Foto: MPRN
O grupo criminoso investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte suspeito de formar um cartel para realização de cirurgias ortopédicas, teria movimentado R$ 7,4 milhões.
Eles foram alvo na manhã desta quarta-feira (26) da “Operação Escoliose“, que cumpre 24 mandados de busca e apreensão em João Pessoa e Campina Grande, além de Natal (RN), Recife (PE) e Camaragibe (PE).
Duas advogadas e um médico ortopedista são suspeitos de participarem do esquema fraudulento, juntamente com sócios e funcionários de empresas de fornecimento de material cirúrgico.
De acordo com a investigação, o grupo criava ações judiciais para autorizar cirurgias emergenciais de escoliose. No processo judicial, eles obtinham vantagens ilícitas por meio do superfaturamento no fornecimento de órteses, próteses e materiais especiais para realização de procedimentos cirúrgicos.
Foram, pelo menos, 46 processos judiciais entre ações com pedido liminar e mandados de segurança.
Desses 46 processos, 42 cirurgias foram realizadas pela clínica de propriedade do médico investigado. Essa clínica era utilizada para a realização de reuniões do médico e advogadas com os pacientes.
Pelo menos 21 sócios e funcionários são investigados por obterem vantagem ilícita em prejuízo aos cofres públicos e, também, por abuso do poder econômico.
Caso sejam condenadas administrativamente, as empresas deverão pagar multa que pode alcançar até 20% de seu faturamento no ano anterior. Os investigados podem ser punidos em até 20% do valor das penas aplicadas às empresas.
Blog do BG PB




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