Brasil

Imagem do STF está prejudicada e julgamento de Bolsonaro pode ser “arriscado”, diz Financial Times

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O jornal inglês Financial Times publicou nesta terça-feira (1º) uma reportagem afirmando que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado pode ser um risco para o cenário político do Brasil. A reportagem faz um resumo do processo que Bolsonaro enfrenta no Supremo Tribunal Federal (STF) e diz ainda que imagem da Suprema Corte brasileira foi “prejudicada por suas decisões contenciosas”.

A publicação, que ocupou uma página inteira na versão impressa do veículo, ouviu o ex-presidente sobre o processo que ele enfrenta no STF. Jair Bolsonaro e outros sete acusados serão julgados pela Primeira Turma do Corte por tentativa de golpe de Estado. O veículo, contudo, ressalta que o julgamento do ex-presidente pode “elevar seu perfil político — e até mesmo transformá-lo em um mártir”.

“A ameaça à democracia em si se tornou uma bola de futebol política”, disse Christopher da Cunha Bueno Garman, diretor administrativo para as Américas da consultoria de risco político Eurasia Group, ao Financial Times. De acordo com o especialista, ainda que Bolsonaro seja condenado, sua popularidade não será abalada. Ele também o compara com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O veículo inglês ainda descreve o ministro Alexandre de Moraes, do STF, como uma “figura odiada pelos conservadores” devido às suas decisões durante a campanha eleitoral de 2022 para remover anúncios e postagens de mídia social de candidatos de direita, sob a justificativa de que as informações eram falsas – situação que, segundo o jornal, contribuiu para o discurso de perseguição adotado por Bolsonaro.

Gazeta do Povo

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Política

PGR defende a rejeição de recursos apresentados por defesa de Bolsonaro contra a restrição de visitas

crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição dos recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para derrubar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitá-lo na prisão domiciliar pelo prazo de 30 dias.

No mês passado, Moraes proibiu as visitas após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente, que está em prisão domiciliar e proibido de fazer postagens nas redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

No recurso, a defesa de Bolsonaro disse Flávio é um dos advogados do pai e tem direito assegurado a encontrá-lo. Os advogados também contestaram o trecho da decisão que impede o ex-presidente de receber visitas de políticos durante o período eleitoral.

Para Gonet, as medidas determinadas pelo ministro ocorreram após o descumprimento da proibição de fazer postagens por meio de terceiros.

“A divulgação, por Flávio Bolsonaro, de conteúdo que lhe fora entregue pelo apenado durante visita [carta] contrariou uma dessas condições. Como resposta ao descumprimento, suspendeu-se, por prazo determinado, a visita que havia permitido a circulação do conteúdo, medida posteriormente ampliada diante da participação do apenado na produção do material divulgado”, argumentou o procurador.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Durante o cumprimento da pena, as visitas devem ser autorizadas previamente pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

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Paraíba

PESQUISA: Veja onde encontrar combustível mais barato em João Pessoa

O Procon-JP realizou uma pesquisa para mostrar onde encontrar os combustíveis mais baratos em João Pessoa. O levantamento analisou os preços da gasolina comum e aditivada, álcool, diesel S10 e comum e GNV.

Gasolina comum

A gasolina comum varia de R$ 6,21, em Água Fria, a R$ 6,90, em Paratibe, uma diferença de R$ 0,69 por litro. O menor preço foi encontrado em Água Fria e o maior, em Paratibe.

Na comparação com a pesquisa anterior, cinco postos reduziram os preços, dois aumentaram e 99 mantiveram os mesmos valores.

Para quem paga com cartão, o litro varia de R$ 6,25, em Tambaú, a R$ 6,69, em Cruz das Armas, Castelo Branco e Bessa.

Gasolina aditivada

A gasolina aditivada varia de R$ 6,25, em Tambaú e Torre, a R$ 6,96, em Paratibe e Brisamar. Os preços se mantiveram em relação à pesquisa anterior.

No cartão, o litro custa entre R$ 6,26, em Tambaú, e R$ 6,95, em Castelo Branco.

Álcool

O menor preço do álcool subiu de R$ 4,27 para R$ 4,55 e foi encontrado no Centro. O maior valor continua em R$ 4,99.

Entre os postos pesquisados, 88 mantiveram os preços, 15 reduziram e três aumentaram.

No pagamento com cartão, o litro varia de R$ 4,57, em Tambaú, a R$ 4,99.

Diesel S10

O diesel S10 custa entre R$ 6,59, no Geisel, e R$ 7,59, no Bessa, uma diferença de R$ 1 por litro.

No cartão, os preços variam de R$ 6,89, no Distrito Industrial, a R$ 7,55, em Castelo Branco e Cruz das Armas.

Em relação à semana passada, um posto aumentou o preço, sete reduziram e 91 mantiveram o mesmo valor.

Diesel comum

O diesel comum continua com menor preço de R$ 6,28, em Tambiá. Já o maior valor caiu de R$ 7,09 para R$ 7,07, na Penha.

No cartão, o litro varia de R$ 6,74, em Oitizeiro, a R$ 6,89, no Distrito Industrial.

GNV

O menor preço do GNV caiu de R$ 4,89 para R$ 4,86, na Gauchinha. O maior valor permanece em R$ 4,99.

No cartão, o preço encontrado foi de R$ 4,89, em Cruz das Armas.

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Política

TRE-PB multa Lucas Ribeiro e Nabor Wanderley em R$ 5 mil por favorecimento em solenidade

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) condenou o governador e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro, e o pré-candidato ao Senado, Nabor Wanderley, ao pagamento de multa mínima de R$ 5.320,50 por conduta vedada e propaganda irregular em evento oficial de promoção de oficiais do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

Conforme decisão do desembargador Aluízio Bezerra Filho, relator do caso, a inclusão dos pré-candidatos no dispositivo de honra da cerimônia, seguida da divulgação das imagens nas redes sociais, caracterizou irregularidade e uso de promoção pessoal com bem público.

“Quanto a Lucas Ribeiro, sua responsabilidade decorre da condição de agente público que, pessoalmente presente no núcleo protocolar da solenidade, conheceu e anuiu à inserção de Nabor Wanderley em posição institucional privilegiada. Não há, contudo, demonstração de que Lucas tenha concebido previamente a estratégia de exposição eleitoral, determinado a divulgação posterior das imagens ou praticado condutas reiteradas no âmbito destes autos. Considerando a ocorrência de um único evento e a ausência de circunstâncias concretas de maior gravidade, mostra-se adequada a fixação da multa no mínimo regulamentar de R$ 5.320,50”, determinou o relator em decisão proferida no dia 1º de agosto.

A solenidade, alvo de denúncia do MDB, ocorreu em abril deste ano, na Praça do Povo do Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa, durante a posse dos novos comandos e diretorias da Polícia Militar e a entrega dos atos promocionais de 112 oficiais da PMPB. Na ocasião, Lucas Ribeiro participou do evento ao lado de lideranças políticas e de Nabor Wanderley.

Com informações do ClickPB

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Paraíba

Centro Histórico de João Pessoa corre risco de perder parte do patrimônio tombado, alerta TCE

Divulgação

O Centro Histórico de João Pessoa está entre as áreas da Paraíba com o maior número de imóveis históricos em deterioração. Na capital, o principal alerta está concentrado na região da Cidade Baixa, região que compreende o bairro do Varadouro, onde nasceu a cidade.

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), divulgada nesta quarta-feira (12), identificou prédios abandonados, fachadas com partes se desprendendo, vegetação parasitária e sinais de deterioração prolongada, aumentando o risco de desabamentos e ameaçando a segurança de pedestres.

Segundo o TCE-PB, as condições encontradas comprometem não apenas a segurança de quem circula pelas ruas, mas também a preservação do patrimônio arquitetônico da Capital. A situação é diferente na chamada Cidade Alta, onde imóveis ocupados por órgãos públicos e instituições religiosas apresentam, de maneira geral, melhores condições de conservação.

O relatório recomenda que os órgãos responsáveis pelo patrimônio ampliem o acompanhamento dos imóveis tombados e adotem ferramentas tecnológicas, como imagens de satélite e drones, além da criação de um painel de riscos com informações sobre a situação de cada bem.

Problemas no interior

Embora a região central de João Pessoa esteja entre os pontos de atenção, o problema identificado pelo TCE-PB se espalha por outras cidades paraibanas.

Em Araruna, por exemplo, a Fazenda Maquiné foi classificada como “estado de ruínas” e considerada uma das situações mais urgentes encontradas pela auditoria. O relatório recomenda, entre outras medidas, o escoramento da estrutura para evitar a perda total da edificação.

Em Campina Grande, foram identificados problemas em patrimônios ferroviários e industriais, incluindo a antiga Estação Ferroviária e seus armazéns. O levantamento também registrou casos de vandalismo e descaracterização arquitetônica.

A auditoria ainda avaliou patrimônios históricos em Rio Tinto e Patos, onde também foram encontradas situações que exigem ações de preservação.

TCE-PB recomenda fiscalização permanente

Entre as medidas propostas pelo Tribunal estão a inclusão de auditorias sobre patrimônio histórico no planejamento periódico da Corte, ações de conservação preventiva, formação de equipes especializadas e ampliação da fiscalização para todas as regiões do Estado.

O TCE-PB também recomenda a criação de mecanismos para incentivar proprietários de imóveis tombados a realizar a manutenção necessária e canais para que a população possa comunicar danos ao patrimônio.

Portal Correio

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Paraíba

FOTOS: Operação fiscaliza lojas e apreende calçados e roupas com suspeita de falsificação em Campina Grande

Uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Civil apreendeu, nesta quarta-feira (12), materiais com indícios de falsificação de marcas registradas, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba.

Segundo a Polícia Civil, entre os produtos apreendidos estão calçados e peças de vestuário. Amostras serão encaminhadas ao Núcleo de Criminalística de Campina Grande para exames periciais.

As investigações devem apurar possíveis crimes relacionados à propriedade industrial e identificar a origem dos produtos e os responsáveis pela comercialização. A quantidade apreendida ainda não foi divulgada. A expectativa era de que cerca de três toneladas de materiais fossem recolhidas.

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Política

DATA RANKING: Em Campina, Lucas Ribeiro lidera disputa pelo Governo da Paraíba com 48,1%; Cícero tem 24,4% e Efraim 7,1%

Reprodução

Uma pesquisa do Instituto Data Ranking, divulgada nesta semana pelo Blog do Márcio Rangel, aponta o governador Lucas Ribeiro na liderança da disputa pelo Governo da Paraíba nas eleições de 2026, em Campina Grande.

No cenário estimulado, Lucas Ribeiro aparece com 48,1% das intenções de voto, seguido por Cícero Lucena, com 24,4%, e Efraim Filho, com 7,1%.

Olímpio Rocha registra 0,3%, Sérgio Marcelo Gama tem 0,2% e Yuri Ezequiel aparece com 0,1%. Outros 5,5% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes, enquanto 14,3% não souberam ou não responderam.

Confira os números para governador:

  • Lucas Ribeiro: 48,1%
  • Cícero Lucena: 24,4%
  • Efraim Filho: 7,1%
  • Nenhum deles: 5,5%
  • Olímpio Rocha: 0,3%
  • Sérgio Marcelo Gama: 0,2%
  • Yuri Ezequiel: 0,1%
  • Não sabe/não respondeu: 14,3%

Metodologia

O levantamento ouviu 782 eleitores entre os dias 29 e 30 de julho de 2026. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo PB-09822/2026.

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Política

VÍDEO: “Já que o Lula não trouxe picanha, eu trouxe”: Flávio Bolsonaro serve churrasco a jornalistas

 

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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ofereceu picanha, mandioca e refrigerante a jornalistas que estavam do lado de fora de um dos QGs de sua campanha, em Brasília.

Ao entregar a comida, ele fez referência a uma promessa de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. “Já que o Lula não trouxe picanha, eu trouxe aqui para vocês a picanha que foi prometida”, afirmou.

Flávio disse que o gesto também foi uma forma de solidariedade aos jornalistas após uma operação de busca e apreensão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, contra uma fonte de um jornalista no Maranhão. Ele criticou a medida e afirmou que ela ameaça o sigilo da fonte e a liberdade de imprensa.

O caso envolve reportagens do jornalista Luís Pablo sobre o uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão pela família do ministro Flávio Dino. Flávio Bolsonaro defendeu que outros ministros do Supremo se manifestem sobre a decisão e questionou a segurança das fontes que fornecem informações para reportagens.

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Paraíba

VÍDEO: Caminhão sem freio desce ladeira e atropela mulher, no Sertão da Paraíba

 

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Uma mulher de 34 anos ficou ferida após ser atropelada por um caminhão desgovernado, em Paulista, no Sertão da Paraíba. O acidente aconteceu enquanto o veículo estava parado em frente a uma farmácia para a realização de uma entrega.

Segundo as informações, o caminhão teria apresentado uma falha no sistema de freio e descido de ré em direção ao estabelecimento. A mulher estava na frente da farmácia com uma criança no colo, mas conseguiu retirar a criança da trajetória do veículo antes do impacto. A criança não ficou ferida.

A vítima foi atingida e prensada contra uma estrutura de vidro. Ela sofreu fratura exposta na perna direita, além de escoriações e ferimentos causados pelos estilhaços.

A mulher foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Pombal, onde passou por cirurgia. O estado de saúde dela é estável.

O funcionário responsável pelo caminhão permaneceu no local e fez o teste do bafômetro, que deu negativo. A Polícia deve investigar as circunstâncias do acidente e a possível falha no sistema de freio.

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Brasil

STF já tem DNA e fatos mostrando ser falsa acusação contra Alfredo Gaspar

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Alvo de uma denúncia desmentida imediatamente pela filha da suposta vítima, há quase cinco meses, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) depende exclusivamente do Supremo Tribunal Federal (STF) para atestar a falsidade da acusação de estupro de vulnerável. O ataque classificado pelo parlamentar como criminoso e infame foi exposto no momento em que o relator da CPMI do INSS pedia prisão do filho do presidente Lula (PT) mais o indiciamento de 216 suspeitos do roubo bilionário a aposentados e pensionistas, no fim de março.

O deputado alagoano agora é vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), a mais competitiva da oposição, que foi tragada para um factoide político que “não é recente, não versa sobre estupro e não envolve Alfredo Gaspar”, como destaca a defesa do opositor mais implacável de Lula e de seu filho Fábio Luis Lula da Silva, o “Lulinha”.

Sob a resiliência do alagoano que tem buscado meios republicanos de preservar sua honra, os brasileiros dependem do ministro do STF Gilmar Mendes acolher a petição do deputado para agilizar a perícia do material genético fornecido pelo próprio parlamentar. Não há dilema. Se o DNA é capaz de demonstrar a falsidade da imputação de estupro, que sequer é reconhecido pela vítima, o que impede a cúpula da Justiça do Brasil dar um desfecho célere ao caso?

 

Nesta reportagem, o Diário do Poder expõe que a defesa de Alfredo já fez chegar ao STF elementos que confirmam a acusação sem provas deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), difundida mesmo sem ter origem em fontes identificadas e com prints de procedência duvidosa.

Alfredo se recusa a apelar à suposta vítima ou a explorar ou corroborar com falas de um denunciante (Luiz Antônio Lopes) que relatou uma suposta trama envolvendo pagamento para fabricar a acusação. Mas sua defesa expôs que a própria filha da suposta vítima relatou que sua mãe era jovem ao conceber em relação sexual consensual com um primo de Alfredo, o juiz Maurício Brêda.

Este magistrado alagoano, que teria 14 anos à época do fato não criminoso, somente soube que era pai décadas depois, procurou a filha, registrou a paternidade e passou a participar da vida dela.

Documentos e genética como provas 

A defesa de Alfredo Gaspar construiu uma narrativa documental e técnica capaz de dissolver a controvérsia política com o rigor pericial. Mas o STF segue permitindo que o caso paute o debate público e eleitoral, com potencial de influenciar a agenda política do parlamentar e o voto do eleitor.

“O DNA do Peticionário foi extraído sob a supervisão do Poder Judiciário, do Perito Oficial, da Polícia Federal e do Ministério Público e está acautelado com os órgãos oficiais”, diz um trecho do pedido para que o STF determine o confronto imediato do DNA, reforçando que a prova já existe, é oficial e está disponível para ser imediatamente confrontado com o da “criança” mencionada na notícia-crime.

Alfredo busca não apenas a demonstração científica da inexistência de vínculo genético, mas também o arquivamento célere do procedimento preliminar, caso o exame confirme a exclusão da paternidade. A estratégia jurídica é transformar a disputa política em questão técnica e objetiva.

Se excluído o vínculo genético, “desmorona a espinha dorsal da imputação e, com ela, a credibilidade da própria fonte”, sustenta a defesa do deputado. O DNA, prossegue a defesa, é prova “insuscetível de manipulação, de retórica ou de conveniência de calendário”. E sua produção sob cadeia de custódia judicial tornaria inatacável a demonstração da inocência do parlamentar.

O que Gilmar Mendes já sabe:

Na petição dirigida ao ministro Gilmar Mendes, a defesa de Alfredo Gaspar expôs e documentou o seguinte:

– Descreveu a peça inaugural como desprovida de prova: os noticiantes teriam se baseado em informações que “chegaram ao conhecimento dos noticiantes” e em prints de origem e integridade desconhecidas;

– Afirmou que a Procuradoria-Geral da República já se manifestou contra a instauração de inquérito originário, limitando o caso a procedimento preliminar;

– Mostrou que ação cautelar na 3ª Vara Cível de Maceió autorizou Gaspar a coletar e guardar seu material genético, que está preservado para eventual confronto;

– Autorizou o compartilhamento desse material com a Suprema Corte;

– Disponibilizou boletins de ocorrência e termos de declaração que relatam, entre outros pontos, a existência de um suposto esquema de montagem de narrativa com pagamento a uma pessoa identificada como “Marcela”;

– Expôs relatos de testemunhas que apontam para a possibilidade de coordenação política da acusação, incluindo o boletim da Polícia Legislativa que relata que uma assessora do seu gabinete recebeu ligação de alguém que descreveu uma armação para imputar o crime ao parlamentar;

– Demonstrou que a criança, fruto do relacionamento denunciado falsamente como estupro, foi reconhecida formalmente como filha de Maurício Breda, já é adulta, chama-se Lorilene Pereira Marcelo da Silva. Ela é casada e possui filhos, um deles de 8 anos. E já gravou vídeo desmentindo a acusação contra Alfredo Gaspar;

– Mostrou que a denúncia teria motivação política, porque a peça acusatória teria sido protocolada por parlamentares da base do governo Lula, em momento de confronto parlamentar. E lembra que a formalização da denúncia “veio depois do espetáculo” de Lindbergh e Soraya;

– Afirmou que a escolha do momento revela instrumentalização do processo penal para fins políticos;

– Fez o relato histórico de que o episódio não foi permeado por crime; não envolveria Gaspar, teria ocorrido há mais de 30 anos; 

– Pediu que o material genético já recolhido e acautelado seja submetido, em até 72 horas, a exame comparativo com a criança mencionada na notícia de fato;

– Admitiu que seja determinada nova coleta de material genético do parlamentar, também em prazo de 72 horas, caso o tribunal entenda necessária nova diligência;

– Justificou a pressa com o argumento de que a circulação contínua da acusação na mídia causa dano reputacional diário e irreparável, especialmente em ano eleitoral, quando Gaspar figura como vice em uma chapa que, segundo a narrativa política, é a principal adversária da reeleição do presidente Lula.

O que está em jogo

Para Gaspar, urge provar que a acusação é falsa e recuperar a capacidade de atuar politicamente sem a sombra de uma investigação que, na avaliação de sua defesa, não tem justa causa mínima para evoluir a inquérito.

Para o Supremo, a decisão envolve avaliar, com celeridade e técnica, se a prova genética disponível é suficiente para encerrar o procedimento preliminar ou se são necessárias novas diligências.

Para a democracia, o desfecho dá aos brasileiros mais capacidade de avaliar sua decisão legítima e livre de voto, longe da nebulosa acusação.

Lindbergh e Soraya alegaram ter apenas cumprido dever de expor uma denúncia grave recebida. E negam ter articulado acusação falsa.

Diário do Poder

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Brasil

Câmara deve instalar hoje a comissão sobre redução da maioridade penal

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados deve instalar nesta quarta-feira (12) a comissão especial encarregada de analisar o mérito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Se a provada, a proposta é encaminhada para deliberação no plenário da casa legislativa.

Nesta fase, os parlamentares poderão realizar audiências públicas e propor alterações ao texto. Se for aprovada na comissão, a matéria seguirá para o Plenário da Câmara, onde precisará do apoio de pelo menos três quintos dos deputados (308 dos 513 votos) em dois turnos antes de ser encaminhada ao Senado.

Apresentada originalmente em maio de 2015, a PEC 32 de 2015 visava a estabelecer a “plena maioridade civil e penal aos 16 anos de idade”.

Foi apresentado um substitutivo que preserva as regras cíveis atuais. O relator da proposta na CCJ, o deputado Coronel Assis (PL-MT), retirou uma emenda que estabelecia que jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos e tirar carteira de habilitação e deveriam votar obrigatoriamente.

Com informações do Poder360

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