Lula voltou a destratar auxiliares como nos tempos pré-cirurgia de quadril, quando o mau humor presidencial era creditado a dores crônicas que o petista sentia.
“Às vezes fica visível no meu rosto que eu estou irritado, incômodo, e aí você vai ficando uma pessoa chata. Ninguém quer falar bom dia com medo de tomar um esporro”, disse Lula no ano passado.
Na viagem que fez à Colômbia nessa semana, o petista tomou um chá de cadeira do presidente Gustavo Petro e não gostou. Sobrou pra geral.
Espaço Cultural José Lins do Rego. Foto: Rafael Passos/Divulgação.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) obteve, nesta sexta-feira (7), uma decisão liminar favorável em ação civil pública ajuizada contra a Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), determinando a adoção de medidas para assegurar o pleno funcionamento do sistema de prevenção e combate a incêndio do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa.
Pela determinação judicial, a Funesc tem um prazo de 15 dias úteis para apresentar um plano de reformas detalhado. Em caso de descumprimento injustificado da determinação, foi fixada multa diária de R$ 1 mil limitada a R$ 50 mil.
A ação foi proposta pela 46ª promotora de Justiça de João Pessoa, Fabiana Lobo, após identificação de falhas na infraestrutura de segurança da edificação. A decisão foi proferida pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital.
De acordo com o MPPB, vistorias do Corpo de Bombeiros detectaram falhas críticas na estrutura do complexo. Os principais problemas apontados pelos militares foram a inoperância da bomba de incêndio e danos na tubulação subterrânea.
A promotora Fabiana Lobo explicou que a bomba de incêndio à combustão é um equipamento destinado ao combate a incêndios, utilizando um motor a combustão interna como fonte de energia, que garante alta vazão de água sob pressão, permitindo a extinção de chamas de forma eficaz.
“A falta deste equipamento compromete o combate eficaz a focos de incêndios que venham porventura a acometer o equipamento público do Espaço Cultural José Lins do Rego, colocando em risco o público ali presente e o acervo patrimonial do equipamento público”, conclui a promotora.
A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu à Polícia Federal o adiamento do seu depoimento no caso Master, que estava marcado para esta sexta-feira (7). A corporação informou que o congressista baiano não será ouvido nesta data e ainda não há uma nova previsão para o depoimento.
Os advogados do senador afirmaram que pediram o adiamento porque ainda não tiveram acesso aos processos por “problemas técnicos”. A defesa disse também que Wagner pretende falar, mas “o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado”.
Nota completa
“A defesa do senador Jaques Wagner informa que requereu, com antecedência proporcional, o adiamento do depoimento designado para o dia 7 de agosto, em data que havia sido ajustada com a autoridade policial.
“O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês.
“O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento verdadeiramente esclarecedor.
“A defesa não fará considerações sobre o mérito até possuir esses dados para análise.
“Salvador, 7 de agosto de 2026
“Pablo Domingues”
Operação Compliance Zero
As investigações sobre as fraudes no Banco Master fazem parte da operação Compliance Zero, autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A primeira fase levou à prisão provisória de executivos ligados à instituição, que depois passaram a cumprir medidas como o uso de tornozeleira eletrônica.
O caso passou a tramitar no STF em dezembro de 2025, sob comando do ministro Dias Toffoli. A segunda fase foi autorizada em janeiro de 2026, mas Toffoli deixou a relatoria em fevereiro, quando André Mendonça assumiu. Vorcaro voltou a ser preso em março e está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de baixa umidade do ar para 101 municípios da Paraíba. O aviso é válido a partir das 10h30 desta sexta-feira (7) e segue válido até as 22h do mesmo dia.
Segundo o instituto, a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 30%, com baixo risco de incêndios florestais e de impactos à saúde.
O Inmet orienta que a população das cidades afetadas mantenha a hidratação constante, evite atividades físicas intensas nas horas mais secas do dia e reduza a exposição ao sol nos períodos de maior calor.
Em caso de necessidade, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
Um advogado foi preso na manhã desta sexta-feira (7), em João Pessoa, suspeito de descumprir uma medida protetiva concedida à ex-mulher. Segundo a Polícia Civil, a vítima mora em Patos, no Sertão da Paraíba. A identidade do suspeito não foi divulgada.
A prisão ocorreu após uma denúncia de descumprimento da medida protetiva, expedida no contexto de violência doméstica. De acordo com a investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Patos, o casal ficou junto por cerca de dois anos e está separado há mais de seis meses.
Ainda segundo a polícia, durante esse período, o advogado teria tentado contato com a vítima diversas vezes, feito ameaças e descumprido a medida protetiva determinada pela Justiça.
O suspeito, que atua como advogado em João Pessoa e Guarabira, foi localizado e preso na própria casa, no bairro Jardim Luna, na capital paraibana. A ação foi realizada pela Deam de Patos, com apoio das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher Norte e Sul, de João Pessoa.
O homem permanece na Cidade da Polícia Civil de João Pessoa, onde aguarda audiência de custódia e segue à disposição da Justiça.
Presidente Lula (PT) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), em Brasília.
Apesar de a ata oficial indicar apoio à candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado Federal, o Partido dos Trabalhadores (PT) da Paraíba reafirmou, nesta sexta-feira (7), o apoio à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP) e à candidatura de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ao Senado nas eleições de 2026.
Em nota assinada pela presidenta estadual da legenda, Cida Ramos, o PT afirmou que a decisão de Lucas Ribeiro de permanecer ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de construir um palanque para a candidatura presidencial foi decisiva para manter o apoio ao governador.
“O PT da Paraíba reafirma seu apoio à candidatura do governador Lucas Ribeiro ao Governo do Estado, reconhecendo sua decisão de estar ao lado do presidente Lula e de construir, na Paraíba, um palanque forte, unido e comprometido com a continuidade do projeto de reconstrução do Brasil”, diz a nota.
O partido também reafirmou apoio às candidaturas de João Azevêdo e Veneziano Vital do Rêgo ao Senado. Segundo a legenda, os dois têm atuado na defesa dos interesses da Paraíba e das pautas do governo Lula no Congresso Nacional.
“Ambos têm desempenhado um papel importante na defesa dos interesses da Paraíba e na sustentação das pautas que fortalecem o Governo do presidente Lula”, afirmou Cida Ramos.
Na nota, o PT também defendeu a união das forças políticas alinhadas ao campo democrático e popular para fortalecer as ações do governo Lula e evitar “retrocessos”.
A legenda informou ainda que seguirá mobilizada pela reeleição do presidente Lula e pela formação de uma ampla aliança na Paraíba. A manifestação ocorre em meio às articulações para a formação das chapas que disputarão o Governo da Paraíba e o Senado em 2026.
Um homem identificado como Fábio Francisco da Silva, suspeito de chefiar uma organização criminosa, foi preso durante uma operação policial na manhã desta sexta-feira (7), no bairro Mário Andreazza, em Bayeux, na Grande João Pessoa.
A prisão ocorreu durante uma ação conjunta das polícias Civil e Militar da Paraíba, com apoio da Força Tática de Bayeux e do Observatório.
Segundo o delegado Flávio Costa, Fábio era um dos responsáveis pelo tráfico de drogas no bairro do Mutirão, estava foragido havia mais de um ano e responde a processos por homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e associação para o tráfico.
“Um dos gerentes do tráfico no Mutirão e o segundo na hierarquia, com um foragido no Rio de Janeiro. Ele já estava há mais de um ano foragido, com diversos processos, como homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e associação para o tráfico”, disse o delegado.
Na casa do suspeito, os policiais apreenderam papelotes com substância análoga à maconha, uma balança de precisão, dinheiro em espécie e uma câmera de segurança.
Durante a mesma operação, que cumpre mandados de prisão ligados a investigações de homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, outras cinco pessoas também foram presas em Santa Rita, na Grande João Pessoa.
Fábio e os outros cinco presos foram levados para a Central de Polícia, onde seguem à disposição da Justiça.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP) discutiram a possibilidade de deixar para depois das eleições de outubro as discussões sobre o fim da escala de trabalho 6×1. O tema foi citado durante um jantar na casa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas não foi o foco da reunião.
Segundo relatos de participantes, a reunião teve como objetivo aproximar novamente Lula e Alcolumbre, que estavam afastados desde a rejeição, pelo Senado, da indicação do então advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF.
A reunião foi mediada por Alexandre de Moraes e pelo ministro Cristiano Zanin. Nos bastidores, a avaliação foi de que a conversa ajudou a reduzir as tensões e retomar o diálogo entre o Executivo e o Legislativo.
Ainda de acordo com os relatos, a indicação de Jorge Messias ao STF não entrou na pauta do jantar. A reunião ficou concentrada na relação entre Lula e Alcolumbre e em temas da agenda nacional.
A proposta de mudança na jornada de trabalho 6×1, defendida pelo governo, foi mencionada apenas de forma breve. A avaliação dos participantes foi de que a discussão deve ser retomada após o período eleitoral, por causa do impacto econômico e político da medida.
Um motociclista foi internado em estado grave após bater na traseira de um carro, no bairro Funcionários II, em João Pessoa.
Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que a vítima desvia de uma motocicleta e atinge a traseira de um carro que estava estacionado na rua.
O homem sofreu ferimentos no rosto e nas pernas. Ele foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital de Trauma de João Pessoa.
De acordo com o boletim médico do hospital, a vítima passou por procedimentos médicos de emergência e segue internada em estado grave, mas estável.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende acabar com a possibilidade de reeleição para o cargo caso seja eleito em 2026.
Em entrevista ao podcast Market Makers, o senador disse que o fim da reeleição é um compromisso que assumiu e que pretende cumprir logo no início do mandato.
“Eu tenho um compromisso que assumi e vou cumprir, que é o fim da reeleição”, declarou.
Segundo Flávio, já há uma PEC (proposta de emenda à Constituição) apresentada por ele no Senado para proibir a reeleição de presidentes da República.
O parlamentar afirmou que a tendência é que a discussão também alcance governadores e prefeitos, além de definir se os mandatos passarão de quatro para cinco anos. “Dependendo de como for a tramitação da PEC, vou saber se fico quatro ou cinco anos. Mas não passa disso”, disse.
Na avaliação do senador, a possibilidade de disputar um segundo mandato prejudica a tomada de decisões dos governantes.
“Todo mundo que senta lá, no primeiro dia, está pensando em como vai ser a próxima eleição. Isso pode desencorajar um presidente a tomar medidas que sabe que são necessárias, mas são impopulares”, afirmou.
Flávio disse ainda que pretende aproveitar a força política de um presidente recém-eleito para aprovar a mudança ainda no período de transição, de forma que as novas regras já passem a valer durante seu eventual governo.
O salário mínimo projetado pelo governo federal para 2027 deve continuar distante do valor considerado necessário para bancar as despesas básicas de uma família brasileira. Enquanto a estimativa oficial aponta para um piso de 1.717 reais no próximo ano, cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indica que seriam necessários mais de 8.110 reais nesse período para sustentar uma família de quatro pessoas.
A projeção para o salário mínimo consta do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), encaminhado ao Congresso Nacional em abril. Caso o valor seja confirmado, o piso terá aumento de 96 reais em relação aos atuais 1.621 reais, equivalente a um reajuste nominal de 5,92%.
A diferença é significativa quando comparada à estimativa do Dieese. Segundo o levantamento referente a junho de 2026, o salário mínimo necessário para atender às despesas de uma família formada por quatro pessoas deveria chegar a 8.110 reais. O montante equivale a aproximadamente cinco vezes o piso nacional vigente, de 1.621 reais, e a 4,72 vezes o valor projetado pelo governo para 2027.
Divulgado todos os meses, o cálculo do Dieese busca mensurar a diferença entre o salário mínimo efetivamente pago no país e a renda necessária para cobrir o custo de vida. A estimativa leva em consideração os preços da cesta básica de alimentos e as despesas que, de acordo com a Constituição Federal, devem ser atendidas pelo piso salarial para assegurar condições dignas de vida.
O indicador mostra, assim, a dificuldade de famílias brasileiras para financiar despesas essenciais ao longo do mês e permite acompanhar a distância entre a renda recebida pelos trabalhadores e aquela considerada necessária para atender às necessidades previstas constitucionalmente.
Para fazer a estimativa, o Dieese utiliza como referência a cesta básica de maior custo entre as 17 capitais incluídas em sua pesquisa. Em maio, São Paulo voltou a apresentar o valor mais elevado. Com base nesse custo, o departamento calcula quanto uma família composta por dois adultos e duas crianças precisaria ter à disposição para manter um padrão mínimo de bem-estar.
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