O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência, votaram na manhã deste domingo (25), no segundo turno das eleições de 2026. Lula votou em São Bernardo do Campo (SP) e destacou a mobilização popular durante a campanha. Flávio votou no Rio de Janeiro e defendeu mudanças no país.
O que disse Lula?
Lula, aos 80 anos, afirmou que nunca viu uma mobilização popular como a que acompanhou nas últimas semanas. “Eu, sinceramente, nunca vi nada igual”, declarou. Ele também disse que estava emocionado com o apoio dos eleitores e que iria votar agradecido. “Eu vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tenho como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor. Eu serei eternamente grato”, afirmou.
O que disse Flávio?
Flávio votou na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Na saída, defendeu a mudança no país. “Eu acho que chegou a hora da mudança de verdade. Foi assim no 1º turno, que seja no 2º. O Brasil não aguenta mais 4 anos do jeito que está”, declarou.
O senador também pediu que os eleitores compareçam às urnas. “Faça chuva ou faça sol, bora sair de casa para votar, que o Brasil vai mudar e vai vencer.”
Os brasileiros vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República. A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) marca o segundo turno das Eleições 2026. Mas, afinal, que horas sai o resultado da votação?
A apuração começa após o encerramento da votação, às 17h (horário de Brasília), quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia a divulgação dos primeiros resultados.
Apesar de a divulgação começar às 17h, não existe um horário exato para a definição do vencedor. O resultado depende da velocidade da totalização dos votos e da diferença entre os candidatos.
Que horas começa a apuração das Eleições 2026?
De acordo com o TSE, a divulgação dos resultados do segundo turno começa a partir das 17h (horário de Brasília), quando está previsto o encerramento da votação em todo o país.
A votação começa às 8h e termina às 17h, pelo horário de Brasília, independentemente do fuso horário de cada estado. Eleitores que ainda estiverem na fila no momento do encerramento poderão votar normalmente.
A Paraíba não registrou casos de feminicídio em agosto e setembro de 2026, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Apesar disso, setembro teve o maior número de tentativas de feminicídio do ano, com oito registros.
O estado está há três meses sem casos de feminicídio, incluindo julho. Até junho, foram registrados 19 casos em 2026, enquanto, no mesmo período de 2025, 25 mulheres haviam sido mortas por razões de gênero.
Junho foi o mês com mais feminicídios neste ano, com cinco casos. Em janeiro e março, foram registrados quatro casos em cada mês.
João Pessoa teve o maior número de feminicídios no primeiro semestre, com cinco registros. Conceição teve dois casos, enquanto Arara, Baía da Traição, Belém, Bonito de Santa Fé, Desterro, Emas, Guarabira, Itapororoca, Lagoa Seca, Monteiro, Piancó e Sertãozinho registraram um caso cada.
Tentativas de feminicídio
Além dos feminicídios consumados, a Paraíba registrou 33 tentativas de feminicídio em 2026. Setembro teve o maior número de ocorrências, com oito casos, seguido de junho, com sete.
Em janeiro e março, foram registradas três tentativas em cada mês. Fevereiro teve duas, abril teve uma, maio teve três e agosto teve quatro.
João Pessoa também liderou o número de tentativas de feminicídio, com cinco registros. Campina Grande, Cabedelo, Mãe D’água e Monteiro tiveram dois casos cada.
Também houve uma tentativa em cada um dos seguintes municípios: Alagoa Grande, Belém do Brejo do Cruz, Bayeux, Bom Jesus, Bonito de Santa Fé, Cajazeiras, Cajazeirinhas, Camalaú, Capim, Conde, Itapororoca, Junco do Seridó, Marizópolis, Natuba, Pedras de Fogo, Picuí, Pilar, Pombal, Puxinanã e Sousa.
Mais de 564 mil eleitores da Paraíba faltaram ao primeiro turno das Eleições 2026, realizado em 4 de outubro. Ao todo, foram 564.520 ausências, o equivalente a 17,38% do eleitorado apto.
Apesar da ausência, essas pessoas podem votar no segundo turno, marcado para este domingo (25), desde que estejam com a situação regular na Justiça Eleitoral.
Como justificar a ausência
Quem não votou no primeiro turno tem até 3 de dezembro de 2026 para justificar a ausência. Já quem faltar ao segundo turno terá até 8 de janeiro de 2027.
A justificativa pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral ou presencialmente em um cartório eleitoral.
Na Paraíba, a votação será apenas para presidente da República, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (24), mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos no 2º turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 49%. Comparando ao último levantamento de quinta-feira (22), Flávio oscilou um ponto para cima e Lula, um para baixo.
O Datafolha ouviu 4.050 pessoas, entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%. Contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09540/2026.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) acabou expondo o número de telefone do presidente Lula (PT) durante uma transmissão ao vivo neste sábado (24). O parlamentar conversava com o petista por telefone enquanto o presidente se deslocava do Rio de Janeiro para São Paulo, onde participaria dos últimos atos de campanha antes do segundo turno.
Ao mostrar o celular para a câmera, Janones deixou o contato de Lula visível. Ao perceber o deslize, reagiu com surpresa e preocupação: “Não é possível que mostrei lá o número do Lula. Não é possível, gente”, disse, aos risos. “O pessoal vai ficar puto comigo”, acrescentou.
Antes da ligação, o deputado havia afirmado que mostraria o contato sem revelar os dígitos, por acreditar que o nome salvo na agenda seria suficiente para evitar o vazamento. Após a transmissão, usuários das redes sociais e de grupos de WhatsApp passaram a compartilhar imagens do contato, salvo com o DDD 61, de Brasília, e uma foto de Lula fazendo sinal de positivo.
O segundo turno das Eleições 2026 vai contar com um esquema especial de trânsito em João Pessoa, com interdição de ruas. O esquema foi divulgado pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP).
Segundo a Semob-JP, vão ser interditadas as ruas do Fórum Eleitoral, em Tambiá, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), no Centro, e do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), em Jaguaribe. As alterações são temporárias e afetam a circulação de veículos.
As intervenções serão iniciadas às 6h e seguirão até o encerramento da votação, às 17h. Ao todo, 120 agentes de mobilidade estarão distribuídos pela cidade, atuando na orientação do trânsito e na execução de desvios.
Outros locais que vão receber atenção de agentes de mobilidade são: os colégios Oscar de Castro, José Lins do Rego, Demerval Trigueiro, Papa Paulo VI, Olívio Pinto, CNEC (Geisel), Olívio Ribeiro Campos, Aruanda, Luiz Gonzaga Oliveira, Alice Carneiro, Leonel Brizola, Nazinha Barbosa, Pio XI, Meta e Master.
Durante a Operação, a Semob-JP disponibilizará o WhatsApp (83) 98760-2164, das 5h à meia-noite, para receber mensagens da população e acionar as equipes em situações que demandem fiscalização ou atendimento de urgência relacionado ao trânsito.
A reta final da eleição presidencial chegou e, até agora, o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSDB), decidiu dar um “perdido” em que cobra posicionamento sobre a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). O silêncio contrasta com o histórico do tucano, forjado no PSB, mas reflete um cálculo complexo em uma cidade rachada ao meio.
No primeiro turno em João Pessoa, a diferença a favor de Lula sobre Flávio foi de menos de 4 mil votos nas urnas.
Então, em um cenário de polarização extrema, a neutralidade de quem pretende concorrer a reeleição em 2028 pode ser tratada com divergências de entendimento. Há quem chame de falta de coragem, de prudência ou pura estratégia de sobrevivência política.
Leo disse: “Eu estou onde sempre estive”.
O que há de fato é que o prefeito decidiu evitar entrar em uma disputa que pode lhe trazer mais custos do que benefícios, principalmente por que nenhuma das duas campanhas ofereceu garantias concretas de apoio ao seu projeto eleitoral.
PT e PL têm projetos para 2028 em João Pessoa
O PT faz oposição na Câmara Municipal liderado pelo vereador Marcos Vinícius, não abriu diálogo. Sem gestos de reciprocidade do PT para 2028, não houve estímulo para Leo entrar de cabeça na campanha pela virada petista.
O partido, inclusive, está no arco de alianças do governador reeleito Lucas Ribeiro (PP) e o senador eleito João Azevêdo (PSB), e, se não bancar uma candidatura própria, que estar ao lado desse grupo com o nome que for posto para a disputa.
O PL de Bolsonaro até tentou aproximações. Leo guarda boa interlocução com nomes da bancada liberal na Câmara, a exemplo de Durval Ferreira e Eder Jampa (atual secretário municipal da Causa Animal). No entanto, o projeto do PL para a capital entra em rota de colisão direta com os planos do tucano.
O partido do ex-presidente planeja lançar candidatura própria à Prefeitura de João Pessoa em 2028, tendo como nome natural o deputado federal Cabo Gilberto, o parlamentar mais votado do estado no pleito deste ano. Apoiar o PL agora seria encorajar um adversário direto na sua própria sucessão.
Cálculo, aliás, que não foi feito pelo clã político em Guarabira. Nesta semana, sua tia, a prefeita Léa Toscano, e sua prima, a deputada estadual Camila Toscano, selaram apoio oficial a Flávio Bolsonaro no segundo turno.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou pela extinção, sem análise do mérito, do caso que trata do pedido de divulgação voluntária da quebra de sigilo dos candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No parecer, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou que não há interesse processual nem matéria estritamente eleitoral que justifique a intervenção da Justiça Eleitoral. A campanha de Lula havia solicitado a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para liberar os sigilos.
“Não se vislumbram, no conteúdo do presente expediente, elementos aptos a justificar a intervenção da Justiça Eleitoral, sobretudo porque não há matéria estritamente eleitoral a ser equacionada”, diz o parecer.
Na quinta-feira (22), o ministro André Mendonça já havia afirmado que não era necessária a intervenção judicial, pois os próprios candidatos podem decidir quais informações divulgar.
Espinosa também citou a decisão do ministro: “Como bem apontado pelo Ministro Relator, ‘não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor'”.
O caso começou no domingo (18), durante o debate da Band, quando Lula se dispôs a divulgar seus dados e cobrou o mesmo de Flávio. O presidente ofereceu acesso às informações dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo. Dias depois, o senador aceitou a proposta, mas condicionou a divulgação ao cumprimento de outras exigências pelo petista.
Na quinta-feira (22), representantes das duas campanhas oficializaram o compromisso de buscar a abertura dos sigilos dos candidatos, além de informações de familiares e empresas relacionadas a eles.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) estima que os eleitores levem cerca de 12 segundos para votar para presidente da República no segundo turno das Eleições 2026. A previsão é da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (STIC), que também espera concluir a apuração no estado até as 19h, caso não ocorram intercorrências.
No primeiro turno, cada eleitor levou, em média, 70 segundos para votar nos seis cargos. Como, no segundo turno, haverá votação para apenas um cargo, a expectativa é de que o procedimento seja mais rápido.
A Paraíba tem 3.247.397 eleitores aptos a votar, dos quais 53% são mulheres e 47% são homens. No primeiro turno, 82,62% do eleitorado compareceu às urnas, enquanto a abstenção foi de 17,38%. Dos votos apurados, 9,84% foram nulos e 4,77% foram brancos.
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