O influenciador paraibano Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, foram presos na manhã desta sexta-feira (15) em uma casa em Carapicuíba, na Grande São Paulo.
O casal foi localizado após uma campana feita por policiais da 3ª Delegacia de Investigações sobre Estelionato e Crimes Contra a Fé Pública (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Procurada, a defesa do influenciador informou que não teve acesso ao conteúdo da decisão. “Assim que tivermos ciência dos fundamentos, adotaremos todas as medidas judiciais cabíveis para resguardar os direitos de Hytalo, inclusive com o ingresso de Habeas Corpus, se for necessário.”
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/W/5/AuNvjgSBSix6uYXnGaZA/whatsapp-image-2025-08-15-at-09.55.15.jpeg)
O local onde o casal foi preso é uma residência grande, com piscina e churrasqueira e amplo espaço de convivência e socialização.
Na casa, os policiais civis cumpriram o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba, onde corre contra o influencer uma investigação por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais.
Além do Ministério Público da Paraíba (MPPB), ele também é investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O caso ganhou repercussão após denúncias do youtuber Felca sobre casos de “adultização” de crianças e adolescentes.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/V/G/er9GsPSLGXMje2kLGsIA/whatsapp-image-2025-08-15-at-09.55.14-1-.jpeg)
Desde o dia 6, quando Felca, que tem mais de 4 milhões de inscritos no YouTube, citou em um vídeo a atuação de Hytalo na criação desse tipo de conteúdo com menores, o influenciador foi alvo de medidas da Justiça da Paraíba em resposta a uma ação civil pública do MPPB, além de mandados de busca e apreensão. Procurado, o advogado Sean Abib, que faz a defesa deles, disse que iria “tomar conhecimento” da decisão judicial.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/b/Y/3Do3SSRHGbDBpvEXK00w/whatsapp-image-2025-08-15-at-09.55.15-1-.jpeg)
A prisão deles envolveu o MP-PB em atuação conjunta com o MPT, a Polícia Civil da Paraíba e de São Paulo, além da Polícia Rodoviária Federal.
As ordens de prisão foram expedidas pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa da 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba.
Em sua decisão, o magistrado disse que “há fortes indícios” de tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho infantil artístico irregular, produção de vídeos com divulgação em redes sociais e constrangimento de crianças e adolescentes, entre outros crimes.
G1


Comente aqui