Brasil

Bolsonaro diz que não teme ser preso e defende Mauro Cid: ‘Querem me carimbar como ex-presidiário’

Bolsonaro prestará depoimento à PF na terça: saiba o que dirá | Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou não haver motivos para ir para a cadeia, mas disse, sem apresentar provas, que pessoas “importantes” já discutiam prendê-lo antes do fim do governo, numa espécie de “prisão light”, segundo ele, “apenas para carimbá-lo com a pecha de ex-presidiário”. As declarações foram dadas em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira, que também contou com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Bolsonaro é alvo de ao menos 24 ações e inquéritos — entre eles, investigações sobre supostos incitadores e autores intelectuais dos atos golpistas do dia 8 de janeiro; sobre as joias sauditas trazidas pela comitiva presidencial da Arábia Saudita; e sobre a atuação de um grupo que teria inserido dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

À Veja, Bolsonaro citou o caso ex-presidente boliviana Jeanine Áñez, presa e condenada sob acusação de atos antidemocráticos, mas negou temer que o mesmo ocorra com ele, no Brasil.

— Para ter algum motivo que justificasse isso, eu precisaria ter feito pelo menos 10% do que ele fez. E eu fiz 0%. Algumas pessoas importantes, não vou dizer os nomes, já diziam antes de acabar o governo que querem me prender. Uma prisão light, apenas para me carimbar com a pecha de ex-presidiário — afirmou Bolsonaro.

O ex-presidente afirmou que esperava ser perseguido após deixar a Presidência, mas não “dessa forma”.

— O pessoal está vindo para cima de mim com lupa. Eu esperava perseguição, mas não dessa maneira. Na terça-feira, nem tinha deixado o prédio da PF ainda e a cópia do meu depoimento já estava na televisão. É um esculacho. Todo o meu entorno é monitorado desde 2021. Quebraram os sigilos do coronel Cid para quê? Para chegar a mim — disse.

Durante a entrevista, o ex-presidente afirmou acreditar que “alguém fez besteira” no caso da emissão de certificados falsos de vacinação. No entanto, ele defendeu o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que foi preso este mês por suspeita de participar do esquema.

– Quem indicou o Cid foi o comando do Exército da época, mas ele me serviu muito bem. Nunca tive nenhum motivo para desconfiar dele, e não quero acusá-lo de nada. Eu tenho um carinho muito especial por ele. É filho de um general da minha turma, considero um filho — afirmou.

Em outro trecho da entrevista, Bolsonaro afirmou não temer que investigadores encontrem “algo comprometedor” nas conversas do ex-ajudante de ordens com ele após a conclusão da perícia em celulares apreendidos.

— Quando se fala em comprometedor, as pessoas pensam logo em dinheiro, em alguma coisa ilícita. Zero, zero. Isso não vai ter. Agora, tem troca de “zaps”, em linguagem de “zap”, tem palavrão. Há certamente conversas que envolvem segredos de estado. Vazar isso, como tem sido feito, é muito grave — afirmou Bolsonaro.

Certificados falsos de vacinação

Durante a entrevista, Bolsonaro voltou a dizer que não agiu para fraudar a certificação de vacinação antes de viajar aos Estados Unidos.

— Ao que tudo indica, alguém fez besteira. Não estou batendo o martelo. Da minha parte não tem problema nenhum. Eu não precisava de vacina para entrar nos EUA. A minha filha também não precisava de nada. Estão investigando essas fraudes de 2022, tudo bem. Mas ninguém está investigando aquela outra que aconteceu em 2021. Alguém entrou no sistema usando o endereço “lula@gmail” para falsificar meu cartão de vacina. O cara pode ser ligado ao PT. Por que não estão investigando? São parciais, na verdade — disse.

Atribuições de Mauro Cid no governo

Bolsonaro também respondeu quais as funções do ex-coronel Mauro Cid como ex-ajudantes de ordens da Presidência.

— Ele atendia o telefone, às vezes um parlamentar, organizava algumas missões que eu dava. Também ficava com ele o meu cartão do Banco do Brasil. Ele movimentava minhas contas, pagava as contas da Michelle, mas não participava das decisões do governo, não interferia, não era, como alguns acham, um conselheiro. Agora, com todo o respeito, quebrar o sigilo de mensagens de um ajudante de ordens do presidente da República é… Vai se ter acesso a 90% da rotina do presidente e também de alguns ministros — afirmou ele.

8 de janeiro

Em abril, Bolsonaro prestou depoimento à PF no inquérito do STF que investiga supostos incitadores e autores intelectuais dos atos golpistas do dia 8 de janeiro. O ex-presidente foi incluído no inquérito após ter compartilhado, dois dias depois dos atos, um vídeo com acusações sem provas ao STF e ao TSE. No depoimento, Bolsonaro afirmou que a publicação foi feita por engano.

Na entrevista à Veja, Bolsonaro disse que “manifestação sempre é uma coisa justa, legal, se for sem violência” e afirmou que os atos golpistas com depredação das sedes de poder, em 8 de janeiro, em Brasília, foram “uma coisa infeliz que aconteceu”.

— Só prejudicou a direita, a mim e deu um fôlego à esquerda. Muitos inocentes presos, lamentavelmente. Nada justifica entrar e quebrar patrimônio. Marginais fizeram aquilo. Usaram da boa-fé do nosso pessoal, que nunca virou uma lata de lixo, quebrou uma vidraça ou ateou fogo em nada — afirmou Bolsonaro.

Ex-major Ailton Barros e atos golpistas

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou esta semana que “mantinha” contato com o major reformado Ailton Barros, que é investigado por discutir com outros militares a articulação de um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi chamado de ‘segundo irmão’ por Bolsonaro e acompanhou ex-presidente em votação, no ano passado. À Veja, Bolsonaro minimizou a relação com o militar.

— Essa questão do ex-major Ailton é ridícula. Por que a amizade com o Ailton? Porque é paraquedista. Duas vezes por ano tinha encontro de paraquedistas e ele estava lá. Se você conversar com ele, em trinta segundos já não quer mais conversa. Ele mandou um áudio para alguém dizendo que mobilizaria 1 500 homens para um golpe, coisa assim. O Ailton não mobiliza meia dúzia de jogadores de dominó. Se conversar com ele, vai ver isso. É um coitado. Ele queria que eu gravasse um vídeo para ele na campanha do ano passado. Respondi: “Ailton, você é meu irmão, você é meu 02, porque o 01 é o Hélio Negão”. Aí levaram para o lado de que ele é o meu 01 no Rio de Janeiro — destacou.

Barros está preso preventivamente no âmbito da Operação Venire, que investiga um esquema de fraudes no cartão de vacinação do ex-presidente, de sua filha e de assessores e seus familiares.

Joias sauditas

No início de abril, Bolsonaro também prestou depoimento à PF no inquérito sobre as joias sauditas, presente do governo da Arábia Saudita avaliado em R$ 16,5 milhões. A PF apura se Bolsonaro atuou para ficar com os itens. No depoimento, Bolsonaro disse que mandou Mauro Cid verificar o que poderia ser feito com as joias para evitar um vexame diplomático de o presente dado por outra nação ser levado a leilão.

Na entrevista à Veja, Bolsonaro disse que “não houve nada na moita” para liberar as joias, retidas pela Polícia Federal.

— Só fiquei sabendo disso no final de novembro, começo de dezembro. Quando soube, paguei missão, deve ter sido para o Cid: “Vê se pode recuperar”. Depois vimos que tinha um ofício do MME buscando recuperar na Receita, então não foi nada no grito. Tem ofício, e-mail, tudo. Entrou também o meu chefe da Receita, eu conversei com ele perguntando se era possível recuperar. Daí tentaram — talvez tenha havido excesso de iniciativa — resolver o negócio lá. Aí deu a confusão. Não teve nada na moita — afirmou Bolsonaro à revista.

Relação com STF

Na entrevista à Veja, Bolsonaro afirmou que declarações e mensagens de teor golpistas de pessoas próximas a ele eram “desabafos”, mas negou que houvesse alguém, no entorno da Presidência, que articulasse uma ação efetiva de golpe de Estado.

— Ninguém defendia [medida mais dura], era desabafo de alguns, fora do gabinete. Eles estavam revoltados com essa situação de interferências no Executivo. Eu recebia em média uma ação por semana do Supremo Tribunal Federal. Mas isso foi antes das eleições — disse.

Bolsonaro disse que ouviu de pessoas próximas “mais nervosas”, por exemplo, que deveria “peitar” a decisão do Supremo Tribunal Federal que vetou a posse de Alexandre Ramagem na direção da Polícia Federal. Mas não respondeu diretamente se considera ser perseguido por ministros do STF.

— Não quero polemizar nessa área. Está acontecendo uma conscientização no Brasil e não é só em relação ao meu caso. Eu não quero botar lenha na fogueira. Tem gente de várias formações criticando o que está acontecendo. Não precisa ser muito inteligente para saber de onde vem o problema — disse.

Fraude nas urnas

Bolsonaro disse à Veja que a alegação de fraude nas urnas na disputa à Presidência com Lula “é página virada”.

Ele responde a uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) no TSE que apura uma reunião, em julho do ano passado, em que fez ataques às urnas eletrônicas durante uma reunião com representantes estrangeiros no Palácio da Alvorada. O Ministério Público Eleitoral (MPE) já se manifestou a favor do pedido de inelegibilidade do ex-chefe do Executivo. A alegação é que teria havido abuso de poder político na reunião de Bolsonaro com embaixadores.

À Veja, Bolsonaro disse não temer ficar inelegível.

— Qual o argumento para isso? O encontro que tive com embaixadores. Essa é uma política privativa do presidente. Eu abri para a imprensa esse encontro, não tem nada de mais. Discutimos o sistema eleitoral brasileiro, buscando transparência, nada além disso — destacou Bolsonaro.

O Globo

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Paraíba

MPF cobra apuração de poluição por esgoto e lixo em rios no litoral de João Pessoa

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O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou representação ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) solicitando a apuração do lançamento irregular de esgoto e resíduos sólidos nas bacias hidrográficas de João Pessoa. A iniciativa é um dos desdobramentos da audiência pública promovida pelo MPF, em junho de 2026, que reuniu órgãos públicos, instituições de pesquisa e especialistas para discutir estratégias de enfrentamento à poluição marinha e à degradação da balneabilidade das praias da região metropolitana da capital paraibana.

A representação integra o conjunto de medidas coordenadas de prevenção, monitoramento e redução das fontes de contaminação debatidas no encontro, com foco na atuação preventiva e na adoção de soluções estruturantes para a proteção dos rios, estuários e ecossistemas costeiros. O MPF tem atuado na faixa da zona costeira, que faz parte da sua área de atribuição, mas entende que somente o trabalho conjunto com o MPPB, que atua nas áreas banhadas por rios e igarapés, é capaz de garantir medidas que resultem em soluções mais efetivas e duradouras.

Ao encaminhar a manifestação ao MPPB, o MPF sustenta que o enfrentamento da poluição marinha inclui a recuperação das bacias hidrográficas que deságuam no oceano. O texto ressalta que comunidades instaladas às margens de rios como Jaguaribe, Cabelo e Aratu, entre outros , lançam esgoto doméstico e resíduos diretamente nos cursos d’água em razão da ausência de infraestrutura de saneamento, quadro que exige medidas capazes de compatibilizar a proteção ambiental com os direitos das populações em situação de vulnerabilidade.

Entre as providências sugeridas está a elaboração, pelo município de João Pessoa e pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), de um diagnóstico detalhado das comunidades ribeirinhas existentes nas oito bacias hidrográficas da capital. O levantamento permitirá identificar o número de famílias e moradores, o tempo de ocupação, a situação fundiária, a infraestrutura de saneamento disponível e a estimativa da carga de esgoto lançada nos rios.

O MPF também sugere que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) apresente estudo técnico sobre a possibilidade de expansão da rede coletora de esgoto para essas comunidades, acompanhado de cronograma físico-financeiro e da indicação das áreas onde a implantação da infraestrutura seja tecnicamente inviável em razão de características do terreno ou da influência das marés.

Soluções baseadas na natureza – Enquanto não houver a universalização do saneamento ou a oferta de moradia adequada às famílias residentes nessas áreas, a representação propõe a adoção de Soluções Baseadas na Natureza (SBN), previstas na Resolução ANA nº 245/2025, como estratégia de mitigação dos impactos ambientais.

Entre as medidas sugeridas estão a implantação de wetlands (áreas úmidas) construídas na foz dos canais, fossas verdes e biodigestores para tratamento descentralizado de esgoto doméstico, biovalas e jardins de chuva para retenção da poluição difusa e barreiras vivas destinadas a impedir que resíduos sólidos alcancem os leitos dos rios. Segundo o MPF, essas tecnologias podem reduzir significativamente a carga de poluentes transportada até o litoral enquanto soluções estruturantes são implementadas.

Proteção ambiental e direito à moradia – Na representação, o MPF ressalta que a situação exige atuação pautada pela proporcionalidade. O documento reconhece que a remoção imediata das comunidades não constitui solução viável e defende que a proteção dos recursos hídricos seja compatibilizada com o direito fundamental à moradia e com o dever do Estado de universalizar o saneamento básico. Por essa razão, as medidas mitigadoras são apresentadas como instrumentos transitórios até que sejam implementadas soluções habitacionais e de infraestrutura definitivas.

Para o procurador da República João Raphael Lima Sousa, a audiência pública deixou claro que a poluição das praias é um fenômeno multifatorial, que exige medidas para mitigar a falta de saneamento em comunidades ribeirinhas. “A atuação do MPF não se limita à responsabilização por danos ambientais. Nosso compromisso é construir soluções que conciliem a proteção dos ecossistemas, o direito à moradia das populações vulneráveis e o dever do Estado de universalizar o saneamento básico. Enquanto essas soluções estruturantes não se concretizam, existem alternativas técnicas capazes de reduzir significativamente os impactos ambientais e que precisam ser consideradas pelos gestores públicos”, ponderou.

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Política

PESQUISA GERP: Flávio tem 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula, em eventual 2º turno

Fotos: Carlos Moura/Agência Senado | Ueslei Marcelino/COP30

Pesquisa Gerp divulgada nesta quarta-feira (22) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto e Lula (PT) com 45% em um eventual segundo turno. Os dois aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 2,19 pontos percentuais.

Ainda de acordo com o levantamento do instituto Gerp, Lula é o candidato com maior rejeição. Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados disseram que não votariam no petista de jeito nenhum, enquanto 46% deram a mesma resposta para Flávio Bolsonaro.

A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas de 15 a 17 de julho de 2026. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05026/2026.

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Polícia

Bombeiro suspeito de atropelar produtor de eventos Erik Araújo se apresenta à Polícia em JP

Suspeito de atropelar Erick Araújo se apresenta à Polícia Civil. Foto: reprodução.

O bombeiro militar Marcos Afrânio, apontado como suspeito de atropelar o produtor de eventos Erick Araújo, se apresentou nesta quarta-feira (22), na Cidade da Polícia Civil, em João Pessoa. O veículo utilizado no atropelamento também foi apresentado e passa por perícia.

Marcos Afrânio compareceu à delegacia acompanhado por dois advogados e não falou com a imprensa. Segundo a defesa, ele se apresentou nesta quarta-feira porque havia sido previamente agendado.

De acordo com o delegado Getúlio Machado, o suspeito confirmou que dirigia o veículo na madrugada do acidente. Marcos afirmou que passou a noite na casa de um amigo, no bairro dos Colibris, e que seguiu diretamente para casa, sem parar em bares ou restaurantes e sem consumir bebida alcoólica.

Mas, durante o depoimento, a Polícia apresentou imagens que mostram Marcos Afrânio em um bar na mesma madrugada do atropelamento, local onde a vítima também esteve.

Marcos admitiu que passou pelo estabelecimento, mas alegou que não ingeriu bebida alcoólica. Ainda de acordo com o delegado, as imagens mostram o suspeito realizando um pagamento no caixa do local.

Em outra versão apresentada pelo bombeiro militar, ele diz que, no momento do impacto, acreditou ter batido em um animal e não em uma pessoa. Para o delegado, essa declaração diverge dos danos encontrados no veículo, especialmente no para-brisa, que podem ser compatíveis com o impacto contra o corpo da vítima.

Suspeito acreditava ter batido em um animal. Foto: reprodução.

O investigado também declarou que não conhecia Erick Araújo, nunca teve qualquer desentendimento com ele e afirmou que, mesmo após o carro ter sido encaminhado para uma oficina, nenhuma parte do veículo foi alterada. O automóvel é de sua propriedade, embora a transferência de titularidade ainda não tenha sido concluída.

A Polícia Civil informou que o carro será submetido à perícia e que a tipificação do caso só será definida após a conclusão das investigações.

Erick Araújo permanece internado no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

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Paraíba

Paraíba deve liderar crescimento da indústria no país em 2027, aponta estudo

A indústria da Paraíba deverá registrar o terceiro maior crescimento do país em 2026 e assumir a liderança nacional em 2027, segundo projeção do relatório Brasil Macroeconomics, do banco Santander.

O estudo prevê que o setor industrial paraibano crescerá 4,7% em 2026, índice superior à média do Brasil (1,7%) e do Nordeste (2,1%). No ranking nacional, a Paraíba aparece atrás apenas de Tocantins (5,3%) e Piauí (5%), à frente de Amapá e Mato Grosso do Sul, ambos com 4,5%.

Para 2027, a projeção é de crescimento de 4,5% para a indústria paraibana, colocando o estado entre os líderes nacionais. O relatório também destaca que a Paraíba vem mantendo resultados positivos no setor nos últimos anos, com alta de 4,6% em 2025 e crescimento acima das médias nacional e nordestina desde 2021.

Segundo o secretário da Fazenda, Marialvo Laureano, os resultados refletem a política de desenvolvimento adotada pelo Estado, com investimentos, equilíbrio fiscal e incentivos à atividade industrial por meio de programas como o Fain e o Prodes.

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Política

PESQUISA PODERDATA: 47% desaprovam presidente Lula

(Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (22) mostra que 47% dos eleitores desaprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 46% aprovam a gestão do petista. Outros 7% disseram não saber.

A diferença entre aprovação e desaprovação é a menor desde o início da série histórica, em maio de 2024. No pior momento da avaliação, em março deste ano, a desaprovação era de 61% e a aprovação, de 31%, um saldo negativo de 30 pontos percentuais.

O levantamento ouviu 2.500 eleitores entre os dias 18 e 20 de julho, por entrevistas por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança.

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Política

DE NOVO? Pela segunda vez, Lula sugere enforcamento de “traidores”

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a sugerir, pela segunda vez, o enforcamento de “traidores”. A declaração foi feita durante a convenção do PDT, em Brasília, que oficializou apoio à reeleição do petista, e teve como alvo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No discurso, Lula afirmou que “antigamente traidor era enforcado” e criticou brasileiros que vão aos Estados Unidos defender medidas contra o Brasil. Sem citar nomes, disse que “hoje temos não um, mas vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para os Estados Unidos impor punição ao Brasil”.

Sem apresentar provas, o presidente atribuiu a Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelo tarifaço de 25% imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

Primeira vez

A primeira vez aconteceu em julho, quando Lula fez uma declaração semelhante, mas afirmou de forma incorreta que a Coroa enforcou Joaquim Silvério dos Reis. Na realidade, Tiradentes foi executado na forca em 1792, enquanto Silvério dos Reis apenas delatou a Inconfidência Mineira.

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Paraíba

FOTOS: Operação mira organização criminosa suspeita de fabricar e vender moeda falsa na Paraíba e em outros dois estados

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), a Operação No Fake para desarticular uma organização criminosa investigada por fabricar e comercializar moeda falsa. Ao todo, foram cumpridos 24 mandados, sendo 14 de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva, na Paraíba, Pernambuco e Santa Catarina.

Na Paraíba, a operação ocorreu em João Pessoa e Mogeiro. Também houve cumprimento de mandados em Paulista/PE, Abreu e Lima/PE, Caruaru/PE, Igarassu/PE e Lages/SC.

Segundo as investigações, o grupo mantinha um laboratório clandestino de falsificação de moeda e realizava a divulgação e comercialização por redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas digitais e serviços de envio postal.

Além da comercialização de moedas falsas, a investigação apontou a prática de organização criminosa, receptação qualificada, adulteração de veículos, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro. Também foram identificadas ligações com a comercialização de veículos roubados e clonados, negociação de drogas e circulação de armas.

A operação busca interromper a produção e circulação de moeda falsa, desarticular a estrutura da organização, responsabilizar os envolvidos e preservar a ordem pública e a economia. As investigações continuam para identificar outros integrantes e aprofundar a apuração dos crimes praticados.

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Brasil

VALENDO! Tarifaço dos EUA contra o Brasil entra em vigor nesta quarta-feira (22)

Evan Vucci/AP e Marcelo Camargo/Agência Brasil

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.

O governo brasileiro contestou as justificativas e considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política.

Quais são os principais produtos atingidos?

A nova taxa será aplicada a cerca de 3 mil produtos e será cobrada dos importadores americanos quando os produtos brasileiros entrarem nos EUA. Com isso, o custo aumenta e pode reduzir a compra de produtos brasileiros por empresas americanas.

Mais de 2 mil produtos ficaram fora da tarifa, entre eles petróleo, café, carne bovina, aeronaves, celulose, suco de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio. Muitos foram excluídos por serem considerados estratégicos para a economia dos EUA. Já máquinas industriais, máquinas agrícolas, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados, papel e alguns produtos de alumínio serão afetados.

Qual são os impactos para o Brasil?

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA, com base nos dados de 2024, o equivalente a US$ 7,4 bilhões (R$ 37,6 bilhões). Considerando 2025, esse percentual cai para 15%, ou US$ 5,8 bilhões (R$ 29,4 bilhões). O ministério informou ainda que 57% dos produtos exportados pelo Brasil aos EUA continuarão sem tarifa.

No agronegócio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima impacto de R$ 4,6 bilhões por ano nas exportações para os EUA, o equivalente a 36,5% das vendas do setor ao país.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apesar dos setores atingidos, a medida não terá impacto sobre “a economia do país como um todo”. Especialistas também avaliam que os efeitos devem ser limitados devido à lista de produtos que ficaram de fora da tarifa.

Fonte: G1

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Política

Candidatos à Presidência poderão gastar até R$ 133,4 milhões na campanha de 2026, decide TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formalizou, nesta terça-feira (21), os limites de gastos de campanha para as eleições deste ano. Na disputa pela Presidência da República, os candidatos poderão gastar até 88,9 milhões de reais no primeiro turno e 44,4 milhões de reais em um eventual segundo turno.

No início de julho, a Corte decidiu manter o mesmo teto de gastos aplicado nas eleições de 2022. Os limites consideram os gastos de campanha contratados pelo candidato, as transferências para outros partidos ou candidatos e as doações estimáveis em dinheiro, ou seja, bens e serviços doados com valor econômico.

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Paraíba

Aeroportos da Paraíba movimentam mais de 1 milhão de passageiros no primeiro semestre de 2026

Foto: Walla Santos

Mais de 1 milhão de passageiros passaram pelos aeroportos de João Pessoa e Campina Grande no primeiro semestre de 2026. Ao todo, foram 1.048.242 embarques e desembarques, segundo levantamento da Aena, empresa responsável pela administração dos aeroportos.

No Aeroporto Internacional de João Pessoa, passaram 978.465 passageiros entre janeiro e junho, um aumento de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025. Já o Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande, registrou 69.777 passageiros, uma queda de 8,9%.

No mesmo período, os dois aeroportos somaram 10.575 operações. João Pessoa teve 8.682 operações, enquanto Campina Grande registrou 1.893, com aumento de 8,1% e 6,3%, respectivamente.

O levantamento também mostra a movimentação de cargas. João Pessoa registrou 4.706 toneladas, crescimento de 76,7% em comparação com o primeiro semestre de 2025. Em Campina Grande, foram 221 toneladas, com queda de 16,1%.

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