O governador da Paraíba, João Azevêdo inaugurou uma obra que promete resolver o gargalo do trânsito entre os bairros de Água Fria e o Cristo Redentor, em João Pessoa. Preparou uma pequena solenidade, convidou a imprensa, só esqueceu de avisar aos presentes que a obra estava inacabada.
Nas imagens recebidas pelo Blog do BG, é possível ver os canteiros do viaduto de Água Fria, além da rotatória do lado do Cristo, ainda cobertos de terras e com algumas máquinas espalhadas.
Abrir a passagem e liberar o trânsito para anunciar serviço entregue, mesmo sabendo que os reparos de acabamento, drenagem, segurança e acabamento ainda dependem de execução é uma propaganda maquiada.
O correto seria que a “entrega” fosse feita apenas quando tudo estivesse pronto: estrutura, acostamentos, drenagem, sinalização e os mínimos de conforto e segurança. Enquanto isso não acontece, chamar isso de obra entregue é pouco menos que enganar a população.
O número de transações realizadas pelo Pix caiu cerca de 10% nos três dias seguintes à publicação da medida provisória que proíbe as apostas esportivas online, as chamadas bets.
Dados do Banco Central mostram que foram registradas 229,6 milhões de transações no sábado (26), 165,9 milhões no domingo (27) e 213 milhões na segunda-feira (28). No acumulado, foram 608,6 milhões de operações, 10% abaixo da média registrada nos mesmos dias das quatro semanas anteriores.
A queda foi de 11% no sábado, 12% no domingo e 7,4% na segunda-feira, sempre na comparação com as médias dos quatro dias equivalentes anteriores.
Os dados são do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), que reúne as operações liquidadas pelo Pix. O Banco Central foi questionado sobre uma possível relação entre a redução e a publicação da MP, mas não havia respondido até a última atualização da reportagem.
As revelações da Operação Zona de Influência, deflagrada nesta terça-feira (29) pela Polícia Federal na Paraíba, começam a levantar uma série de questionamentos entre empresários do setor de combustíveis que, nos últimos meses, estiveram entre os principais alvos das operações do Procon de João Pessoa. A ação da PF teve como um dos alvos Júnior Pires, superintendente do órgão, onde foram apreendidos R$ 220 mil em dinheiro. Por determinação da Justiça Eleitoral, Pires também foi afastado cautelarmente das funções pelo prazo de 90 dias.
Diante desse novo cenário, empresários do segmento passaram a questionar se a sequência de fiscalizações e operações promovidas pelo Procon municipal não teria produzido, na prática, um ambiente de pressão capaz de asfixiar financeiramente empresários considerados regulares, levando alguns deles a desistirem do negócio e abrindo espaço para novos grupos assumirem o controle dos estabelecimentos. Não há, até o momento, informação pública de que a investigação da Polícia Federal tenha estabelecido qualquer relação entre as ações do Procon e a eventual atuação do crime organizado no setor de combustíveis. A suspeita é levantada pelos próprios empresários e, portanto, depende de comprovação.
As dúvidas também alcançam a CPI instalada na Câmara Municipal de João Pessoa para investigar o setor. Empresários questionam se a comissão estaria cumprindo exclusivamente uma finalidade de fiscalização ou se, eventualmente, poderia produzir efeitos semelhantes aos que eles atribuem às operações do Procon: pressionar empresários tradicionais e facilitar a entrada de novos grupos no mercado. A preocupação ganhou dimensão ainda maior diante das investigações realizadas em São Paulo, onde operações como a Carbono Oculto identificaram infiltração do crime organizado na cadeia de combustíveis, inclusive com utilização de empresas e postos para lavagem de dinheiro.
O ponto que amplia a dúvida é justamente o conteúdo da Operação Zona de Influência. Segundo informações divulgadas sobre a investigação, a Polícia Federal apura se integrantes de uma organização criminosa teriam utilizado o controle territorial sobre comunidades para negociar apoio político e autorizar a entrada de candidatos nesses locais durante atos de campanha. Entre as possíveis contrapartidas investigadas estão pagamentos a uma liderança do grupo, custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública, além de outros benefícios. A apuração envolve, em tese, crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado.
E é justamente a coincidência entre a investigação sobre influência territorial, possíveis contrapartidas políticas e o histórico recente de operações envolvendo o mercado de combustíveis que coloca uma pergunta no ar: até que ponto as ações de fiscalização e as movimentações políticas em torno do setor estão desconectadas da disputa pelo controle de um mercado que, em outras partes do país, já foi identificado pelas autoridades como alvo de organizações criminosas? A resposta, por enquanto, cabe às investigações. O que existe são suspeitas, questionamentos de empresários e fatos novos que agora passam a ser observados sob uma perspectiva diferente.
A operação que afastou por 90 dias o secretário do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, provocou forte reação na Câmara Municipal nesta terça-feira (29). Durante pronunciamento no plenário, um vereador de oposição afirmou que a capital paraibana vive uma situação “inimaginável” e chegou a comparar o cenário com o enfrentado pelo Rio de Janeiro.
Segundo o parlamentar, a ação faz parte de uma ofensiva nacional contra organizações criminosas e deve servir de alerta para a classe política.
“Em uma ação a nível nacional contra as facções criminosas, nós estamos concorrendo agora com o Rio de Janeiro. É algo inimaginável, senhores vereadores, senhores telespectadores”, declarou.
O vereador defendeu a continuidade das investigações realizadas pela Polícia Federal e pela Justiça Eleitoral para identificar eventuais relações entre política e organizações criminosas.
“Espero que o Tribunal Regional Eleitoral e a Polícia Federal continuem realizando seus trabalhos para separar a boa política daquela que realmente tem trazido muita vergonha para a cidade de João Pessoa”, afirmou.
O parlamentar também lamentou que as suspeitas envolvendo agentes públicos acabem atingindo a imagem de toda a classe política. Ele ressaltou que, segundo sua avaliação, a maioria dos vereadores atua por meio de projetos, requerimentos e ações voltadas à população.
A declaração ocorre no mesmo dia em que Júnior Pires foi afastado cautelarmente do cargo por 90 dias no âmbito de uma investigação que apura suspeitas relacionadas a apoio político-eleitoral de uma facção criminosa. A medida, por si só, não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal.
Crítica a Cícero
Durante o discurso, o vereador também fez críticas ao ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, e saiu em defesa do governador Lucas Ribeiro.
Ele classificou como “lamentável” o episódio e afirmou que, enquanto o governador é alvo de críticas políticas, operações policiais continuam atingindo integrantes da estrutura administrativa da Capital.
“Parece que foi um castigo”, disse o parlamentar, ao fazer referência às recentes críticas de Cícero Lucena ao governador.
O vereador ainda afirmou que João Pessoa precisa separar a atuação política legítima de eventuais práticas que estejam sob investigação das autoridades.
A investigação segue sob responsabilidade das instituições competentes, que deverão apurar os fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.
O Governo da Paraíba publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (29), um decreto que autoriza o uso do transporte coletivo intermunicipal rodoviário, de forma gratuita, nas Eleições de 2026.
A medida vale das 0h do dia 3 de outubro até as 23h59 do dia 5 de outubro e permite que eleitores se desloquem entre municípios para votar ou retornar da votação.
Para utilizar o benefício, será necessário apresentar o título de eleitor ou o e-Título, que comprove a identidade e o local de votação.
A gratuidade já havia sido adotada em 2024, mas o novo decreto amplia o benefício para 24 horas antes e 24 horas depois do dia da votação.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) definirá como as empresas responsáveis pelo transporte serão ressarcidas. A regra entrou em vigor na data de sua publicação.
O secretário do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, um dos alvos da operação que investiga suspeitas de negociação de apoio político-eleitoral, foi afastado do cargo por 90 dias nesta terça-feira (29), por determinação da Justiça Eleitoral. O deputado estadual Caio Roberto (MDB) também é alvo da investigação.
A operação, deflagrada pela Polícia Federal, apura se integrantes de um grupo criminoso teriam usado o controle de comunidades da Paraíba para negociar apoio político e autorizar a entrada de candidatos nesses locais durante a campanha.
Entre as possíveis contrapartidas estão pagamentos a uma liderança do grupo, despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública.
Ao todo, a PF cumpre sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo TRE-PB.
Os candidatos ao Governo da Paraíba já declararam R$ 15.988.364,47 em despesas de campanha, segundo dados do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados nesta terça-feira (29). A eleição acontece daqui a cinco dias, no dia 4 de outubro.
Entre os candidatos que apresentaram gastos, Cícero Lucena (MDB) lidera, com R$ 5.753.867,81, seguido por Efraim Filho (PL), com R$ 5.708.214,47, e Lucas Ribeiro (PP), com R$ 4.526.282,19.
Camilo Duarte (PCO) e Pedro Coutinho (DC) não declararam receitas nem despesas. Yuri Ezequiel (UP) informou que recebeu R$ 20.628, mas ainda não registrou gastos.
Pela legislação eleitoral, cada candidato ao Governo da Paraíba pode gastar até R$ 7.115.522,46.
Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram conversas frequentes entre ele e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em 2025. Os dois trocavam elogios, combinavam encontros e tratavam de pedidos, como ingressos para o camarote do desfile das campeãs do Carnaval do Rio.
Motta afirma que as conversas não mostram nenhum ilícito e que relacioná-las a interesse espúrio ou favorecimento desconsidera o contexto dos diálogos.
O material foi obtido pela Folha de S.Paulo e se soma a outros registros já divulgados, como mensagens sobre um empréstimo de ao menos R$ 22 milhões a uma empresa da cunhada do deputado e um jantar com empresários na residência oficial.
“Queria estar mesmo era em Mônaco com você”
Em uma conversa de 23 de maio de 2025, Vorcaro diz que estava em São Paulo e passaria o fim de semana em Belo Horizonte. Depois, afirma: “Queria estar mesmo era em Mônaco com você”. Os dois riem e fazem uma ligação de quase oito minutos.
Na sequência, Vorcaro envia o contato de um motorista e pergunta se Motta prefere que alguém sirva a refeição ou se não quer ninguém na casa naquele momento.
Camarote com nome, CPF e telefone
Em outra conversa, Motta pede quatro entradas para o camarote do desfile das campeãs do Carnaval do Rio, realizado em 8 de março. Vorcaro diz que consegue quantas ele quiser e pede nome completo, CPF, e-mail e telefone dos convidados. Motta agradece.
Ainda em março, após uma ligação de dois minutos, Motta envia a Vorcaro uma mensagem, aparentemente de um repórter, sobre a tentativa de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), negócio que depois foi vetado pelo Banco Central.
Vorcaro pergunta de onde veio o texto. Motta responde que não sabe e que enviou a captura para saber se ele reconhecia o remetente.
Café na casa de Motta e “casa de Davi”
Os dois também se encontraram ao longo de 2025. Em julho, Vorcaro foi à residência de Motta para tomar café da manhã. Em agosto, o deputado o chama para “a casa de Davi”, possível referência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Vorcaro pergunta se seria uma surpresa, e Motta responde que sim e que os dois precisavam conversar.
Empréstimo de R$ 22 milhões à família de Motta
A relação entre Motta e Vorcaro também envolve um empréstimo do Banco Master a uma empresa ligada à família do deputado. Em março deste ano, a Folha revelou que Bianca Medeiros, cunhada de Motta, obteve pelo menos R$ 22 milhões do banco, em março de 2024, para a compra do terreno de uma antiga fábrica de cimento em João Pessoa (PB), destinado a um projeto de loteamento e formação de um novo bairro.
Bianca é irmã de Luana Motta, mulher do presidente da Câmara. Em 8 de março de 2024, ela comprou todas as cotas da ETC Participações, empresa com capital social de R$ 100 mil. Uma semana depois, assinou o contrato de empréstimo com o Banco Master e ofereceu as cotas da empresa como garantia.
Em dezembro de 2024, documento registrado na Junta Comercial da Paraíba ainda relacionava a dívida da empresa com o banco.
O que diz Hugo Motta
Em nota, a assessoria de Motta afirmou que o deputado, em seu quarto mandato, sempre dialogou com diferentes setores do empresariado e da sociedade. Ele disse ter “vida limpa” e atuação política igualmente limpa em 15 anos de vida pública.
Motta também afirmou que o contrato de empréstimo foi firmado por uma empresa privada com um banco privado, quando ainda não eram conhecidos os fatos e as investigações que depois vieram a público sobre o Master e Vorcaro. Ele disse confiar nos órgãos responsáveis pelas investigações.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (29), uma operação para investigar uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa que atua em comunidades da Paraíba. Durante a ação, foram apreendidos R$ 220 mil.
São cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Entre os alvos estão o deputado estadual Caio Roberto (MDB) e o secretário-chefe do Procon de João Pessoa, Júnior Pires.
Segundo a investigação, integrantes da facção teriam usado o controle territorial de comunidades para negociar apoio político e permitir a entrada de candidatos nesses locais durante atos de campanha.
Em troca, são investigados pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.
Em nota, a Prefeitura de João Pessoa informou que ainda não foi oficialmente notificada sobre a decisão judicial que determinou o afastamento cautelar de um servidor. O Município disse que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e reafirmou sua confiança na Justiça e no devido processo legal.
A pesquisa da Quaest mostra que a maioria dos eleitores brasileiros apoia três medidas anunciadas recentemente pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A restrição às apostas on-line aparece com o maior percentual de aprovação, com 62%, seguida pelo reajuste de 15% do Bolsa Família, com 59%, e pela oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da obesidade, com 58%.
Restrição às bets
Aprova: 62% Desaprova: 32% Não souberam ou não responderam: 6%
Reajuste de 15% do Bolsa Família
Aprova: 59% Desaprova: 39% Não souberam ou não responderam: 2%
Canetas emagrecedoras gratuitas pelo SUS
Aprova: 58% Desaprova: 38% Não souberam ou não responderam: 4%
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre 24 e 27 de setembro, em entrevistas domiciliares presenciais. O período incluiu o anúncio do governo federal sobre a proibição das bets, feito na sexta-feira (25), por isso parte das entrevistas ocorreu antes e parte depois da divulgação da medida.
O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06520/2026.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), disse nesta segunda-feira (28) que o senador Veneziano Vital (MDB) “demonstra o desespero de quem vai perder a eleição”. A declaração foi dada ao site Conectado com a Notícia, ao comentar o crescimento da candidatura do pai, o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos), ao Senado em 2026.
Veneziano vem acusando Hugo e Nabor de cooptar lideranças políticas. “São estratégias adotadas por quem não tem propostas e que vê a necessidade de se agredir outras pessoas como se isso fosse atributo para receber o voto”, respondeu Motta.
Para Hugo, o crescimento da chapa governista, formada por Lucas Ribeiro (PP), João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley, é resultado das ações de gestão. “É o time do trabalho, é João, Nabor e Lucas, para que a Paraíba possa avançar cada vez mais”, disse, afirmando acreditar na eleição dos três.
As declarações ocorrem durante a reta final da campanha para o Senado, marcada por mudanças de apoio de prefeitos e grupos políticos. Lideranças que apoiavam Veneziano passaram a declarar apoio a nomes da chapa governista.
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