Lula falou e se enrolou. Na Indonésia, disse que “traficantes de drogas são vítimas dos usuários também”. A frase viralizou — e não foi por bom motivo. A oposição não perdoou, e críticos viram mais uma prova do discurso frouxo do governo.
O governo correu para apagar o incêndio. Nesta sexta-feira (24), a Secretaria de Comunicação Social divulgou nota reforçando que o Brasil não tolera o tráfico. Em 2024, a Polícia Federal apreendeu R$ 7 bilhões em bens de criminosos, e a Polícia Rodoviária Federal confiscou 850 toneladas de drogas — recordes históricos.
As operações contra o crime organizado quase dobraram em dois anos: de 1.875, em 2022, para 3.393, em 2024. A nota cita ainda a PEC da Segurança Pública e outros projetos enviados ao Congresso, que, segundo o governo, visam “desmantelar as estruturas que alimentam o crime”. A prática, pelo menos, mostra resultado — ao contrário das palavras de Lula.
O presidente tentou se retratar nas redes sociais, chamando a frase de “mal colocada” e reforçando que mais importante que palavras são as ações. Citou os recordes em apreensão de drogas e as operações históricas. Mas o estrago já estava feito.
Condomínios residenciais e comerciais de todo o país precisarão se adaptar ao fim da escala 6×1 — Foto: Marcia Foletto/Agência O Globo
O fim da escala 6×1 pode provocar aumento de até 15% nas taxas de condomínio e levar à redução de serviços em prédios de todo o país. Segundo o Sindicato da Habitação, os gastos com mão de obra representam até 70% das despesas condominiais.
Para manter a qualidade dos serviços, muitos condomínios terão de contratar mais funcionários. Outra alternativa é reduzir a frequência de atividades, como a limpeza. A avaliação é do especialista em Direito Imobiliário Ronan Lelis, que aponta ainda o pagamento de horas extras como uma possibilidade para adequar as escalas.
As estimativas indicam que novas contratações podem elevar os custos em 6,9%. Já o pagamento de horas extras representaria um aumento de 8,6%.
As mudanças na jornada começam em 15 de dezembro, quando o limite semanal cairá de 44 para 42 horas. Um ano depois, a carga horária será reduzida para 40 horas semanais.
Consumidores com débitos em atraso na conta de energia elétrica terão uma oportunidade para regularizar suas pendências durante o Mutirão de Negociação da Energisa Paraíba, realizado em parceria com o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) durante a Semana Nacional da Conciliação. A ação acontecerá entre os dias 3 e 6 de novembro, das 8h às 12h, na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa.
Durante o mutirão, os clientes poderão negociar suas dívidas diretamente com a Energisa e conhecer as condições disponíveis para regularização de cada caso. Entre as possibilidades estão o parcelamento dos débitos e descontos de até 90% sobre juros e multas, conforme a situação de cada consumidor e os critérios vigentes da distribuidora.
“A iniciativa reforça o compromisso da Energisa em buscar soluções que facilitem a regularização de débitos. Para participar, é necessário apresentar documentos pessoais e informações relacionadas aos débitos que deseja negociar. As condições serão avaliadas individualmente buscando as melhores condições para os clientes”, destaca gerente jurídico da Energisa Paraíba, Carlos Barreto.
A ação integra a programação da Semana Nacional da Conciliação, promovida pelo Poder Judiciário em todo o país, com o objetivo de incentivar acordos entre as partes, solucionar conflitos de forma consensual e ampliar o acesso à Justiça. O mutirão oferece aos consumidores uma oportunidade de regularizar suas pendências financeiras de maneira ágil e facilitada.
As companhias aéreas começam novembro com um custo maior para abastecer suas aeronaves. A Petrobras reajustou em 7,2% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, a partir deste domingo (1º). O aumento representa R$ 0,45 por litro em relação a outubro.
A Petrobras atualiza os preços do QAV mensalmente, conforme os contratos com as distribuidoras. Em mercados internacionais, os valores podem ser alterados diariamente, acompanhando mais rapidamente as oscilações do mercado.
A estatal explica que a alta no preço acompanha a valorização do combustível no mercado internacional, pressionado pelas tensões no Oriente Médio e pela redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em razão da guerra entre os dois países.
A empresa afirmou que os aumentos acumulados no exterior desde o início dos conflitos foram superiores aos registrados no Brasil. Por isso, considera que o combustível vendido pela estatal permanece competitivo em relação aos preços internacionais.
O Enem 2026 reúne, na Paraíba, 34.144 candidatos que ainda não estão na etapa final do ensino médio. Isso significa que esses participantes farão a prova neste ano, mas não concluirão a educação básica em 2026. As informações são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O levantamento foi pelo Jornal da Paraíba.
Entre os inscritos nessa condição, 20.156 tiveram direito à isenção da taxa de inscrição, enquanto 13.988 pagaram para participar do exame.
O levantamento também aponta que outros 1.835 candidatos não estão frequentando a escola e ainda não concluíram o ensino médio.
Também é detalhado o perfil dos 140,7 mil participantes inscritos no Enem 2026 na Paraíba, de acordo com a situação escolar de cada candidato.
A maior parte já concluiu o ensino médio, totalizando 55.405 inscritos. Outros 49.361 estão cursando a última série e devem finalizar essa etapa em 2026.
Já entre os participantes que ainda não estão no último ano do ensino médio, são 34.144 inscritos. O levantamento aponta ainda 1.835 candidatos que não estudam atualmente e também não concluíram essa etapa da educação.
Municípios paraibanos têm decretos de emergência por diferentes tipos de desastres. Foto: Divulgação/Secom-PB
A Paraíba tem 148 municípios com decretos de situação de emergência vigentes em razão de diferentes tipos de desastres. As ocorrências estão distribuídas por todas as regiões do estado e envolvem principalmente estiagem, chuvas intensas e alagamentos.
Os dados são do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
Estiagem atinge 108 municípios
A falta de chuvas é a principal causa dos decretos de emergência no Sertão paraibano. Ao todo, 108 municípios estão nessa condição por causa da estiagem.
A relação inclui cidades de diferentes regiões, como Campina Grande, Cajazeiras, Patos, Sousa, Monteiro, Pombal e Princesa Isabel.
Chuvas intensas atingem cidades do Litoral
No Litoral, 37 municípios têm decretos de situação de emergência em razão das chuvas intensas. Um município também enfrenta a situação por causa de alagamentos.
Entre as cidades incluídas na lista estão João Pessoa, Santa Rita, Bayeux, Cabedelo, Conde, Alhandra e Pitimbu.
O levantamento também aponta quatro municípios com decretos simultâneos por chuvas e estiagem: Aroeiras, Itabaiana, Mogeiro e Natuba.
Outras duas cidades aparecem em categorias específicas: Caaporã, por deslizamento de solo, e Juarez Távora, por alagamentos.
Municípios podem solicitar recursos federais
O reconhecimento da situação de emergência permite que as prefeituras solicitem apoio financeiro do governo federal para ações de assistência à população e recuperação das áreas afetadas.
Entre as medidas que podem receber recursos estão a compra de cestas básicas e água mineral, o fornecimento de refeições para trabalhadores e voluntários, além da aquisição de kits de limpeza, higiene pessoal e itens de dormitório.
Os pedidos devem ser encaminhados à Defesa Civil Nacional por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
Após o envio das informações, a equipe técnica analisa os danos, as metas e os valores solicitados. Quando o pedido é aprovado, uma portaria é publicada no Diário Oficial da União com o valor autorizado.
Relação de municípios em situação de emergência
O levantamento apresenta listas específicas de municípios atingidos por estiagem, chuvas intensas e outros desastres.
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução e Ton Molina/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tenta articular um acordo político para viabilizar a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da prisão e conquistar o apoio da direita à sua reeleição ao comando da Casa, em fevereiro de 2027.
Uma das propostas cogitadas é apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um pedido de indulto humanitário a Bolsonaro. Alcolumbre, porém, ainda não levou a possibilidade ao petista. Outra alternativa é a aprovação de uma anistia no Congresso Nacional, que poderia ser barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Com a articulação, Alcolumbre busca alcançar dois objetivos políticos: atrair o apoio da bancada do PL para sua reeleição e reduzir a pressão por processos de impeachment contra ministros do STF. O senador é próximo de Alexandre de Moraes e se opõe ao seu afastamento do cargo.
A intenção é apresentar a iniciativa como parte de um movimento de pacificação nacional, com a possibilidade de reduzir a tensão entre os Poderes. Para isso, também seria necessário um acordo com Lula, para evitar que o presidente vetasse o projeto ou que sua base se mobilizasse contra a proposta.
RESISTÊNCIA DA DIREITA
A iniciativa, entretanto, enfrenta resistência de parlamentares de direita, que citam o Projeto de Dosimetria, aprovado pelo Congresso após mudanças em uma proposta que inicialmente previa anistia. O texto final passou a tratar da redução de penas, mas foi barrado pelo STF. O relator do projeto foi Alexandre de Moraes.
Congressistas do PL afirmam que Alcolumbre já rompeu as pontes com o grupo e que não há possibilidade de reconciliação. O impeachment de Moraes continua sendo uma das principais pautas da bancada, cujos integrantes não demonstram interesse em negociar com o presidente do Senado.
O PL também decidiu lançar candidatura própria à presidência da Casa. O senador Rogério Marinho (PL-RN) é o principal nome e deve ser oficializado em reunião da bancada marcada para 4 de novembro.
A partir de 2027, o partido terá 29 senadores, número que poderá chegar a 34 com a entrada de suplentes e negociações com outros parlamentares. Mesmo com o possível aumento, a bancada não terá votos suficientes para eleger sozinha o presidente do Senado.
O Senado Federal deve votar, na próxima terça-feira (3), a PEC da Segurança Pública. A data foi anunciada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Enviada pelo governo federal, a proposta prevê mudanças no combate ao crime organizado, como aumento de penas e regras mais rígidas para a prisão de integrantes de facções criminosas e milícias. O texto também propõe maior integração entre União, estados e municípios nas ações de segurança pública.
A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em março, e teve a análise concluída pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 14 de outubro. Após a promulgação da emenda, o presidente Lula pretende criar um Ministério da Segurança Pública.
O ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), passou a ser cotado para ocupar um ministério no governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a partir de 2027. A informação é do colunista Matheus Leitão, do portal Metrópoles, que aponta o paraibano entre os nomes considerados para a nova composição do Governo Federal.
A possibilidade surge após Nabor terminar em terceiro lugar na disputa pelo Senado na Paraíba, com 895.398 votos, atrás de João Azevêdo (PSB), eleito com 1.391.994 votos, e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), reeleito com 974.550.
Apesar de não ter recebido o apoio declarado de Lula na disputa pelo Senado, Nabor manteve o alinhamento com a reeleição do presidente.
Uma eventual indicação para o governo federal, entretanto, ainda não foi confirmada pelo Palácio do Planalto. As discussões sobre a formação da nova Esplanada dos Ministérios devem ocorrer nas próximas semanas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que não tem planos de se reunir com o senador e candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), mas disse que ele pode permanecer no país “pelo tempo que quiser”.
“Não tenho planos de me reunir com ele, mas ele foi tratado de forma mesquinha. A eleição foi uma desgraça, na minha opinião. Ele pode ficar aqui pelo tempo que quiser”, declarou Trump durante a festa de Halloween realizada em seu clube privado Mar-a-Lago, na Flórida.
Também neste sábado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo norte-americano “não se envolveu diretamente” na saída de Flávio do Brasil.
“Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas”, disse Rubio.
Flávio deixou o Brasil rumo aos EUA nesta semana, após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais e ter o passaporte incluído em um pedido de apreensão feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O mercado clandestino de apostas no Brasil pode crescer 101% após a proibição das bets, com receitas anuais estimadas em R$ 56 bilhões. A projeção é do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que calcula que 70% dos apostadores de plataformas regulamentadas migrem para operadores ilegais.
A receita anual do mercado clandestino passaria de R$ 27,9 bilhões para R$ 56 bilhões, um aumento de R$ 28,1 bilhões, de acordo com a estimativa do IBJR. O cálculo considera o Gross Gaming Revenue (GGR), que corresponde à diferença entre o valor apostado e os prêmios pagos, e não ao volume total de apostas.
O levantamento também identificou 60.477 endereços suspeitos de oferecer apostas clandestinas na internet. Desse total, 34.134 apresentavam características como cadastro de usuários, oferta de bônus e pagamentos por Pix. A ferramenta de monitoramento LegitBet também encontrou páginas que utilizam nomes e identidades visuais semelhantes aos de empresas conhecidas, como Betano, Bet365, Novibet e BetMGM.
O IBJR ressalta, porém, que a inclusão de um endereço na base de monitoramento não comprova que ele tenha sido criado após a proibição nem confirma, por si só, a ilegalidade da operação.
O instituto alerta que a migração para plataformas clandestinas pode deixar os apostadores sem mecanismos de proteção exigidos das empresas autorizadas, como verificação de identidade, fiscalização das transações e medidas para impedir o acesso de menores de idade.
A proibição foi estabelecida pelo presidente Lula através da Medida Provisória nº 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026. O texto tem validade inicial até 23 de novembro e depende de aprovação do Congresso Nacional para se tornar definitivo. Caso não seja votado no prazo, poderá ser prorrogado por mais 60 dias.
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