Paraíba

Ciclistas interditam rodovia na cidade de Santa Rita em protesto pela morte de João Quirino

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma semana após o atropelamento que matou o ciclista João Quirino, outros adeptos à pratica esportiva foram a PB-004 – rodovia onde o acidente aconteceu, em Santa Rita, na Grande João Pessoa – e interditaram os dois sentidos da via na manhã deste domingo (1º). Com pedidos de Justiça, o grupo cobrou esclarecimentos sobre a ocorrência de trânsito.

João, de 35 anos, morreu instantes após ser atingido por um veículo em alta velocidade. O suspeito conduzia um carro modelo Siena de cor branca. O automóvel foi foi encontrado depois do acidente. Ele havia sido guardado em uma residência.

Além de João, outras três pessoas também foram atingidas. Os demais atropelados, contudo, sofreram apenas escoriações e se recuperam. Após atropelar, o motorista do carro não prestou socorro e fugiu do local.

O motorista suspeito pelo atropelamento se apresentou à polícia. Ele, contudo, foi posto em liberdade. O homem deve responder pelos crimes de homicídio culposo qualificado e por três lesões corporais.

T5

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TCE

TCE-PB analisa contas do governador João Azevêdo nesta segunda-feira

Foto: Leonardo Silva/Paraibaonline

O Pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) aprecia as contas do governador João Azevêdo (PSB) relativas ao exercício de 2019 nesta segunda-feira (2), a partir das 9h.

A análise estava prevista para acontecer na última quinta-feira (28), mas foi adiada a pedido do procurador geral do Estado, Fábio Andrade, que alegou compromisso inadiável já assumido anteriormente.

Consta no relatório técnico do Tribunal de Contas a verificação dos limites constitucionais, execução orçamentária, balanços e demonstrações financeiras, bem como outros subsídios que concorram para o conjunto de elementos que possam influir no parecer conclusivo.

O relatório é submetido ao gestor para eventual defesa. Após última análise, vai ao Ministério Público de Contas para emissão de parecer.

Com base nos estudos das unidades técnicas da casa, bem como no Parecer emitido pelo Ministério Público de Contas junto ao TCE, o relator encaminha seu voto, que será submetido ao Pleno, em sessão extraordinária.

É elaborado o parecer prévio favorável ou não, sobre as contas do Governador. Este parecer é votado pelos conselheiros do TCE, e na sequência, encaminhado à Assembleia Legislativa, a quem cabe o julgamento definitivo das contas.

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Política

FOTOS: 1º de Maio tem atos pró-Lula e pró-Bolsonaro em diversas capitais brasileiras

O feriado do Dia do Trabalho, comemorado neste 1º de maio, tem atos políticos espalhados pelo Brasil.

Em São Paulo, manifestantes a favor do presidente Jair Bolsonaro (PL) começam a se reunir na Avenida Paulista. No fim da manhã, eram registrados atos favoráveis ao presidente também no Rio de Janeiro, em Copacabana, e em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, e em Belo Horizonte e Goiânia, entre outras capitais.

Apoiadores do governo se reúnem no RJ, em 1° de maio – Crédito: Estadão Conteúdo

Mais cedo, por volta das 10h, o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) fez discurso a um grupo de pessoas em Niterói, no qual chamou sua prisão de inconstitucional.

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Manifestações organizadas por centrais sindicais eram registradas na praça Charles Miller, região central da capital paulista, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é esperado para discursar.  Apoiadores de Lula também se reúnem em Maceió e Belo Horizonte, entre outras capitais.

Movimentação de 1 de Maio ocorre na Praça Charles Miller, no Pacaembu, terá presenca do ex-presidente Lula e lideranças do PT neste domingo (01) em SP. Crédito: Agatha Gameiro / Framephoto / Estadão Conteúdo
Crédito: Agatha Gameiro / Framephoto / Estadão Conteúdo

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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Brasil

TSE aprova plano para ampliar transparência nas eleições

Foto: Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou um plano de ação para ampliar a transparência do processo eleitoral. Após reunião realizada na segunda-feira (25) com os membros da comissão de transparência das eleições, foram definidas dez medidas que serão aplicadas nas eleições de outubro.

Foram aprovados mecanismos como a ampliação do acesso ao código-fonte dos programas usados nas urnas eletrônicas, aumento do número de entidades fiscalizadoras que participam da cerimônia de preparação das urnas para votação, aperfeiçoamento e ampliação dos testes de auditoria dos equipamentos, além do incentivo à conferência adicional do boletim de urna, modalidade que permite imprimir o somatório de votos da urna eletrônica em cada seção eleitoral.

O plano foi realizado a partir de 44 sugestões feitas pelos integrantes da comissão, entre as quais, seis foram feitas pelas Forças Armadas, 11 da Polícia Federal e dez da Universidade de São Paulo (USP).

A Comissão de Transparência das Eleições (CTE) também é composta por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Câmara dos Deputados e do Senado, além de organizações da sociedade civil.

O primeiro turno será realizado no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Um eventual segundo turno para a disputa presidencial e aos governos estaduais será em 30 de outubro.

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Política

Em ato em Brasília, Bolsonaro cumprimenta apoiadores e cita defesa da “Constituição, democracia e liberdade”

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou neste domingo (1º) de uma manifestação com apoiadores em Brasília. Ele andou em meio ao público na Esplanada dos Ministérios, cumprimentou os apoiadores que se aglomeraram no local e falou rapidamente durante a transmissão ao vivo publicada em suas redes sociais.

Vim cumprimentar o pessoal que está aqui nessa manifestação pacífica em defesa da Constituição, democracia e liberdade. Então, parabéns a todos de Brasília, bem como de todo o Brasil que hoje estarão nas ruas. Tamo junto, Brasil é nosso, Deus, pátria e família”, disse Bolsonaro no fim da transmissão. Ele não fez discursos ao público.

Na sequência, Bolsonaro retornou ao Palácio do Alvorada, a residência presidencial.

CNN Brasil

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Polícia

EM PATOS: Vigilante é assassinado com tiros na cabeça

Foto: Reprodução

Um vigilante foi assassinado a tiros na madrugada deste domingo (1), na cidade de Patos,  Sertão da Paraíba. A vítima estava fazendo a segurança de um bar localizado no Conjunto Mutirão.

De acordo com a Polícia Militar, o estabelecimento estava fechando quando o vigilante foi atingido por vários disparos na cabeça. Após o crime, o suspeito de cometer o crime fugiu do local.

O vigilante não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A Polícia Civil vai investigar a motivação do crime. Ninguém foi preso até o momento.

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Política

Vídeo: Apoiadores de Bolsonaro fazem carreata com forte adesão em João Pessoa

Apoiadores de Jair Bolsonaro realizam, na manhã deste domingo, 01/05 , carreata em João Pessoa, em defesa do presidente e contra o STF. O ato teve início no estacionamento do estádio Almeidão, passou pela BR-230 e seguirá até a praia.

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Política

Prazo para regularizar título de eleitor termina na próxima quarta-feira (4)

Foto: Divulgação

Quem pretende votar nas Eleições 2022 tem até quarta-feira (4) para tirar ou regularizar o título de eleitor. Os dois procedimentos podem ser feitos pela internet e são gratuitos. Veja a seguir o que fazer em cada caso.

Como emitir o título de eleitor

Para a emissão do título, são necessários três documentos, e os dados devem ser preenchidos na plataforma Título Net. É importante lembrar que o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para as pessoas com mais de 18 anos e facultativos para quem tem entre 16 e 17 anos, além de maiores de 70 e pessoas não alfabetizadas.

O primeiro passo para tirar o título de eleitor é digitalizar os documentos obrigatórios. São necessários: identidade com foto (frente e verso); comprovante de residência (recente); comprovante de quitação do serviço militar para homens a partir de 18 anos; e comprovante de pagamento de débito com a Justiça Eleitoral (quando houver).

O último requisito é tirar uma selfie segurando o documento de identificação ao lado do rosto, sem óculos, bonés, gorros, entre outros objetos que possam prejudicar a visualização. Todas as imagens devem estar totalmente legíveis para evitar o indeferimento do pedido.

Com todos esses documentos digitalizados, basta acessar a página do Título Net para iniciar o atendimento a distância. Na página, é preciso informar a unidade da federação em que mora, selecionar a opção “não tenho título de eleitor” e inserir os dados pessoais solicitados, como nome completo, data de nascimento e nome dos pais.

Os documentos já digitalizados devem ser inseridos em sequência. É possível acompanhar o andamento do processo também pela plataforma Título Net, ao final da página, em “acompanhe seu requerimento”.

Como regularizar o título de eleitor

Há ainda eleitores que já tiraram o título, mas estão em situação irregular. Isso acontece quando a pessoa se enquadrar em alguma causa de cancelamento — como faltar à revisão de eleitorado. Aqueles que não sabem se estão com o título regularizado podem verificar pelo portal do TSE. Na coluna “Autoatendimento do Eleitor”, basta clicar em “Situação Eleitoral”. O resultado sai em alguns segundos e basta informar o CPF ou o número do título.

Pode ocorrer ainda em hipótese de suspensão dos direitos políticos — como em condenação criminal definitiva, cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado, improbidade administrativa, conscrição, etc.

Para conferir se está com o título regular, basta acessar o link do TSE sobre a “situação eleitoral” (clique aqui). Quem está com as votações em dia ou justificou as ausências e atendeu às convocações da Justiça Eleitoral ou pagou as multas que tiverem sido aplicadas está com tudo em ordem para as eleições de 2022.

Caso exista alguma multa pendente decorrente de ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais, entretanto, é necessário emitir o boleto para pagamento no site do TSE por meio do serviço “Consulta de débitos do Eleitor”, no link de “quitação de multas” (clique aqui).

Na página Autoatendimento do Eleitor é possível acessar outros serviços, como a inclusão do nome social, a justificativa eleitoral e a emissão de certidões, entre outros.

R7

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Política

O retorno do PT ao poder seria um desastre do qual o país poderia não se recuperar

*Por Pedro Jobim, Leonardo De Paoli

Recentes declarações do ex-presidente Lula a respeito do que poderiam vir a ser elementos de seu programa de governo, num hipotético retorno do PT à presidência, provocaram, estranhamente, reação de surpresa em alguns observadores da cena nacional.

Entre outras propostas, o ex-presidente defendeu a revogação da Reforma Trabalhista; a adoção de metas de crescimento pelo Banco Central; e a reativação dos empréstimos do BNDES como instrumento de fomento ao crescimento.

Anteriormente, o ex-presidente já havia proposto o fim da política de apreçamento dos combustíveis vendidos pela Petrobrás, baseada nos preços internacionais dos mesmos, e advogado, também, o fim do teto de gastos, intenção reiterada nessa última semana.

Não deveria haver nenhuma surpresa quanto ao teor desses comentários. Eles estão alinhados às práticas implementadas pelo PT ao longo dos treze anos de seus governos, que culminaram com a queda de quase 7% do PIB e a elevação de 8pp da taxa de desemprego, entre 2015 e 2016. Essa foi a maior recessão jamais registrada na economia Brasileira desde o início da série do Produto Interno Bruto, em 1901.

Nos concentraremos, aqui, em discutir a proposta do fim do teto de gastos, o questionamento das práticas comerciais da Petrobras e a intenção de voltar a expandir os empréstimos do BNDES.

Consideremos, inicialmente, o teto de gastos.

É natural que o PT seja contra este instrumento de disciplina fiscal. A despesa total do governo central como proporção do PIB, que era de 15,8% em 2002, encerrou 2016 em 19,8%, refletindo crescimento real médio de 6% ao ano, no período. Essa média, por sua vez, pode ser decomposta em 4% para as despesas com pessoal e 8% para as despesas sociais, na mesma métrica.

Uma grande parte do aumento das despesas sociais, nesse período, pode ser explicada pela elevação real do salário mínimo, que foi de 4,6% por ano, na média, entre 2003 e 2016. A explosão dos gastos com Previdência viria a ser um dos fatores de desestabilização fiscal que aprofundaria a recessão de 2015-16, que só pôde ser controlada quando a mudança de governo possibilitasse a introdução do novo regime fiscal, com o instituto do teto de gastos, em 2016, posteriormente complementado pela Reforma da Previdência, aprovada em 2019.

A expansão dos empréstimos do BNDES para países e empresários amigos do PT foi uma estratégia perseguida ao longo de todo o período em que o partido esteve no poder, e que teria papel central na magnificação da crise, a partir de 2014.

As concessões do banco passariam de uma média de 2,0% do PIB no 2º governo FHC para 3,0% entre 2003 e 2015, tendo atingido um pico de 4,3% em 2010. Vários desses empréstimos financiaram verdadeiros desastres industriais e financeiros, como a construção do Comperj, iniciada em 2008; a da Refinaria de Abreu e Lima, em 2007, e o financiamento à Sete Brasil, a partir de 2010.

A baixa nos preços das commodities, a partir de 2014, ajudou a desnudar a política irresponsável de crédito praticada pelo governo por meio do BNDES e de outros braços financeiros, tendo sido a inadimplência de diversos ativos importante fator determinante da agudicidade da recessão.

O BNDES foi ainda a principal ferramenta utilizada no período para a geração de superávits primários contábeis, que eram criados, como vento, pela capitalização do banco com recursos do Tesouro Nacional (R$ 440 bilhões, entre 2008 e 2014), e posterior recolhimento de seus “dividendos” à União.

Foram as famosas “pedaladas fiscais”, que, além de terem contribuído para a desestabilização fiscal e, portanto, também para a recessão, tiveram importante papel na formalização dos motivos para o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef.

A crítica à política de preços da Petrobras feira pelo ex-presidente é, também, natural. Durante o governo do PT, a Petrobras não praticou a paridade dos preços de seus produtos com o mercado internacional, o que contribuiu para a descapitalização da empresa.

Além disso, faz sentido que o ex-presidente não tenha também manifestado intenção em privatizar a estatal. Durante seu governo e o de sua sucessora, a Petrobras endividou-se e torrou dezenas de bilhões de dólares em projetos industriais superfaturados e até hoje inconclusos, como os já citados Abreu e Lima e Comperj, além de ter gasto outras centenas de milhões de dólares na compra de ativos sucateados, como a refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006, que só seria revendida em 2019, por uma fração do custo de aquisição original.

Com a queda no preço do petróleo, de 2014 em diante, a deterioração no balanço da empresa tornou-se visível e ajudou a viabilizar os primeiros resultados da Operação Lava Jato que, posteriormente, levaria vários dos diretores da empresa à época do governo do PT a devolverem à Justiça enormes quantias que haviam sido desviadas ao longo do período.

Muito mais poderia ser dito sobre os métodos de operação do PT e de sua perniciosidade para o país. Por exemplo, a relação corrupta entre figuras importantes do partido e de seus aliados com uma das maiores empreiteiras do Brasil, no decurso de um longo período, detalhada no impressionante livro “A Organização”, de Malu Gaspar.

Neste artigo, nosso objetivo é apenas esclarecer que a instrumentalização da Petrobras e do BNDES para objetivos políticos e as práticas fiscais irresponsáveis estiveram no cerne do projeto de espoliação de recursos do Brasil executado pelo PT entre 2003 e 2016.

Não deveria causar surpresa, portanto, a defesa de idéias, por parte do ex-presidente que, apesar de em si mesmas constituírem “apenas“ má política econômica, não por coincidência integram o mesmo arcabouço que potencializou o vendaval de recessão e impunidade para o qual seu partido arrastou o Brasil, deixando feridas e consequências que levarão décadas para serem absorvidas.

O contraste dessas práticas com os resultados do atual governo não poderia ser maior.

No plano fiscal, o teto de gastos, ainda que abalado pela PEC 23/2021, permanece de pé e permitirá a este governo, como vem destacando repetidamente o ex-secretário do Tesouro Nacional Mansueto Almeida, tornar-se o primeiro, desde a Constituição de 1988, a encerrar seu quadriênio exibindo um gasto menor como proporção do PIB do que aquele observado em seu início.

Boa parte desse resultado advém da disciplina imposta pela atual administração às contas da Previdência e às despesas com pessoal.

gráfico 1 abaixo mostra o reajuste médio do salário-mínimo em cada quadriênio desde 1998.

Já o gráfico 2 exibe com clareza o papel da queda do número de funcionários públicos federais desde 2018, resultado da prática da atual administração de não repor a aposentadoria de servidores (note-se, em oposição, o enorme aumento no número de servidores observado entre 2003 e 2013, quando o PT esteve no governo).

gráfico 3 mostra o resultado na variação real da despesa com pessoal – que passou de aumento anual de 4%, na era PT, à queda de 3%, na atual administração.

No que se refere ao BNDES, além do retorno de R$ 218 bilhões em capital do banco ao Tesouro Nacional entre 2019 e 2022, as concessões anuais, no presente quadriênio, têm se mantido inferiores a 1% do PIB, as menores desde a década de 1990.

Finalmente, no que se refere à Petrobras, a atual administração deu continuidade ao trabalho de saneamento iniciado no governo Temer, que permitiu resgatá-la de uma situação falimentar em 2015 – quando a realidade da empresa, dilapidada pela corrupção, era tão precária que ela sequer pôde honrar as datas de publicacao de diversos de seus balanços entre 2014 e 2016.

Hoje, a Petrobras é uma empresa saudável, que distribuirá, em 2022, de forma completamente livre de malabarismos contábeis, quase R$ 400 bilhões aos governos federal e estaduais, na forma de dividendos, royalties, e impostos diversos, representando, de modo oposto ao observado no período do PT, um notável indutor de fortalecimento tanto para as contas públicas quanto para o crescimento da economia.

Alguns poderiam argumentar que, apesar de toda a malversação de recursos públicos praticada pelo PT, a economia logrou crescer em boa parte do período em discussão. É verdade.

No entanto, isso ocorreu por uma combinação dos seguintes fatores: algumas escolhas minimamente acertadas de política econômica; ponto de partida da economia brasileira, em 2002, extremamente desfavorável (juros de 25%, inflação de 12%, taxa de câmbio depreciada, relação crédito/PIB de apenas 26%), indicadores que puderam ser melhorados sem muita dificuldade nos anos subsequentes; enorme crescimento da China e correspondente ciclo de commodities favorável à economia brasileira; e, ainda, crescimento da população em idade ativa superior a 1,5% ao ano.

Esse conjunto de circunstâncias permitiu que os mencionados descalabros na política fiscal, as políticas de crédito irresponsáveis e a má utilização de recursos públicos permanecessem escamoteados durante muitos anos, até que a inversão do ciclo de commodities expusesse os diversos malfeitos já descritos.

As circunstâncias da economia local e global, hoje são muito mais adversas do que as vigentes àquele período. A repetição das mesmas políticas praticadas, como defende o ex-presidente, portanto, seriam punidas com muito mais velocidade, por meio de resultados econômicos muito ruins e a rápida intensificação do empobrecimento do Brasil.

Cabe ainda um último comentário sobre a preferência pelo PT, em relação à atual administração, abertamente defendida por respeitados observadores da cena nacional, sob o argumento de que a reeleição do incumbente representaria um “risco à democracia”.

É verdade que a corrupção de agentes públicos e o uso de empresas estatais para fins de interesse do grupo político no poder está presente no Brasil, e em diversos outros países, desde longa data.

Nesse aspecto, porém, a inovação implementada pelo PT viria a ser o sequestro sistemático dos recursos do Estado e seu direcionamento a fundos partidários e pessoais de alguns de seus integrantes ou aliados, de modo a apoiar a perpetuação do partido no poder.

Em dois séculos de independência, essa foi a primeira vez em que o país e seus recursos viram-se reféns de um grupo político organizado em torno de tal objetivo.

No plano da história do Brasil, esse nível de espoliação pode ser comparado apenas ao ciclo do ouro no século XVIII, quando a Coroa portuguesa apertou o garrote sobre a economia local e dela extraiu todos os recursos que pôde para sustentar o restante de seu império ultramarino.

Há aqui, obviamente, uma importante diferença: os integrantes do PT são, em sua maioria, pelo menos no papel, brasileiros, ao passo que o Brasil, à época do ouro das Geraes, era uma colônia de Portugal.

Outras comparações pertinentes são as formas de patrimonialismo extremo observadas na antiga Rússia Imperial ou em algumas ditaduras contemporâneas da África.

A violência praticada ao Estado de Direito no Brasil pelo PT, na forma dos esquemas de corrupção amplamente documentados nos autos de múltiplas cortes, delações de empresários, livros e toda espécie de mídias, é inquestionável.

A democracia – ingênua ou dolosamente associada por muitos à simples prática do sufrágio universal – é apenas um pequeno componente do Estado de Direito que, em nosso país, está sim seriamente ameaçado.

Não pelo atual líder do Poder Executivo que, apesar de sua retórica por vezes virulenta, não avança para além de suas atribuições e nem desrespeita a ordem constitucional, diferentemente de alguns integrantes de outros poderes constituídos.

O retorno do PT ao poder seria um desastre do qual o país pode não ter chance de se recuperar.

Pedro Jobim – Sócio fundador da Legacy Capital. Atua no mercado financeiro desde 2002, tendo sido economista-chefe do banco Itau BBA e da tesouraria do banco Santander. É engenheiro mecânico-aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre em economia pela PUC-Rio e Ph.D em economia pela Universidade de Chicago.

InfoMoney

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Polícia

EM BAYEUX: Mulher é assassinada com quatro tiros em frente a lanchonete

Foto: Verinho Paparazzo / RTC

Uma mulher de 22 anos foi assassinada a tiros na frente de uma lanchonete na cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa. O caso aconteceu na madrugada deste domingo (1º), na rua Severino Leão, bairro de São Lourenço. A vítima foi identificada como Iane Maria de Brito.

Segundo informações à Polícia Civil, a vítima costumava frequentava o estabelecimento para lanchar. Neste domingo, contudo, um homem teria se aproximado e atirou contra a vítima. Ela foi atingida com pelo menos quatro disparos.

A vítima já tinha passagem pela polícia e com ela a perícia encontrou uma quantidade de drogas.

A motivação e autoria do crime ainda não foram descobertas e a Polícia Civil vai investigar o caso.

Com informações T5

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