutica brigadeiro-do-ar Carlos Baptista Júnior depôs em 23 de fevereiro. Para a Polícia Federal, eles tinham conhecimento do suposto plano arquitetado pelos aliados do ex-presidente e não agiram para impedi-los.

R7

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Economia

Dengue deve gerar prejuízo de mais de R$ 20 bilhões na economia brasileira este ano, diz estudo

ImagemFoto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

A epidemia de dengue, chikungunya e zica deve causar um impacto na economia brasileira de R$ 20,3 bilhões em 2024, ou o equivalente a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse valor é suficiente para o pagamento do Bolsa Família para 3 milhões de famílias por ano. Os números fazem parte de um estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Do valor total, R$ 5,2 bilhões são gastos estimados com o tratamento dos pacientes. Outros R$ 15,1 bilhões são perdas esperadas pela queda na produtividade das empresas.

De acordo com dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses (doenças transmitidas por mosquitos), do Ministério da Saúde, o país registrou 1,21 milhão de casos confirmados e prováveis de dengue nas nove primeiras semanas do ano. No mesmo período de 2023, foram registrados 261,4 mil casos.

Do total de casos, houve 278 mortes confirmadas e 744 estão em investigação neste ano. O Ministério da Saúde estima que o número de casos em 2024 possa chegar a 4,2 milhões.

Ainda segundo dados do ministério, 60% das pessoas infectadas fazem parte da população economicamente ativa.

De acordo com cálculo feito pela Fiemg, o custo unitário por indivíduo com o tratamento para arboviroses é de R$ 1.227,90, na média. A perda de produção da empresa devido ao afastamento por arbovirose é de R$ 2.465,90 por trabalhador, em média.

Valor Econômico 

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Brasil

STF volta a julgar recurso que pode descriminalizar porte de drogas para consumo pessoal, nesta quarta

MaconhaFoto: Reprodução

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar, nesta quarta-feira (6), o julgamento do recurso que discute se o porte de drogas para consumo próprio pode ou não ser considerado crime.

A discussão é sobre a aplicação do artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), que prevê sanções alternativas – como medidas educativas, advertência e prestação de serviços – para a compra, porte, transporte ou guarda de drogas para consumo pessoal. A norma também sujeita às mesmas penas quem semear, cultivar ou colher plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de produtos ou substâncias capazes de causar dependência física ou psíquica.

Até o momento, há cinco votos declarando inconstitucional enquadrar como crime unicamente o porte de maconha para uso pessoal e um voto que considera válida a regra da Lei de Drogas. Como a matéria tem repercussão geral, todas as instâncias da Justiça deverão seguir a solução adotada pelo STF quando forem julgar casos semelhantes.

Votos

O julgamento começou em agosto de 2015, com o voto do ministro Gilmar Mendes (relator) no sentido de descriminalizar o porte de qualquer tipo de droga para consumo próprio. Posteriormente, ele reajustou o voto para restringir a medida ao porte de maconha e pela fixação de parâmetros diferenciando tráfico de consumo próprio.

Na sessão seguinte, o ministro Edson Fachin afirmou que a regra é inconstitucional exclusivamente em relação à maconha. Contudo, ele entende que os parâmetros para diferenciar traficantes de usuários devem ser fixados pelo Congresso Nacional.

Na mesma sessão, o ministro Luís Roberto Barroso (presidente) se manifestou pela descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. Ele propôs como parâmetro a posse de 25 gramas da substância ou a plantação de até seis plantas fêmeas da espécie. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Teori Zavascki (falecido).

Em agosto de 2023, o caso voltou ao Plenário com o posicionamento do ministro Alexandre de Moraes, sucessor do ministro Teori. Em seu voto, o ministro Alexandre propôs que as pessoas flagradas com até 60g de maconha ou que tenham seis plantas fêmeas sejam presumidamente usuárias. Ele explicou que chegou a esses números a partir de um estudo sobre o volume médio de apreensão de drogas no Estado de São Paulo (SP), entre 2006 e 2017.

Por sua vez, a ministra Rosa Weber (aposentada), destacou que a criminalização do porte de maconha para consumo pessoal é desproporcional, pois afeta severamente a autonomia privada, e acaba com os efeitos pretendidos pela lei quanto ao tratamento e reinserção social de usuários e dependentes.

Divergência

Único até o momento a votar pela constitucionalidade da regra, o ministro Cristiano Zanin afirmou que a mera descriminalização contraria a razão de ser da lei e contribuirá para agravar problemas de saúde relacionados ao vício. A seu ver, a invalidação do dispositivo retiraria do mundo jurídico os únicos parâmetros objetivos existentes para diferenciar usuário do traficante. Ele sugeriu, contudo, a fixação, como parâmetro adicional para configuração de usuário da substância, a quantidade de 25 gramas ou seis plantas fêmeas.

Blog do BG PB

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