
Enquanto grande parte do território brasileiro enfrenta uma das secas mais severas dos últimos anos, com impactos diretos no abastecimento, na produção agrícola e na vida de milhões de pessoas no semiárido, um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que o órgão criado para combater a escassez hídrica, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), virou executor de obras de asfalto.
Entre 2021 e 2023, 60% dos contratos firmados pelo Dnocs, o equivalente a R$ 1,1 bilhão de um total de R$ 1,8 bilhão – não tem relação com o combate à seca. Em vez de barragens, adutoras, poços e cisternas, o foco recaiu sobre pavimentação e aquisição de máquinas, muitas vezes indicadas por emendas parlamentares, sem qualquer critério técnico vinculado à segurança hídrica.
E tudo isso dentro do governo Lula, que, onde o discurso sobre desenvolvimento sustentável e proteção ambiental cai por terra, quando um dos órgãos mais importantes para a uqestão ambiental não cumpre a sua função.
Recentes investigações da Polícia Federal na Operação Overclean, apontaram que o Dnocs saiu do zero para R$ 1,2 bilhão em contratos de asfaltamento em menos de três anos.
Enquanto o sertão racha sob o sol, o governo asfalta caminhos que levam mais ao palanque do que à solução.
Blog do BG PB



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