
Cerca de 45% dos municípios paraibanos estão operando no vermelho, aponta estudo



Flávio Bolsonaro (PL) mantém a decisão de participar do debate da TV Globo, mesmo com a provável ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O confronto será realizado nesta quinta-feira (1º) e será o último antes do primeiro turno.
A decisão contraria aliados que defendem a ausência do candidato do PL caso Lula não compareça. A avaliação do grupo é que, sem o petista, Flávio poderá virar o principal alvo dos demais presidenciáveis e sofrer desgaste na reta final da campanha.
Apesar da pressão, o senador segue disposto a participar. “Até agora nós vamos ao debate”, afirmou Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio.
A Globo prevê manter uma cadeira vazia para cada candidato ausente. Pelas regras acertadas, os participantes poderão, inclusive, dirigir perguntas a quem não comparecer.
Com informações da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.
O vídeo que o Blog do BG obteve com a declaração da prefeita Karla Pimentel de que “80% das ações que eu tenho do Conde têm interferência de Eduardo” ganhou repercussão nas redes sociais. E o histórico de notícias ajuda a contextualizar a fala.
Ao longo da gestão, manchetes registraram a atuação do deputado em diferentes frentes no município.
Em 2021, Eduardo articulou a instalação da Casa da Cidadania e participou, ao lado de Karla Pimentel e Aguinaldo Ribeiro, de tratativas para levar uma agência da Caixa Econômica ao Conde.

Em 2022 e 2023, apareceram registros de emendas para construção de praças, portal de entrada, pavimentação e outras ações, além da participação do deputado na entrega do programa Alimenta Conde.

Já em 2024, uma nova emenda de R$ 500 mil para pavimentação voltou a colocar o parlamentar no centro das ações anunciadas para o município.

Mais recentemente, o próprio deputado divulgou um balanço apontando cerca de R$ 30 milhões em ações e investimentos no Conde — valor atribuído ao levantamento do mandato.

Assim, a declaração de Karla não surgiu no vazio. Há uma sequência de registros públicos de emendas e articulações de Eduardo Carneiro envolvendo o município.
E a frase que viralizou resume a dimensão dessa relação:
“80% das ações que eu tenho do Conde têm interferência de Eduardo. E eu sou muito grata.”
O “80%” é da prefeita. As manchetes mostram o histórico que ajuda a explicar a repercussão.
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“80% das ações que eu tenho do Conde têm interferência de Eduardo. E eu sou muito grata.” A declaração da prefeita Karla Pimentel ganhou força nas redes sociais e levantou questionamentos sobre o tamanho da influência do deputado estadual Eduardo Carneiro na gestão do município.
A fala foi feita durante entrevista e acabou repercutindo justamente pela dimensão atribuída pela própria prefeita à participação do parlamentar nas ações desenvolvidas em Conde.
O peso político de Eduardo Carneiro no município também aparece nas urnas. Nas eleições de 2022, o deputado recebeu 6.196 votos em Conde, sendo o candidato a deputado estadual mais votado na cidade. Em toda a Paraíba, foi reeleito com 47.535 votos.
Agora, a declaração de Karla Pimentel coloca novamente Eduardo Carneiro no centro do debate político de Conde — e dá munição para quem interpreta a influência do deputado como um dos principais fatores por trás das ações da gestão municipal.
“80% das ações têm interferência de Eduardo. E eu sou muito grata.”
Uma frase curta, mas politicamente bastante reveladora.

O deputado estadual Caio Roberto divulgou nesta terça-feira (29) uma nota de esclarecimento após uma diligência da Polícia Federal relacionada à Operação Zona de Influência, que investiga uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de um grupo criminoso.
Segundo a nota, Caio Roberto afirma que sua campanha segue dentro das regras eleitorais e que não praticou qualquer ilícito. O deputado também declarou que atendeu prontamente à diligência da PF e que, durante a ação, “não foi localizado dinheiro ou qualquer outro elemento indiciário de qualquer crime eleitoral ou de qualquer vinculação com membros de organizações criminosas”.
A Operação Zona de Influência cumpriu sete mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento cautelar, por 90 dias, do secretário do Procon-JP, Júnior Pires. Durante as diligências, a PF informou a apreensão de R$ 220 mil em espécie.
Na nota, Caio Roberto afirmou que continuará realizando a campanha “com absoluta tranquilidade”, respeitando as regras eleitorais e permanecendo à disposição da Justiça Eleitoral
Foto: South Agency/Getty Images
O número de transações realizadas pelo Pix caiu cerca de 10% nos três dias seguintes à publicação da medida provisória que proíbe as apostas esportivas online, as chamadas bets.
Dados do Banco Central mostram que foram registradas 229,6 milhões de transações no sábado (26), 165,9 milhões no domingo (27) e 213 milhões na segunda-feira (28). No acumulado, foram 608,6 milhões de operações, 10% abaixo da média registrada nos mesmos dias das quatro semanas anteriores.
A queda foi de 11% no sábado, 12% no domingo e 7,4% na segunda-feira, sempre na comparação com as médias dos quatro dias equivalentes anteriores.
Os dados são do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), que reúne as operações liquidadas pelo Pix. O Banco Central foi questionado sobre uma possível relação entre a redução e a publicação da MP, mas não havia respondido até a última atualização da reportagem.
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A operação que afastou por 90 dias o secretário do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, provocou forte reação na Câmara Municipal nesta terça-feira (29). Durante pronunciamento no plenário, um vereador de oposição afirmou que a capital paraibana vive uma situação “inimaginável” e chegou a comparar o cenário com o enfrentado pelo Rio de Janeiro.
Segundo o parlamentar, a ação faz parte de uma ofensiva nacional contra organizações criminosas e deve servir de alerta para a classe política.
“Em uma ação a nível nacional contra as facções criminosas, nós estamos concorrendo agora com o Rio de Janeiro. É algo inimaginável, senhores vereadores, senhores telespectadores”, declarou.
O vereador defendeu a continuidade das investigações realizadas pela Polícia Federal e pela Justiça Eleitoral para identificar eventuais relações entre política e organizações criminosas.
“Espero que o Tribunal Regional Eleitoral e a Polícia Federal continuem realizando seus trabalhos para separar a boa política daquela que realmente tem trazido muita vergonha para a cidade de João Pessoa”, afirmou.
O parlamentar também lamentou que as suspeitas envolvendo agentes públicos acabem atingindo a imagem de toda a classe política. Ele ressaltou que, segundo sua avaliação, a maioria dos vereadores atua por meio de projetos, requerimentos e ações voltadas à população.
A declaração ocorre no mesmo dia em que Júnior Pires foi afastado cautelarmente do cargo por 90 dias no âmbito de uma investigação que apura suspeitas relacionadas a apoio político-eleitoral de uma facção criminosa. A medida, por si só, não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal.
Crítica a Cícero
Durante o discurso, o vereador também fez críticas ao ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, e saiu em defesa do governador Lucas Ribeiro.
Ele classificou como “lamentável” o episódio e afirmou que, enquanto o governador é alvo de críticas políticas, operações policiais continuam atingindo integrantes da estrutura administrativa da Capital.
“Parece que foi um castigo”, disse o parlamentar, ao fazer referência às recentes críticas de Cícero Lucena ao governador.
O vereador ainda afirmou que João Pessoa precisa separar a atuação política legítima de eventuais práticas que estejam sob investigação das autoridades.
A investigação segue sob responsabilidade das instituições competentes, que deverão apurar os fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.

O Governo da Paraíba publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (29), um decreto que autoriza o uso do transporte coletivo intermunicipal rodoviário, de forma gratuita, nas Eleições de 2026.
A medida vale das 0h do dia 3 de outubro até as 23h59 do dia 5 de outubro e permite que eleitores se desloquem entre municípios para votar ou retornar da votação.
Para utilizar o benefício, será necessário apresentar o título de eleitor ou o e-Título, que comprove a identidade e o local de votação.
A gratuidade já havia sido adotada em 2024, mas o novo decreto amplia o benefício para 24 horas antes e 24 horas depois do dia da votação.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) definirá como as empresas responsáveis pelo transporte serão ressarcidas. A regra entrou em vigor na data de sua publicação.

O secretário do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, um dos alvos da operação que investiga suspeitas de negociação de apoio político-eleitoral, foi afastado do cargo por 90 dias nesta terça-feira (29), por determinação da Justiça Eleitoral. O deputado estadual Caio Roberto (MDB) também é alvo da investigação.
A operação, deflagrada pela Polícia Federal, apura se integrantes de um grupo criminoso teriam usado o controle de comunidades da Paraíba para negociar apoio político e autorizar a entrada de candidatos nesses locais durante a campanha.
Entre as possíveis contrapartidas estão pagamentos a uma liderança do grupo, despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública.
Ao todo, a PF cumpre sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo TRE-PB.

Os candidatos ao Governo da Paraíba já declararam R$ 15.988.364,47 em despesas de campanha, segundo dados do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados nesta terça-feira (29). A eleição acontece daqui a cinco dias, no dia 4 de outubro.
Entre os candidatos que apresentaram gastos, Cícero Lucena (MDB) lidera, com R$ 5.753.867,81, seguido por Efraim Filho (PL), com R$ 5.708.214,47, e Lucas Ribeiro (PP), com R$ 4.526.282,19.
Camilo Duarte (PCO) e Pedro Coutinho (DC) não declararam receitas nem despesas. Yuri Ezequiel (UP) informou que recebeu R$ 20.628, mas ainda não registrou gastos.
Pela legislação eleitoral, cada candidato ao Governo da Paraíba pode gastar até R$ 7.115.522,46.
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