Escolhido como relator do projeto de anistia na Câmara dos Deputados, Paulinho da Força é considerado um parlamentar com trânsito entre diferentes alas da política e do Judiciário.
O deputado tem interlocução com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) — especialmente com o relator das ações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, ministro Alexandre de Moraes, de quem é considerado próximo.
Em novembro de 2023, uma tese proposta por Moraes, durante julgamento na Corte, reverteu uma condenação contra o deputado por supostos desvios no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O caminho aberto com a Corte é um dos fatores que contaram para a sua escolha.
O presidente do Solidariedade também tem feito acenos ao centro e duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia sido apoiado por ele na campanha de 2022.
Paulinho da Força começou a se afastar de Lula ainda na transição de governo, quando o Solidariedade foi preterido na distribuição de cargos e ministérios de Lula. O desconforto foi aumentando, segundo aliados, com a ausência de interlocução do Planalto com membros da sigla.
Em junho, Paulinho da Força afirmou que não apoiaria Lula em 2026 e que participaria de negociações para que o Solidariedade apoiasse uma candidatura de centro-direita.
Entre os acenos feitos pelo deputado, estão a participação no lançamento da pré-candidatura a presidente de Ronaldo Caiado (União) e o apoio ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
g1







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