Brasil

Lula foi o presidente que mais editou MPs no 1º semestre de governos

O presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva (PT) foi o que mais editou MPs (medidas provisórias) durante os primeiros 6 meses de governo. Desde janeiro deste ano, o petista enviou 24 MPs ao Congresso Nacional e conseguiu a aprovação de 4.

Foram comparados os primeiros 6 meses de cada governo, desde do 1º mandato de Lula. Michel Temer (MDB) foi excluído porque assumiu no meio do mandato, depois do impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016.

Leia abaixo as medidas assinadas por Lula:

Como comparação, Bolsonaro tinha publicado 18 MPs no mesmo período de 2019. Em quantidades de MPs, Lula só perde para o seu 2º mandato. No 1º semestre de 2007, o petista editou 38 medidas provisórias e aprovou 15.

FALTA DE ARTICULAÇÃO COM O CONGRESSO

Lula enfrenta dificuldades na relação com o Congresso Nacional, especialmente com a Câmara. A falta de articulação política do Planalto com o Legislativo foi alvo de críticas dos congressistas, inclusive do presidente da Casa Baixa, Arthur Lira (PP-AL). A isso se soma o fato de que nesta legislatura há o maior número de congressistas de direita desde a redemocratização. Neste mandato, Lula tem colecionado derrotas, como no decreto do saneamento e na aprovação da MP da Mata Atlântica.

Em 5 de abril deste ano, o presidente Lula assinou os atos 11.466/23 e 11.467/23, que dispõem sobre a universalização do saneamento básico. A decisão recebeu críticas de parte do Congresso, inclusive do presidente da Câmara. No dia 3 de maio, a Casa Baixa aprovou o PDL (Projeto de Decreto Legislativo) 98 de 2023 que susta trechos de ambos os decretos.

Dias depois, em 24 de maio, a Câmara aprovou a MP sobre a regularização ambiental. Por 364 votos a 66 contra e com duas abstenções, os deputados retomaram trechos sobre a Mata Atlântica que tinham sido rejeitados na votação no Senado.

Em 30 de maio, outra derrota. Na contramão das pautas prioritárias do governo, a Câmara aprovou o projeto que institui um marco temporal para as demarcações de terras indígenas. O texto agora precisa ser votado no Senado. Ao contrário do que foi feito na Casa Baixa, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que não tratará a proposta com regime de urgência . O texto deverá ser analisada por comissões especiais antes de ir a plenário. O partido de Pacheco faz parte do grupo de apoio ao governo no Congresso.

Outras 3 MPs de Lula não foram analisadas no Congresso e perderam a validade. O governo tentou, sem sucesso, incluir a MP que extingue a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e a MP que transfere o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para o Ministério da Fazenda dentro do texto da medida provisória dos Ministérios. Mas foi derrotado. A Funasa foi recriada e o Coaf continuou subordinado ao BC (Banco Central).

A MP do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) também caducou. O Planalto enviou então um projeto de lei, que tramitava em regime de urgência constitucional na Câmara. Desde 21 de junho, a pauta da Câmara está travada porque a Casa Baixa não analisou o texto do Carf. Projetos com urgência precisam ser analisados em 45 dias por deputados. Caso contrário, trancam a pauta. A proposta recria o voto de qualidade do Carf. O mecanismo é importante em um processo administrativo em disputa, a fim de desempatar o placar em favor da União.

IMPASSE ENTRE CÂMARA E SENADO

Lula também teve que lidar neste semestre com uma discordância entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) sobre o rito de tramitação das medidas provisórias que contribuiu para o atraso na análise das MPs.

Um dos problemas para as comissões demorarem para serem instaladas é a falta de indicações de deputados. Em 16 de junho, Lira se reuniu com o presidente da República e tratou, entre outros temas, sobre o assunto. Depois do encontro, informou que o presidente se comprometeu a editar menos medidas provisórias, o que, de acordo com ele, é um “anseio do Congresso Nacional”.

Em 15 de junho, um dia antes da reunião de Lira e Lula, Pacheco reforçou que medidas provisórias terão comissões mistas no Congresso. A declaração indicou que o presidente do Senado não irá recuar e o impasse será mantido no tema, apesar da pressão de Lira.

As comissões mistas –com deputados e senadores– para analisar MPs voltaram oficialmente em 23 de março. O rito foi alvo de impasse institucional entre Pacheco e Lira. O que começou com uma minuta de ato conjunto, em fevereiro de 2023, terminou em um ato unilateral do senador.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

[VÍDEO] URGENTE: Flávio diz que PF o intimou a entregar passaportes e que está proibido de sair do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o país. De acordo com ele, a abordagem ocorreu na rua, após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em vídeo nas redes sociais, Flávio atribuiu a determinação ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O senador disse que a medida foi fundamentada em uma declaração de seu irmão Eduardo Bolsonaro, feita em 23 de outubro, sugerindo que ele deixasse o Brasil caso perdesse a eleição.

Eduardo deu a declaração durante entrevista ao programa americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista Steven Crowder.

Flávio foi derrotado por Lula (PT) no segundo turno deste domingo (25). O petista recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Daniella Ribeiro, ex-senadora e mãe do governador Lucas é cotada para ser ministra de Lula

A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) está entre os nomes citados para integrar o futuro ministério do presidente Lula (PT), que iniciará um novo mandato em 2027. A possibilidade foi mencionada em um levantamento da CNN Brasil sobre as articulações para a formação da próxima equipe do governo federal.

Com mandato no Senado até fevereiro de 2027, Daniella decidiu não concorrer à reeleição em 2026. Durante a campanha eleitoral, a parlamentar se dedicou à candidatura do filho, Lucas Ribeiro (PP), reeleito governador da Paraíba, e manifestou apoio a Lula na disputa presidencial.

O levantamento também cita Camilo Santana, João Campos, Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet entre os possíveis integrantes da futura equipe. Camilo aparece como uma das opções para a Casa Civil, enquanto João Campos também é mencionado nas discussões sobre a composição ministerial.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

CIRCUIT BREAKER: Bolsa interrompe negociações pela primeira vez desde 2020 e dólar dispara após vitória de Lula

Foto: Getty Images

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições provocou forte turbulência no mercado financeiro nesta segunda-feira (26). A Bolsa brasileira acionou o circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, durante a pandemia de Covid-19, em meio à queda acentuada dos ativos nacionais.

Por volta das 11h50, o dólar subia 9,22%, cotado a R$ 5,445, enquanto os juros futuros avançavam até 290 pontos-base. O indicador de risco-Brasil também registrava alta de 22%, refletindo o aumento da percepção de risco dos investidores.

O mecanismo de circuit breaker suspende temporariamente as negociações quando o Ibovespa atinge determinados níveis de queda, com o objetivo de conter movimentos extremos do mercado. A interrupção ocorre após recuo de 10% no índice em relação ao fechamento anterior.

A reação reverte parte dos ganhos registrados após o primeiro turno, quando Flávio terminou à frente de Lula. Na ocasião, a Bolsa subiu 7,70% no pregão seguinte, enquanto o dólar caiu 4,11%.

A pressão sobre os ativos está relacionada, principalmente, às preocupações dos investidores com a trajetória das contas públicas e a expectativa de que o governo Lula não adote medidas suficientes para conter o crescimento dos gastos. Juros mais altos podem encarecer o crédito, reduzir investimentos e pressionar os resultados das empresas.

Com informações de Folha de S. Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Mais de 105 cidades da Paraíba estão sob alerta amarelo de baixa umidade, diz Inmet

Água Branca, na Paraíba

Um total de 109 cidades paraibanas estão sob alerta amarelo de baixa umidade de acordo com o boletim divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Conforme o instituto, o alerta é válido das 10h às 17h desta segunda.

A umidade relativa do ar nos municípios sob aviso deve variar entre 30% e 20%, mas com baixo risco de incêndios florestais e à saúde.

O Inmet informou que moradores dos locais devem beber bastante líquido, evitar desgaste físico nas horas mais secas e evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.

Veja abaixo a lista de municípios sob alerta

  1. Água Branca
  2. Aguiar
  3. Amparo
  4. Aparecida
  5. Areia de Baraúnas
  6. Barra de São Miguel
  7. Belém do Brejo do Cruz
  8. Bernardino Batista
  9. Boa Ventura
  10. Bom Jesus
  11. Bom Sucesso
  12. Bonito de Santa Fé
  13. Brejo do Cruz
  14. Brejo dos Santos
  15. Cachoeira dos Índios
  16. Cacimba de Areia
  17. Cacimbas
  18. Cajazeiras
  19. Cajazeirinhas
  20. Camalaú
  21. Caraúbas
  22. Carrapateira
  23. Catingueira
  24. Catolé do Rocha
  25. Conceição
  26. Condado
  27. Congo
  28. Coremas
  29. Coxixola
  30. Curral Velho
  31. Desterro
  32. Diamante
  33. Emas
  34. Ibiara
  35. Igaracy
  36. Imaculada
  37. Itaporanga
  38. Jericó
  39. Joca Claudino
  40. Junco do Seridó
  41. Juru
  42. Lagoa
  43. Lastro
  44. Livramento
  45. Mãe d’Água
  46. Malta
  47. Manaíra
  48. Marizópolis
  49. Mato Grosso
  50. Maturéia
  51. Monte Horebe
  52. Monteiro
  53. Nazarezinho
  54. Nova Olinda
  55. Olho d’Água
  56. Ouro Velho
  57. Parari
  58. Passagem
  59. Patos
  60. Paulista
  61. Pedra Branca
  62. Piancó
  63. Poço Dantas
  64. Poço de José de Moura
  65. Pombal
  66. Prata
  67. Princesa Isabel
  68. Quixaba
  69. Riacho dos Cavalos
  70. Salgadinho
  71. Santa Cruz
  72. Santa Helena
  73. Santa Inês
  74. Santa Luzia
  75. Santana de Mangueira
  76. Santana dos Garrotes
  77. Santa Teresinha
  78. Santo André
  79. São Bentinho
  80. São Bento
  81. São Domingos
  82. São Domingos do Cariri
  83. São Francisco
  84. São João do Cariri
  85. São João do Rio do Peixe
  86. São João do Tigre
  87. São José da Lagoa Tapada
  88. São José de Caiana
  89. São José de Espinharas
  90. São José de Piranhas
  91. São José de Princesa
  92. São José do Bonfim
  93. São José do Brejo do Cruz
  94. São José dos Cordeiros
  95. São Mamede
  96. São Sebastião do Umbuzeiro
  97. Serra Branca
  98. Serra Grande
  99. Sousa
  100. Sumé
  101. Taperoá
  102. Tavares
  103. Teixeira
  104. Triunfo
  105. Uiraúna
  106. Várzea
  107. Vieirópolis
  108. Vista Serrana
  109. Zabelê

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

UFPB tem 18 professores entre os 2% de pesquisadores mais influentes do mundo

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) tem 18 professores entre os pesquisadores que integram o grupo dos 2% mais influentes do mundo em 2025, segundo ranking elaborado pela Elsevier em parceria com a Universidade de Stanford. A lista considera indicadores relacionados ao impacto da produção científica, como o número de citações de trabalhos publicados na base de dados Scopus.

O levantamento leva em conta as citações recebidas pelos pesquisadores ao longo do ano anterior e aplica ponderações de acordo com a participação dos autores nas publicações, considerando, por exemplo, a posição ocupada como primeiro ou segundo autor e o número de coautores.

Os 18 professores da UFPB aparecem na relação em ordem alfabética:

  • Celso Augusto Guimarães Santos
  • Cláudio Furtado
  • Damião Pergentino de Sousa
  • Dionísio Bazeia
  • Elcio Abdalla
  • Eugênio Bezerra de Mello
  • Evandro Leite de Souza
  • Felipe Vigolvino Lopes
  • João Marcos do Ó
  • José Maria Barbosa Filho
  • Knut Bakke
  • Luciana Scotti
  • Marciane Magnani
  • Marcus T. Scotti
  • Mário César Ugulino Araújo
  • Medeiros, E. S.
  • Moura, Mario R.
  • Valdir Barbosa Bezerra

Professor da UFPB está no ranking desde 2020

Entre os pesquisadores da universidade está José Maria Barbosa Filho, professor do Departamento de Ciências Farmacêuticas. Ele aparece no ranking de forma consecutiva desde 2020.

Para o professor, a presença contínua na lista representa um estímulo para ampliar colaborações e fortalecer projetos de pesquisa.

“Mais do que um título, estar no ranking representa para mim o compromisso com a pesquisa de qualidade, o impacto acumulado ao longo da carreira e a oportunidade de conectar a UFPB ao cenário científico mundial”, afirmou.

Ranking

Apesar de utilizar indicadores de produção e impacto científico, o levantamento também apresenta limitações relacionadas à forma como a produção acadêmica é registrada e contabilizada.

A base Scopus, utilizada para a elaboração do ranking, possui menor representação das áreas de ciências humanas e sociais. Entre os fatores apontados estão a maior presença de periódicos internacionais publicados em inglês e de publicações vinculadas a grandes editoras comerciais.

O modelo também tende a favorecer áreas nas quais há maior frequência de publicação e volume de citações, como ciências exatas, biomédicas e tecnológicas.

Nas ciências humanas, parte significativa da produção acadêmica é publicada em português, em capítulos de livros ou em periódicos nacionais. Esses formatos, segundo a UFPB, nem sempre recebem o mesmo peso nos indicadores utilizados pelo levantamento.

Dessa forma, o ranking oferece uma perspectiva sobre o impacto científico dos pesquisadores a partir dos critérios utilizados pela base Scopus, mas não representa, isoladamente, toda a produção ou a relevância acadêmica das diferentes áreas do conhecimento.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

ELEIÇÕES 2026: Com Lucas Ribeiro à frente da campanha, Lula cresce quase 17% na PB no 2º turno e supera os demais estados do Nordeste

Divulgação

A Paraíba registrou o maior crescimento percentual de votos para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os nove estados do Nordeste no segundo turno das eleições de 2026. Com apoio do governador reeleito Lucas Ribeiro (PP), Lula passou de 1.541.127 votos no primeiro turno para 1.794.059 no segundo, um aumento de 252.932 votos (16,41%).

Lucas assumiu a articulação da campanha de Lula no estado, contrariando a orientação nacional do PP, que apoiou Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em 10 de outubro, o governador participou de um ato com Lula em Natal (RN), onde destacou investimentos e obras na Paraíba, como a transposição do Rio São Francisco e a construção de hospitais no Sertão. Na ocasião, afirmou: “A Paraíba está com Lula também, minha gente!”.

O ex-governador e senador eleito João Azevêdo (PSB) e o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), também participaram da campanha.

No resultado final, Lula obteve 67,46% dos votos válidos na Paraíba, contra 32,54% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 928.849 votos.

No Nordeste, a votação de Lula cresceu 13,75%, passando de 21.494.584 para 24.450.432 votos. Depois da Paraíba, os maiores aumentos percentuais ocorreram em Pernambuco (15,86%), Alagoas (15,79%) e Sergipe (15,54%). A Bahia teve o maior acréscimo em números absolutos, com 820.487 votos. Lula venceu nos nove estados da região.

Com informações do Fonte83

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Com reeleição de Lula, Hugo Motta e Alcolumbre ganham força na disputa pelo comando do Congresso

Divulgação

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou as chances de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (União), do Senado, permanecerem no comando das duas Casas.

O PL, que elegeu 121 deputados federais e deve chegar a 30 senadores, apostava na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) para negociar o apoio de partidos do Centrão e assumir a presidência de uma das Casas, de preferência o Senado.

No segundo turno, partidos como a federação União-Progressista, o Republicanos e o PSD, que lançou Ronaldo Caiado à Presidência, apoiaram Flávio. Com a derrota do senador, Hugo e Alcolumbre ganharam força nas articulações com as siglas e com a esquerda, após apoiarem Lula durante a eleição e ajudarem a avançar pautas como o fim da escala 6×1 e o pacote para os microempreendedores individuais (MEIs).

Hugo Motta já conta com o apoio de 12 partidos, que somam 273 cadeiras na Câmara, número suficiente para garantir maioria em uma eventual reeleição. Aliados destacam seu perfil moderado e a interlocução com diferentes grupos políticos para aprovar propostas de interesse do governo.

No Senado, a situação de Alcolumbre é mais complexa, mas aliados avaliam que suas chances de reeleição também aumentaram.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

DESVALORIZAÇÃO: Ações de empresas brasileiras caem mais de 20% nos EUA após vitória de Lula

Freepik

As ações de empresas brasileiras listadas nos EUA registraram fortes quedas no pré-mercado na manhã desta segunda-feira (26), após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistar o quarto mandato.

Analistas e mercados apostavam na vitória de Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o Brasil enfrenta a deterioração das contas públicas e o aumento dos juros.

  • As ações da Petrobras despencavam 20%;
  • O Itaú Unibanco caía 28,5%, o Bradesco, 26,8%, e o Nubank, 24%;
  • A empresa de comércio eletrônico Mercado Livre se desvalorizava 10,3%;
  • O ETF iShares MSCI Brasil EWZ.P despencava 26%.

“A vitória surpreendente de Lula vai frustrar as esperanças de reformas que melhorariam as finanças públicas e fortaleceriam as perspectivas de crescimento”, afirmou William Jackson, economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics.

Segundo Jackson, cortes nas taxas de juros em duas reuniões ainda este ano parecem menos prováveis devido aos riscos fiscais e à desvalorização do real.

O Ibovespa, que registrou em 5 de outubro seu maior salto em um único dia desde março de 2020, acumulava alta de mais de 27% no ano.

Com informações da CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Reeleito, Lula tem de remanejar R$ 20 bi no Orçamento de 2027 para bancar promessas

Reprodução/CNN

Reeleito neste domingo, 25, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá de remanejar cerca de R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para custear medidas anunciadas pelo governo nas últimas semanas. A estimativa é do Ministério do Planejamento e Orçamento.

Segundo a pasta, o valor corresponde a pouco mais de 1% das despesas primárias sujeitas ao limite de gastos previsto para o próximo ano. O reajuste do Bolsa Família tem impacto estimado em R$ 22,7 bilhões. A terceira edição do Desenrola, programa de renegociação de dívidas, deve custar R$ 5 bilhões.

A conta também exige ajustes na receita. Com o fim das bets, a União deixará de arrecadar R$ 5,3 bilhões em 2027.

Além das despesas já contratadas, o governo precisará abrir espaço para os compromissos assumidos por Lula na disputa pelo Palácio do Planalto. Na reta final da eleição, o petista prometeu ampliar o Pé-de-Meia a estudantes universitários.

Outra promessa foi a criação do Pix MEI, com transferências de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais.

Antes do segundo turno, Lula enviou ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição que garante transporte público gratuito aos fins de semana. Para custear a gratuidade, o texto destina 26,8% do valor reservado às emendas parlamentares, o equivalente a R$ 12 bilhões em 2027.

Lula gastou R$ 300 bilhões em benefícios para se reeleger

Os benefícios anunciados pelo governo em meio à tentativa de reeleição mobilizaram cerca de R$ 298 bilhões em 2026. O cálculo considera medidas de crédito, renúncia fiscal e iniciativas com impacto na despesa primária.

Durante a campanha, Lula sinalizou que deve manter a estratégia fiscal da atual gestão. A meta proposta para 2027 é de superávit de 0,5% do PIB, cerca de R$ 73,2 bilhões. Apesar do custo das medidas anunciadas no período eleitoral, a equipe econômica assegura que o objetivo está mantido

Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Flávio Bolsonaro diz ser ‘impossível reconhecer resultado da eleição’ e que pedirá anulação

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, afirmou neste domingo (25) que não reconhece o resultado e pretende pedir a anulação da votação.

Em entrevista após a apuração, Flávio criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação das 17h para as 19h. A medida ocorreu após uma reclamação da campanha de Lula sobre supostas dificuldades no transporte público de eleitores em cidades da Bahia. Mais tarde, o ministro esclareceu que a extensão valeria apenas para as seções eleitorais cujas urnas ainda permaneciam abertas.

“O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Pela primeira vez na história dá uma canetada e muda a regra do jogo”, declarou Flávio.

O senador afirmou que a decisão comprometeu a igualdade entre os eleitores de diferentes estados.

“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diferentes estados. Eu nunca vou saber, em estados que as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, disse.

Ao final, Flávio reafirmou que não reconhece o resultado da eleição. “É impossível reconhecer”, afirmou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.