João Pessoa segue com a campanha de vacinação contra Covid-19 para todos os públicos nesta segunda-feira (5). Várias unidades de saúde da família e o Mangabeira Shopping, além de centros de saúde, estarão abertos para quem ainda não tomou a vacina ou precisa completar o esquema vacinal. Nenhum público vai precisar fazer agendamento para a imunização.
Estão sendo disponibilizados as vacinas contra a Covid-19 para crianças a partir dos três anos de idade (1ª dose); além das segundas doses da CoronaVac (28 dias após a primeira), Pfizer (60 dias), AstraZeneca (90 dias) e Janssen. A dose de reforço está disponível ao público acima de 12 anos (120 dias após a segunda dose), aos imunossuprimidos (28 dias) e aos trabalhadores de saúde (120 dias).
Os responsáveis pelas crianças de 3 a 11 anos devem levar Cartão SUS ou CPF, além de um comprovante de residência de João Pessoa. Crianças com comorbidades ou alguma deficiência deverão apresentar laudo ou declaração médica que comprove a doença. Para a segunda dose é necessário apresentar o cartão de vacinação e documento com foto.
Para receber a primeira dose da vacina a partir dos 12 anos é necessário apresentar documento oficial com foto, Cartão SUS, CPF e comprovante de residência em João Pessoa. Já para a D2, D3 e D4 é obrigatório apresentar o cartão de vacinação e um documento pessoal com foto, além de comprovação documental para trabalhadores de saúde e laudo médico para imunossuprimidos.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), avisaram que irão em busca da implantação do piso salarial da enfermagem. As declarações ocorrem em resposta à decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu neste domingo (4) a lei que garante o piso da categoria.
“O piso salarial nacional dos profissionais da enfermagem, criado no Congresso Nacional, é uma medida justa destinada a um grupo de profissionais que se notabilizaram na pandemia e que têm suas remunerações absurdamente subestimadas no Brasil. Em nome do Parlamento, tratarei imediatamente dos caminhos e das soluções para a efetivação do piso perante o STF, já que o tema foi judicializado e houve decisão do eminente Ministro Luís Roberto Barroso. Não tenho dúvidas de que o real desejo dos Três Poderes da República é fazer valer a lei federal e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio financeiro do sistema de saúde e entes federados. Com diálogo, respeito e inteligência, daremos rápida solução a isso”, disse Pacheco.
O piso seria pago pela primeira vez nesta segunda-feira (5) e foi fixado em R$ 4.750, para os setores público e privado. O valor ainda serve de referência para o cálculo do mínimo salarial de técnicos de enfermagem (70%), auxiliares de enfermagem (50%) e parteiras (50%).
“Respeito as decisões judiciais, mas não concordo com o mérito em relação ao piso salarial dos enfermeiros. São profissionais que têm direito ao piso e podem contar comigo para continuarmos na luta pela manutenção do que foi decidido em plenário”, afirmou Arthur Lira.
Barroso é relator uma ação apresentada pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde), que defende que o piso é insustentável. A decisão vale até que estados, municípios, órgãos do governo federal, conselhos e entidades da área da saúde informem, em 60 dias e detalhadamente, o impacto financeiro para os atendimentos e os riscos de demissões diante da implementação do piso.
A presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB), Rayra Beserra, utilizou as redes sociais na tarde deste domingo, (04), para comentar sobre a decisão do ministro do STF Luís Roberto Barroso que suspende o piso salarial da enfermagem.
Em uma série de vídeos curtos no seu perfil pessoal e repostados na conta oficial do Coren-PB no instagram, Rayra afirmou que foi surpreendida e que a enfermagem não estava pronta para isso.
“eu fui surpreendida tão quanto vocês, negativamente, decepcionada, em pleno domingo, ao abrir o telefone se deparar com a uma realidade triste, que foi a suspensão dos efeitos da lei do piso salarial, pelo ministro Barroso”.
“Nós estávamos confiantes que a justiça ia ser feita, que o nosso piso que foi já analisado e reanalisado por muitas vezes, pelo senado, pela câmara, nós temos uma emenda a constituição… nós discutimos já fontes de custeio, já foi discutido tudo isso”, destacou em um dos vídeos.
Conforme trouxe a imprensa nacional, a medida, vale até que estados, municípios, órgãos do governo federal, conselhos e entidades da área da saúde informem, em 60 dias e detalhadamente, o impacto financeiros para os atendimentos e os riscos de demissões diante da implementação do piso. Nos próximos dias, a decisão, que é individual, será levada para análise dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do qual Barroso é parte, no plenário virtual.
A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), segue ofertando o serviço de testagem para detecção da Covid-19. O teste está disponível em Unidades de Saúde da Família (USFs) espalhadas pela cidade e na Policlínica Municipal do Cristo, de segunda a sexta-feira, por meio de agendamento.
Podem realizar os testes pessoas entre três e sete dias de sintomas gripais ou que tiveram contato com pessoas que testaram positivo para a doença. Para agendar a testagem, o interessado deverá acessar o aplicativo Vacina JP ou o site vacina.joaopessoa.pb.gov.br, a partir das 19h do dia anterior. Os locais e horários disponíveis estarão listados no canal de agendamento.
No momento da testagem, é preciso apresentar os documentos pessoais (RG e CPF) e comprovante de residência em João Pessoa. O resultado do teste é disponibilizado em um tempo médio de 15 minutos e, os casos positivos para Covid-19 serão orientados pelo médico da unidade, que fará os encaminhamentos necessários.
O Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse não concordar com a decisão do ministro do STF Luis Roberto Barroso, que suspendeu o piso salarial da enfermagem. A medida está em vigor desde 5 de agosto.
A declaração de Lira foi dada em seu perfil no Twitter neste domingo (04). O presidente da Câmara afirmou que os profissionais têm direito ao piso e “podem contar” com ele para a manutenção do que foi decidido no plenário da Casa.
Em julho, o Congresso promulgou a emenda à Constituição do piso salarial da enfermagem. A proposta pretende dar segurança jurídica ao projeto de lei que estabelece remuneração mínima de R$ 4.750 para a categoria.
A medida terá impacto fiscal estimado de R$ 16,3 bilhões por ano. No entanto, ainda não existe fonte de recursos para custear a mudança, que afetará principalmente Estados, municípios e a iniciativa privada.
O piso foi sancionado com veto pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em 4 de agosto.
De acordo com o ministro Marcelo Queiroga (Saúde), Bolsonaro vetou o artigo que determinava a atualização do piso com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). A preocupação com a fonte de financiamento da medida pesou para decisão de veto, que será encaminhado de volta ao Congresso Nacional para análise de deputados e senadores.
SUSPENSÃO NO STF
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Roberto Barroso suspendeu, neste domingo (04), o piso salarial da enfermagem.
O magistrado deu 60 dias para que governo federal, Estados, Distrito Federal e entidades do setor prestem informações sobre impacto financeiro, riscos de demissões e possível redução na qualidade do serviço prestado.
A decisão de Barroso é liminar (provisória) e foi dada em ação movida pela CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços).
O caso também será submetido à análise do plenário virtual do STF, para que o restante da Corte confirme ou não a decisão. Ainda não há data para o agendamento do julgamento.
As ações da Polícia Militar durante o fim de semana resultaram na captura de pelo menos quatro homens procurados pela Justiça pelos crimes de homicídio, estupro de vulnerável, furto qualificado e lesão corporal. Os acusados foram presos entre a tarde desse sábado (3) e as primeiras horas deste domingo.
As prisões foram registradas nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Monteiro e Cacimba de Dentro, durante ações preventivas da PM em rondas, abordagens e apurações de denúncias. Contra os acusados, que têm idades entre 30 e 40 anos, já havia mandados de prisão em aberto por diversos delitos.
Na Capital, a PM abordou um carro que tentou fugir das guarnições na ladeira do Cuiá, mas foi interceptado. No veículo, havia um homem procurado pelo crime de estupro de vulnerável, com pena de nove anos a ser cumprida. Em Campina Grande, após o atendimento de uma ocorrência de agressão, a PM constatou que contra um dos envolvidos havia um mandado de prisão pelo crime de furto qualificado, com mais de quatro anos de pena.
Em Monteiro, no Cariri, em uma abordagem a uma motocicleta, a PM constatou que um dos ocupantes do veículo, era procurado pelo crime de homicídio, com um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Mista da cidade. Já em Cacimba de Dentro, os policiais identificaram que um homem abordado era procurado devido ao crime de lesão corporal.
Os partidos Novo e Psol são os que mais arrecadaram com financiamento coletivo na campanha eleitoral de 2022 até o momento. Juntos, os partidos levantaram cerca de R$ 2,7 milhões. O 1º arrecadou R$ 1,8 milhão, enquanto o 2º somou R$ 890 mil.
O levantamento foi feito por meio dos dados disponibilizados no DivulgaCandContas, sistema de prestação de contas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até sexta- feira (02).
Os candidatos do PT aparecem em 3º lugar no ranking de arrecadação, com R$ 684 mil levantados, seguidos por União Brasil e Republicanos, com R$ 487 mil e R$ 480 mil, respectivamente.
Entre os partidos que mais arrecadaram, são 214 candidaturas do Novo, 102 do Psol e 96 do PT. No total, 7 empresas registraram os recursos arrecadados no portal do TSE. Candidaturas do Estado de São Paulo foram as que mais receberam doações.
Até o momento, R$ 6,4 milhões foram arrecadados por 711 candidatos na campanha eleitoral de 2022. O prazo máximo para a captação de doações é 1º de outubro, um dia antes do 1º turno.
Entre os candidatos que mais levantaram recursos, Vinicius Poit, candidato ao governo de São Paulo pelo Novo, lidera o ranking. Foram R$ 477 mil arrecadados via financiamento coletivo.
Leia o ranking de arrecadação por candidato:
Vinicius Poit (Novo): R$ 477 mil;
Francisco Carlos de Assis (Republicanos): R$ 365 mil;
As eleições deste ano terão o maior número de eleitores que completaram o ensino médio desde que o Tribunal Superior Eleitoral começou a compilar dados sobre a escolaridade dos votantes em eleições gerais, no ano de 2014. Em 2022, serão 58,2 milhões de eleitores que terminaram o ensino básico, que contempla o ensino fundamental e o médio.
Entre eles, 17,1 milhões também completaram o ensino superior, e 41,1 milhões, apenas o ensino básico.
Além dos números absolutos, a proporção de votantes com ensino básico completo também é a maior da série histórica. Neste ano, o grupo de eleitores representa 43,41% do eleitorado.
2014: 31,8 milhões – 22,32%
2018: 47,1 milhões – 32,86%
2022: 58,2 milhões – 43,41%
Avanços na educação básica
Nas últimas eleições gerais, a categoria que representava mais eleitores, também com cerca de 26%, era a dos que não completaram o ensino fundamental.
Em 2022, essa fatia reúne pouco menos de 23% dos votantes, na segunda colocação. Nos três pleitos anteriores, esse era o grau de escolaridade com maior incidência.
Na terceira colocação, estão aqueles que concluíram o fundamental, mas não concluíram o ensino médio, pouco acima de 16%.
O percentual dos eleitores com superior completo neste ano 10,95% também é o maior já registrado. Há quatro anos, o índice era de 9,22%. Em números absolutos, são quase quatro milhões a mais de graduados.
Reflexo discrepante entre candidatos
A proporção de eleitores com ensino superior completo é cerca de cinco vezes maior do que a de eleitores. Entre os postulantes a cargos eletivos, 54,68% concluíram o ensino superior, de acordo com os registros do TSE
Com relação aos que declararam ter completado o ensino médio mas não têm ensino superior, a proporção entre eleitores e candidatos é similar – pouco mais de um quarto dos postulantes a cargos públicos se encaixam no quadro.
No caso dos eleitores, há uma distribuição maior entre os diferentes níveis educacionais.
Enquanto mais de 16% dos eleitores não concluíram o ensino médio, são menos de 3% dos candidatos; se 7% dos eleitores sabem ler e escrever, é o caso de cerca de 1% dos candidatos. Distorções entre os dados da população e daqueles que pretendem representá-los na política também são encontradas em outros recortes.
O Papa Francisco beatificou, neste domingo em Roma, João Paulo I, conhecido como “o papa sorridente”, que em 1978 ocupou o trono de Pedro por 33 dias, em um dos pontificados mais curtos da história.
Milhares de fiéis, incluindo o presidente italiano Sergio Mattarella, assistiram à missa de beatificação na Praça de São Pedro sob chuva. A missa é a etapa anterior à canonização que eleva um fiel católico falecido à dignidade de santo.
Durante a cerimônia, uma grande tapeçaria representando João Paulo I foi pendurada em uma das paredes da Basílica de São Pedro.
— Com seu sorriso, o Papa Luciani conseguiu transmitir a bondade do Senhor. Uma Igreja de rosto alegre, sereno e sorridente é bela, que nunca fecha suas portas, que não endurece os corações, que não se queixa nem guarda ressentimentos, que não está zangado ou impaciente, que não se apresenta com dureza nem sofre de nostalgia do passado —, disse o Papa Francisco durante a homilia.
Albino Luciani, que assumiu o nome de João Paulo quando foi eleito papa em agosto de 1978, aos 65 anos, era uma figura popular e próxima dos paroquianos.
Ele sucedeu Paulo VI e foi o último papa italiano até hoje. Ele morreu de ataque cardíaco 33 dias e 6 horas depois de assumir o cargo.
Na madrugada de 29 de setembro de 1978, uma freira descobriu seu corpo sem vida, sentado na cama, com os óculos e algumas folhas nas mãos. Não foi realizada uma autópsia para confirmar a causa da morte.
O anúncio de sua morte foi cercado de inconsistências e informações falsas e até alimentou a teoria de um assassinato por envenenamento para impedi-lo de colocar ordem nos negócios da Igreja e, em particular, no banco do Vaticano, onde havia sido detectado desvio financeiro .
Mas esta “hipótese da conspiração” deveu-se sobretudo à “comunicação calamitosa” do Vaticano, segundo Christophe Henning, jornalista e autor do livro “Petite vie de Jean Paul Ier” (Vida curta de João Paulo I).
Assim como Henning, muitos especialistas rejeitam essa hipótese, considerando que ela se baseia mais em um conjunto de coincidências do que em elementos tangíveis.
Gentil com todos
Albino Luciani nasceu em 1912 no norte da Itália, em uma família modesta da classe trabalhadora. Foi seminarista e doutorou-se em Teologia. Em 1969 Paulo VI o nomeou Patriarca de Veneza e em 1973 foi elevado a Cardeal.
Considerado um homem de consenso, ele conseguiu durante seu breve pontificado imprimir um estilo mais simples no exercício de sua missão, embora permanecesse isolado dentro da Cúria, o governo do Vaticano.
Ele defendeu a oposição da Igreja ao aborto e métodos contraceptivos, enquanto iniciava a reforma interna. Muito sensível à pobreza, ele também afirmou a importância de dar um “salário justo” a todos.
A beatificação requer o reconhecimento de um milagre. O atribuído a Albino Luciani é a cura em 2011 em Buenos Aires de uma menina de 11 anos que estava morrendo, mas que se recuperou graças às orações de um padre invocando João Paulo I.
Para ser canonizado, o Vaticano deve reconhecer um segundo milagre.
Entre os papas recentes, foram canonizados os italianos João XXIII (1958-1963) e Paulo VI (1963-1978) e o polonês João Paulo II (1978-2005).
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu neste domingo (4) o piso salarial da enfermagem. O piso seria pago pela primeira vez nesta segunda-feira (5) e foi fixado em R$ 4.750, para os setores público e privado. O valor ainda serve de referência para o cálculo do mínimo salarial de técnicos de enfermagem (70%), auxiliares de enfermagem (50%) e parteiras (50%).
Barroso é relator uma ação apresentada pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde), que defende que o piso é insustentável. A decisão vale até que estados, municípios, órgãos do governo federal, conselhos e entidades da área da saúde informem, em 60 dias e detalhadamente, o impacto financeiro para os atendimentos e os riscos de demissões diante da implementação do piso.
A decisão, que é individual, será levada para análise dos demais ministros do Supremo no plenário virtual nos próximos dias.
Na decisão, o ministro avaliou que há risco concreto de piora na prestação do serviço de saúde, principalmente nos hospitais públicos, Santas Casas e hospitais ligados ao SUS. Isso porque as instituições indicaram a possibilidade de demissão em massa e de redução da oferta de leitos.
“Naturalmente, as instituições privadas que tiverem condições de, desde logo, arcar com os ônus do piso constante da lei impugnada, não apenas não estão impedidas de fazê-lo, como são encorajadas a assim proceder. As circunstâncias constitucionais e fiscais aqui apontadas não significam que o valor não seja justo e que as categorias beneficiadas não mereçam a remuneração mínima”, diz Barroso na decisão.
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