A Paraíba tem 30,4% de praticantes ativos do swing, a modalidade sexual conhecida pela troca de casais. Os dados são do levantamento do Sexlog, rede social adulta, nesta quarta-feira (29), em alusão ao Dia do Swing, que será comemorado no próximo dia 8 de agosto. A plataforma agendou um “Swingaço” para o dia 8, com eventos em cinco estados e no Distrito Federal.
Segundo o Sexlog, a Paraíba tem o maior impacto positivo do swing no relacionamento de todo o Nordeste. O estado paraibano está com média de 3,46 em escala de 1 a 5, sendo 0,3 pontos acima da média nacional.
Os dados do Sexlog apontam que a Paraíba tem 30,4% de praticantes ativos, acima da média nacional, que é de 26,4%.
Além disso, 21,5% dos respondentes afirmaram que já experimentaram ao menos uma vez o swing.
A pesquisa também mostra que 44,8% são curiosos no assunto, pois nunca experimentaram.
O perfil do público é formado por 74,6% de homens e 18,8% de mulheres. A faixa dominante é de 35 a 44 anos.
O principal atrativo para 20,4% dos interessados é a novidade e a aventura. Em segundo lugar, para 16,6% dos respondentes, está a conexão com outras pessoas.
Entre as barreiras para praticar swing estão o julgamento (11%), ciúme (10,5%) e religião (6,6%).
A média dos que sentem conforto para falar do swing é de 3,34 na Paraíba (numa escala que vai até 5), superando a médica nacional, de 3,14. E entre os paraibanos, 84,5% veem a sociedade mais aberta.
Entre as preferências dos paraibanos está o swing presencial, para 53%, e com frequência esporádica.
Para os respondentes na Paraíba, o que mais falta é haver conversas abertas (65,7%) e educação sexual (35,9%).
Dados nacionais
Quando o assunto é swing, ainda existem muitos estereótipos. Um dos mais comuns é que a prática estaria concentrada no Sudeste. Os números mostram outra realidade: proporcionalmente, Roraima lidera o ranking de praticantes ativos (35,7%), seguido por Rio Grande do Norte (32,1%) e Bahia (31,6%).
Outro mito envolve a idade. Embora 58,9% dos entrevistados acreditem que os Millennials sejam a geração que mais pratica swing, o maior índice real aparece entre pessoas de 55 a 64 anos, faixa em que 28,4% afirmam praticar a troca de casais.
Da capital ao litoral: o swing pelo Brasil
O Sexlog mapeou o comportamento dos respondentes em seis estados onde o Swingaço acontece este ano: Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Maranhão. Os dados revelam comunidades liberais ativas e perfis distintos, mas com um denominador em comum: em todas elas, a maioria já tem algum nível de interesse pela prática.
Bahia
Na Bahia, 31,6% dos respondentes são praticantes ativos, um dos maiores índices do País, 5 pontos acima da média nacional. O perfil baiano se destaca pela sociabilidade: conexão com outras pessoas é o principal atrativo do swing para 19,9% dos respondentes, 6 pontos acima da média.
Maranhão
O perfil maranhense é um dos que mais enxergam a sociedade brasileira como mais aberta ao swing (86,5%, 6 pontos acima da média). O medo de julgamento fica abaixo da média nacional (13,5% vs. 15,1%), e os principais atrativos para esse público são a novidade e a aventura.
Rio de Janeiro
O Rio é a cidade do grupo com a maior taxa de prática efetiva entre os destinos do Swingaço: 29,7% de praticantes ativos e 31,9% que já experimentaram ao menos uma vez. Somados, mais de 61% dos cariocas respondentes já viveram a experiência. O Rio também lidera entre as cinco cidades na regularidade: uma vez por mês é a frequência mais citada (33,8%).
São Paulo
A maior base de respondentes revela o paradoxo da metrópole. São Paulo registra 30,8% dos respondentes que já experimentaram o swing ao menos uma vez, acima da média nacional. Mas o índice de praticantes ativos (24,4%) fica abaixo da média.
Distrito Federal
Brasília tem 32,9% de respondentes que já experimentaram o swing, o maior índice de conversão dos cinco destinos, 4 pontos acima da média. Mas ao mesmo tempo registra o segundo maior medo de julgamento (17,1%) e a maior demanda por menos influência religiosa como obstáculo cultural (27,2%, o maior dos cinco destinos, 7,5 pontos acima da média nacional).
Santa Catarina
Santa Catarina tem um ambiente mais receptivo: 44,6% dos respondentes são curiosos que ainda não experimentaram, a maior demanda latente dos cinco destinos. A frequência de uma vez por mês lidera (31,1%), indicando um público regular e engajado. Floripa também é a cidade com maior proporção de relacionamentos abertos (5,9%).
Um ‘esquenta’ para o swingaço
Para marcar o Dia do Swing, celebrado sempre no segundo sábado de agosto, o Sexlog realiza a terceira edição do Swingaço, considerado o maior evento anual da comunidade liberal brasileira. A programação foi pensada para mostrar que conhecer esse universo pode acontecer sem pressa e no ritmo de cada pessoa.
A experiência começa no ambiente online, onde os usuários podem explorar a comunidade, assistir a transmissões na LiveCam, acompanhar conteúdos e ouvir contos eróticos no podcast do Sexlog antes de decidir se desejam participar presencialmente.
Quem quiser dar o próximo passo poderá visitar as casas de swing parceiras em Salvador, Passo do Lumiar (MA), Brasília, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo, que oferecerão benefícios exclusivos durante a ação. Também será possível acompanhar toda a mobilização pelas redes sociais por meio da hashtag #Swingaço.
“O desejo já existe, e é grande. A maioria das pessoas tem curiosidade, mas trava por medo do que os outros vão pensar. A gente quer mostrar que não é preciso romper com seus limites, e que dá para experimentar algo novo, um passo de cada vez, sem pressão e com privacidade!”, afirma Mayumi Sato, CMO do Sexlog.
A data também começou com uma curiosidade
O próprio Dia do Swing nasceu de gente que decidiu viver a própria vontade. A data foi trazida para o Brasil pelo casal Marina e Márcio, adeptos da prática, que conheceram a celebração durante um cruzeiro liberal nos Estados Unidos, em 2017, e resolveram trazê-la para a comunidade brasileira.
“Quando Marina e eu conhecemos essa comemoração, percebemos que ela não existia no Brasil. Trouxemos essa ideia para o nosso blog e ajudamos a transformá-la em referência para a comunidade. O Dia do Swing representa liberdade com responsabilidade, relações construídas sobre diálogo, consentimento e escolhas conscientes”, diz Marcio.
Marina, sexóloga e terapeuta especializada em relações consensuais não monogâmicas, vê na data uma forma de dar nome e história a uma vivência que sempre existiu à margem. “Meu objetivo sempre foi tirar a cultura liberal da marginalidade e humanizar essa vivência. Ver essa data se consolidar mostra que esse trabalho valeu a pena, mas também reforça a importância de preservar a história do swing no Brasil para que o movimento não seja diluído ou distorcido”, afirma Marina.
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