
Uma pesquisa realizada na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é responsável pelo desenvolvimento de um inseticida e um repelente a partir de óleo essencial extraído das folhas da planta nativa da caatinga e do cerrado. Popularmente conhecida como alecrim do serrote e alecrim da chapada, elas são eficazes para matar e repelir o Aedes aegypti e Aedes albopictus, ambos vetores da dengue.
O produto foi desenvolvido a partir da extração, em laboratório, do óleo essencial das folhas da planta, por meio de um procedimento chamado destilação por arraste a vapor, que utiliza o vapor de água para volatilizar substâncias presentes em uma planta. Após a extração, é feita uma solução estoque e ocorre a diluição e o teste de várias concentrações até chegar à mínima, momento em que é possível eliminar o Aedes.
A pesquisa foi iniciada em fevereiro de 2023 e, de acordo com Renan, a escolha da Lippia gracilis ocorreu devido ao fato dela chegar a produzir até 700% a mais de óleo essencial, utilizando metade da quantidade que seria usada para extração de outras plantas responsáveis pela produção de óleos essenciais. Em apenas 300g de folhas, o pesquisador conseguiu extrair 22ml de óleo, enquanto que a média para a extração é entre 1 a 5ml para cada 1kg de folhas.
O projeto já rendeu diversos trabalhos científicos, apresentados em eventos regionais, nacionais e internacionais, chegando a receber uma “Menção Honrosa” na área de Drug Design and Discovery, Synthesis and Natural Products, pela comissão avaliadora do 2nd Brazil France Symposium on Medicinal Chemistry, que ocorreu em João Pessoa, em 2023.
O produto possui o fácil acesso como um dos principais benefícios, por se tratar de uma planta comum em duas grandes regiões do Brasil, com potencial de redução na contaminação do meio ambiente e de gerar emprego em toda a cadeia de produção.
Pode ser utilizado como aerossol e líquido, para atividade inseticida. Como repelente, a aplicação é em uso tópico ou aerossol. Os produtos ainda não estão disponíveis para comercialização pois aguardam finalização da liberação de patentes.
Blog do BG PB




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