Brasil

Vazamento expõe dados do Pix de 11 milhões de pessoas

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Banco Central e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmaram nesta quarta-feira (24) que houve um acesso indevido a dados vinculados a chaves Pix no sistema Sisbajud, ferramenta de busca de ativos operada pelo CNJ em parceria com o Banco Central. O incidente de segurança ocorreu nos dias 20 e 21 de julho e afetou dados cadastrais de 11.003.398 pessoas.

Segundo os dois órgãos, não houve vazamento de dados sensíveis, como senhas, saldos, extratos bancários ou informações protegidas por sigilo bancário. As informações expostas foram exclusivamente de natureza cadastral: nome do titular, chave Pix, instituição financeira, número da agência e número da conta.

Em nota, o Banco Central afirmou que o vazamento “não permite movimentações de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras”. O CNJ, por sua vez, informou que o problema foi “imediatamente identificado e corrigido”, e que o sistema voltou a funcionar normalmente após a adoção das medidas de segurança.

A Polícia Federal e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foram oficialmente comunicadas sobre o ocorrido.

Riscos e recomendações

Apesar de os dados expostos não permitirem movimentações financeiras, o CNJ alertou que a exposição de dados cadastrais representa riscos potenciais, como tentativas de golpes e fraudes. Por isso, o órgão recomenda que os usuários fiquem atentos a comunicações suspeitas e reforcem os cuidados com segurança digital.

O CNJ ressaltou que não entra em contato com os afetados por meio de SMS, e-mail ou chamadas telefônicas, e que irá disponibilizar em seu site oficial um canal exclusivo para que cidadãos consultem se foram impactados pelo vazamento.

O incidente ocorre em um contexto de atenção crescente à proteção de dados no país, especialmente após a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O artigo 48 da LGPD prevê que os responsáveis por dados pessoais devem comunicar incidentes de segurança que possam acarretar risco ou dano relevante aos titulares.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lula quer manter Alckmin como vice da chapa na eleição de 2026 e já vê o Centrão fora da aliança

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sabe que o Centrão não apoiará sua candidatura a novo mandato, em 2026, mas trabalha com um cenário no qual pretende conquistar “frações” de partidos. Lula quer que o vice da chapa seja novamente Geraldo Alckmin (PSB), a não ser que tenha de ceder a vaga para uma composição política de última hora.

As alianças para 2026 e os principais palanques estaduais foram discutidos nesta quarta-feira, 23, em almoço oferecido por Lula ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), com a presença do próprio Alckmin e dos ministros Márcio França (Empreendedorismo) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), no Palácio da Alvorada.

Dono de estilo discreto, Alckmin ganhou protagonismo, nos últimos dias, ao coordenar o comitê interministerial que busca alternativas para diminuir o impacto do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A sobretaxa deve entrar em vigor em 1.º de agosto.

Alckmin tem dito que gostaria de mais tempo para negociar. Até agora, ele não recebeu qualquer resposta da Casa Branca. De qualquer forma, nas próximas horas a equipe econômica anunciará um plano de contingência que prevê a concessão de crédito a setores afetados pelo tarifaço.

Desde 2023, Lula se aproximou muito do vice, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. De antigo adversário quando integrava as fileiras do PSDB e era chamado de “picolé de chuchu”, Alckmin é hoje considerado pelo presidente como o vice dos sonhos e um político leal.

Na conversa com João Campos, que também é presidente do PSB, Lula tratou, ainda, das eleições para os governos de São Paulo e Pernambuco, além de Maranhão e Paraíba, onde há divergências entre os aliados. Campos planeja concorrer ao governo de Pernambuco e terá o apoio do PT nessa empreitada.

O PT não tem nome competitivo para disputar o Palácio dos Bandeirantes e pode apoiar Márcio França (PSB), que deixará o ministério, em abril, para entrar na disputa. Mas o assunto ainda está em discussão porque Lula precisa de um palanque forte em São Paulo, o principal colégio eleitoral do País.

Uma ala do governo avalia que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), será candidato à reeleição em São Paulo – onde tem grande chance de ser reconduzido ao cargo, de acordo com pesquisas –, e não correrá o risco de enfrentar Lula.

Qualquer definição sobre o futuro de Tarcísio, porém, passará pelo crivo de Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) na ação sobre a suposta trama golpista.

Nos bastidores do governo, há uma avaliação de que, se Tarcísio não disputar o Palácio do Planalto, uma boa parte da direita pode apoiar a candidatura do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD) à sucessão de Lula.

Ratinho Júnior tem boa pontuação nas pesquisas à frente do governo paranaense e, no diagnóstico traçado por petistas, tende a carregar a popularidade do pai, o apresentador Ratinho.

Ex-governador de São Paulo, Alckmin também teve o nome citado por colegas, recentemente, para voltar a concorrer ao Bandeirantes, mas não quer assumir essa tarefa. Se não for mais uma vez vice de Lula, como tudo indica até agora, ele pode até mesmo disputar o Senado. Mas esse não é o cenário como o qual o presidente trabalha no momento.

O MDB está dividido: uma ala quer apoiar Lula, outra defende o aval a Tarcísio – se ele entrar no páreo presidencial – ou a outro nome no espectro da direita e há ainda um terceiro time, que defende candidatura própria.

O grupo do MDB que prega a reedição do apoio a Lula quer ter o vice da chapa. O nome sugerido para a vaga, neste caso, é o do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB). Ao que tudo indica, no entanto, Renan Filho tentará voltar ao governo de Alagoas, Estado que já administrou durante durante oito anos, de 2015 a 2022.

Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Tarifaço de Trump pode resultar na perda de US$ 1,3 bilhão nas exportações de carne do Brasil

possível taxação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode resultar na perda de US$ 1,3 bilhão nas exportações de carne e subprodutos bovinos do Brasil em 2025, aponta um estudo da Abrafrigo (Associação Brasileira de frigoríficos). Os prejuízos são ainda maiores no ano seguinte, podendo superar US$ 3 bilhões.

No início de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano a partir de 1º de agosto.

A medida, segundo Trump, é uma resposta direta a supostos ataques do Brasil à liberdade de expressão de empresas americanas e à forma como o país tem tratado o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“A tarifa adicional de 50% anunciada pelos EUA pode inviabilizar a continuidade das exportações de carnes e subprodutos bovinos para aquele mercado, reforçando a necessidade de busca por novos mercados”, diz o texto.

No documento, a Abrafrigo ressalta a importância do governo e órgãos responsáveis atuem em negociações imediatas com o governo dos EUA com base em atuação “diplomática sensata, responsável e pragmática visando à reversão da tarifa anunciada”.

A associação condenou o uso de uma possível retaliação por parte do governo brasileiro e disse que a medida poderia “prejudicar ainda mais o setor produtivo e a sociedade brasileira”.

Segundo a associação, os EUA representam 14,9% das exportações brasileiras de todos os tipos de carnes bovinas, com US$ 1,038 bilhão em receitas entre janeiro e junho de 2025.

No mercado geral, de janeiro a junho de 2025, as exportações de carnes e subprodutos bovinos alcançaram US$ 7,446 bilhões, indicando crescimento de 27,93% em relação ao mesmo período do ano anterior.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polícia

Mulheres que emprestavam contas bancárias a traficantes são presas durante operação na Paraíba

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Mulheres suspeitas de emprestar contas bancárias para traficantes de drogas na Paraíba foram alvo de uma megaoperação na Paraíba, nesta quarta-feira (23). De acordo com a Polícia Civil, as investigadas passaram o acesso das contas para traficantes movimentarem dinheiro do crime.

Segundo a Polícia Civil, muitas dessas mulheres facilitavam as transações financeiras ligadas ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, homicídios e lavagem de dinheiro.

“Emprestaram a conta de banco para o traficante fazer a movimentação financeira e não se expor. Porque pessoas pensam que só emprestar a conta de banco não dá em nada. O resultado tá aí hoje. E é um recado para quem continua nessas atividades: quem empresta conta, e essa conta é usada para o tráfico de drogas, sendo identificado isso, você também vai ser preso”, disse o delegado Victor Melo, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

As prisões aconteceram durante a operação Hope, que teve como alvo a maior organização criminosa em atividade no estado. Ao todo, foram expedidas 70 ordens judiciais com alvos nas cidades de João Pessoa, Santa Rita, Conde, Campina Grande e Remígio, além de três unidades prisionais.

BG com MaisPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Oruam passa por audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (23)

Foto: Reprodução

O rapper Oruam vai passar por audiência de custódia após se entregar à polícia no final da tarde desta terça-feira (22). A sessão está prevista para a tarde desta quarta-feira (23).

O artista está detido no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). Ele foi indiciado por sete crimes: associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.

Na manhã desta terça, a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva de Oruam, a pedido da Polícia Civil. Em vídeo enviado à imprensa, o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou que o rapper “se trata de um criminoso, um bandido da pior espécie, ligado diretamente à facção Comando Vermelho“.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

OPINIÃO: Lula não esconde mais: é um aspirante a ditador

Foto: Reprodução

Por Rogério Marinho

No dia 21 de julho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu em um palanque durante um encontro de países latino-americanos comandados pela esquerda. A reunião foi em Santiago, com os presidentes do Chile (Gabriel Boric), da Colômbia (Gustavo Petro) e do Uruguai (Yamandú Orsí), além do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Na reunião, o presidente brasileiro disse: “Cumprir o ritual eleitoral a cada 4 ou 5 anos já não é mais suficiente”.

Essa declaração com alto grau de ambiguidade foi do próprio chefe do Executivo do Brasil, que colocou em dúvida o valor das eleições, como se o voto popular já não bastasse para legitimar o poder. Vale a pena assistir ao que disse o presidente, em vídeo (1min10s):

Essa fala não é um deslize retórico. É parte de um projeto de poder –e precisa ser denunciada com todas as letras.

O que Lula está dizendo –com palavras bonitas, cercado de líderes da esquerda– é que o povo vota, mas eles decidem.

Eles decidem quem pode falar.

Eles decidem quem pode discordar.

Eles decidem quem pode concorrer.

E eles decidem quem deve ser silenciado.

Reparem no que está se passando no Brasil hoje:

o Judiciário legisla por conta própria, tomando decisões que deveriam ser debatidas e votadas pelo Congresso;
o “ministério da verdade” da AGU (Advocacia Geral da União), em consórcio com o Supremo Tribunal Federal, já está em funcionamento –promovendo censura aberta, sem disfarces;
redes sociais, jornalistas, influenciadores, congressistas, padres e médicos estão sendo ameaçados ou investigados por “desinformação” –um rótulo vago, utilizado para perseguir quem pensa diferente.
E o pior, que já é uma realidade: prisões preventivas, medidas cautelares, censura prévia –tudo contra um único lado.

A direita está sendo calada, perseguida e desmoralizada –não por cometer crimes, mas por ousar fazer oposição.

Isso não é democracia.

Isso é a preparação para a hegemonia. É o caminho para o domínio de um pensamento único.

Estão tentando convencer a população de que a liberdade de expressão é um risco. Que o Estado deve proteger as pessoas de si mesmas. Que vivemos num país com 213 milhões de tiranos.

Mas nós sabemos muito bem o que isso significa: é o começo do fim da liberdade.

Quando o presidente diz que eleições não bastam, ele está dizendo que o voto só tem valor quando favorece o grupo dele.

Quando ele fala em regular plataformas e combater a “desinformação”, o verdadeiro objetivo é silenciar as críticas e eliminar o contraditório.

Nós, que fomos eleitos, não estamos aqui para assistir calados ao desmonte da democracia.

Não aceitamos que um único grupo –com o apoio de ministros da Suprema Corte e de parte da imprensa– se coloque acima da lei, acima das instituições e acima da vontade popular.

Defender a democracia é garantir:

o voto livre;
a alternância de poder;
o direito de discordar;
a liberdade de expressão;
a separação dos Poderes.
Quando ouço o presidente Lula falar que “cumprir o ritual eleitoral a cada 4 ou 5 anos já não é mais suficiente”, entendo que o Brasil está sendo governado por quem já não acredita mais nessas regras e normas da democracia representativa.

Se a população não abrir os olhos agora, em pouco tempo não teremos mais eleições livres. Não teremos imprensa livre. Não teremos mais oposição.

Vamos deixar uma coisa bem clara: quando Lula ataca a democracia liberal, ele ataca o regime que garante as nossas liberdades individuais, os nossos direitos fundamentais, e o poder da população de escolher quem governa –e de tirá-los do poder pelo voto.

É essa democracia que Lula afirma “não funcionar”, mas que surgiu para proteger o cidadão contra o autoritarismo estatal.

Mas o que Lula defende, então?

Defende o modelo chavista. Como próprio Lula opinou em 2023, ao falar que “o conceito de democracia é relativo”, citando o regime em vigor na Venezuela, de Nicolás Maduro. É também o modelo de Daniel Ortega, na Nicarágua, e de Miguel Díaz-Canel, em Cuba. Todos são países nos quais há eleições de fachada, imprensa amordaçada, Justiça aparelhada e população amedrontada.

Lula não esconde mais: é um aspirante a ditador.

Um populista que usa a linguagem da democracia para desmontá-la por dentro –como já fizeram outros antes dele.

Por isso, faço aqui um chamado à sociedade brasileira. Não se deixe enganar por discursos bonitos. Não aceite o pretexto de “defesa da democracia” como desculpa postiça para exatamente o oposto: destruir a democracia.

Democracia não é governo de um só partido.

Democracia não é censura estatal disfarçada de regulação.

Democracia não é tribunal decidindo quem pode ser candidato.

Democracia não é o poder com medo do povo.

O que está em curso é um plano de poder autoritário. E nós temos o dever de impedir que ele se instale.

Reaja, Brasil! Antes que seja tarde.

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Haddad diz que apresentará a Lula balanço de mercado regulado de bets

Foto: Diogo Zacarias/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a situação envolvendo as bets é um “problema de saúde pública” e “virou uma praga”. Em tom crítico, afirmou ser necessário mostrar que as apostas são “o caminho do fracasso”, resultando em perda de dinheiro.

O ministro afirmou que apresentará um balanço ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito do funcionamento do mercado regulado, que entrou em vigor em janeiro deste ano. “Vamos apresentar para o presidente [um balanço], passados 6 meses da regulamentação deste governo que dependia de lei, porque também o Congresso demorou a aprovar a lei, colocou um prazo dilatado de transição”, declarou.

Haddad falou sobre o tema em entrevista veiculada na noite desta 3ª feira (22.jul.2025), no canal do YouTube Nath Finanças. Ele também voltou a dizer que há perda anual de R$ 40 bilhões “entre o que é depositado e o que é pago de prêmio”.

O titular da Fazenda responsabilizou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Herdamos um caos. O Bolsonaro perdeu, no mínimo, 40 bilhões de reais de impostos que deveriam ter sido cobrados e foram dados para as bets que mandaram esse dinheiro para fora do Brasil”, afirmou Haddad.

SETOR RESPONDE

A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) se pronunciou nesta 3ª feira (22.jul) sobre declarações de Haddad em relação às bets durante entrevista ao ICL Notícias. A entidade disse manifestar “surpresa e consternação” com falas do ministro sobre o assunto.

A associação também disse que a proibição de publicidade de casas de apostas resultaria em “crescimento vertiginoso dos sites ilegais”. Eis a íntegra da nota:

“Nota oficial da Associação Nacional de Jogos e Loterias sobre as recentes declarações do ministro Fernando Haddad

“A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) manifesta surpresa e consternação com as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista ao site “ICL Notícias”, na qual usou termos difamatórios contra a indústria de apostas no Brasil, chegando a chamá-la de “desgraça”. Surpresa porque o setor, que tem sido diligente em atender a todas as normas da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), não esperava ser alvo de um ataque dessa natureza por parte do ministro. E consternação por acreditar no potencial altamente deletério sobre o mercado dessa avaliação do chefe da pasta sob a qual vem sendo construída a regulamentação do setor.

“A ANJL esclarece que todos os problemas citados na entrevista, tanto pelo Eduardo Moreira quanto pelo ministro, se referem à atuação das bets ilegais, ou seja, das casas de apostas que não são autorizadas a funcionar no país, mas continuam funcionando pela incapacidade técnica do Poder Público de bloqueá-las.

“Sobre o entendimento manifestado pelo ministro Fernando Haddad de que a ludopatia deve ser tratada como um caso de saúde pública, a associação concorda e já se manifestou nesse sentido diversas vezes. É necessário frisar, contudo, que, hoje, o imposto pago pelas casas de apostas legalizadas já prevê destinação de parte desses recursos para a Saúde. Também é fundamental esclarecer que os casos de vício são raros no universo do mercado regulado. O problema central da dependência em jogos está na plena atividade dos sites ilegais, que não adotam nenhum mecanismo para proteger os apostadores e não arrecadam nenhum imposto para o país.

“A ANJL reitera, ainda, que, se for aprovada pelo Congresso Nacional a proibição irrestrita de publicidade para as casas de apostas, o Brasil se juntará ao grupo de países que adotaram medida semelhante e presenciaram o crescimento vertiginoso dos sites ilegais. Sem propaganda feita de forma responsável e esclarecedora, os apostadores não saberão distinguir as bets legais das ilegais e ficarão ainda mais à mercê da ação de influenciadores e todo tipo de golpe.

“Por fim, a associação reafirma o compromisso da indústria de apostas na construção de um ambiente seguro e regulado, em que os jogos sejam encarados por toda a população apenas como mais uma forma de entretenimento e não de investimento ou fonte de renda. A ANJL acredita que a escolha do Brasil será não retroceder em relação a nenhum dos avanços que tivemos até agora e focar no que realmente importa: o combate ao mercado ilegal”.

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Após quatro meses, responsáveis por desviar dinheiro do INSS ainda não foram identificados

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

A Operação Sem Descontos, deflagrada para investigar fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), segue em andamento.

Desde o início das apurações, foram cumpridos mandados de busca, apreensão e prisão em 13 estados e no Distrito Federal.

Especialistas ouvidos pelo R7 avaliam que as investigações sobre as fraudes do INSS envolvem um esquema complexo, que demanda apurações profundas e estruturadas. No entanto, alguns deles defendem que há uma demora no processo.

Para o criminalista Paulo Klein, a identificação do grupo criminoso é dificultada pela necessidade de quebras de sigilo bancário e fiscal, o que demanda autorizações judiciais e tempo.

O presidente da Abradeb (Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias), Raimundo Nonato, acrescenta que os indícios mais fortes até agora tem relação com associações de pessoas jurídicas, cujos representantes legais muitas vezes podem ser “laranjas” dos verdadeiros articuladores do esquema.

Isso dificulta os indiciamentos e levanta questões sobre foro competente, já que há possíveis envolvidos com prerrogativas especiais.

“Não é um crime de baixa complexidade, pois envolve figuras públicas e políticas, além do corpo administrativo de uma das maiores autarquias do país. Então, existem também questões processuais de foro competente contra essas pessoas, pois pode envolver autoridades e agentes políticos com prerrogativas processuais diferenciadas”, destaca Nonato.

Já a advogada Lisiane Ribeiro reforça que uma das maiores dificuldades é comprovar a ausência de consentimento da vítima, uma vez que os descontos se escondem por trás de autorizações genéricas, muitas vezes assinadas por engano.

Para ela, esse tipo de fraude se aproveita da complexidade do sistema consignado e exige um esforço probatório muito maior por parte dos órgãos responsáveis.

Falta de vontade e coragem

Lisiane Ribeiro destaca que, para o desfecho das investigações, falta vontade política, coragem institucional e agilidade processual.

Na opinião dela, a ausência de indiciamentos formais até o momento pode indicar tanto um receio de atingir agentes com foro privilegiado quanto uma possível blindagem deliberada de certos envolvidos.

“A gente tem operações robustas, como movimentações financeiras que são incompatíveis, contratos com entidades de fachada, conexões políticas, mas sem uma responsabilização direta aos agentes que permitiram, intermediaram ou se beneficiaram disso dentro da máquina pública. Sem nomear e indiciar esses elos, seguimos apenas combatendo os sintomas”, acredita a especialista.

Contudo, ela ressalta que um desfecho é esperado.

“É importante considerar que nós estamos, sim, diante de uma apuração e que, por mais que ainda pareça incompleta e cercada de muitas omissões, a gente ainda vai chegar num desfecho, como é o esperado e o natural de um procedimento investigatório”, afirma.

Já o presidente da Abradeb defende que as investigações devem ocorrer com calma para não haver vícios processuais que acarretem impunidade no futuro.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

PT paga R$ 2 milhões e quita dívida com marqueteiro preso na Lava Jato após 11 anos

Foto: ERBS JR. / Erbs Jr./Frame Photo

O diretório nacional do PT quitou uma dívida antiga com o marqueteiro João Santana e a sócia e esposa dele, Mônica Moura, referente à campanha presidencial de Dilma Rousseff à reeleição em 2014.

O casal foi preso e condenado na Operação Lava Jato por lavagem de dinheiro em caixa dois em campanhas eleitorais petistas.

Em maio deste ano, o partido pagou R$ 2,3 milhões à Polis Propaganda e Marketing, empresa de Santana e Moura, dando fim a um imbróglio judicial que se arrastava havia sete anos. O valor consta na prestação de contas anual do partido e foi pago em depósito único no dia 5 do mês.

Em nota, o PT afirmou que o valor é relativo a um acordo firmado entre as partes e homologado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal: “Todos os pagamentos foram declarados à Justiça Eleitoral e à Justiça do DF, que arquivou a demanda por restar satisfeita a obrigação”, diz o partido.

A Folha tentou contato com Santana e Moura por meio de telefonema e mensagens de WhatsApp, mas não houve resposta.

O processo da Polis contra o PT por serviços não pagos na campanha de 2014 corria na Justiça do DF desde 2018. Em julho daquele ano, o partido foi condenado a arcar com as despesas e vinha recorrendo desde então.

Em abril deste ano, as partes firmaram um acordo extrajudicial para reduzir a dívida, que estava em R$ 9 milhões, em valores atualizados, para R$ 4 milhões. Subtraindo o que já havia sido pago pelo PT, determinaram que o partido pagaria R$ 2,7 milhões à empresa.

Após a quitação da primeira parte do pagamento –os R$ 2,3 milhões declarados à Justiça Eleitoral–, o advogado que representa a Polis pediu a extinção do processo por considerar que o acordo foi cumprido. O PT combinou de pagar o restante do valor em cinco prestações mensais.

Santana foi marqueteiro do PT e responsável pelas campanhas vitoriosas de reeleição de Lula, em 2006, e de Dilma em 2010 e em 2014. Ele e Moura foram presos em 2016 na 23ª fase da Lava Jato. Condenados, firmaram acordo de delação premiada em 2017, devolveram cerca de R$ 80 milhões, cumpriram penas nos regimes fechado e semiaberto, usaram tornozeleira eletrônica e prestaram serviços comunitários.

As duas sentenças expedidas contra o marqueteiro em Curitiba foram anuladas nas instâncias superiores sob o entendimento de que os processos deveriam ter tramitado na Justiça Eleitoral, não na Justiça Federal.

Posteriormente, em junho de 2024, o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal) também anulou o uso de provas obtidas contra os dois no acordo de colaboração da Odebrecht.

Há três anos, Santana foi o responsável pela campanha a presidente de Ciro Gomes (PDT), que ficou em quarto lugar na disputa.

Folha de S.Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Operação policial prende integrantes da maior organização criminosa da Paraíba

A Policia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (23) a Operação Hope, que investiga diversos crimes cometidos por membros da maior organização criminosa da Paraíba. Estão endo cumpridos 70 mandados judiciais, sendo 25 de prisão.

A investigação teve seu ápice em janeiro de 2025, quando aconteceu a prisão de uma das lideranças do grupo criminoso, que se escondia na zona rural de Campina Grande.

Após isso, foi possível identificar toda a rede logística e operacional do referido criminoso, assim como identificar sua forte atividade no tráfico de drogas, comércio de armas de fogo e munições, além dos crimes de homicídios e lavagem de capitais.

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de João Pessoa, Santa Rita, Conde, Campina Grande e Remígio, além de mandados em três unidades prisionais do Estado.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.