A Caixa Econômica Federal vai leiloar um apartamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Avaliado em cerca de R$ 1 milhão, o imóvel fica em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, e foi colocado à venda após a inadimplência no financiamento firmado com o banco.
Os registros do cartório apontam que o processo de retomada do imóvel pela Caixa começou no segundo semestre de 2025. A instituição financeira requereu a intimação do então proprietário em outubro daquele ano e, meses depois, em fevereiro de 2026, oficializou a consolidação da propriedade. A matrícula também informa que o apartamento foi alvo de bloqueio judicial por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em julho de 2025, no contexto das investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro
O imóvel está sendo ofertado por lance mínimo de R$ 644 mil, valor 36,27% inferior ao da avaliação, e os interessados poderão enviar propostas até as 10h do dia 20 de agosto. O apartamento foi comprado por Eduardo Bolsonaro em junho de 2017 por R$ 1 milhão. Na ocasião, a maior parte da aquisição foi financiada pela Caixa Econômica Federal.
O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) vai investigar se municípios do estado têm locais públicos com nomes que homenageiam pessoas ligadas ao período da ditadura militar no Brasil.
Em João Pessoa, o MPF já entrou com uma ação na Justiça Federal para mudar o nome do 1º Grupamento de Engenharia, do Exército Brasileiro, que homenageia o general Aurélio de Lyra Tavares, signatário do Ato Institucional 5.
Segundo o órgão, ainda não se sabe quais municípios terão as situações avaliadas. Como o processo é conduzido por um procurador da região de João Pessoa, as cidades analisadas devem ser da mesma região.
Em abril, o MPF havia informado que pediria a mudança do nome do quartel na capital caso o comando do Exército não atendesse à recomendação feita pelo órgão. Como a recomendação não foi atendida, a ação foi protocolada na Justiça.
Para o MPF, manter homenagens oficiais a pessoas identificadas em documentos do próprio Estado brasileiro como participantes da estrutura repressiva é incompatível com a Constituição de 1988, com os direitos fundamentais à memória e à verdade e com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil em direitos humanos.
A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu à Polícia Federal o adiamento do seu depoimento no caso Master, que estava marcado para esta sexta-feira (7). A corporação informou que o congressista baiano não será ouvido nesta data e ainda não há uma nova previsão para o depoimento.
Os advogados do senador afirmaram que pediram o adiamento porque ainda não tiveram acesso aos processos por “problemas técnicos”. A defesa disse também que Wagner pretende falar, mas “o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado”.
Nota completa
“A defesa do senador Jaques Wagner informa que requereu, com antecedência proporcional, o adiamento do depoimento designado para o dia 7 de agosto, em data que havia sido ajustada com a autoridade policial.
“O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês.
“O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento verdadeiramente esclarecedor.
“A defesa não fará considerações sobre o mérito até possuir esses dados para análise.
“Salvador, 7 de agosto de 2026
“Pablo Domingues”
Operação Compliance Zero
As investigações sobre as fraudes no Banco Master fazem parte da operação Compliance Zero, autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A primeira fase levou à prisão provisória de executivos ligados à instituição, que depois passaram a cumprir medidas como o uso de tornozeleira eletrônica.
O caso passou a tramitar no STF em dezembro de 2025, sob comando do ministro Dias Toffoli. A segunda fase foi autorizada em janeiro de 2026, mas Toffoli deixou a relatoria em fevereiro, quando André Mendonça assumiu. Vorcaro voltou a ser preso em março e está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de baixa umidade do ar para 101 municípios da Paraíba. O aviso é válido a partir das 10h30 desta sexta-feira (7) e segue válido até as 22h do mesmo dia.
Segundo o instituto, a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 30%, com baixo risco de incêndios florestais e de impactos à saúde.
O Inmet orienta que a população das cidades afetadas mantenha a hidratação constante, evite atividades físicas intensas nas horas mais secas do dia e reduza a exposição ao sol nos períodos de maior calor.
Em caso de necessidade, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
Um advogado foi preso na manhã desta sexta-feira (7), em João Pessoa, suspeito de descumprir uma medida protetiva concedida à ex-mulher. Segundo a Polícia Civil, a vítima mora em Patos, no Sertão da Paraíba. A identidade do suspeito não foi divulgada.
A prisão ocorreu após uma denúncia de descumprimento da medida protetiva, expedida no contexto de violência doméstica. De acordo com a investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Patos, o casal ficou junto por cerca de dois anos e está separado há mais de seis meses.
Ainda segundo a polícia, durante esse período, o advogado teria tentado contato com a vítima diversas vezes, feito ameaças e descumprido a medida protetiva determinada pela Justiça.
O suspeito, que atua como advogado em João Pessoa e Guarabira, foi localizado e preso na própria casa, no bairro Jardim Luna, na capital paraibana. A ação foi realizada pela Deam de Patos, com apoio das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher Norte e Sul, de João Pessoa.
O homem permanece na Cidade da Polícia Civil de João Pessoa, onde aguarda audiência de custódia e segue à disposição da Justiça.
Presidente Lula (PT) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), em Brasília.
Apesar de a ata oficial indicar apoio à candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado Federal, o Partido dos Trabalhadores (PT) da Paraíba reafirmou, nesta sexta-feira (7), o apoio à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP) e à candidatura de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ao Senado nas eleições de 2026.
Em nota assinada pela presidenta estadual da legenda, Cida Ramos, o PT afirmou que a decisão de Lucas Ribeiro de permanecer ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de construir um palanque para a candidatura presidencial foi decisiva para manter o apoio ao governador.
“O PT da Paraíba reafirma seu apoio à candidatura do governador Lucas Ribeiro ao Governo do Estado, reconhecendo sua decisão de estar ao lado do presidente Lula e de construir, na Paraíba, um palanque forte, unido e comprometido com a continuidade do projeto de reconstrução do Brasil”, diz a nota.
O partido também reafirmou apoio às candidaturas de João Azevêdo e Veneziano Vital do Rêgo ao Senado. Segundo a legenda, os dois têm atuado na defesa dos interesses da Paraíba e das pautas do governo Lula no Congresso Nacional.
“Ambos têm desempenhado um papel importante na defesa dos interesses da Paraíba e na sustentação das pautas que fortalecem o Governo do presidente Lula”, afirmou Cida Ramos.
Na nota, o PT também defendeu a união das forças políticas alinhadas ao campo democrático e popular para fortalecer as ações do governo Lula e evitar “retrocessos”.
A legenda informou ainda que seguirá mobilizada pela reeleição do presidente Lula e pela formação de uma ampla aliança na Paraíba. A manifestação ocorre em meio às articulações para a formação das chapas que disputarão o Governo da Paraíba e o Senado em 2026.
Um homem identificado como Fábio Francisco da Silva, suspeito de chefiar uma organização criminosa, foi preso durante uma operação policial na manhã desta sexta-feira (7), no bairro Mário Andreazza, em Bayeux, na Grande João Pessoa.
A prisão ocorreu durante uma ação conjunta das polícias Civil e Militar da Paraíba, com apoio da Força Tática de Bayeux e do Observatório.
Segundo o delegado Flávio Costa, Fábio era um dos responsáveis pelo tráfico de drogas no bairro do Mutirão, estava foragido havia mais de um ano e responde a processos por homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e associação para o tráfico.
“Um dos gerentes do tráfico no Mutirão e o segundo na hierarquia, com um foragido no Rio de Janeiro. Ele já estava há mais de um ano foragido, com diversos processos, como homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e associação para o tráfico”, disse o delegado.
Na casa do suspeito, os policiais apreenderam papelotes com substância análoga à maconha, uma balança de precisão, dinheiro em espécie e uma câmera de segurança.
Durante a mesma operação, que cumpre mandados de prisão ligados a investigações de homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, outras cinco pessoas também foram presas em Santa Rita, na Grande João Pessoa.
Fábio e os outros cinco presos foram levados para a Central de Polícia, onde seguem à disposição da Justiça.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP) discutiram a possibilidade de deixar para depois das eleições de outubro as discussões sobre o fim da escala de trabalho 6×1. O tema foi citado durante um jantar na casa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas não foi o foco da reunião.
Segundo relatos de participantes, a reunião teve como objetivo aproximar novamente Lula e Alcolumbre, que estavam afastados desde a rejeição, pelo Senado, da indicação do então advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF.
A reunião foi mediada por Alexandre de Moraes e pelo ministro Cristiano Zanin. Nos bastidores, a avaliação foi de que a conversa ajudou a reduzir as tensões e retomar o diálogo entre o Executivo e o Legislativo.
Ainda de acordo com os relatos, a indicação de Jorge Messias ao STF não entrou na pauta do jantar. A reunião ficou concentrada na relação entre Lula e Alcolumbre e em temas da agenda nacional.
A proposta de mudança na jornada de trabalho 6×1, defendida pelo governo, foi mencionada apenas de forma breve. A avaliação dos participantes foi de que a discussão deve ser retomada após o período eleitoral, por causa do impacto econômico e político da medida.
Um motociclista foi internado em estado grave após bater na traseira de um carro, no bairro Funcionários II, em João Pessoa.
Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que a vítima desvia de uma motocicleta e atinge a traseira de um carro que estava estacionado na rua.
O homem sofreu ferimentos no rosto e nas pernas. Ele foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital de Trauma de João Pessoa.
De acordo com o boletim médico do hospital, a vítima passou por procedimentos médicos de emergência e segue internada em estado grave, mas estável.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende acabar com a possibilidade de reeleição para o cargo caso seja eleito em 2026.
Em entrevista ao podcast Market Makers, o senador disse que o fim da reeleição é um compromisso que assumiu e que pretende cumprir logo no início do mandato.
“Eu tenho um compromisso que assumi e vou cumprir, que é o fim da reeleição”, declarou.
Segundo Flávio, já há uma PEC (proposta de emenda à Constituição) apresentada por ele no Senado para proibir a reeleição de presidentes da República.
O parlamentar afirmou que a tendência é que a discussão também alcance governadores e prefeitos, além de definir se os mandatos passarão de quatro para cinco anos. “Dependendo de como for a tramitação da PEC, vou saber se fico quatro ou cinco anos. Mas não passa disso”, disse.
Na avaliação do senador, a possibilidade de disputar um segundo mandato prejudica a tomada de decisões dos governantes.
“Todo mundo que senta lá, no primeiro dia, está pensando em como vai ser a próxima eleição. Isso pode desencorajar um presidente a tomar medidas que sabe que são necessárias, mas são impopulares”, afirmou.
Flávio disse ainda que pretende aproveitar a força política de um presidente recém-eleito para aprovar a mudança ainda no período de transição, de forma que as novas regras já passem a valer durante seu eventual governo.
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